quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Avanço demográfico do islamismo na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas


Este breve artigo irá complementar a discussão sobre o crescimento demográfico do islamismo iniciada em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?. Na oportunidade eu me foquei nos países da Europa Ocidental por serem estes sob os quais os tentáculos da Comunidade Européia (“Eurábia”) se fazem sentir a mais tempo (e, como conseguinte, onde ocorre a islamização mais acelerada). Neste artigo eu enfoco nos países da antiga cortina-de-ferro e nos países da antiga Iugoslávia. O dados são do Pew Research Center [1].

(Leia sobre o avanço demográfico do islamismo nas Américas aqui.)

Ter sido parte da antiga cortina-de-ferro, acabou sendo algo positivo. Estes países ficaram isolados por algum tempo do que acontecia na Europa ocidental, notadamente introdução da política oficial do multiculturalismo e da imigração em massa.

Os dados estatísticos são apresentados na Tabela 1 (apêndice) e na Figura 1. Chama-se a atenção o já alto número de muçulmanos na Rússia, Bulgária e Geórgia, e o irrisório número nos demais países. A explicação para este fato é histórica.


Figura 1 - Crescimento populacional dos muçulmanos na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas

Rússia. No século 13, o império mongol se fragmenta em 4 canatos (nome derivado de Khan, que significa “líder de um território”), sendo a Horda Dourada um deles. A Horda Dourada ocupava as estepes russas e o atual Cazaquistão. Era um povo de origem mongol e turca, comumente chamados de tártaros. Eles adotaram o islã como religião, ao reconhecerem a inspiração que o islã oferece para aqueles que saqueiam e estupram, pilham e matam. Esta é a origem histórica para os muçulmanos na Rússia. O Canato da Horda Dourada foi conquistado pelos czares Ivã, o Terrível, e Catarina, a Grande, e incorporado ao território Russo na sua expansão para o Leste. O crescimento atual da população muçulmana na Rússia é devido à conjunção de diversos fatores, principlamente a baixa taxa de natalidade da mulher russa eslava, e o aumento da imigração das antigas repúblicas sovieticas. O retorno da liberdade religiosa na Rússia também permitiu um florescimento do islão.

Bulgária. Por 3 séculos (do século 15 ao século 18), a Bulgária foi ocupada pelo Império Otomano. Os Otomanos usavam da arma demográfica como ferramenta de dominação (de modo tão eficiente que até mesmo Maquiavel menciona isto no seu famoso livro, O Príncipe) promovendo a migração de turcos e uma massiva construção de mesquitas e madrassas, ao mesmo tempo em que tratavam os nativos búlgaros como dhimis, os cidadãos  de terceira classe como prescrito pela lei islâmica [2]. Essa herança justifica o percentual atual. A maior parte dos muçulmanos búlgaros são de origem turca, mas existe um grupo conhecido como os Pomak que são os muçulmanos de etnia búlgara (eslavos e brancos). A tendência de crescimento deve-se a maior taxa de natalidade entre a população muçulmana. Deve-se levar ainda em consideração a onda recente de imigrantes muçulmanos oriundos do Oriente Médio, com inclinações para o Wahabismo (a vertente islâmica da Arábia Saudita) ou outras vertentes extremistas. Existe ação de ONGs islâmicas para atrairem Pomaks para atividades de terrorismo (devido a sua aparência européia) [3]. A Bulgária também tem uma “fronteira porosa” com a Turquia (a Turquia permite que imigrantes, legais e ilegais, cruzem o seu território a caminho da Europa. Muitos destes imigrantes tem o interesse de buscarem refúgio na Europa Ocidental).

Geórgia. A história da Georgia é algo fascinante. Pode-se considerar um milagre que um país chamado Georgia exista hoje. Por exemplo, no século 8, os jihadistas árabes ocuparam a capital Tiblisi. No século 16 ela foi repartida entre os turcos otomanos e os persas safavidas, dois impérios muçulmanos. Apesar de emprobrecida, a população permaneceu cristã. O percentual de muçulmanos vem desta época.   

Os demais países da antiga cortina-de-ferro têm um percentual muito pequeno. Que eles se protejam. Contudo, lembre-se de que os muçulmanos (ortodoxos) tendem a se agruparem de modo a que eles possam impor o seu “modo de vida” (inclusive aos não-muçulmanos) nos arredores da área na qual eles se estabelecem e são maioria.

O segundo grupo é formado pelos países da antiga Iugoslávia. Os dados estatísticos são apresentados na Tabela 2 (apêndice) e na Figura 2. Chama-se a atenção o já alto número de muçulmanos na Albânia, Kosovo, Bósnia, Montenegro, Macedônia e Slovênia, e o menor número nos demais países. A explicação para este fato é histórica.


Figura 2 Crescimento populacional dos muçulmanos na antiga Iugoslávia

A maioria dos países da antiga Iugoslávia foi vítima do imperialismo turco-otomano dos séculos 14, 15, 16, 17, 18 e 19, que fez tremendo estrago sentido até hoje. E, lembre-se, a utilização da “arma demográfica” pelos otomanos foi tão eficiente que Maquiavel a usou como exemplo de como conquistar território. Lembre-se também que Maomé usou esta tática, de modo que usar a “jihad demográfica” é sunna, ou seja, um ato sagrado feito por Maomé, e que, deste modo, é um exemplo para ser seguido.

Neste grupo de países chama-se a atenção ao enclave islâmico da Albânia, e a Kosovo, este último o mais novo enclave islâmico, tornado possível graças à intervenção dos EUA e da OTAN em favor dos muçulmanos (atendendo a apelos dos sauditas), no final da década de 1990. Repare também que os países que não foram ocupados pelos Otomanos (a maior parte da Sérbia, a Slovenia e a Croácia) têm um percentual pequeno, porém crescente. Repare o rápido crescimento da população muçulmana na Macedônia, fronteira com a Albânia e com Kosovo.

Vamos falar um pouco sobre a Albânia. Até antes da ocupação da Albânia pelos turcos otomanos, a Albania era um país cristão. No começo do século 16, os turcos os turcos se apossaram da Albânia. Os turcos estabeleceram seu domínio sobre a Albânia justo quando o Renascimento começou a se desenrolar na Europa, de modo que, separado do contato e intercâmbio com a Europa Ocidental, a Albânia não teve a oportunidade de participar ou de se beneficiar das conquistas humanistas da época. Conquista da Albania pelos turcos otomanos também causou grande sofrimento e grande destruição da economia do país, no comércio, na arte e na cultura. Além disso, para escapar da perseguição imposta por seus conquistadores, cerca de um quarto da população do país, fugiu para o sul da Itália, Sicília, e para a costa da Dalmácia. Embora os turcos tenham governado a Albânia por mais de quatro séculos, eles não foram capazes de estender sua autoridade em todo o país. Nas regiões montanhosas, a autoridade turcas foi apenas uma soberania formal, pois os montanheses se recusaram a pagar impostos (jizia), servir no exército, ou entregar suas armas – muito embora eles tenham paga um tributo anual para Constantinopla (por algum tempo). Os albaneses se rebelaram, de tempos em tempos, contra a ocupação otomana. A fim de freiar os estragos causados pela resistência albanesa - que foi parcialmente motivada por sentimentos religiosos, a saber, a defesa da fé cristã - bem como para trazer a Albânia espiritualmente mais próxima da Turquia, os turcos otomanos iniciaram uma campanha sistemática, ao fim do século 16, com o intuito de islamizar a população. Esta campanha continuou durante o século seguinte, ao final do qual dois terços das pessoas haviam se convertido ao Islã. Uma das principais razões que levaram os albaneses a se tornarem muçulmanos foi para escapar à violência e a exploração turca, sendo um exemplo o imposto esmagador que os cristãos tinham que pagar caso eles se recusassem a se converter para o islamismo (jizia) [4].

As projeções do Pew Center mostram que em 2030, os muçulmanos vão tornar-se mais de 10% do total da população em 10 países europeus: Kosovo (93,5%), Albânia (83,2%), Bósnia-Herzegovina (42,7%), República da Macedónia (40,3%), Montenegro (21,5%), Bulgária (15,7%), Rússia (14,4%), Geórgia (11,5%), França (10,3%) e Bélgica (10,2%).

Permita-me encerrar repetindo algumas das palavras usadas em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?.

Algo que precisa ser dito é que não se sabe qual a incerteza associada aos dados estatísticos atuais e às projeções para 2030. Os números fornecem apenas uma fotografia da realidade, não se sabendo o quão acurados eles são: eles podem ser maiores ou menores. Será que as projeções levam em conta o maior número de nascimentos de muçulmanos do que de nativos europeus? (Maomé é o nome mais popular dentre os recém-nascidos na Inglaterra e País de Gales desde 2007) [4] Será que as projeções levam em conta o envelhecimento da população nativa européia?
A questão da taxa de natalidade é simples: os nativos europeus em média têm menos filhos que os muçulmanos. Além disso, existe a prática da poligamia islâmica que tem sido de certo modo incentivada através de assistência social, os casamentos entre homens muçulmanos e mulheres não-muçulmanas (os filhos destes enlaces são muçulmanos), bem como a questão dos casamentos entre mulheres muçulmanas e homens não-muçulmanos: tais casamentos acontecem apenas se o homem se converter para o islão.

Em segundo lugar, os percentuais podem parecer pequenos. Porém, os números de muçulmanos já é o bastante para que eles exijam que a sociedade européia aceite ou mesmo adapte os estilo de vida nativo ao estilo de vida dos muçulmanos. Como consequência, criam-se sociedades paralelas, e, cada vez mais, antagônicas. E para piorar, existe a complacência ou mesmo a cooperação por parte das elites européias que não fazem cerimônia em gerar mecanismos legais que protejam e incentivem as práticas islâmicas antagônicas. Em alguns países o número de muçulmanos já é suficiente para decidir uma eleição.


Referências

[1] The Future of the Global Muslim Population, Projections for 2010-2030. The Pew Forum on religion and public life, Pew Research Center, 2011.

[2] The Bulgarian people under the rule of the Ottoman Empire 15th-l8th CC, History of Bulgaria, Embassy of the Republic of Bulgaria, visitado em janeiro de 2013.


[3] WikiLeaks: Islam and Islamic Extremism in Bulgaria, Sofia News Agency, julho 2011.


APÊNDICE

Tabela 1 Crescimento populacional dos muçulmanos na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas
Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas

Em 1990

Em 2010

Projeção para 2030
Bulgária
13.1%
13.4%
15.7%
Rússia
9.2%
11.7%
14.4%
Geórgia
11.4%
10.5%
11.5%
Ucrânia
0.2%
0.9%
1.0%
Moldova
0.1%
0.4%
0.4%
România
0.2%
0.3%
0.4%
Hungria
0.2%
0.3%
0.3%
Belorússia
0.1%
0.2%
0.2%
Polônia
menos que 0.1%
0.1%
0.1%
Eslovaquia
menos que 0.1%
0.1
0.1%
Lituânia
0.1%
0.1%
0.2%
Estônia
0.1%
0.1%
0.6%
Letônia
0.1%
0.1%
0.1%
República Tcheca
menos que 0.1%
menos que 0.1%
menos que 0.1%



Tabela 2 Crescimento populacional dos muçulmanos na antiga Iugoslávia

Antiga Iugoslávia
Em 1990
Em 2010
Projeção para 2030
Kosovo
87.8%
91.7%
93.5%
Albânia
70.0%
82.1%
83.2%
Bósnia-Herzegovina
42.8%
41.6%
42.7%
Macedônia
23.1%
34.9%
40.3%
Montenegro
16%
18.5%
21.5%
Sérbia
5.6%
3.7%
5.1%
Slovenia
1.5%
2.4%
2.4%
Croácia
1.2%
1.3%
1.3%






Um comentário:

alien13 disse...

Para instalarem islamismo no mundo, terão antes que matar todos os chineses!!! Por que não tentam?
Adoraria ver a tentativa.
Estão desesperados por verem a islamofobia se espalhar pelo mundo, vertiginosamente.
O mundo já abriu os olhos,e sabem o que exatamente querem. Espalhar a pedofilia por todos os países!!!
Já que na lei do Islã, é legalizada, não é?
Bem, mais uma vez os convoco para tentarem matar todos os chineses.
Se não conseguirem, reclamem com os Exopolíticos, que apoiam os chineses!!!
Souberam escolher bem, qual povo poderia e vai comandar a NOVA ORDEM MUNDIAL. Parabéns, aos Exopolíticos!!!