sábado, 14 de dezembro de 2013

O Bispo que não reza, e o Papa que só vê o bem em tudo


O Bispo que não reza

Neste final de semana passado eu tive uma experiência bastante interessante ao conversar com um bispo da igreja católica. Eu participei de uma festa para uma conhecida, que estava ganhando uma medalha em reconhecimento dos serviços prestados a uma paróquia católica no interior. O bispo da região estava presente e a festa toda foi bastante bonita. É sempre bom ter o reconhecimento do trabalho, principalmente quanto o trabalho é voluntário. 

Ao final da festa eu me aproximei do bispo para perguntar sobra a posição dele frente à perseguição que os cristãos sofrem ao redor do mundo. A perseguição é predominantemente islâmica, mas existe perseguição também em países do antigo bloco comunista (como Coréia do Norte, China e Cuba). A minha pergunta foi genérica. 

Ele disse que, apesar de ciente de alguns incidentes, reportados por religiosos dos países onde este problema existe, ele tinha várias outras preocupações mais urgentes. Eu concordei com ele no sentido de que o Brasil (ainda) está isento do nível de perseguição de outros países. Mas eu contra-argumentei que o problema existe, e que o mínimo que os cristãos poderiam fazer seria rezar pelos cristãos, ou rezar pelo final da perseguição. A resposta do bispo me surpreendeu. Ele me disse que se ele pedisse para as paróquias rezessem pelos cristãos sendo perseguidos, as paróquias podem resolver não rezar, pois isso seria uma decisão delas. O que? Bispo, disse eu, isso não o impede de sugerir às paróquias que rezem. No mínimo, isso ajudaria a criar consciência de que cristãos, nos dias de hoje, estão sendo mortos por causa da sua fé!

O bispo disse não. Se cada uma das paróquias desejar rezar é escolha delas.

Essa conversa com este bispo me deixou deprimido e pensativo. O que pode se esperar quando uma autoridade religiosa cristã se nega a rezar?

O Papa que só vê o bem em tudo

O Papa Francisco tem sido um fenômeno mundial (pelo menos, no mundo não-muçulmano) por demonstrar uma grande preocupação com os mais necessitados e um despojamento quanto aos bens materiais. Até aí tudo bem. 

Na última semana, porém, ele lançou uma Exortação Apostólica, a "Evangelii Gaudium" ("A Alegria do Evangelho"), na qual ele escreve que "o verdadeiro islã" rejeita a violência e, "humildemente", pediu aos países islâmicos garantirem a liberdade de culto aos cristãos. 

Eu concordo com o a segunda parte, referente a pedir aos países islâmicos a garantia de culto aos cristãos (porém, apenas isso não é suficiente). Mas o que realmente me chamou a atenção foi ele ter dito que o "verdadeiro islão" rejeita a violência. Eu me pergunto de onde ele tirou isso? 

O que é o verdadeiro islão? É aquela baseado no Alcorão (os dizeres de Maomé), nas tradições de Maomé (a Sunna), consolidados nos caminhos a serem seguidos, a Sharia, que é a própria lei islâmica. Santo Padre, este verdadeiro islão é violento até o talo! 

Um islão que não tem nenhum destes 3 elementos (Alcorão, Sunna e Sharia) não é islão! 

Sua Santidade, que islão é esse a que voce se refere?

A tradição católica diz que o Papa tem autoridade para falar sobre assuntos de doutrina cristã. Porém, a opinião dele sobre outras doutrinas religiosas é apenas isso, opinião. Neste caso, desqualificada. 

Papa Francisco, nós precisamos de um homem santo no Vaticano. Mas, por favor, ao lidar com os maometanos siga o exemplo de São Francisco de Assis, que levou a palavra de Cristo até eles sem precisar de subterfúgios. 

Que Deus o proteja. 



Um comentário:

Paulo disse...

Fazendo uma consulta em seu site, muito bom, deparei-me com esse artigo acima, título sugestivo e real; de fato, crer num Islã do bem se fosse a partir de mim, comparsa ou idiota-útil a serviço de uma ideologia totalitarista sob capa de religião, pior que o marxismo, o qual nada possui de bom - ambos puro satanismo.
Os religiosos poderiam ser os maiores culpados por isso por estarem acuados, inesclarecerem os fieis; estariam temerosos de se exporem contra o islamismo, podendo chegar às raias da traição à Igreja.
S Francisco, vendo do Ceu, estaria pensando: que frouxos!