quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tendências religiosas e nosso futuro religioso no Reino Unido

Abaixo, tradução de artigo da "Igreja Anglicana" sobre a islamização da Grã Bretanha.

Se os relatórios recentes das tendências da observância religiosa provarem estar corretos, em uns 30 anos a mesquita poderá reivindicar, em termos religiosos, o Reino Unido como uma nação islâmica, e como conseqüencia, reinvidicar que o estabelecimento religioso reflita este fato. O progresso do Islão conservador no Reino Unido tem sido surpreendente, e vem em um momento de declínio prolongado no comparecimento à igreja, que parece provavelmente irá continuar.

Este progresso do islão tem sido ajudado entusiasticamente pelo governo da Grã-Bretanha, em particular com seus dogmas e extremo multiculturalismo que concede a todas demandas feitas pelos Muçulmanos. Talvez ainda mais importante, foi a escolha do governo em permitir que os linha-dura islâmicos atuem como representantes de todos os muçulmanos, alienando os muçulmanos mais liberais que assim se tornaram incapazes de produzir alguma voz de liderança para competir, conduzindo que muitos Britânicos se perguntem se existe algum muçulmano liberal.

A todos os níveis da vida nacional o Islão ganhou o financiamento do estado, a proteção contra toda a crítica, e a inserção de conselheiros e peritos islâmicos no governo a nível nacional e local. Por exemplo, um conselheiro muçulmano no departamento do interior foi o responsável pelo abrandamento de legislação contra os “crimes de honra”[1] alegando que métodos informais seriam melhores. Relatórios da polícia contam que mulheres colocadas sob a proteção da polícia, têm os endereços de suas casas divulgados a seus parentes masculinos pelos policiais muçulmanos que pensam que, ao revelar a localização delas, estão cumprindo com o seu dever religioso.

Enquanto que os clubes “apenas para homens” se tornaram ilegais, nós tomamos conhecimento que piscinas municipais incentivam sessões abertas apenas para mulheres muçulmanas. E que funcionários de hospitais em Dewsbury tem que girar as camas dos pacientes para a direção de Meca a cada cinco vezes por dia – um cenário digno dos filmes cômicos do grupo Monty Python, mas surpreendente verdadeiro. As prisões estão repletas com imãs (“homens santos”) que são eficientes em inculcar o Islão conservador em todos os internos que forem identificados como sendo culturalmente muçulmanos. Os serviços penitenciários tratam com um fato que estes prisioneiros ocupem blocos distintos dos demais detentos e que sejam visitados por estes imãs à vontade. Será que os serviços penitenciários enviariam os presos identificados como culturamente pertencentes da Igreja da Inglaterra para os serviços de um capelão? Nós poderíamos dar mais exemplos.

O ponto é que o Islão está sendo institucionalizado, enculcado, nas estruturas nacionais de um modo surpreendente rápidos, ao mesmo tempo que a demografia está mostrando um coeficiente de natalidade de muçulmanos muito elevados. Em um estudo chamado a Idade do Secularismo, Charles Taylor identifica a ascenção da mentalidade secularista no que ele chama de “excarnação” do Cristianismo enquanto retirado das estruturas políticas do estado. A cristandade é considerada agora como uma má notícia. O ataque da elite liberal iniciado nos anos 60 tomou raiz nas estruturas educacionais, e, de certo modo, mesmo dentro de áreas da igreja. ,
Hoje a história cristã está desvanecendo-se da imaginação pública, quando o Islão cresce rapidamente. É necessário que uma nova mentalidade apareça nesta área, onde os ensinamentos de Cristo sejam explicados de uma maneira sensível. Nossos líderes da igreja precisam desenvolver maneiras de explicar isto, como nossa missão evangélica demonstra.

(original em http://www.churchnewspaper.com/Editorial.aspx)

[1] “crime de honra” é quando o membro masculino de uma família (pai, irmão ou tio) mata um membro feminino (mãe, irmã, filha, sobrinha) por motivos como não usar o véu islâmico, se comportar ou se misturar com os não-muçulmanos ou por namorar um não-muçulmano.

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