segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hudna – No Islamismo trégua não significa trégua


por Calatrava Bansharia
 A doutrina islâmica contém conceitos que nos confundem. Muitas palavras possuem um significado diferente daquele que nós compreendemos. Um lista é apresentada no Dicionário de Termos Islâmicos. Neste artigo, vamos tratar do significado de hudna, comumente traduzida como trégua. Vamos ver que no islamismo, trégua significa algo bastante diferente. (para mim, o conceito de hudna está ligado ao conceito de takkyia.)
O que é Hudna?

Recentemente, Abu Marzouk, um alto escalão do grupo islâmico Hamas, concedeu uma entrevista para a revista  Forward. Nesta entrevista, Marzouk diz que o Hamas nunca irá concordar com um tratado de paz com Israel. Ele diz “quando nós alcançarmos um acordo, no nosso ponto de vista, ele será uma hudna entre dois países.”

A palavra hudna é traduzida como “trégua,” mas isso é um erro (existem mais do que sete palavras em árabe significando trégua ou cessar-fogo). Se nós usarmos trégua, as palavras de Marzouk soariam para nós como uma indicação de que o Hamas está cansado de lutar, fatigado em lançar ataques terroristas, e que, talvez, uma trégua leve a uma paz duradoura. Mas hudna significa outra coisa totalmente diferente. Vejamos.

A palavra hudna está associada ao Pacto de al-Hudaybiyya. Segundo as fontes islâmicas, este pacto foi feito entre Maomé e a tribo dos Quraysh de Meca, no ano de 628 DC, tendo uma validade de 10 anos. Na época, Maomé ainda não tinha um exército capaz de conquistar a sua cidade de natal de Meca e as escaramuças com os Quraysh o enfraquecia. Maomé precisava ganhar tempo. Dois anos depois, em 630 DC, ocorreu uma escaramuça entre as tribos dos Bani Khuza'a e dos Bani Bakr. A tribo do Bani Kuza’a era aliada de Maomé ao passo que os Bani Bakr eram alidados dos Quraysh. Um fortalecido Maomé  usou esta escaramuça como pretexto para denunciar o pacto. Os Quraysh enviaram uma delegação até Medina para conversar com Maomé, oferecendo compensação material (como era o costume). Maomé recusou. Ele arregimentou um exército tão grande que Meca se rendeu sem oferecer resistência.

Ao se referir a hudna, o Hamas usa o “perfeito exemplo de conduta” (Maomé) do seguinte modo:
  • A exemplo de Maomé, eles fariam uma concessão impopular (“trégua” com Israel) na expectativa de que tudo ficaria melhor no final.
  • Eles atingiriam o objetivo de conquistar Jerusalém (como Maomé conquistou Meca) e Israel como um todo (como Maomé conquistou os domínios dos Quraysh).
  • A exemplo de Maomé, eles usariam o menor dos pretextos para atacar o inimigo. 


O que diz a lei Islâmica

O artigo o9.16 do Manual de Lei Islâmica The Reliance of the Traveller trata específicamente de “Tréguas.”
Na Lei Sagrada, trégua (hudna) significa um tratado de paz com pessoas hostis ao Islã, envolvendo o cessar fogo por um período especificado, seja para pagamento ou outra coisa.
O artigo o9.16 se refere a dois versos do Alcorão (9:1 e 8.61) bem como ao pactor de al-Hudaybiya, como relatado nos Hadith de Bukhari e Muslim. O artigo diz ainda que “tréguas são permitidas, porém não obrigatórias.” O artigo descreve quem pode realizar uma trégua (o governante muçulmano de uma legião, o califa ou o seu representante) e discute o alcance territorial da trégua.

Com respeito ao motivo para um trégua, o artigo diz:
Interesses que justifiquem a realização de uma trégua são coisas como fraqueza dos muçulmanos devido à falta de membros ou material, ou a esperança do inimigo tornar-se muçulmano, pois o Profeta (Alá o abençoe e lhe dê paz) fez uma trégua de quatro meses com Safwan ibn Umayya, no ano em que Meca foi libertada, por quatro meses na esperança que ele iria se tornar muçulmano, e ele entrou no Islã antes de seu tempo acabar. Se os muçulmanos estão fracos, uma trégua pode ser feita por dez anos, se necessário, pois o Profeta (Alá o abençoe e lhe dê paz) fez uma trégua com os Quraysh pelo mesmo tempo, como é relatado por Abu Dawud. Não é permitido estipular um período maior do que este, salvo por meio de tréguas novas, cada uma das quais não excedendo dez anos.
Veja que a lei islâmica estipula a “fraqueza dos muçulmanos” como condição para uma trégua.

Mais exemplos de menção à hudna

A palavra hudna tem sido empregada corriqueiramente no conflito do Islão com Israel. Vejamos alguns exemplos.
  •           Em 10 de maio de 1994, em um discurso em uma mesquita durante uma visita e Johanesburgo (África do Sul) Yasser Arafat associou os acordos de paz de Oslo com  o pacto de al-Hudaybiyya, chamando por uma jihad para libertar Jerusalém. Arafat estava sendo criticado, por árabes e por muçulmanos, por ter feito o acordo com Israel. Em defendeu a sua ação mencionando o pacto to al-Hudaybiyya. Ao falar com a imprensa árabe Arafat mencionava hudna; ao falar com a imprensa internacional, Arafat falava na “paz dos bravos.”
  •           Em janeiro de 2004, um dos líderes do Hamas, Abdel Aziz al-Rantissi, ofereceu uma hudna de 10 anos em troca de uma retirada total de Israel dos territórios capturados na Guerra dos Seis Dias, e o estabelecimento de um Estado da Palestina na Margem Oeste e em Gaza.  Rantissi disse que a hudna estava limitada a 10 anos e representava uma decisão do Hamas porque era “difícil liberar toda a nossa terra neste estágio. Entretanto, a hudna não representaria um sinal de reconhecimento do Estado de Israel.”
  •           Junho de 2008. Quando perguntado se ele poderia ver uma hudna de 50 anos com Israel, o líder do Hamas, Nizar Rayyan, repondeu: “A única razão para se ter uma hudna é para se preparer para a batalha final. Nós não precisamos de 50 anos para nos preparar para a batalha final porque Israel é uma impossibilidade. Israel é uma ofensa contra Deus.”
  •           A Constituição do Hamas.


Consequências para nós

Na atualidade, com todas estas guerras e rumores de guerra que emanam do mundo islâmico, faz-se necessário, mais do que nunca, compreender a doutrina e objetivos do Islão com respeito a guerra e paz, e tudo o que esteja entre os dois (tratados, diplomacia).  É importante apreciar que o Islão é completamente legalista. Com toda essa conversa que o Islão tem sido interpretado erroneamente por “radicais”, o fato é que, ao contrário da maioria das outras religiões, o Islão é claramente definido sem admitir qualquer ambiguidade. De acordo com a Sharia (“modo de vida”, ou, geralmente referida como “lei islâmica”) cada ato humano é categorizado como sendo proibido, desencorajado, permitido, recomentado ou obrigatório.  “Senso comum” ou “opinião universal” têm pouco a ver com o conceito islâmico de certo e errado. Tudo o que importa é o que Alá (através do Alcorão) e o seu profeta Maomé (através das tradições – Hadith) tenham dito sobre um determinado assunto, e como os maiores teólogos e juristas (coletivamente conhecidos como ulema, ou “aqueles que sabem”) tenham articulado.

Maomé disse que “guerra é enganar os outros,” algo claro na sua hudna com Meca. Mas o fato do Islão legitimizar enganar os outros durante uma guerra não é algo surpreendente. Afinal, filósofos não-muçulmanos como Sun Tzu, Maquiavel e Hobbes justificaram enganar os outros numa guerra. A diferença crucial é que, de acordo com as escolas de jurisprudência islâmicas, guerra contra os infiéis é para toda a eternidade até que “todo o caos termine e toda a religião pertença a Alá” (Alcorão 8:39).

Pensamento final

Maomé disse
“Se eu faço um juramento e depois eu acho algo melhor, eu faço o que é melhor e quebro o meu juramento.” (Bukhari 8:618)
Maomé disse ainda:
“São 3 os sinais de um hipócrita: quando ele fala, ele mente; quando ele faz um juramento, ele o quebra; quando algo é confiado a ele, ele trái a confiança.” (Muslim 002 : 032)

Maomé quebra um juramento ... e depois ele próprio diz que quem quebra juramento é hipócrita ... interessante ....


terça-feira, 22 de maio de 2012

Wafa Sultan vs Omar Bakri: É sempre bom ouvir a verdade dita por um Sheikh

Este vídeo contém o trecho de um debate entre a Dr. Wafa Sultan, psicóloga síria e ex-muçulmana, e o Sheikh Omar Bakri Muhammad, mostrado na TV árabe ABN. Nele, Sheikh Omar fala com clareza sobre os direitos humanos no Islão e que sob a Sharia, um muçulmano tem mais direitos que um não-muçulmano pelo simples fato do primeiro acreditar em Alá. Um não-muçulmano que rejeita viver sob a lei islâmica Sharia é tratado como "caça-humana" pelos muçulmanos, que tornam-se donos do sangue e da propriedade do não-muçulmano.

Passe este vídeo em frente para os seus amigos.


sábado, 5 de maio de 2012

Alá está morto – porque o Islão não é uma religião


Segue abaixo o resumo de um livro muito interessante escrito por Rebecca Bynum intitulado Alá está morto: porque o Islã não é uma religião (Allah is dead: why Islam is not a religion). Este livro discute, dentre outras coisas, que o Islã não precisa de deus pois ele, como religião, é fechado dentro de regras rígidas que tornam irrelevante qualquer forma de espiritualidade.
 Alá está morto – porque o Islão não é uma religião

por Rebecca Bynum 


Talvez nunca antes na história do mundo houve tanta necessidade de se separar as realidades espirituais vivas das formas mortas, doutrina e dogmas em que elas estão agora presas, dogmas estes que podem de fato terem sufocado qualquer pensamento espiritual original que possa ter existido, dogmas que confundem conformidade com aquilo que é correto, e fé por consentimento para crer. Pessoalmente, eu não acredito que a vontade de Deus” jamais possa ser contida dentro de um livro santo ou, de outra forma, dentro de um código, honrável ou não, ou mesmo dentro da Razão em si, por que a vontade de Deus é uma realidade do espírito vivo. É dinâmica e adaptável. Sua vontade é viver a verdade, procurada, mas nunca totalmente capturada, sentida, porém nunca completamente conhecida. E a fé é uma segurança viva, uma certa paz que ultrapassa o entendimento. O homem moderno comete um erro grave ao confundir crença com fé e ainda aumenta mais este erro ao forçar a uniformidade de pensamento e ação e, no caso do dogma islâmico, censurando e buscando apagar a própria personalidade, o próprio ponto focal do contato com a humanidade, a fonte da individualidade.

Espírito é a verdade viva, o pão da vida, a ponte entre o tempo e a eternidade, a porta para a vida eterna. É por isso que os homens temem isto; pois isto não pode ser controlado humanamente. Aqueles que tentam controlar a fé, encerrando-a em forma e ritual, só conseguem asfixia-la ou matá-la, às vezes rapidamente, às vezes muito lentamente. Eu acredito este ter sido o caso com o judaísmo que tinha se tornado moribundo e escravizado à tradição durante a vida de Jesus, como ele salientou repetidamente. Islã, no entanto, está em situação muito pior do que isso, pois, como uma religião, é totalmente regressivo e, de fato, está imerso em fetichismo e tabu, dos mais antigos arquétipos religiosos, bem como sendo dominada pelo materialismo e medo.

Não há dúvida em minha mente que o Alcorão é um livro fetiche. Ele é venerado não tanto por qualquer inspiração que possa ou não conter, destinada a enobrecer o coração humano, mas sim, é fetichizado como um objeto. Seus versos são sagrados não na base de seu poder na condução das pessoas a Deus, mas simplesmente porque são parte de um fetiche coletivo: assim, a noção de profanação torna-se uma causa certa para a violência em sua defesa, enquanto que qualquer dúvida sobre sua veracidade suba rapidamente para a noção de blasfêmia, um crime punível com a morte. Esperança para a reforma do Islã nessa situação, claro, é pequena ou inexistente, porque envolve a destruição do fetiche, que é o coração dessa religião. Considere também a pedra fetiche preta localizada na Caaba em Meca, que é um foco para o impulso religioso muçulmano. Orações muçulmanas são inclusive dirigidas em direção a ela e, claro, estas orações são formas. A individualidade é anulada, mesmo durante o ato mais pessoal de oração.

O Islã é definido diretamente em oposição à uma realidade espiritual viva, mutante e crescente, e por isso é esmagadoramente hostil aos afetos humanos naturais, pois no fundo, ele nega o valor do Amor. Para os muçulmanos, o Islã em si é o valor mais alto, e o amor é raramente considerado; e muito menos consideração é dada aos conceitos de Beleza, Verdade e Bondade que são pura e simplesmente ausentes da cena teológica islâmica. Pelo Islã, esses valores são ignorados ou explicitamente negados. Porém, quando pressionados, os muçulmanos vão dizer-lhe que toda a verdade está contida no Alcorão e que não há verdade fora dele. Portanto, é preciso dizer, o Islã é uma religião que nega a realidade do Espírito pois o Islã não reconhece nenhum valor acima de si mesmo.

O foco do Islã é inteiramente sobre o mundo material. As suas noções de puro e impuro são expressamente materiais do mesmo jeito como é o seu conceito de soberania religiosa. Soberania islâmica é a soberania territorial, não a soberania do espírito sobre os corações dos homens; ao invés disto, o Islã está totalmente ligado à expansão territorial - a disseminação da lei da Sharia - a "lei de Deus" sobre a terra de Deus e sobre as pessoas que habitam essa terra e que são forçadas a se submeterem ao Islã de uma forma puramente material. O Islã está preocupado apenas com os corpos, não com as almas dos seres humanos, com o pão literal e não com o pão espiritual. Ao controlar as mentes dos homens, o Islã ganha controle sobre seus corpos, e ele faz isso a fim de criar a sociedade "perfeita". As almas humanas são deixadas a definhar nesta prisão de barras mentais. Questionamento cético é amortecido porque o Islã envolve e incide sobre todos os assuntos, assim, a liberdade de pensamento extingue-se gradualmente para que a justiça islâmica, conformidade com o Islã, prevaleça. Auto-expressão, auto-realização e auto-conhecimento individuais são limitados por todos os lados.

A verdadeira justiça, por outro lado, a justiça que não é coagida, resulta naturalmente do amar os vizinhos "como a si mesmo", como na tradição judaico-cristã. Aqui, a primazia está no indivíduo e não no grupo, e a vontade do indivíduo em amar a Deus com todo o seu coração e mente como pré-requisito, faz com que a vontade individual, não um conjunto de códigos de conduta, seja o fator determinante do que é considerado como justiça. Além disso, a aceitação individual do amor de Deus reorienta a pessoa como "filho" de Deus e assim ele se torna obrigado a amar outros homens como seus "irmãos" no sentido espiritual. Mas a responsabilidade recai sempre sobre o indivíduo que é livre para descobrir a vontade de Deus por si mesmo; e isto deve ser entendido como verdadeiro, mesmo que a vontade contradiga os ensinamentos da autoridade religiosa do dia. O relacionamento supremo é entre o indivíduo e um Espírito vivo e dinâmico. Assim, o pecado poderia possivelmente ser redefinido como a rebelião deliberada contra essa liderança interior divina, e pode, portanto, ser cometido mesmo seguindo a autoridade religiosa do dia, que pode não estar de acordo com a vontade de Deus para aquele indivíduo naquele momento.

Deus não é material e, assim, sua vontade não pode ser encaixotada dentro de um conjunto de códigos, ou listas de "não farás." Esta é uma verdade que os liberais exaltam, mas os conservadores instintivamente recorrem à tradição e à autoridade, temendo a morte da religião e a dissolução da sociedade como um resultado deste "pensamento livre". No entanto, Deus, a sua vontade viva, e seu "reino" da vida eterna, é livre para ser descoberto dentro de cada pessoa. E essa descoberta contém o objetivo e a essência da vida. A verdadeira religião não é uma questão material de fazer certas obras para a obtenção de certas recompensas. A vontade de Deus é única para cada um de nós, e, de fato, esse conceito de comunhão individual com este bom espírito efetivamente impede o conceito de doutrina como um fim em sí mesmo, não importa o que as autoridades religiosas dos nossos dias possam reinvidicar ou procurem reinvidicar.

Por outro lado, o Islã nega a comunhão espiritual indivídual em favor da adesão doutrinária comum. A doutrina islâmica usurpa tão completamente a prerrogativa divina que o Islã efetivamente substituiu Deus. Para todos os efeitos, para os muçulmanos, o Islã é Deus.

Na raiz do Islã, eu suspeito, existe uma negação da finalidade do sofrimento como evidenciado pelo esforço para tornar a sociedade em uma máquina que funcione suavemente, onde não existam grades contra ninguém, porque "pecado" foi banido. Piedade é assegurada pela polícia (de pensamento, religiosa e outras) e punições rígidas são distribuídas em casos quando a virtude, significando aqui conformidade, não é acolhida. Pessoas não estão autorizadas a sofrer as conseqüências naturais de seus pecados; adúlteros, blasfemos, e assim por diante, são eliminados para que o grupo seja  descontaminado. No caso da blasfêmia (fala impura) e apostasia (pensamento impuro) o indivíduo deve ser permanentemente apagado; pois a pureza do grupo, como evidenciado no pensamento, palavra e ação dos indivíduos que compõem o grupo (Ummah) deve ser mantida para garantir a coesão do grupo. Como um enxame de abelhas, o grupo deve ser protegido com o sacrifício do indivíduo. O Islã é a abelha-rainha para quem todo o sacrifício indivídual, de fato a essência da própria vida, suas alegrias e felicidade, deve ser sacrificado, incluindo a suprema satisfação de conhecer a Deus e fazendo sua vontade (porque é o correto); tudo isso se torna um sacrifício.

Devemos lembrar que o leito do rio não é o rio. A forma e a tradição, o ritual e a doutrina de uma religião, podem realizar e transmitir a água da vida, mas elas não são a própria água. Muitas pessoas confundem religião com a tradição dogmática em que é realizada. Se Jonas não pudesse ter sido literalmente engolido por uma baleia, se o Mar Vermelho não pudesse ter se separado para Moisés, porque esses eventos assim descritos desafiam as leis conhecidas da física da natureza, então o homem moderno está tentado a desconsiderar toda a religião como uma simples massa de superstição, para ser descartada tão facilmente como jogar o lixo fora. Mas então, o homem moderno é deixado sem saída para o seu impulso religioso natural inato, e tão logo a religião volta a ser magia e encantos, como vemos de forma tão proeminente na chamada "Nova Era", ou continua a reverter ainda mais para fetiche e tabu como no islamismo.

O Islã se descreve como a religião original para a qual as pessoas revertem ao invés de se converterem, e nisso eu acredito, os muçulmanos estão corretos. A sociedade está caindo ladeira abaixo e o Islã está nos esperando lá no fundo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Necrofilia - mais um fabuloso exemplo de Maomé


Uma notícia que está rolando na imprensa internacional e chegou ao Brasil.

"Egito deve legalizar a necrofilia matrimonial" (O Globo)

Necrofilia. O que é isso?  
Definição: [Psicopatologia] Perversão sexual que procura a sua satisfação nos cadáveres (fonte: dicionário Priberam).
 Um novo projeto de lei que corre no parlamento egípcio, controlado pela Irmandade Muçulmana e pelos Salafistas, prevê que o marido pode ter sexo com a esposa até 6 horas após a sua morte (Al Arabyia).

Este projeto de lei segue uma fatwa (édito religioso) sobre necrofilia recém editada por um renomado clérigo no Marrocos, Abdelbari Zemzami. A lógica é a seguinte: Como um bom casal muçulmano se reunirá novamente no Céu, pois a morte não altera o contrato de casamento, a morte não é um obstáculo ao desejo do marido de ter relações sexuais com o cadáver de sua mulher (recentemente) falecida (MaroccoBoard).

Mas porque o clérigo marroquino e o novo Congresso (islamista) do Egito desejam a necrofilia? Resposta: porque, segundo as própras narrativas islâmicas, Maomé foi um necrófilo.

O Hadith 26056 do livro de Musnad Ahmad, narra que Khawla bint Hakim, uma tia de Maomé, ofereceu-se sexualmente a ele. Ele, claro, nunca dizia não a estas ofertas. E as mulheres sabiam disso. Aisha, a esposa-criança de Maomé, disse “não é uma vergonha que essas mulheres ofereçam seus corpos deste jeito?” (O que passava na cabeça dos homens de Medina ao verem suas mulheres se oferecendo para o profeta sem reagirem?)

Vejamos agora o que diz o Hadith da coleção de Al-Bukhari, Livro do Casamento (70:4823). Este hadith diz:
Narrado por Ibn Abbas: "Eu (Maomé) coloquei nela a minha camisa para que ela vista as roupas do céu, e eu dormi com ela em seu caixão (sepultura) que pode diminuir o tormento da sepultura. Ela era a melhor das criaturas de Alá para mim depois Abu Talib... o profeta estava se referindo a Fátima, a mãe de Ali.
 Ou seja, Maomé achou que fazendo sexo com a sua tia morta isso iria torná-la uma criatura melhor, e por conseguinte a livraria do tormento da sepultura (o Islão considera que os mortos sofrem na sepultura enquanto aguardam o juízo final.)

Vamos ver agora o comentário do Hadith de Al-Bukhari proferido pelo Imam Al-Nawawi:
Quando a lavagem é obrigatória
Nossos companheiros têm dito que se a cabeça do pênis penetrar o ânus de uma mulher, ou ânus de um homem, ou a vagina de um animal ou o seu ânus, então, é necessário lavar independente se o que está sendo penetrado está vivo ou morto, jovem ou velho, se era feito intencionalmente ou distraidamente, se isso foi feito consensualmente ou forçadamente.
Se uma mulher inserir (na sua vagina) o pênis de um animal ela deve se lavar, e se ela inserir um pênis separado (thakaran maktu-um, “um membro cortado do sexo masculino) há duas opiniões; o mais correto é que ela deve se lavar.

Desrespeitadas e oprimidas na vida, seus corpos profanados na morte, parece que as mulheres muçulmanas não podem escapar da  teia da misoginia islâmica, nesta vida ou na próxima.

E, muito seguramente, você se conforma com a moralidade suprema (Alcorão 68:4).
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