segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pedofilia, a “bela tradição” Shiíta: o que pode-se aprender com o caso do diplomata iraniano pedófilo?


A “bela tradição” do islamismo Shiíta, que inclui pérolas como o “casamento temporário” (prostituição disfarçada) chamada de sigeh (ou mutah no islamismo sunita – assunto tratado aqui), inclúi o abuso sexual de menores.

O que podemos aprender sobre o Islão a partir do caso do diplomata iraniano pedófilo, que tinha como seu passatempo preferido tocar nas partes íntimas de garotas, com idade entre 9 e 15 anos, nas piscinas de Brasília?

Vamos rever os fatos ocorridos em Brasília semana passada (Abril/2012; O Globo, UOL , O Globo), intercalados com comentários:

1. O diplomata iraniano Hekmatollah Ghorbani foi acusado de abusar de dez menores, garotas entre 9 e 15 anos, na piscina do clube Vizinhaça1, na Asa Sul de Brasília. Ao nadar, ele se aproximava para tocar suas partes íntimas.
 2. O salva-vidas do clube, alertado por uma das vítimas, ordenou o fechamento da piscina. O pai de uma das meninas foi até a piscina e tentou agredir o pedófilo, digo, o diplomata.

Eu diria que a reação do pai da menina seguiu o padrão cultural do Brasil. O que você faria se a sua filha fosse molestada?

3. Após a ação dos seguranças do clube, o diplomata pedófilo, as vítimas e seus pais foram à 1a. DP. Ele seria preso em flagrante e responderia pelo artigo 217 A por estupro de vulnerável, com pena de 8 a 17 anos de prisão. Mas foi liberado por ter imunidade diplomática.
 4. A esposa do diplomata pedófilo foi à delegracia durante o registro de ocorrência, e tentou convencer as mães das meninas a amenizarem as denúncias nos depoimentos.

A esposa do diplomata estava fazendo seu papel. Ela sabe que a ação de Ghorbani não é um crime sob a lei islâmica. Por que prendê-lo, se ele estava usufruindo dos seus direitos como muçulmano?

5. Enquanto o diplomata pedófilo fugia do Brasil, a Embaixada do Irã divulgava uma nota de esclarecimento dizendo que tudo não passava de um mal-entendido devido a “diferenças culturais.” Na mesma nota, a Embaixada reclama de um suposto tratamento intencional da imprensa que estaria divulgando “inverdades” sobre o caso.

Vejam que a Embaixada do Irã não pediu desculpas, apenas “esclareceu o caso.”

Alegar que o ocorrido foi devido a “diferenças culturais” faz parte de um jogo que vem funcionando na Europa, onde o multiculturalismo exarcebado impõe que todas as culturas são iguais (e quem discordar disso é taxado de racista). Os iranianos tentam fazer o mesmo jogo no Brasil. Não seria de se estranhar se eles sugerissem que os brasileiros se submetessem a um processo de “treinamento de sensibilidade” para se tornarem mais sensíveis às diferenças culturais, deste modo aceitando o Islão mais facilmente. Em inglês isto se chama de sensitivity training, e este processo tem sido bastante utilizado para infiltrar o Islão após cada crise oriunda de “mal entendidos” como este na Europa.

Ainda quanto às “diferenças culturais” os países islâmicos exigem que os infiéis os respeitem (por exemplo, fazendo com que as mulheres ocidentais que os visitem vistam os véus islâmicos). E, quando no ocidente, eles exigem que as suas “culturas” sejam respeitadas. Ou seja, o Islão exige respeito, sem oferecer respeito algum.

Finalmente, vejam como eles gostam de fazer o papel de vítima. Esta é uma tática bastante conhecida, de se isentarem de culpa ao culpar as verdadeiras vítimas no processo. Esta estratégia vem do exemplo de Maomé, que após deixar Meca começou a acusar os seus habitantes de tê-lo perseguido, justificando assim seus atos criminosos que o levaram a montar um exército e conquistar Meca.

Mas vamos ver de onde vem esta “diferença cultural”?

Vamos voltar ao passado.
a) Século sétimo (circa 620), Maomé se casa com Aisha, uma criança de 6 anos de idade, consumindo o casamento quando ela tinha 9 anos de idade (Maomé tinha 54). Por ser o “melhor exemplo de conduta para toda a humanidade” este exemplo de Maomé sedimenta de forma irrevogável o casamento precoce (em português claro, o "estupro religiosamente aprovado" de crianças).
b) Trinta anos depois (circa 650), a horda islâmica conquista e ocupa a Pérsia, pondo um fim violento ao Império Sassânida, o auge da civilização persa. Este fato se constitui uma das maiores catástrofes da história: uma civilização culta e avançada para a época foi substituida por uma ideologia atrasada e retrógrada. A população nativa persa foi obrigada a adotar o islamismo sob a ponta da espada.
c) Alguns anos mais tarde, acontece a cisão entre sunnis e shíias. Os dois grupos concordam 100% no tratamento dos não-muçulmanos, mulheres e homosexuais, discordando apenas sobre quem deve ser o legítimo representante do profeta Maomé, o califa.

De modo que quando se fala sobre a divisão entre shiítas e sunitas, isto é apenas um detalhe. No que interessa para nós, não-muçulmanos, bem como para as mulheres, as regras são as mesmas.

Aiatolá Khomeini, o líder-supremo do islamismo shiíta e lider da revolução de 1979, resumiu bem a questão quando disse:

"Um homem pode ter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. No entanto, ele não deve penetrar na vagina, mas sodomizar a criança é aceitável. Se um homem penetrar e danificar a criança, então, ele deve ser responsável pela sua subsistência por toda a sua vida. Esta garota não vai contar como uma das suas quatro esposas permanentes e que o homem não será elegível para se casar com a irmã da garota. É melhor para uma garota se casar quando ela começar a menstruação na casa de seu marido, ao invés de casa de seu pai. Qualquer pai que casar a sua filha tão jovem terá um lugar permanente no céu. ["Tahrirolvasyleh", quarta edição, Qom, Irã, 1990] "

Eu acho que não é preciso dizer mais nada.
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terça-feira, 10 de abril de 2012

O Califa, a Organização da Cooperação Islâmica e o Califado Moderno


O islamismo é um sistema político-religioso poderoso que deve ser regido por um Califa. O califa é o chefe de Estado e o governador da Ummah Islâmica, a comunidade islâmica regida pela lei islâmica (Sharia). A palavra califa significa "sucessor" ou "representante". Maomé foi um líder político, militar e religioso. Após a morte de Maomé, em 632 DC, os primeiros líderes da nação muçulmana foram chamados de "Khalifat Rasul Allah", os sucessores políticos do Mensageiro de Alá (referindo-se a Maomé). Desde então, e até o século 20, houve uma sucessão de califas até que em 1924 a Assembléia Nacional Turca dissolveu o Califado. Desde então, o retorno do Califado é um desejo da Ummah (Nação) Islâmica.
A lei islâmica define o papel do Califa [1]

Os livros islâmicos definem Jihad como: "a guerra contra não-muçulmanos para estabelecer a religião." 

(o9.0). Jihad não é apenas um dever individual do muçulmano, mas também é o principal dever do chefe de Estado muçulmano (o Calipha):
"Ao califa  muçulmano é confiado a tarefa de levar o seu povo para a guerra e o comando ofensivo e agressivo da Jihad. Ele deve organizar a Jihad contra qualquer governo não-muçulmano que impeça a dawah (pregação para espalhar o Islão) em sua terra." (o25.0 – o25.9).
Sharia o25.9 diz:

"(Quando o califa nomeia um governante em uma região, o dever deste governante inclui) se a área tem uma fronteira adjacente às terras inimigas, (ele irá) empreender a Jihad contra os inimigos, dividindo os despojos da batalha entre os combatentes e deixando de lado um quinto para destinatários merecedores. "
Também:

"O Califa faz guerra contra os judeus, cristãos e zoroastas até se tornarem muçulmanos ou então até aceitarem pagar o imposto do não-muçulmano, desde que eles tenham primeiro sido convidados para entrarem no Islã ou paguem a Jizya, o imposto dos não-muçulmanos, (de acordo com a palavra de Alá Altíssimo – 9: 29). "
Zia-Ul-Haq, ex-presidente do Paquistão, disse que "jihad em termos de guerra é uma responsabilidade coletiva da Ummah muçulmana."

Um dos mais eminentes estudiosos islâmicos do século 20, Sheikh Maolana Maududi, disse:

"O Islã quer destruir todos os estados e governos, em qualquer lugar da face da terra, que se oponham à ideologia e ao programa do Islã, independentemente do país ou do nação que o governe. O propósito do Islã é a criação de um estado com base na sua própria ideologia e programa ... o objetivo da jihad islâmica é eliminar o governo de um sistema anti-islâmico e estabelecer um sistema islâmico. O Isla não pretende limitar esta revolução para um único Estado ou alguns países. O objetivo do Islã é o de promover uma revolução universal."
Algumas pessoas parecem pensar que essas leis são apenas relíquias históricas, nos livros, mas não na prática ou no controle das mentes de muçulmanos. Mas esse é o tipo de negação que não podemos nos permitir. Essas leis governam os corações, mentes e ações da maioria dos indivíduos e países muçulmanos ao redor do mundo de hoje. Estas escrituras são ensinadas, pregadas e promovidas como a palavra incontestável e eterna de Deus e financiadas pelos petrodólares sauditas em todo o mundo, incluindo em países ocidentais como o Reino Unido e os Estados Unidos.

Nenhum líder muçulmano pode sobreviver em um país muçulmano se ele anunciar o fim da Jihad contra os países não-muçulmanos e afirmar que todas as referências à Jihad na lei islâmica não se aplicam hoje. Tratar países não-muçulmanos vizinhos e individuos como iguais, com respeito e em paz, sem tentar convertê-los ao Islão, é simplesmente contra a Lei Islâmica.

Os líderes muçulmanos que se atrevem a ir contra essa teologia são chamados de traidores e fantoches do Grande Satã Ocidental. Essa é uma descrição que nenhum líder muçulmano quer ser rotulado. Quando o presidente Anwar Sadat do Egito assinou o tratado de paz com Israel em 1979, ele disse a seus confidentes que ele sabia que estava assinando sua própria sentença de morte. Ele entendeu que segundo a Sharia, ele deve ter guerra permanente com o não-muçulmano Israel.

Como pode um líder muçulmano ou indivíduo evitar as centenas mandamentos do Alcorão e dos Hadith que comandam os muçulmanos a matarem os judeus e os cristãos? Alcorão 9:29: "Combatei aqueles que não crêem em Alá até que paguem a Jizya com submissão voluntária e se sintam subjugados" Alcorão 9:05: "Matai os infiéis onde quer que você os encontre". Alcorão  47.4: "Quando você encontrar os incrédulos, corte suas cabeças."


O retorno do Califado tem sido um sonho da Ummah. Mas, existindo tantos países islâmicos, qual líder poderá reinvidicar para sí o título de Califa e restituir o Califado? A solução foi a criação de uma organização composta pelos chamados países islâmicos, a Organização da Cooperação Islâmica (OIC), que atualmente promove a Jihad Demográfica e a Jihad Legal.

A OIC e o Califado moderno [2].

A Organização da Cooperação Islâmica (OIC) é uma organização religiosa e política. A OIC compartilha da visão estratégica e cultural da Liga Mundial da Irmandade Muçulmana: a de uma comunidade religiosa universal, a Ummah, baseada no Alcorão, na Sunna e na ortodoxia canônica da Sharia. A OIC representa 56 países e a Autoridade Palestina (considerada como um Estado), constituindo a Ummah universal, uma comunidade de mais de um bilhão de muçulmanos.

O OIC tem uma estrutura única entre as nações e as sociedades humanas. O Vaticano e as várias igrejas são, de fato, destituídas de poder político, mesmo que participem da política, porque no cristianismo, como no judaísmo, as funções religiosas e políticas têm que ser separadas. Religiões asiáticas, também, não representam sistemas que reúnem estratégia, religião, política e lei dentro de uma única estrutura organizacional.

Não só a OIC desfruta de um poder ilimitado através da união e coesão de todos os seus corpos, mas também a isso, acrescenta a infalibilidade conferida pela religião. Reunindo 56 países, incluindo alguns dos mais ricos do mundo, controla a parte do leão dos recursos energéticos globais. A União Européia (UE), longe de antecipar os problemas causados ​​pela concentração de poder e investir na diversificação e autonomia das fontes de energia desde 1973, atuou para enfraquecer os EUA internacionalmente, a fim de substituí-lo pela ONU, uma agente dócil à OIC. Na esperança de angariar algumas migalhas de influência, a UE privilegiou uma imigração maciça de muçulmanos para a Europa, pagou bilhões de dólares para a União do Mediterrâneo e para a Autoridade Palestinina, enfraqueceu os estados europeus, minou a sua unidade, e envolveu-se na bandeira da justiça palestina, como se isso pudesse fornecer algum sistema de proteção contra a jihad global, que se esforça para se concentrar sobre Israel.

Religião emerge como o principal aspecto da OIC a partir da sua linguagem e suas metas. Parece que o OIC está restaurando, no século 21, o Califado, o órgão supremo de controle para todos os muçulmanos. Em seus Estatutos (2008), os Estados-Membros confirmam que a sua união e solidariedade são inspiradas por valores islâmicos. Eles afirmam o seu objetivo de reforçar, dentro da arena internacional, os interesses comuns e a promoção dos valores islâmicos. Eles comprometem-se a revitalizar o papel pioneiro do Islão no mundo, aumentando a prosperidade dos Estados membros, e – em contraste com a dos Estados europeus – assegurando a defesa das soberanias nacionais e integridades territoriais. Eles proclamam o seu apoio para a Palestina, tendo al-Quds Al Sharif, o nome arabizados de Jerusalém, como sua capital, e exortam uns aos outros para promoverem os direitos humanos, liberdades fundamentais, o estado de direito (Sharia), e da democracia de acordo com os seus sistemas constitucionais e legais - em outras palavras, o cumprimento da Sharia.

Eles também se comprometem a estimular nobres valores muçulmanos, a preservar seus símbolos e sua herança comum, e para defenderem a universalidade da religião islâmica – ou seja, a propagação universal do Islã (Da'wa). Eles afirmam que eles estão a promover os direitos das mulheres e incentivar a sua participação ativa em todas as esferas da vida, de acordo com as legislações dos Estados-Membros. Eles concordam em inculcar as crianças muçulmanas com os valores islâmicos e apoiar as minorias muçulmanas e comunidades fora dos Estados-Membros, a fim de preservar sua dignidade e sua identidade cultural e religiosa.

Os objetivos estratégicos dos Estatutos da OIC buscam "assegurar a participação ativa dos Estados-Membros [da OIC] nas políticas globais, econômicas e sociais, e nos processos de decisão para garantir os seus interesses comuns" (I-5) e "promover e defender uma posição unificada sobre questões de interesse comum em fóruns internacionais"(1-17).

Entre suas metas, os Estatutos da OIC especificam a propagação, promoção e preservação dos ensinamentos e valores islâmicos, a difusão da cultura islâmica, e a preservação do patrimônio islâmico (I-11). O artigo I-12 promove a proteção e defesa da verdadeira imagem do Islão, a luta contra a difamação, e o incentivo ao diálogo entre civilizações e religiões. Outros objetivos tratam da proteção dos valores familiares inerentemente islâmicos (I-14) e a preservação de direitos, dignidade e identidade religiosa e cultural das comunidades muçulmanas e das minorias muçulmanas em Estados não membros (I-16). Essa questão aponta para a autoridade da OIC sobre os imigrantes muçulmanos no exterior e sua pressão sobre os governos dos países não-muçulmanos através de canal de diálogo, incluindo a Aliança das Civilizações, cujo relatório apoia programas da OIC bem como redes inter-fé e redes de imigração.

A OIC apoia todos os movimentos jihadistas considerados por ela como resistência a "ocupação estrangeira", incluindo-se aí a Caxemira indiana "ocupada", e condena a "humilhação e opressão" dos muçulmanos na Índia.

Os Estatutos determinam que o Tribunal Internacional de Justiça Islâmica passe a ser o principal órgão legal da Organização (Cap. X, art. 14) e que "a Comissão Permanente Independente de Direitos Humanos deve promover os direitos civis, políticos, sociais e econômicos consagrados nos convênios e declarações da organização [OIC] e instrumentos de direitos humanos universalmente acordados, em conformidade com os valores islâmicos"(Art. 15). Isso implica que os convênios que não estejam em conformidade com os valores islâmicos não serão seguidos.

Pode-se notar que o presidente sudanês, Omar al Bashir, acusado (de acordo com critérios ocidentais de justiça) de genocídio cometido no sul do Sudão e em Darfur, não foi incomodado pelo Tribunal Islâmico de Justiça. Seus colegas da OIC não o consideram de forma nenhuma um criminoso e o recebem com grande respeito, como o faz primeiro-ministro turco Erdogan.

O Tribunal Islâmico de Justiça tem um mandato internacional e poderia julgar estrangeiros, muçulmanos e não-muçulmanos (blasfemos, apóstatas, ou os resistentes à Jihad) que violaram as leis da sharia em qualquer lugar. Além disso, a reivindicação da OIC para ser a guardiã e a protetora dos imigrantes muçulmanos que vivem em todos os países que não são membros da OIC implica uma extensão de sua competência e influência política sobre todos os muçulmanos da Europa, América do Norte e do Sul e outros Estados não-membros. Esta situação agrava o perigo incorrido por muçulmanos europeus não religiosos, sejam eles ateus, apóstatas, ou livre-pensadores.

Dentro de sua organização, os Estatutos da OIC apresentam características semelhantes aos da União Européia. No entanto, em termos de seu espírito, as funções, princípios e objetivos, os Estatutos da OIC são uma antítese dos Estatutos da União Européia. Mesmo empregando a linguagem das organizações internacionais, o significado das palavras é diferente por se encontrarem enraizadas no mundo conceitual do Alcorão, o que contradiz a base do pensamento ocidental secular. Assim, o artigo 32-2 afirma: "O Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da OIC recomendará as regras de procedimentos da Cúpula islâmica". Isto implica uma visão e compreensão política islâmicas.

Uma instituição que combina política e religião se coloca na borda externa do pensamento ocidental, que é ancorado na separação entre política e religião. Mesmo que a interferência entre os dois campos tenha persistido, o princípio da separação tem facilitado a emancipação nas arenas intelectuais e políticas da autoridade religiosa e do desenvolvimento do pensamento crítico.

A aspiração atual da Ummah de se submeter a um califado que incorpora uma instituição político-religiosa combinada só pode surpreender o ocidental e destacar o fosso que separa os dois. Enraizados no individualismo, os europeus cultivam a busca da felicidade e prezam a liberdade de pensamento e a exploração racional, científica, que são percebidos como o maior privilégio do ser humano e a sua melhor aventura.

Por outro lado, a aspiração ao Califado indica o desejo de uma autoridade suprema, devendo a sua infalibilidade à Alá e seu intermediário humano, Momé. De acordo com Ibn Khaldun, esta instituição, que coloca a política ao serviço do expansionismo religioso mundial, foi criada como instrumento para uma islamização obrigatória da humanidade. Confrontado hoje com este arcaísmo político, um Ocidente dividido e quebrado busca refúgio na recusa a encarar a realidade e se fixa com o fim do minúsculo Israel como se fosse o seu salva-vidas. Fazendo água por todos os lados, este Ocidente que abandona sua própria identidade em favor do multilateralismo e do multiculturalismo e aruína da sua cidadania através da compra de segurança tem pouca chance de sobrevivência.

[1] Nornie Darwish, Roots of the Gaza Conflict. Frontpage Magazine.

[2] Bat Ye’or, OIC and the Modern Caliphate. American Thinker

sábado, 7 de abril de 2012

A história de Umm Qirfa "prova" que Maomé tinha razão: "uma nação liderada por uma mulher nunca terá sucesso."


Maomé havia dito: "uma nação liderada por uma mulher nunca terá sucesso." Maomé precisava provar que ele tinha razão. Umm Qirfa pagou o preço.

A história (do assassinato e desembramento) de Umm Qirfa é narrada pelas mais importantes fontes islâmicas: a biografia de Maomé Sirat Rasul Allah escrita por Ibn Ishaq (980) e o Hadith de Tabari (Vol. 8, pag. 96).

Contexto: após a Hégira (migração de Maomé para Medina em 622 DC), Maomé e seus seguidores, ao invés de buscarem um vida digna, tornaram-se bandoleiros, formando uma gangue que roubava, matava, saqueava, sequestrava e escravizava. Todos os que se opuseram a Maomé foram mortos, inclusive aqueles que apenas criticaram o que ele fazia. Esta sua atividade fez com que o número de seus seguidores aumentasse (ou seja, o membros da sua quadrilha aumentou) até ele se tornar o primeiro soberano da Arábia.

Umm Qirfa era uma velha árabe contemporânea a Maomé, o profeta do Islão. Ela pertencia a uma tribo pagã chamada Banu Fazara, sitiada em Wadi Al-Qurra. Esta mulher de idade, que era também uma chefe do seu clã, foi brutalmente assassinada quando Maomé e seus seguidores invadiram a sua tribo e os atacaram. O incidente ocorreu em janeiro de 628, quase seis anos após a Hégira (WikiIslam).

Umm Qirfa (Fatima bint Rabeea bin Bader AlFazarri, também soletrado Umm Kirfa) era uma mulher que se tornou a governadora da sua tribo e um símbolo de orgulho, estatus social e respeito, como indicado pelas mais de cinqüenta espadas que as foram doadas como presentes pelos líderes de tribos. Umm Qirfa teve doze filhos. Infelizmente, os seguidores de Maomé atacaram a sua tribo "escondendo-se durante o dia e rastejando durante a noite". Umm Qirfa e sua linda filha foram capturadas pelos seguidores de Maomé. Os muçulmanos eram contra a idéia de uma mulher governar uma tribo, como Maomé havia dito: “Uma nação liderada por uma mulher nunca terá êxito” (Bukhari 9:88:219).  Então, eles a torturaram amarrando as suas pernas a dois camelos diferentes fazendo-os correr  em direções opostas, rasgando Umm Qirfa em dois. Eles então retalharam o seu corpo e apresentaram a sua cabeça como um presente a Maomé em Medina. Maomé ordenou que a cabeça de Umm Qirfa fosse mostrada ao longo das ruas de Medina para ensinar as pessoas uma lição. Maomé deu a filha de Umm Qirfa para o seu tio Hoozan bin Abi Wahab para ele se divertir (Ameen).
Umm Fatima Qirfa foi feito prisioneira. Ela era uma mulher muito velha, esposa de Malik. Sua filha e Abdulla b. Mas'ada também foram tomadas. Zaid ordenou Qais al-b Musahhar para matar Umm Qirfa e ele a matou cruelmente. (Ibn Ishaq’s biography of Mohammed,  pg.980)
O que significa "ele a matou cruelmente"? O método cruel que os guerreiros santos de Maomé usaram para matar Umm Qirfa foi explicado por Tabari:
Ao amarrar uma corda em suas duas pernas e em dois camelos* e conduzi-los até que eles a tivessem partida em dois. (The History of al-Tabari, Volume 8: The Victory of Islam, translated by Michael Fishbein, Volume 8, pg.95-97)
* algumas fontes mencionam cavalos ao invés de camelos.

Consequências no mundo de hoje. Lembre-se que Maomé é o melhor exemplo de conduta para toda a humanidade. Deste modo, quanto mais islâmica uma sociedade é, menor a participação política das mulheres. E mesmo quando isso acontece, tem sempre um islamista religioso por perto para "provar" que Maomé tinha razão (por exemplo Benazir Bhutto).

PS1. O mal no mundo não é invenção de Maomé nem do islamismo. O problema é que o comportamento criminoso de Maomé é justificado pelo Alcorão e sedimentado na lei islâmica. Aí é que reside o problema.

PS2. Muçulmanos quando confrontados com histórias como estas regem de diferentes modos: (a) negar que isso aconteceu (por igonorância ou por takiyya); (b) dizer que apenas o Alcorão é importante (por igonorância ou por takiyya); (c) ameaçar quem as conta (fisicamente, moralmente ou legalmente). Eles sabem que estas histórias soam muito mal nos ouvidos dos infiéis, e que elas não podem serem conhecidas.

"Narrado por Abu Bakra: ... Quando o Profeta ouviu a notícia que o povo da Pérsia havia feito a filha de Khosrau a sua rainha (soberana), ele disse, “Nunca irá ter sucesso uma nação que faça como soberana uma mulher” - Sahih Bukhari 9:88:219.

Umm Qirfa foi amarrada entre dois camelos que foram dirigindos em direções opostas para dividir seu corpo em pedaços.

A cabeça decapitada Umm Qirfa foi desfilada nas ruas de Medina sob as ordens de Maomé, para que o povo aprendesse a lição.

A ilustração desta história (em inglês) é encontrada em FaithFreedom: The Killing of Umm Qirfa by Prophet Mohammed.

E no YouTube.



Atualização: Veja o exemplo de Maomé sendo seguido ainda nos dias de hoje

Mulher yazidi partida ao meio
Crime bárbaro cometido pelo Estado Islâmico (Califado) no Iraque. "Eles amarraram as mãos de uma mulher yazidi na parte de trás de um carro e as pernas em um outro carro e eles a separaram em dois", disse um estudante de 22 anos chamado Hassan. "Você já viu algo assim? Isso tudo é porque ela não é muçulmana e não queria se converter. Nós quase não escapamos." (Examiner)

Estado Islâmico anuncia que irá matar usando cavalos
Segundo o jornal inglês Daily Mail, o Estado Islâmico anuncia um novo método para matar as pessoas: serem pisoteadas por cavalos. (Daily Mail)

Jornalista sírio, acusado de ser espião, foi "partido em dois" pelos valorosos soldados de Alá, do Estado Islâmico
A diferença é que Maomé amarrou as pernas de Umm Qirfa em camelos, ao passo que os jihadistas de hoje amarram as pernas da vítima em carros. (fonte)