segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Compreendendo o islão: o bom senso budista contra a tolice do Ocidente



Raymond Ibrahim, CBN News, 31 de julho de 2013

Um artigo recentemente publicado no The New York Times intitulado “extremismo aumenta entre os budistas de Myanmar” oferece lições importantes sobre o contraste entre o bom senso e a tolice.  Escrito por um tal de Thomas Fuller, ele começa dizendo que

depois de uma oração ritual pela expiação dos pecados do passado, Ashin Wirathu, um monge budista que possui uma legião de seguidores, em Myanmar, sentou-se diante da multidão de milhares de devotos, e lançou-se em um discurso contra o que ele chamou de “o inimigo”, referindo-se à minoria muçulmana do país. “Você pode estar cheio de bondade e amor, mas você não pode dormir ao lado de um cachorro louco”, Ashin Wirathu disse, referindo-se aos muçulmanos. “Eu os chamo de desordeiros, porque eles são causadores de problemas.“

Enquanto o artigo serve para destacar a suposta “intolerância“ dos budistas de Myanmar, para aqueles que podem ler entre as linhas – ou para aqueles que estão familiarizados com os ensinamentos islâmicos, história e eventos actuais – é claro que os budistas estão respondendo a ameaças existenciais criadas pelos muçulmanos vivendo entre e ao redor deles.

Aqui está a primeira lição: ao contrário do que acontece nos países ocidentais, os monges budistas, apesar de sua reputação como devotos de paz, ainda são capazes de aceitar e responder à realidade, e ainda são regidos pelo bom senso. Ao contrário do Ocidente, cujo senso de realidade tem sido tão completamente deformado por uma campanha ininterrupta de propaganda da imprensa que emana, onipresente, das telas de TVs e de computadores, condicionado os americanos, canadenses, autralianos e europeus a como pensar e no que acreditar, os monges budistas do "terceiro mundo" estão familiarizados com a realidade no terreno . Eles sabem que, deixados sem controle, a minoria muçulmana que vive entre eles – que começou com as hostilidades – vai crescer mais agressiva, um fato demonstrado historicamente.

Como em outros países, os muçulmanos de Myanmar têm se engajado em violência, terror jihadi, e estupro de meninas budistas. E tudo isso sendo ainda uma minoria. Os budistas de Myanmar também são conhecedores que, em nações vizinhas, como Bangladesh onde os muçulmanos são a maioria, todos os não-muçulmanos estão sendo perseguidos impiedosamente até sua extinção. Mas mesmo na fronteira com a Tailândia, onde os budistas são a maioria e os muçulmanos uma minoria, no sul, onde os muçulmanos se fazem em grandes números, milhares de budistas – homens, mulheres, e crianças – foram abatidos, decapitados, e estuprados, dentro do esforço dos muçulmanos separatistas de tentarem purificar a região de toda a presença “infiel“ . Clique aqui para ver um relato e imagens (gráficas) das atrocidades muçulmanas cometidas contra os budistas que podem explicar por que os budistas de Myanmar estão receosos dos muçulmanos.

De fato, Wirathu, o monge budista “radical”, é citado no artigo do New York Times dizendo: Se nós formos fracos, a nossa terra irá tornar-se muçulmana”. O tema da música de sua organização nacionalista fala de pessoas que vivem em nossa terra, bebem nossa água, e são ingratos para nós” – uma referência para os muçulmanos – e o quanto “nós [os budistas] vamos construir uma cerca com os nossos ossos, se necessário” para manter os muçulmanos supremacistas do lado de fora. Seus panfletos dizem “Myanmar está atualmente a enfrentar o mais perigoso e temeroso dos venenos, forte o suficiente para erradicar a toda a civilização.“ Um outro monge mais velho, e “radical“ concorda: “A principal coisa é que a nossa religião e nossa nacionalidade não desapareçam.“

A partir daqui começa a segunda lição: se os budistas são capazes de compreender o que está em jogo – a sua inteira civilização – o artigo do New York Times é um testemunho das razões pelas quais o Ocidente ainda não consegue encarar a realidade. O artigo do New York Times contém todas as marcas – o relativismo moral e o viés pró-islão – que caracterizam a incapacidade do ocidente de reconhecer e responder ao islão, a não ser o de brotar sentimentos e platitudes tolas.

Para começar, Fuller, o autor do artigo, parece não compreender por que os budistas de Myanmar estão preocupados em desaparecer, dizendo que “o budismo parece ter um lugar seguro em Myanmar. Nove em cada 10 pessoas são budistas ... Estimativas da minoria muçulmana variam de 4 a 8 por cento dos cerca de 55 milhões de pessoas de Myanmar, enquanto o resto são principalmente cristãos ou hindus.“

De fato, na vizinha Tailândia, os muçulmanos também compõem cerca de 4% da população, mas têm, como mencionado, se envolvido em genocídio contra os budistas no sul do país, onde os muçulmanos estão concentrados. Além disso, uma familiaridade com a história – com a história de verdade, não as versões fantasiosas ensinadas atualmente, por exemplo, nas escolas americanas – mostra que há 14 séculos o islão tem, de fato, dizimado populações inteiras e suas identidades: o que é hoje indiferentemente referido  como o “Mundo Árabe“ não era árabe, e era quase inteiramente cristão, no século 7, quando o islão surgiu e começou a jihad. Fuller também parece não perceber a importância do fato de que há mais cristãos e hindus em Mianmar do que muçulmanos, mas ainda asssim, a hostilidade budista só se estende aos muçulmanos. Se os budistas, indígenas da região, estão simplesmente tornando-se nacionalistas radicais, como Fuller sugere, como é que eles estão atacando apenas os muçulmanos, sem incluirem os cristãos e os hindus?

E então, vem a tendenciosidade do artigo. Se, por um lado, Fuller denuncia o tratamento budista aos muçulmanos, inclusive oferecendo narrativas, Fuller não menciona o terror jihadista e os assassinatos que os muçulmanos têm cometido contra os budistas. Ele condena os  budistas por terem supostamente deslocado cerca de 150.000 muçulmanos não-indígenas da região, sem parecer estar ciente de que, em todo o mundo islâmico, os muçulmanos estão deslocando centenas de milhares de não-muçulmanos, levando a um êxodo em massa dos cristãos. Fuller pode desconhece o significado deste fato, mas os budistas de Myanmar não, portanto, as suas preocupações de serem engolidos pelo Islão, se não agirem agora enquanto eles estão em maioria na sua própria terra natal, são muito reais.

Mas esses fatos objetivos não são aparentemente relevantes para os leitores do New York Times, que têm sido condicionados com a conversa subjetiva de “sentimentos” e outras bobagens terapêuticas. E neste caso, Fuller certamente proporciona: o tom de todo o artigo é o de passar aos leitores uma decepção com os budistas e de como “os muçulmanos estão preocupados.” O seu último parágrafo é o de um vendedor muçulmano no mercado central da cidade que falou “em um sussurro” que “eu estou muito assustado. Nós dizemos para as crianças não irem para fora, a menos que seja absolutamente necessário.“

Assim, enquanto que os budistas de Myanmar lutam pelo seu direito de sobreviver contra um islão sempre invasivo, o New York Times faz o que ele faz de melhor, distorcendo a realidade para torná-la complacente com a visão do mundo que a grande imprensa apregoa, neste caso, que os muçulmanos são sempre vítimas, inocentes e incompreendidos.

Post Scriptum: Ralph Sidway me lembra das  palavras escritas pelo padre indonésio, Padre Daniel Byantoro, aplicável a este caso​​:

Por milhares de anos o meu país (Indonésia) era um reino hindu budista. O último rei hindu foi gentil o suficiente para dar isenção de imposto de propriedade para o primeiro muçulmano missionário, para viver e pregar a sua religião. Lentamente, os seguidores da nova religião cresceram, tornando-se tão fortes que o reino foi atacado. Aqueles que se recusaram a se tornarem muçulmanos tiveram que fugir, para salvarem as suas vidas, para a vizinha ilha de Bali, ou para a região montanhosa do Tengger, onde eles têm sido capazes de manter a sua religião até agora. Lentamente, de um reino unido composto por hindus e budistas, a Indonésia tornou-se o maior país islâmico do mundo. Se há alguma lição a ser aprendida (pelos não-muçulmanos do resto do mundo), vale a pena ponderar sobre a história do meu país. Nós não somos pessoas intolerantes ou cheias de ódio, mas sim, nós somos amantes da liberdade, amantes da democracia, e amantes do que é humano. Nós apenas não queremos que essa liberdade e democracia sejam tirada de nós por causa da nossa ignorância, por causa da  implementação de um "politicamente correto " equivocado, e pela pretensão de tolerância.

Referências :

Extremism Rises Among Myanmar Buddhists, Thomas Fuller, The New York Times, 20 de junho de 2013


The Historical Reality of the Muslim Conquests, Raymond Ibrahim, Middle East Forum, 1 de março de 2012

The mass exodus of Christians from the Muslim world, Raymond Ibrahim, FoxNews, 7 de maio de 2013
The Fate of Indonesia, Facing Islam, 31 de julho de 2013




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