quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tolerância ou Fanatismo?

Cléricos, estudiosos e apologistas do Islão insistem que o Islão é tolerante.

Vamos ver alguns exemplos da "tolerância islâmica" abaixo (esta lista vai ser, na maneira do possível, constantemente atualizada)



Malásia
Grupo islamista da Malásia escreve artigo colocando os "muçulmanos em cima, e os infiéis em baixo." (Malasya) Isso é consistente com o Alcorão 3:110 ("muçulmanos são as melhores criaturas") e Alcorão 98:6 ("infiéis são as criaturas mais perversas dentre todas")

Iraque: Polícia Religiosa mata 90 jovens com aperência de "emos"
Um total de 90 jovens foram apedrejados até a morte pela polícia religiosa do Iraque por usarem corte de cabelo no estilo de "emos." (Mar/2012, Al Arabiya)


Indonésia: polícia religiosa corta o cabelo dos roqueiros
Imagina.  Você vai a um concerto de rock. De repente, a polícia vem e te prende. Você e os outros da platéia, porque segundo a polícia, o concerto, bem como o comportamento dos jovens, ameaçam os "valores islâmicos." Isso aconteceu na província de Aceh, que tem sido regida pela lei islâmica (Sharia) em sua plenitude (adultério punido por apedrejamento; gays presos e açoitados; mulheres obrigadas a usarem o véu e proibidas de usarem calça-comprida). Os 100 jovens presos, foram submetidos a um programa de "reabilitação", que incluiu banhos para "lavagem espiritual", roupas islâmicas, bem como lições religiosas e recitação do Alcorão (Dec/2011, CBS News).



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Definições sob uma ótica islâmica






O Islão e seus defensores, incluindo-se aí a Organização da Cooperação Islâmica, fazem um jogo de palavras que consegue iludir a audiência não-muçulmana. O problema é que nós projetamos os nossos valores e definições, pensando serem eles universais, quando na verdade, o Islão possui um entendimento diferenciado para algumas palavras, pelo fato de que a definição destas palavras não pode contrariar a lei islâmica (Sharia). 
Abaixo segue uma lista de definições muito importantes, sob uma ótica islâmica:
  1. Alcorão – A palavra final de Alá, perfeito e inalterado, superior a todos os outros “livros” e o único e verdadeiro guia para a humanidade no tocante a religião, lei e política.
  2. Democracia – O estado no qual o Islã é a lei e religião absoluta, e todas as pessoas se conformam com as leis e costumes islâmicos (veja Liberdade).
  3. Difamação  Mencionar qualquer coisa sobre alguém que um outro disaprove (não interessa se o que foi dito seja verdade ou não).
  4. Escravidão – O estado legal de qualquer infiél capturado em uma batalha contra o Islã.
  5. Igualdade – Igualdade é alcançada quando os muçulmanos forem os únicos líderes da sociedade, e ocuparem os seus lugares como os “melhores dos homens”, liderando todas as instituições políticas e religiosas. O mesmo não se extende aos não-muçulmanos e nem aos apóstatas.
  6. Infiél (kafir– Todo e qualquer não-muçulmano. Segundo a lei islâmica eles são sujeitos a conversão, subjugação ou condenados à morte.
  7. Justica – O estado no qual a Lei Islâmica Sharia é a única lei da terra, e todas as decisões judiciais são baseadas apenas sobre ela. Justiça existe quando os não-muçulmanos não têm direitos perante um tribunal, e quando o testemuno de duas muçulmanas é igual ao de um muçulmano.
  8. Justiça Social – Uma sociedade governada por muçulmanos sob a lei islâmica.
  9. Liberdade – Liberdade existem apenas quando o Islã e seus princípios obtém dominio completo, contitutindo a totalidade da crença religiosa e das regras políticas.
  10. Liberdade de Expressão – É alcançada quando os muçulmanos, e apenas elessão livres para expalhar as suas crenças, e os não-muçulmanos são proibidos de comentar ou criticar qualquer preceito islâmico.
  11. Mentira (takkyia) – Ato de esconder a verdadePermitido pela lei islâmica para um muçulmano para se proteger ou para avançar a causa do Islã.
  12. Opressão – Quando um país não é governado pela lei islâmica, ou quando existem  ações de resitência à implementação da lei islâmica.
  13. Paz - Quando não existe mais resistência ao Islã. Paz apenas existe quando o Islã governa, tanto políticamente quanto religiosamente, e todos os princípios islâmicos regem a lei.
  14. Racismo – Quando qualquer preceito islâmico, ou quando algum muçulmano, é criticado ou rejeitado.
  15. Tolerância – O estado no qual os não-muçulmanos são devidamente subservientes ao governo muçulmano, concordam com seu estado de segunda-classe (Dhimmi), e pagam a taxa Jizya para os seus senhores muçulmanos.
  16. Tratado – Acordo temporário entre muçulmanos e não-muçulmanos, válido apenas até quando os muçulmanos recuperarem o poder para alcançar por outros meios, violentos ou não, aquilo que eles momentaneamente não conseguiram.
  17. Verdade – Consiste em aceitar a versão islâmica dos eventos, como estabelecido no Alcorão e na Sunna. Tudo além disso é boato ou blasfêmia (veja Mentira).

domingo, 4 de dezembro de 2011

A Palestinização da UNESCO, por Bat Ye'or


Um excelente ensaio de Bat Ye'or (1), que mostra claramente porque Israel é o “canário na mina de carvão [1].” (e mostra para os cristãos que, negar o passado bíblico de Israel, aceitando-se a narrativa islâmica, é o mesmo que negar o passado bíblico do cristianismo.)

Original em inglês publicado no The New English Review:

Em janeiro de 1981, a Organização da Conferência Islâmica, OIC (leia sobre a OIC aqui), em um Encontro de Cúpula, em Meca, declarou que “a Palestina deve ser vista como um assunto da mais alta importância para as nações muçulmanas.” Desde então, a Europa também adotou este caminho e tem apoiado a palestinação da vida cultural, social e, sobretudo, de toda a vida política da Europa.

Por quatro décadas, a Europa tem obedecido a Organização da Conferência Islâmica de um modo servil. A União Européia (UE) efetivamente criou um grande problema para sí própria, pois esta atitude está comendo-a por dentro e destruindo-a. A União Européia fez da Palestina o centro da sua política internacional, tranformando-a em um símbolo de paz e harmonia universal, em um mundo que não saberia o que é “justiça” até que isso aconteça. O único obstáculo para este paraíso é o maquiavélico Israel, o opressor e usurpador da Palestina, cuja pureza como uma vítima pacífica é o prenúncio da justiça global.

A Europa não ousa usar força armada contra Israel, cuja existência ela diz defender, enquanto aconselha Israel a cometer suicídio. A Europa luta contra Israel usando uma infame arma nazista, a arma da deligitimização da sua existência, roubando a sua história, difamando-a com propaganda, ódio e tentativas de destruir a sua economia através de “boicotes, desinvestimentos e sanções (BDS). Para atingir estes objetivos, a Europa encoraja uma campanha internacional de incitamento ao ódio, financiando ONGs e lobbies. A Europa alega que a existência judáica na sua terra ancestral, Judia e Samaria, é uma “ocupação” – uma colonização. Desta forma, Israel se torna um estado que está ocupando a sua própria terra natal histórica. A linguagem Orwelliana dos propagandistas fala de uma “ocupação israelense da terra palestina” que é chamada Judéia, apagando desta narrativa a limpeza étnica e religiosa dos judeus da sua terra natal através de guerras, expulsões, desapropriações e pela desumana regra de apartheid chamada de dhimitude [2]. Os Euro-jihadistas invocam “resistência palestina” ao invés da realidade do seu terrorismo, que se espalhou por todo o planeta. A União Européia tem usado de todo estratagema para forçar Israel à sua auto-destruição em nome da Palestina. Esta destruição levaria a uma era de “justiça e paz” no mundo do mesmo modo que os fornos de Auschwitz destinavam-se a purificar a humanidade dos judeus.

O que Palestinização significa? Primeiro, significa a criação de um povo como um substituto para Israel, tomando posse da sua história, e portanto, da sua ligitimidade. Da Palestinização (do mesmo modo que a Nazificação décadas atrás) vem a deligitimação de Israel, um estado intruso na região e na história, até mesmo em humanidade. A Palestinização da história nega a identidade de Israel, sua cultura, história e direitos humanos dentro da sua própria terra natal, includindo a Judéia, a Samaria e Jerusalém. Para a Organização da Conferência Islâmica este processo é uma componente da teologia islâmica, que considera a Bíblia como uma simples versão falsificada do Alcorão. De acordo com o Islão, a história bíblica é história islâmica, e os personagens bíblicos que nós vemos representados em igrejas são todos profetas muçulmanos que não possuem conexão alguma com os fatos narrados na Bíblia.

Este contexto explica a islamização da herança religiosa judáica e cristã, uma abordagem que envolve negar a identidade destas duas religiões, pois o cristianismo se vê como emergindo do judaísmo, cujas escrituras o cristianismo adotou. Se a Bíblia é uma narrativa islâmica, o cristianismo, e não apenas o judaísmo, é também uma falsificação do Islão. A negação da história bíblica, com a qual a Europa tem assíduamente se conectado ao clamar que Israel é um colonizador intruso na sua própria terra natal, desafia o direito histórico dos judeus à sua terra natal. Isto também nega a história cristã e confirma a interpretação do Alcorão, que refuta a história tanto do Torá como dos Evangelhos.

Deste modo, se nunca houve uma história de Israel nos Evangelhos, mas apenas a história de Ibrahim, Ismael, Issa (o Jesus do Alcorão), e, se todos os reis bíblicos e profetas eram muçulmanos, onde estão as raízes do Ocidente? Não estariam elas no Alcorão? Esta é a conclusão lógica da escolha da Europa, quando, furiosa com o retorno dos judeus para Jerusalém em 1967, deliberadamente decidiu negá-los da sua capital ancestral. A Europa decidiu atribuir a herança para aqueles que, através de uma guerra de invasão, ocuparam, sem legitimidade, Jerusalém em 1948, expulsando e desapropriando todos os seus habitantes judeus. Em resumo, se os israelenses são colonialistas extrangeiros, isto significa que eles não têm passado, não têm história, e, se o judaísmo é apenas tecido em mentiras, o mesmo se aplica ao cristianismo. Se Israel nunca existiu no passado, então a sua restoração moderna é apenas uma enganação colonial para conquistar território o qual Israel não tem qualquer ligação histórica, religiosa ou cultural. Deste modo, a destruição de Israel torna-se algo justificável. Se a história é testemunha do contrário, então a Europa torna-se deliberadamente responsável pelo abominável crime de genocídio – apagando o existência passada de um povo de modo remover a sua legitimidade e seus direitos religiosos, culturais e históricos. Isto reflete a participação, organização e financiamento, por parte das nações européias e da Comissão Européia, de uma campanha internacional de incitamento ao ódio visando o desmembramento de Israel.

A palestinização da Europa, não é apenas a sua islamização teológica através do palestinianismo, este sendo a ideologia para a morte de Israel, por renunciar a soberania territorial de um povo, sua história e sua cultura, em conformidade com a visão do mundo dos jihadistas. Palestinianismo é também a obseção paranóica de caçar Israel enquanto dizendo que isso é para o seu próprio bem. Ao proclamar que a causa palestina é a causa da justiça e da paz, a Europa investe uma enorme energia, bilhões de euros e todo o esforço para mandar Israel de volta para a fronteira de 1948, fronteiras estas que provaram ser indefensáveis. Centenas de milhares de livros, acusações e discursos subverteram os fatos e impõem esta política.

As raízes nazistas da palestina: a de-judeização do cristianismo.

Dentro deste contexto, a Declaração Kairos da Palestina de 2010 rotula Israel como um ocupador de terras árabes, um colonizador, promotor de apartheid; enquanto, inversamente, apresentam os palestinos como vítimas inocentes resistindo a ocupação e aspirando apenas a segurança, justiça e paz. A declaração Kairos, de modo nada surpreendente, condena toda a teologia cristã que está baseada na Bíblia ou na fé bíblica ou na história, e que legitimize Israel. Entenda se voce puder. O que resta da teologia cristã, fé e história se você se livrar de Israel e da Bíblia? Poderia a palestinização do cristianismo ser uma forma camuflada de Nazismo, que planeja a de-judaização do cristianismo? O documento termina com uma chamada para as pessoas, negócios e países fazerem parte de uma campanha de “boicotes, desinvestimentos e sanções (BDS) contra Israel. Este pedido está alinhado com as demandas da Organização da Conferência Islâmica e semelhante ao pensamento dos antidos líderes europeus, os mesmos responsáveis pelo atual estágio na Eurábia [3].

Quais as consequências da Europa escolher al-Quds – ou seja, a Jerusalém muçulmana – para sua identidade, critério para avaliar a sua história, e política de imigração? A Europa que escolhe al-Quds e rejeita Jerusalém está rejeitando a sua própria identidade básica. Está negando a Bíblia, que não é apenas um livro religioso que declara vários valores universais, mas que é também, para os cristãos, uma cronica da vinda de Jesus e do cristianismo, que é a sua culminação. Se não tivesse existido um povo judeu, nem uma história ou geografia bíblica, tão pouco existiria cristianismo. Se assim fosse, o judaismo e o cristianismo seriam apenas uma aberração, e o que restaria seria o Alcorão e o Jesus islâmico, cuja missão escatológica é a destruição do cristianismo.

A escolha pela al-Quds substitui a Bíblia pelo Alcorão. A Europa sabe que a Organização da Conferência Islâmica decidiu mover a sua sede de Jeddah para al-Quds. A Organização da Conferência Islâmica é julgada como a instituição mais adequada para representar o Califado mundial, com a sua missão de ancorar a Ummah (nação dos muçulmanos) no Alcorão e na Sunna (o exemplo de Maomé). Que igreja poderá permanecer em al-Quds? [4] Ao buscar a destruição de Israel, a Igreja está destruindo a sua própria existência.

Com tamanho repúdio a suas próprias raízes e identidade, não é de se surpreender que a Europa tenha vendido tão barato os seus próprios cidadãos? Do mesmo modo que a União Européia não tem cessado de molestar Israel e desafiar as suas raízes e direitos, ela tem arrastado para os tribunais os europeus corajosos que têm defendido a sua própria identidade, direitos e liberdades. Esta conexão política entre a Organização da Conferência Islâmica e a União Européia não aparece apenas no contexto do conflito israelense-árabe, mas também nas políticas internas da Europa relativas a imigração massiva para a Europa, que começou nos anos 1974-75. Nesta época foi estabelecida a Associação Parlamentar para Cooperação Euro-Árabe (PAEAC - Parliamentary Association for Euro-Arab Cooperation) com a tarefa de passar as demandas políticas dos países da Liga Árabe para a Comunidade Européia e monitorar a implemenção destas demandas dentro da Europa [5].

Ao transportar esta política anti-Israel para a Europa, a União Européia deseja criar uma tabula rasa de nacionalismos históricos e de privilégios de Estados soberanos, para transferir para a ONU – que é dominada pela Organização da Conferência Islâmica – a governança mundial dos direitos humanos  [6]. Os direitos básicos dos europeus em termos de segurança, sua história e liberdade de expressão, são refutados, rebatidos e rejeitados pela Organização da Conferência Islâmica (OIC) sob a máscara da Islamofobia e a sua defesa veemente do multiculturalismo europeu. Enraizada na civilização da jihad e da dhimitude, a OIC impõe os seus próprios critérios através dos seus intermediaries na Europa e na ONU, neste novo império ocidental. Então, enquanto a Europa se orgulha por ter criado uma governança universal e humanitária, na cena internacional a Organização da Conferência Islâmica está implementando um ordem corânica de direitos humanos islâmicos [7].

Com o seu repúdio a Israel, a União Européia está repudiando a sí própria. Ela está colocando ênfase na herança greco-romana e eliminando a herança judáico-cristã para agradar a Organização da Conferência Islâmica e os imigrantes muçulmanos. Ao fazer isso, a União Européia elimina a sua base bíblica, e portanto, a base judáica, como se o cristianismo tivesse surgido no mundo do nada. Esta repressão de identidade é apenas uma concessão a mais para o Islão e a sua cultura, que é hostil para com judeus e cristãos, uma questão que não é reconhecida nem repudiada. Atirar o judaísmo (Israel) e o cristianismo (o Ocidente) na lixeira da história significa remover todos os direitos humanos, históricos, religiosos, culturais e nacionais dos judeus e cristãos. Isto significa aceitar a dhimitude.

Eurábia and Palestinianismo advém da mesma rejeição e da mesma política em favour da destruição do Estado-nacional, contra a manifestação do espírito e cultura dos povos, condenados à extinção, em uma globalizada utopia humanista. Os seus pontos comuns são: (1) a guerra contra Israel; (2) a de-judaização do cristianismo; (3) a de de-cristianização da Europa; e, (4) a política conjunta entre a União Européia e a Organização da Conferência Islâmica em favor do fortalecimento da governança global da ONU, governança esta que a Organização da Conferência Islâmica deseja monopolizar. Esta abordagem suicida é específica da Europa. Ela não existe na China ou na Índia, ou mesmo nos países muçulmanos.

Com as revoltas anárquicas da "Primavera Árabe" (Março de 2011), os Estados Unidos e a maioria dos países europeus, liderados pela França e por seu Ministro do Exterior, Alain Juppé, se envolveram nos conflitos tribais árabes e africanos, invocando o “direito de intervir” e o “direito de proteger.” Esses direitos, contudo, são aplicados seletivamente, porque eles nunca foram invocados para proteger cristãos contra perseguição no Egito, no Iraque, na Turquia, na Argélia, no Sudão, em Bangladesh, na Indonésia ou no Paquistão. Eles também não são usados para proteger os marinheiros arbitráriamente tomados como reféns pelos piratas Somalis. A Europa acharia grotesco e indecente usar esses direitos de intervir e proteger contra a propagação do ódio contra Israel que pede a exterminação dos judeus, contra o dilúvio de fogetes lançados de Gaza contra Israel, ou contra os crimes hediondos perpetrados pelos aliados palestinos e seus “protégés” contra civis israelenses. Nem tem reagido contra a islamização dos locais sagrados bíblicos em Hebron, locais judeus e cristãos, pela UNESCO agindo sob as ordens da Organização da Conferência Islâmica [6]. Ainda assim, esta abordagem é uma violação dos direitos religiosos e históricos dos judeus e cristãos, e contradiz a definição ocidental de direitos humanos [7]. O reconhecimento da Palestina pela UNESCO é um prenúncio da islamização, a nível mundial, das raízes históricas judáicas e cristãs, seguindo os preceitos do Alcorão de que o Islão precede e domina estas duas religões.

(1) Bat Ye'or é autora de vários livros e ensaios. O seus livros tem se focado no destino dos não-muçulmanos (especialmente cristãos e judeus) sob o Islão. Dentre eles: The Dhimmi: Jews and Christians Under Islam (1985), The Decline of Eastern Christianity: From Jihad to Dhimmitude (1996), Islam and Dhimmitude: Where Civilizations Collide (2001) and Eurabia: The Euro-Arab Axis (2005).

Verifique o site http://www.dhimmi.org/.

Notas do Tradutor

[1]Canário na mina de carvão.” Analogia. Em mineração, era comum soltar canários dentro dos túneis para verficar a existência de gases venenosos. Caso gases venenosos existissem, os canários morreriam, deste modo, alertando os mineradores. A analogia com Israel é a seguinte. O Islão está julgando a reação do mundo kafir (não-muçulmano) à atual jihad contra Israel. Israel é apenas o primeiro da lista.
[2] Dhimitude é a aceitação do estado de subserviência imposto aos não-muçulmanos (os kafirs) que vivem sob a Lei Islâmica (Sharia). Os direitos dos dhimis foram definidos pelo Tratado de Umar (ver em Lei Islâmica (Sharia) para os não-muçulmanos, capítulo 8).
[3] Eurábia. A autora se refere ao atual estágio, aparentemente irreversível, de aniquilação da cultura ocidental européia, sendo substituída pelo Islão.
[4] As últimas palavras de Maomé, antes de sua morte: “Ó Senhor, que pereçam os judeus e os cristãos. Eles fizeram igrejas dos túmulos de seus profetas. Cuidado, não deve haver duas religiões na Arábia.” (Hadith de Muwatta Imam Malik, p. 371).
[5] Os países Europeus se curvaram às demandas dos países árabes como consequência da crise do petróleo de 1971. Uma das demandas árabes foi a de se abrir quotas de imigração árabe para a Europa, criando imigração maçiça que acarretou na acelerada islamização da Europa que testemunhamos hoje.
[6] Os 57 países da Organização da Conferência Islâmica (OIC) agem em bloco. Eles se constituem no maior bloco nas Nações Unidas (ONU) e em todos os seus órgãos, sendo a UNESCO apenas um exemplo. Vários outros países, por motivos dos mais diversos, votam junto com a OIC. Dentre estes países incluem-se Cuba, Venezuela, África do Sul, China, e, lamentavelmente, o Brasil. Estes países ou votam junto com a OIC ou se abstêm. Mas nunca votam contra (por exemplo, o Brasil se abstendo de votar condenando o apedrejamento de adúlteras [Folha]). 
[7] A Declaração de Direitos Humanos no Islão, aprovada pela Organização da Conferência Islâmica em 1990, diz que “todos os direitos humanos devem ser sujeitos à Sharia.”