terça-feira, 26 de novembro de 2013

Acordo nuclear entre o Irã e as outras cinco "potências": mal negócio para a humanidade


Os EUA hoje assinaram um acordo com o Irã que na prática abre as portas para o Irã continuar a produção de sua bomba atômica. As consequências disto, além da rendição unilateral dos EUA como super-potência, é que a Arábia Saudita vai pegar armas nucleares, provavelmente do Paquistão, o que vai acelerar a corrida atômica na região.

Além disso, como tanto o Irã quanto a Arábia Saudita dão apoio a grupos terroristas, é bem possível que eles simplesmente passem armas nucleares para estes grupos fazerem o trabalho sujo, deste modo, sem serem incriminados pela morte de milhões de pessoas.

E também a segurança de Israel fica comprometida, e é de se esperar que os israelenses não fiquem parados esperando serem pulverizados.

E, quando alguma cidade nos EUA ou na Europa virar pó atômico, ou uma guerra nuclear ocorrer no Oriente Médio, as pessoas irão perguntar: como foi que deixaram isso acontecer?

John Kerry, o Secretário de Defesa dos EUA, retornando para casa celebrando o acordo, tem sido comparado com o chanceler inglês Chamberlain, que assinou um acordo com Hitler para ve-lo quebrado quase que imediatamente.

A "Paz no nosso tempo" de Chamberlain preconizou uma ordem mundial pós-britânica. O acordo entre Obama e o Irã reconhece uma ordem mundial pós-americana.


...

Existe um autor, Mark Stein, que escreveu em 2011 um livro chamado "depois dos Estados Unidos: Prepare-se para o Armagedon" ... o título já diz tudo. Teria sido premonição? 




9 comentários:

Diana Avakyan disse...

Que bobajem... O pior pais -terrorista do mundo Izrael tem arma nuclear..porque o Ira nao pode ter?

José Atento disse...

Diana: a resposta para isso chama-se proliferação das armas nucleares. O Irã conseguindo a sua bomba, a Arábia Saudita vai ter a dela (via Paquistão). Junte aí Israel e voce imagine o estrago que uma guerra atômica teria naquela parte do mundo. E as repercussões disto até nós no Brasil!

Ah, O Egito já disse que também quer a bomba.

O outro problema são as conexões que Irã e Arábia Saudite têm com grupos terroristas.

Então, a coisa é séria.

Sim, Israel tem armas nucleares. Além de Israel, os EUA, a Inglaterra, a França, a Índia, o Paquistão, a China, a Coréia do Norte... você não acha que o ideal seria que todos os países abrissem mão este arsenal e que o mundo se livrasse desta espada de Dámocles?

Diana Avakyan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José Atento disse...

Interessante. Você mora aonde? E escreve português tão bem.

É interessante você confirmar aquilo que é de certo modo polêmico, que o Irã deseja construir armas nucleares.

Quanto ao "equiliíbrio regional" que você se refere, neste aspecto temos opiniões divergentes. Respeito a sua, apesar de dicordar dela.

Só um parênteses. O Irã apoia o grupo terrorista Hezbollah.

Existem outros grupos apoiados por outros países, isso é certo.

Cordialmente

José

Diana Avakyan disse...

Jose, sou armenia!!

Diana Avakyan disse...

E quem falou que hezbollah e gruppo terrorista? UE?? Sobre pressao diplomatica dos USA e Izrael..

José Atento disse...

Armênia? Legal! Eu tenho um simpatia muito profunda pela Armênia e pelos armenos!

Quanto ao Hezbollah, sim, o considero um grupo terrorista, e na verdade, um dos fatores de desestabilização do Líbano.

Pressão diplomática dos EUA e Israel? Sim, existe. E eu sou mais crítico da ação diplomática dos EUA, que é errática (e muitas vezes lamentavel), do que da ação diplomática de Israel, que pelo menos é consistente: a gente sabe o que eles querem.

Diana Avakyan disse...

Jose, nao existe difernça entre a politica do Izrael, USA e UE.. Todos os processos sao controlados pela elite financeira ou seja pelos proprios judeus..

José Atento disse...

Eu acho difícil de acreditar que uma pessoa inteligente como você imagine que os judeus controlem o destino do mundo. Esta paranóia tem um nome: nazismo.

Agora, este blog lida com a lei islâmica. A lei islâmica (Sharia) foi redigida seguindo o Alcorão e as tradições de Maomé (Suna), eventos estes que aconteceram 1200 anos antes da independência dos Estados Unidos e 1400 anos antes da criação do Estado de Israel.