terça-feira, 18 de março de 2014

O aumento alarmante do anti-semitismo nos campus universitários dos EUA



O que se verifica nas universidades dos EUA é espelho do que ocorre na Europa e no Canadá. Um crescente ódio aos judeus e a tentativa de deligitimar o Estado de Israel. No fundo, todo e qualquer ato de ódio contra os judeus fica sendo justificado com a mantra “a culpa é deles.” Ou seja, o que acontece de ruim aos judeus é culpa dos judeus. Nós conhecemos muito bem este discurso. É o mesmo que é aplicado a mulheres estupradas ou a gays que apanham nas ruas: a culpa é deles. Ou seja, a culpa é da vítima.

Em um artigo intitulado The Alarming Rise of Campus Anti-Semitism, escrito em dezembro de 2013, no Frontpage Mag, Joseph Klein relata um estudo sobre tolerância religiosa nos campus universitários, publicado pelo Jewish & Community Research, em dezembro de 2011, intitulado "Sozinho no Campus: Entendendo o Isolamento do Estudante Judeu nas Universidades." Nele, foram entrevistados mais de 1.400 estudantes nos Estados Unidos. O Instituto, que reivindica que esta pesquisa é uma das maiores e mais abrangente de seu tipo, constatou que "mais de 40 % dos estudantes confirmam a existência de anti-semitismo em seu campus. "

Do mesmo modo, a Liga Anti-Difamação (ADL) relatou em sua Auditoria Anual de incidentes anti-semitas, que 2012 mostrou um aumento de incidentes anti-semitas nos campus universitários,  quase o triplo do número de incidentes reportados em 2012 contra 2011. "Alguns desses incidentes incluíram o uso de imagens anti-semita, sob o pretexto de ativismo anti-Israel, com teorias da conspiração sobre o controle político e econômico judaico sendo expressas no campus".

O anti -semitismo nas universidades norte-americanas está a crescer a um ritmo alarmante. Ele escalou a tal ponto que estudantes judeus nos campums universitários têm sido fisicamente atacados ou ameaçados ao demonstrarem pacificamente seu apoio a Israel. Eventos demonizando os judeus e até mesmo glorificando os assassinos de judeus, sob o disfarce de serem retórica anti- Israel, são toleradas pelos administradores do campus, apesar do ambiente hostil que tais eventos criam para os estudantes judeus que tornam visíveis o seu apoio ao Estado Judeu.

"Ampla evidência sugere que, ao longo da última década, os estudantes universitários judeus têm enfrentado crescentes níveis de anti- semitismo nos campus universitários em todo os Estados Unidos", concluiu o relatório do Instituto . "As campanhas de desinvestimento anti-Israel, protestos, passeatas, teatro de guerrilha e alto-falantes inflamatórios têm caracterizado a retórica anti- judaica. Devido a resposta insuficiente dos administradores das universidades, estes eventos resultam em ambientes hostis, onde os alunos judeus, e outros, têm sido caluniados e ameaçados".
  

O artigo relata vários incidentes, muitos deles dentro da chamada Semana do Apartheid Israelense (Israeli Apartheid Week), um evento que existe desde 2004 com o único propósito de demonizar e deligitimizar o Estado de Israel e os judeus. Em um deles, na Universidade de Berkley, membros do Alunos para a Justiça e Paz (SJP) e membros do grupo Associação dos Estudantes Muçulmanos (grupo este afiliado a Irmandade Muçulmana) configuraram postos de controle falsos, incluindo arame farpado e armas de brinquedo, e exigiam os alunos que os cruzessem a anunciarem em voz alta a sua religião, sendo os judeus colocados à parte para serem intimidados.

Um outro incidente, na Universidade da Califórnia, em Davis, um comício em novembro de 2012, intitulado "Marcha de Solidariedade com Gaza" levou a uma ocupação de um prédio onde os manifestantes penduraram, na entrada deste prédio, uma bandeira que dizia "DAVIS + GAZA SOMOS UM PUNHO." Um estudante judeu, e defensor de Israel, que tentou entrar no prédio no início da "ocupação do prédio" (para assistir a uma aula ) foi fisicamente impedido de entrar porque ele era um "sionista".

Existem vários outros incidentes descritos no artigo, abaixo são apresentados três deles.

A Universidade Yeshiva, em Nova York, a ADL relatou, recebeu, em julho de 2012, mensagens de voz ameaçando "executar todas as pessoas, as pessoas judaicas" e "aviso a todos os judeus, o Holocausto nuclear está chegando."

Na Universidade de Columbia, estudantes judeus que participam de cursos em programas sobre Oriente Médio e da sobre línguas e culturas asiática são insultados por seus professores e intimidados a não questionar a doutrinação anti-Israel estridente que esses professores estão promovendo em suas salas de aula.

Apesar das palavras "judeus" e "sionistas" serem usadas ​​como epítetos intercambiáveis​​, alguns expalhadores de ódio tentam se esconder atrás de uma suposta distinção. Judeus são bons, eles dizem, desde que os judeus mantenham seu apoio ao Estado judeu de Israel escondidos."

Como distinguir entre o anti-semitismo moderno e a crítica legítima a Israel? A linha entre a crítica legítima e o anti-semitismo que se manifesta em relação ao Estado judeu de Israel é atravessada, (segundo Natan Sharansky) quando a retórica ou a conduta contém um ou mais dos seguintes componentes "3D" :

1 . Demonização – "Por exemplo, as comparações de israelenses com nazistas e dos campos de refugiados palestinos com Auschwitz ..."

2 . Duplo Padrão – "É anti-semitismo, por exemplo, quando Israel é apontado pela Organização das Nações Unidas pors abusos aos direitos humanos, enquanto que abusadores de verdade como a China, Irã, Cuba e Síria são ignorados."

3 . Deslegitimação – "Embora as críticas de uma política israelense podem não ser anti- semitas, a negação do direito de Israel de existir é sempre anti- semita. Se outros povos têm o direito de viver em segurança em sua terra natal, então o povo judeu tem o direito de viver em segurança em sua terra natal."

O 3D, juntamente com a intimidação física, compõem a mistura tóxica que confronta os estudantes judeus em muitos campus universitários norte-americanos de hoje.

A inanição do governo dos EUA.

O Título VI da Lei dos Direitos Civis dos EUA, de 1964, proíbe várias formas de discriminação em programas financiados pelo governo federal, incluindo-se aí as instituições de ensino superior. Porém, o Departamento de Educação do governo Obama até agora se recusou a aplicá-la contra as universidades e faculdades financiados pelo governo federal q ue permitiram que o assédio anti-semita aos estudantes judeus continuem com relativa impunidade.

O mesmo governo que condena até mesmo o menor sinal de chamada islamofobia tem tratado o discurso do ódio e ameaças contra estudantes judeus, que criam um ambiente hostil para eles, como o exercício legítimo da liberdade de expressão. Este duplo padrão só está incentivando mais ódio e ameaças dirigidas a estudantes judeus.

Finalmente, quando o presidente Obama dirigiu-se ao mundo muçulmano em seu discurso no Cairo, em junho de 2009, ele prometeu: "Eu considero parte da minha responsabilidade como Presidente dos Estados Unidos lutar contra os estereótipos negativos do islão onde quer que eles apareçam." Infelizmente, ele não considera como sua responsabilidade lutar contra os estereótipos negativos, e muito menos contra o assédio, de judeus nos campus universitários ou em qualquer outro lugar.


Infelizmente este problema tende a aumentar com o aumento de estudantes oriundos do Oriente Médio, local onde a demonização dos judeus é rampante, tendo sua origem no Alcorão e justificativa nas ações de Maomé, que, em sua vida, exterminou 5 tribos judáicas por terem se recusado a lutar para ele. Demonizar os judeus é um passa-tempo islâmico.


"Mate o povo judeu em qualquer parte do mundo" ... "mate os judeus em qualquer parte" ... 


3 comentários:

Henrique Grittzen disse...

Ótimas notícias!
Como o que está acontecendo na Europa, principalmente Setentrional, o EUA, ou melhor, os americanos estão fazendo sua parte militando contra os judeus sionistas e o execrável Estado deles.
Creio que no Brasil, isto venha à tona, saindo das sombras dos porões impostos pela Igreja Católica que os ama de paixão.
No Sul do país, percebe-se que o antissemitismo é mais notável e será lá onde a 'Onda Anti-Sionista' emergirá com vigor, posteriormente chegará aqui, em São Paulo e se espalhará pelo resto do Sudeste.
Claro, isto são apenas suposições um pouco utópicas, mas acredito que isso ocorrerá nas regiões 'azuis' do Brasil pois somos os que possuem acesso à informação.

Nicolae Sofran disse...

Só falsários, imbecis, idiotas e panacas holocau$tizados acreditam que esses judeus são odiados por nada!

José Atento disse...

Exatamente, este artigo da Nonie Darwish explica muito bem o motivo que leva os muçulmanos a terem a obrigação de odiar os judeus?

http://infielatento.blogspot.ca/2015/05/por-que-os-muculmanos-tem-obrigacao-de-odiar-os-judeus.html