quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Avanço demográfico do islamismo nas Américas



Iremos aqui apresentar, de modo bastante resumido, dados demográficos relativos ao crescimento do islamismo em alguns países no continente americano, conforme o Pew Center [1].  Dados sobre a Europa são apresentados e discutidos em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?, e em Avanço demográfico do islamismo na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas.

Um comentário geral é a presença de um número já significativo de muçulmanos no Suriname e na Guiana (ambos fronteiras com o Brasil), e em Trinidad e Tobago. Veja também o rápido crescimento no Canadá. Nos EUA, o crescimento é de certo modo compensado pela taxa de natalidade dos conservadores (mais religiosos) e dos latinos, bem como por uma imigração mais universal (ao contrário da Europa Ocidental, cujos maiores contingentes migratórios são do Norte da África e Oriente Médio).

Os dados do Pew Center para o Brasil parecem contradizerem o de outras fontes. Por exemplo, o Pew Center estima que existiam 250 mil muçulmanos no Brasil em 2010. Já o Censo do IBGE diz existirem 35.167 muçulmanos em 2010 [2]. Porém, a Federação Islâmica Brasileira diz que existem cerca de 1,5 milhão de muçulmanos no Brasil (comentário: é uma característica dos imãs e líderes islâmicos incharem o número de muçulmanos como uma mostra de força: puro supremacismo islâmico).   


Figura 1 - Crescimento populacional dos muçulmanos em alguns países da América

Tabela 1 - Crescimento populacional dos muçulmanos em alguns países da América


1990
2010
Projeção para 2030
Suriname
14%
15.9%
15.9%
Guiana
9.2%
7.2%
7.2%
Trinidade e Tobago
5.9%
5.8%
5.8%
Canadá
1.1%
2.8%
6.6%
Argentina
1.4%
2.5%
2.6%
Estados Unidos
0.6%
0.8%
1.7%
Brasil
0.1%
0.1%
0.1%

Canadá. O número de muçulmanos no Canadá deve quase triplicar nos próximos 20 anos, de cerca de 940.000 em 2010, para quase 2,7 milhões em 2030. Os muçulmanos deverão ser 6,6% da população total do Canadá em 2030, acima dos 2,8% de hoje.

A Argentina é um exemplo de que terrorismo islâmico pode acontecer mesmo com uma pequena população islâmica, por exemplo, o atentado ao Centro Judeu de Buenos Aires, em 1994, que matou 84 pessoas [3]. Existiam cerca de 1 milhão de muçulmanos em 2010 na Argentina.

Estados Unidos. O crescimento populacional de muçulmanos nos EUA pode ser maior do que o previsto:
  • Crianças com menos de 15 anos de idade compõem uma parcela relativamente pequena da população muçulmana dos EUA hoje. Apenas 13,1% dos muçulmanos são da faixa etária 0-14. Isso reflete o fato de que uma grande proporção de muçulmanos nos EUA são imigrantes mais recentes, que chegaram como adultos. Mas por volta de 2030, espera-se que muitos desses imigrantes façam famílias. Se as tendências atuais continuarem, o número de muçulmanos nos EUA vai mais que triplicar em menos de 15 anos, de menos de 500 mil em 2010 para 1.800.000 em 2030. É esperado um aumento do número de crianças muçulmanas de 0-4 anos de menos de 200 mil em 2010 para mais de 650.000 em 2030.
  • Cerca de dois terços dos muçulmanos nos EUA hoje (64,5%) são imigrantes de primeira geração (nascidos no exterior), enquanto pouco mais de um terço (35,5%) nasceram nos EUA. Em 2030, no entanto, mais de quatro em 10 dos muçulmanos nos EUA (44,9%) deverão ser nativos.
  • Segundo a organização US Religious Census, a população islâmica nos Estados Unidos aumentou 66.75% em 10 anos, de 1.559.294 no ano 2000 para 2.600.082 em 2010.
  • Na verdade, ninguém sabe ao certo quantos imigrantes muçulmanos vivem atualmente nos EUA. Um relatório recente do Diretor do Comitê de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais, Senador Joe Lieberman (ID-CT) e um de seus membros, a senadora Susan Collins (R-ME), mostrou que dos 12 milhões de imigrantes ilegais que entraram nos EUA, a metade entrou legalmente mas acabou ficando além da data limite do visto. Muitos dos que fizeram isso são oriundos de países islâmicos. Dentro deste caso incluiem-se cinco dos 9 sequestradores dos ataques em setembro de 2001 (9/11), bem como 36 dentre os 400 que foram condenados por ação de terrorismo desde setembro de 2001 [4].
  • Os muçulmanos continuam a entrar maciçamente nos EUA para ocuparem posições de médicos, engenheiros e cientistas, que se tornam disponíveis devido a uma população em envelhecimento. Outros chegam nos EUA para trabalhar em tarefas que os trabalhadores americanos não desejam mais, tais como, em fábricas de processamento de comida, instalações ligadas à agricultura, e telecomunicações. Além dos muçulmanos que entram nos EUA com visto de emprego, milhares entram em universidades e escolas técnicas ao redor do país. Outros entram nos EUA dentro de programas de “visto de diversidade” para enriquecerem a composição racial dos EUA. Em 1992, quase 50 mil muçulmanos chegaram aos EUA e receberam visto de permanência. Em 2009, este número aumentou para 115 mil [5].
  • Além dos imigrantes muçulmanos, legais e ilegais, 80 mil refugiados entram anualmente nos EUA, sendo que 75 mil são orindos de países islâmicos [6].
  •  Enquanto que a outrora igreja cristã militante dos EUA torna-se defunta, os EUA assistem o surgimento da mesquita militante. Os muçulmanos, ao contrário das principais denominações cristãs, são fervorosos nas suas crenças e dispostos a espalhar a sua fé. O islamismo, atualmente, é a religião que mais cresce nos EUA com trabalhos de conversão nas universidades e colégios técnicos, nas prisões, e dentro das forças armadas [1].
  • O islamismo oferece o oposto do secularismo dos EUA. Ele oferece aos EUA uma volta aos “valores tradicionais” do país, com uma vingança. A maioria esmagadora dos muçulmanos se opõem ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eles clamam por limites aos direitos das mulheres e um retorno à “lei e ordem” (como ordenado pela sharia). Eles são empreendedores, trabalham duro e são devotados às suas famílias. Ao contrário dos líderes políticos dos EUA, os muçulmanos não reconhecem legitimidade nenhuma das as outras crenças. A religião deles, conforme Bernard Lewis, divide o mundo em duas partes: a Casa do Islã (dar al-Islam), onde os muçulmanos mandam e a lei do islã prevalece, e a Casa da Guerra (dar al Harb), que engloba o resto do mundo. "Entre estes dois mundos," escreve Lewis, "existe uma obrigatoriedade moral, legal e religiosa de um estado de guerra, até o triunfo final do islã sobre a descrença."[7]
  • A crença que os EUA possam ser transformados em um estado islâmico foi expressa primeiramente por um pequeno grupo de missionários muçulmanos em 1922, que declararam para uma reunião de negros na cidade de Syracuse, New York: "Nosso plano é: nós vamos conquistar os EUA."[8] Noventa anos depois, estas palavras não parecem audaciosas, mas sim proféticas. A transformação dos EUA em uma nação islâmica, dizem os estudiosos islâmicos, é uma questão de destino. O futuro dos EUA, segundo estes estudiosos, está escrito – e o que está escrito nenhum homem mortal pode alterar ou apagar. 
Permita-me encerrar repetindo algumas das palavras usadas em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?.

Algo que precisa ser dito é que não se sabe qual a incerteza associada aos dados estatísticos atuais e às projeções para 2030. Os números fornecem apenas uma fotografia da realidade, não se sabendo o quão acurados eles são: eles podem ser maiores ou menores. Será que as projeções levam em conta o maior número de nascimentos de muçulmanos do que de nativos europeus? (Maomé é o nome mais popular dentre os recém-nascidos na Inglaterra e País de Gales desde 2007) [9] Será que as projeções levam em conta o envelhecimento da população nativa européia?
A questão da taxa de natalidade é simples: os nativos europeus em média têm menos filhos que os muçulmanos. Além disso, existe a prática da poligamia islâmica que tem sido de certo modo incentivada através de assistência social, os casamentos entre homens muçulmanos e mulheres não-muçulmanas (os filhos destes enlaces são muçulmanos), bem como a questão dos casamentos entre mulheres muçulmanas e homens não-muçulmanos: tais casamentos acontecem apenas se o homem se converter para o islão.

Em segundo lugar, os percentuais podem parecer pequenos. Porém, os números de muçulmanos já é o bastante para que eles exijam que a sociedade européia aceite ou mesmo adapte os estilo de vida nativo ao estilo de vida dos muçulmanos. Como consequência, criam-se sociedades paralelas, e, cada vez mais, antagônicas. E para piorar, existe a complacência ou mesmo a cooperação por parte das elites européias que não fazem cerimônia em gerar mecanismos legais que protejam e incentivem as práticas islâmicas antagônicas. Em alguns países o número de muçulmanos já é suficiente para influir decididamente uma eleição.

Referências

[1] The Future of the Global Muslim Population, Projections for 2010-2030. The Pew Forum on religion and public life, Pew Research Center, 2011.

[2] População muçulmana cresce 29% em 10 anos no Brasil, OperaMundi, setembro de 2012.




[5] A Demographic Portrait of American Muslims, Pew Research Center, August, 2010.

[6] Presidential Memorandum – Refugee Admissions, The White House, Press Release, October 8, 2010,

[7] The Political Language of Islam, Bernard Lewis, Chicago: The University of Chicago Press, 1988, p. 73.

[8] Militant Islam Reaches America, Daniel Pipes, New York: W. W. Norton & Company, 2003, p. 113.


9 comentários:

Anônimo disse...

Sabe me informar o que o Canadá está fazendo para reverter essa islamização lá? Sei que mais da metade d população canadiana é contra esses islâmicos em seu país.

José Atento disse...

O governo canadense vem sendo bastante rígido contra o terrorismo, e tem também imposto regras mais exigentes para a imigração. Contudo, ainda existe um grande influxo de muçulmanos para o Canadá. Eles estabeleceram uma "cabeça de ponte."

A sociedade se agrpa lentamente, apesar de como voce bem mencionar que a maioria ser contra o radicalismo. Existe um grupo bastante ativo, Act! for Canada. O site deles é http://www.actforcanada.ca/.

marcelo disse...

Nos islâmicos não queremos conquistar o mundo. Queremos salvar o mundo.

José Atento disse...

Exatamente, e este é exatamente o problema, Marcelo.

Salvar o mundo como? A resposta dada por Maomé, e seguida pelos califas e xeiques ao longo dos 1400 anos de história islâmica foi: JIHAD!

Quando Maomé conquistou militarmente as aldeias próximas, ele as estava liberando?

A expansão militar de conquista islâmica foi para liberar as populações?

A consequência desta expansão militar foi 270 milhões de não-muçulmanos mortos!!!

A única coisa que o islão os liberou foi desta vida, matando-os.

E qual a herança do islão? Sharia, o mais retrógrado regime político e jurídico jamais engendrado na história da humanidade.

E é exatamente isso que vocês desejam ver implantado no mundo inteiro.

É dever do mundo livre lutar contra isso!

Anônimo disse...

Em que a Bíblia tem nos tornados cristãos melhores?

Em que o alcorão tem tornado os mulçumanos melhores?

José Atento disse...

Deve-se buscar progresso com a razão. Sempre.

Anônimo disse...

Não adianta ir contra o Islamismo. A fé deles é muito grande, algo que não acontece atualmente com os cristãos. Combater não ajuda. O que precisa fazer é entender o motivo pelo qual fazem deles ser tão interessantes de ser estudado.

O crescimento da religião ocorre por dois motivos:
1 - a religião tem bases firmes, coerentes e segue os mesmos princípios do Cristianismo.
2 - muitos cristão se perdem no caminho e não seguem sua propria religião.

Conclusão: o islam vai crescer mais ainda.

Aqui no Brasil uma das maiores comunidades é um SP, mas existem mesquitas em Salvador, Aracaju, cidades do interior de SP, RJ, Paraná, Fortaleza.

Antes de Criticar, é preciso entender. E antes de mudar, é preciso mudar a si mesmo.
Não adianta falar mal - vai gerar mais curiosidade e se a pessoa for mesmo conhecer, acaba tornando muçulmano (foi o que aconteceu com o pastor que virou muçulmano...

http://fiquepordentro.jubalitpb.com/2010/01/21/pastor-presidente-da-assembleia-de-deus-de-madureira-na-pb-se-converte-ao-islamismo/)

José Atento disse...

Amigo.
Se você me permite eu discordo de você em quase tudo. Eu concordo que é necessário compreender o islão. E todos que conhecem o islão NUNCA se tornam muçulmanos. Existem apenas dois tipos de muçulmanos: o que recebeu isso como herança dos pais, e os que cairam na teia antes de saberem no que eles estavam se metendo.

De modo que educação é tudo. Neste blog não se fala mal de nada, apenas fala-se a verdade, baseada nos textos fundacionais do islamismo. Se isso te ofende isso seria uma indicação que você é muçulmano.

Aliás, falar que o islão tem bases sólidas é uma piada. O Alcorão é mais furado que queijo suiço. As Tradições de Maomé são contraditórias. O islamismo é belicoso contra quem não o aceita. Isso não é base firme nem aqui nem na China.

Quanto a cristãos não seguirem o cristianismo isso não tem absolutamente nada a ver com o islão, do mesmo modo que muçulmanos que são contra a Sharia não tem nada a ver com o cristianismo.

O islão não está crescendo? Você está confundindo se tornar mais visível com crescimento. A nível global, inclusive em alguns países considerados islâmicos, o cristianismo e o ateismo crescem mais que o islão.

"se a pessoa for mesmo conhecer, acaba tornando muçulmano" ==>> esta afirmação é a piada do século. Quem é que vai querer um modelo de conduta que foi ladrão de caravanas, senhor da guerra, pirata, assassino, pedófilo, estuprador e pervertido sexual? Assim que as pessoas sabem quem foi Maomé elas imediatamente se tornam imunes ao islão. É por isso que os muçulmanos mais devotos são capazes de matar para silenciar quem fala a verdade sobre Maomé.

Quando ao pastor que você se refere. Não é este cuja filha se casou com um milionario saudita meio que na época quando ele se "converteu"?

Junte-se às centenas de milhares de muçulmanos que lutam contra a Sharia!

Anônimo disse...

O cristão (pastor ou ovelha) que abandona a Graça maravilhosa de Jesus, o sangue remidor derramado na Cruz do Calvário, para adotar de volta uma lei mais pesada que a judaica, e ainda doentia e pervertida, não é e nem nunca foi um cristão.

Lamentável ver muçulmanos entrarem nesse blog para defender as insanidades e perversões do maior mentiroso de todos os tempos sobre a terra depois de satanás: Mohammed.

Mas Jesus avisou que o Falso Profeta viria, para anunciar um anti-cristo que estabeleceria um governo bestial e que enganaria multidões. Estamos vendo eles em MECA, a grande prostituta do deserto, onde as nações do mundo se embebedam com seu vinho negro (petróleo). Mas o Senhor Jesus, com o sopro de sua boca, destruirá todo esse engano. Isso também está escrito. Eu creio.