terça-feira, 12 de novembro de 2013

Nigéria: onde Jihad e perseguição aos cristãos andam de mãos dadas, e desenfreadas



Outro artigo de Raymond Ibrahim, desta vez versando sobre o genocído dos cristãos na Nigéria.


Muitos ao redor do mundo puderam ter um pequeno vislumbre recentemente – da jihad islâmica que assola o norte da Nigéria, nas mãos do Boko Haram, uma organização dedicada a erradicar o cristianismo e fazer cumprir a totalidade da lei islâmica (Sharia).

Boko Haram líder Abubakr Shekau: " Deixe o mundo saber que temos sido ordenados por Alá para matar os infiéis."

No último domingo, 29 de setembro (de 2013), por volta de 1 hora da madrugada, terroristas islâmicos, vestidos com uniformes militares nigerianos, invadiram uma escola agrícola, atirando nos alunos enquanto eles dormiam em seus dormitórios, matando um total aproximado de 50 alunos.

Tal como aconteceu com os ataques islâmicos no Quênia e Paquistão, na semana anterior (no Quênia, o ataque em um shopping; no Paquistão, ataque em uma igreja cristã, deixando um total de cerca de 200 pessoas mortas e centenas de feridos), este ataque jihadista na Nigéria é, longe de uma aberração, simplesmente, o mais recente de uma tremendamente longa lista de atrocidades jihadistas, sendo que na maioria das vezes o alvo são os cristãos .

Na verdade, quando se trata da Nigéria, é difícil manter-se à par com as atrocidades, que acontecem tão frequentemente, às vezes, diariamente.

Assim, no dia antes do ataque à escola agrícola, no estado de Kaduna, Nigéria, pastores muçulmanos mataram 15 cristãos. E no dia anterior, militantes islâmicos mataram um pastor cristão e seu filho, incendiaram a sua igreja em Dorawa, e mataram outras 28 pessoas .

Ataques jihadistas em escolas e faculdades são comuns. Em julho, 40 cristãos foram mortos em um ataque a uma escola no estado de Yobe, Nigéria . O dormitório foi incendiado no ataque e aqueles que fugiam foram baleados. Um mês antes, outros 16 estudantes foram mortos em ataques contra uma escola secundária em Yobe, e em uma outra escola em Borno.

Um ano atrás, em outubro de 2012, jihadistas do Boko Haram invadiram a Faculdade Politécnica Federal, "separando os estudantes cristãos dos estudantes muçulmanos, dirigindo a cada vítima pelo seu nome, interrogando-os, e, em seguida, começaram a atirar neles ou cortaram as suas gargantas", matando 30 cristãos.

Esse negócio de separar os muçulmanos dos “infiéis”, libertando os muçulmanos, é algo que ocorre regularmente durante os ataques jihadistas (na medida em que é bom matar um infiel, mas é ruim matar um colega muçulmano, de acordo com a lei islâmica) . Assim, no fim de semana antes deste mais recente ataque terrorista na Nigéria, quando os jihadistas no Quênia invadiram um shopping lotado, eles também fizeram questão de diferenciar entre muçulmanos e não-muçulmanos, antes de iniciarem o massacre dos não-muçulmanos.

Em que pese que a identidade religiosa dos mortos no ataque recente à escola agrícola ainda não esteja clara, na maioria das vezes, o Boko Haram tem como alvo os cristãos e elementos do governo nigeriano. Mas muçulmanos também são, por vezes, mortos como efeito co-lateral. É interessante notar que um aluno sobrevivente disse à Reuters : “Eles começaram a reunir os alunos em grupos, em seguida, eles abriram fogo e mataram um grupo e, em seguida, mudaram-se para o próximo grupo e os mataram. Era tão terrível .”

Além disso, a Associated Press relatou que alguns dos mortos foram encontrados com suas “mãos entrelaçadas sob o queixo, como se estivessem em oração” – oração cristã, já que os muçulmanos não oram com as mãos postas sob seus queixos.

Dito isto, para um grupo purista como Boko Haram, os muçulmanos que se misturam com os cristãos, ou que aceitam a educação ocidental, são apóstatas infiéis, também dignos de morte. Na verdade, bastante fiel ao seu nome, “Boko Haram”  significa “A educação ocidental é um pecado”, o grupo declarou recentemente: “Professores que ensinam educação ocidental? Vamos matá-los! Vamos matá-los na frente de seus alunos, e dizer aos alunos para, a partir de agora, estudarem o Alcorão .”

Mais recentemente, um novo relatório confirmou que o Boko Haram “bombardeou, queimou ou atacou” 50 igrejas na Nigéria desde janeiro de 2012; 366 pessoas – cuja esmagadora maioria eram cristãos – foram mortos apenas nestes ataques. O Boko Haram também se envolveu em “31 ataques individuais contra cristãos ou contra nigerianos do sul da Nigéria, considerados como cristãos, matando pelo menos 166 pessoas; 23 ataques direcionados a clérigos ou altas figuras islâmicas críticos do Boko Haram, matando pelo menos 60 pessoas; e, 21 ataques a instituições “não- islâmicas” ou a pessoas envolvidas em comportamento “não islâmico”, matando pelo menos 74”.

Os ataques do Boko Haram sobre a metade da população da Nigéria, os cristãos, é tão difundido e frequente que nem um mês se passa sem que várias que atrocidades apareçam na minha coluna mensal Perseguição Muçulmana dos Cristãos. Aqui, por exemplo, são listados alguns dos ataques do Boko Haram lançados sobre os cristãos no último relatório, compilado para o mês de julho de 2013:
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  • Terroristas islâmicos detonaram quatro bombas plantadas perto de três igrejas protestantes na cidade de Kano, matando pelo menos 45 pessoas (Morning Star News).
  • Um número crescente de meninas cristãs em áreas de maioria muçulmana, onde o grupo islâmico Boko Haram domina, estão sendo sequestradas, mantidas em casas de líderes muçulmanos e forçadas a renunciar à sua fé. No ano passado, o Boko Haram havia declarado que iria começar a fazer precisamente isso, seqüestrar mulheres, como um meio “para incutir, nos cristãos, o medo do poder do islão”. (Gatestone)
  • Pelo menos 28 foram mortos em uma série de explosões em um bairro cristão no norte da cidade de Kano, de maioria muçulmana. Os ataques aconteceram durante a noite, enquanto as pessoas estavam fora de casa “para desfrutar da vida noturna do bairro.” (BBC)
  • Pelo menos 30 cristãos, homens, mulheres e crianças, foram mortos em três aldeias no sul do estado de Plateau, por extremistas islâmicos, alguns dos quais são suspeitos de serem de fora da Nigéria. Eles invadiram as aldeias massacrando todos à vista e queimando cerca de 100 casas de cristãos. (Morning Star News)
  • Militantes islâmicos invadiram Dinu, uma aldeia cristã, em um domingo de manhã cedo, antes que os serviços da igreja começassem, e abateram com tiros seis cristãos. Isto aconteceu um mês depois que pastores muçulmanos Fulani mataram à balas outro cristão em um vilarejo próximo, e destruiram as igrejas de quatro aldeias. (Morning Star News)


Novamente, as histórias acima são apenas do mês de julho (para mais informações, consulte as seções sobre a Nigéria, no livro Crucificados Novamente: Expondo a Nova Guerra do Islão sobre os Cristãos, especialmente as páginas 70-75 ) .

A lição de ataque jihadista do último domingo na escola agrícola na Nigéria é a mesma lição dos ataques jihadistas do fim de semana anterior na igreja paquistanesa e no shopping queniano: todos esses ataques são apenas a ponta do iceberg da generalizada hostilidade islâmica, e para a violência contra não-muçulmanos “infiéis”, principalmente contra cristãos.

A administração Obama ainda se recusa a listar o Boko Haram como uma organização terrorista estrangeira (mesmo que o Boko Haram esteja agora direcionando as ameaças aos Estados Unidos). Ao mesmo tempo, a administração Obama ameaça o governo nigeriano quando ele responde aos jihadistas com força (advertindo para não violar os “direitos humanos” dos Boko Haram). Estas duas atitudes são um lembrete do porque a virulenta jihad internacional, na Nigéria, no Quênia, no Paquistão, e em qualqer lugar, é tão pouco conhecida nos Estados Unidos, e provavelmente, continuará desconhecida até que as fronteiras dos EUA sejam atinjidas novamente.

O artigo Nigeria: Where Jihad and Christian Persecution Run Rampant foi publicado em 1 de outubro de 2013.



2 comentários:

Diana Avakyan disse...





Porque é que Barack Obama apoia a Al-Qaeda na Síria?” – esta é uma pergunta que várias figuras (como o ex-congressista norte-americano Ron Paul) têm feito por esse mundo fora. A presença da Al-Qaeda na Síria é um dos muitos factos incómodos ocultados pelos políticos e pela maioria da comunicação social. Outro facto ‘esquecido’ é que, na verdade, a actual guerra na Síria começou em Abril de 2011 – com violentos ataques armados contra o governo e a população síria, apresentados nas TVs como ‘protestos’. Eles faziam parte da chamada ‘primavera árabe’, um ‘movimento revolucionário’ que nos diziam ser a melhor coisa que alguma vez aconteceu ao povo árabe. E o que foi realmente essa ‘primavera’? Nesse mesmo mês, um artigo do New York Times explicava como a ‘primavera árabe’ foi criada pelo poder norte-americano: “As organizações norte-americanas de promoção da democracia têm desempenhado um papel bem maior do que é conhecido no fomento destes protestos, ajudando os líderes dos movimentos a realizarem campanhas, utilizarem as redes sociais e a controlarem eleições. De acordo com várias entrevistas e telegramas diplomáticos divulgados pelo WikiLeaks, a maioria dos grupos e indivíduos envolvidos nas revoltas no Médio Oriente foram mesmo treinados e financiados por instituições como o International Republican Institute (um instituto fundado pelo governo norte-americano), o National Democratic Institute (igualmente fundado pelo governo americano) e pela Freedom House, uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos baseada em Washington.” Estas instituições “fazem quase às claras o mesmo que a CIA tem feito clandestinamente há décadas”, como escreveu o historiador americano William Blum.
Vários vídeos, filmados pelos próprios ‘rebeldes’ e publicados na internet, mostram a pena que aplicam aos seus opositores: a decapitação. Num dos vídeos, revelado em Maio pela revista Time, um ‘rebelde’ come bocados do corpo de um militar sírio. Também em Maio, várias fontes sírias e russas garantiram que forças ‘rebeldes’ massacraram toda a população – incluindo mulheres e crianças – da aldeia síria de maioria cristã al-Duvair. Logo em Dezembro, o jornal The Australian confirmara o destino dos cristãos apanhados pelos ‘rebeldes’: “são decapitados, cortados em pedaços e atirados aos cães”.
E recordo que Carla del Ponte, da comissão de inquérito da ONU sobre as violações dos Direitos Humanos na Síria, afirmou em Maio que “de acordo com as provas que recolhemos, os rebeldes já utilizaram armas químicas, fazendo uso do gás sarin”. Já agora, onde estão mesmo as provas de que Assad tenha lançado algum ataque químico?

José Atento disse...

Eu concordo plenamente com voce. A "Primavera Árabe" tornou-se em um "Inverno Árabe" e a postura do governo dos EUA é mais do que lamentável, é ultrajante.

Também concordo com você sobre o genocídio dos cristãos que estão sendo massacrados mesmo na Síria, aos gritos de Allahu Akbar, por grupos que recebem apoio do Qatar, Arábia Saudita, Turquia e também dos EUA.