sábado, 6 de julho de 2013

Egito, a nova falha de Obama, e a contínua perseguição aos cristãos coptas


A perseguição aos cristãos Coptas, algo que não é novidade no Egito, ganhou proporções epidêmicas no governo da Irmandade Muçulmana, onde crianças eram sequestradas por resgate ou simplemente ameaçadas, meninas eram raptadas, forçadas a se converterem ao islamismo, e forçadas a se casarem com muçulmanos, o aumento das acusações de blasfêmia, e outros atos relatados na imprensa livre.

Caiu o governo islamista de Mohammed Mursi. Este governo, que ganhou uma eleição fraudada (mesmo assim, apertada, 51% a 48%), tentou impor um regime islamista e acabou alienando a maior parcela da população que deseja um governo democrático. Após uma série de manifestações, que culminaram com a maior manifestação política da história, o exército derrubou o governo islamista.

Em apenas um ano, Mohammed Mursi destruiu o Conselho-Geral (composto por 5 membros), el aboliu a constituição, ele quebrou o acordo de paz com Israel, ele demitiu os 70 governadores e os substituiu com 70 governadores da Irmandade Muçulmana, que foram nas cidades re-escrevendo a lei e implementando a lei islâmica, ele bloqueou 3 cidades colocando-as sob lei marcial, ele permitiu que crimes de honra e estupro ocorressem nas ruas sem que houvesse punição, ele permitiu que igrejas coptas fossem queimadas, algumas até o chão, ele permitiu que cristãos fossem crucificados nas árvores do seu palácio, tomando cristãos e jornalistas que tivessem escrito algo em oposição a ele, pregando-os nas árvores por 6 horas. A perseguição aos cristãos Coptas, algo que não é novidade no Egito, ganhou proporções epidêmicas no governo da Irmandade Muçulmana, onde crianças eram sequestradas por resgate ou simplemente ameaçadas, meninas eram raptadas, forçadas a se converterem ao islamismo, e forçadas a se casar com muçulmanos, o aumento das acusações de blasfêmia, e outros atos que vem sendo relatados na imprensa livre (mas não na imprensa tradicional, que aparentemente só se importa em relatar algo quando a violência afeta muçulmanos).

Mohammed Mursi governou o Egito em um ano como “um rei feroz e um senhor cruel.”  E tudo isso com o apoio do governo dos EUA sob a administração de Obama. E, agora, Obama deseja cortar a ajuda financeira para o Egito, sem sequer ter mencionado cortar a ajuda ao governo de Mohammed Mursi apesar das atrocidades cometidas (inclusive, os EUA deram ao Egito 20 caças F-16 novinhos em folha e 200 tanques Abraham também novinhos – a ironia é que o exército está usando estes tanques para cercarem e prenderem membros da Irmandade Muçulmana). Obama está furioso porque o seu plano era para ver um Oriente Médio controlado pela Irmandade Muçulmana (pelo menos é isso que parece, considerando a quem Obama vem apoiando). E considerando o ódio que o islão nutre contra os não-muçulmanos, a atitude do governo Obama se aproxima de uma guerra por procuração contra os cristãos do Oriente Médio.

Eu não gosto de golpe militar, mas o que ocorreu parece até uma “intervenção divina” considerando todas as atrocidades cometidas pelo governo de Mohammed Mursi. E nem todo golpe acontece após 17 mihões pedem pelo fim de um governo assassino.

O problema é que os cristãos coptas, e em menor intensidade os opositores muçulmanos ao governo deposto, estão mais do que nunca na mira das organizações jihadistas. Por exemplo, horas antes de o presidente egípcio, Muhammad Morsi foi afastado pelo conselho militar, Muhammad al-Zawahiri, líder da Al-Qaeda no Egito, declarou que a organização terrorista iria travar uma jihad para salvar Morsi e sua agenda islamista para o Egito (o Hamas já havia se manifestado do mesmo jeito).

Então, a perseguição aos cristãos vai continuar.

Veja o vídeo abaixo, nele, o muçulmano fanático (veja a marca na testa dele, chamada de zabiba, oriunda do atrito da test contra o tapete durante as 5 orações diárias – esta é uma forma de se reconhecer um “autêntico muçulmano”) diz:

 “Eu quero dizer a Al-Sisi [o general que liderou a deposição da Irmandade Muçulmana]: Cuidado, Saiba que você criou um novo Talebão e uma nova Al-Qaeda no Egito. Este grupo irá se sub-dividir em grupo de “martírio” [homens-bomba suicidas] ...”

E a muçulmana fanática do vídeo diz:

"Eu digo aos cristãos uma palavra: Vocês vivem ao nosso lado. Nós vamos atear fogo em vocês! Nós vamos atear fogo em vocês!


 A perseguição aos cristãos vai continuar.

E o que esperar do Egito? Sem o apoio dos EUA talvez a Arábia Saudita ajude o Egito economicamente. Isso faz sentido ao se considerar que o governo teocrático da Arábia Saudita vê a Irmandade Muçulmana como uma rival na luta pela liderança no mundo sunita. Neste momento, os interesses da Arábia Saudita e dos EUA são conflitantes, com a Arábia Saudita congratulando o recém-empossado presidente interino e oferecendo ajuda, enquanto que os EUA dando a entender que ele deseja o retorno da Irmandade Muçulmana e Obama pedindo ao congresso do EUA para boicotar o Egito.

Como podem os Estados Unidosterem se aliados àIrmandade Muçulmana, um grupo que, uma vez, colaborou com  o regime nazista, e que nunca mudou sua linha política desde então; um movimento voltado para impor a Sharia e restaurar o califado; um movimento que é genocida contra os judeus, anti-cristão , anti-xiíta (contra todos os xiítas, não apenas os xíitas islamistas), e quer matar gays e fazer as mulheres em cidadãos de segunda classe? 

O Egito está em um buraco econômico sem precedentes. Ele perdeu a maior fonte de renda (turismo) com a instabilidade oriunda do reino de terror da Irmandade Muçulmana. Apenas a Arábia Saudita tem condições e desejo de ajudá-lo economicamente dando apoio ao novo regime.

E o que esperar no caso de uma nova eleição? Se tiverem que escolher entre um partido que se apresente como daqueles que acreditam em Alá e um outro que seja secular, a tendência é que os muçulmanos elejam o primeiro. E com a pressão do governo dos EUA em favor da Irmandade Muçulmana, tudo é possível, até mesmo um retorno a este pavoroso governo Mursi.

Este é apenas mais um capítulo em uma longa história. E os grandes perdedores são os cristãos coptas, que vão continuar sendo perseguidos ( do mesmo jeito que eles têm sido desde que os exércitos islâmicos ocuparam o Egito a 1400) com certeza, variando apenas a intensidade da perseguição.

Referências:




Arab Spring Egypt's 'Legal' Persecution of Christians, Raymond Ibrahim, The Investigative Project on Terrorism

Muslim Persecution of Christians: February, 2013, Raymond Ibrahim, Islam Translated

Islam's Hatred of the Non-Muslim, David Bukay, Middle East Forum

Obama's Proxy War on Mideast Christians, Raymond Ibrahim, Middle East Forum

Al-Qaeda's Jihad on Anti-Morsi Egyptians, Raymond Ibrahim, Gatestone Institute



Obama Administration Middle East Policy: See What I’ve Been Trying to Tell You?, Rubin Barry, PJMedia


Dismiss the Egyptian People and Elect a New One, David P. Goldman, PJMedia



Egípcios celebram o fim do governo da Irmandade Muçulmana


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