sábado, 19 de abril de 2014

Reflexão sobre o "sábado antes da Páscoa" e sobre perseguições de minorias sob o islão




Hoje é o sábado antes da Páscoa.

Este é um dia no qual toda a esperança estava perdida, sepultada com Jesus. Derrota. Esse sentimento amargo que nos sufoca quando nos vemos frente-à-frente com o fracasso, quando torna-se visível que todo o esforço foi em vão, e o futuro é incerto.

Quantas vezes nos sentimos assim?

Esta é uma reflexão importante, que pode ser tratada de um ponto-de-vista religioso ou de uma forma alegórica. Existem ainda aqueles que simplesmente ignoram a reflexão.

Independente de como refletimos (ou não) isso não é nada que realmente afete nossas vidas confortáveis.

Mas talvez hoje poderíamos pensar em todas essas minorias ao redor do mundo que vivem suas vidas diárias com a sensação do "sábado antes da Páscoa." Entre elas, estão os cristãos, que são, na verdade, o grupo religioso mais perseguido no mundo.

Cristãos, em várias partes do mundo, vivem hoje sob a ameaça de perderem suas vidas e os seus bens, de serem discriminados ou acusados de crimes que não cometeram, apenas por causa de sua crença e pensamento.

Você pode imaginar viver a sua vida diária assim?

A organização Open Doors mantém um levantamento anual que coloca países em ordem de perseguição aos cristãos, agrupados em 'perseguição extrema', 'perseguição severa',  'perseguição moderada',  e 'perseguição esparsa.'  É interessante verificar que o mapa praticamente cobre todo o chamado "mundo islâmico", ou seja, os países cuja população é majoritáriamente de muçulmanos. Exceções são a Coréia do Norte, Vietnã e a China, países considerados como comunistas, e a Colômbia, onde a perseguição acontece nas mãos das FARC, que vêem com suspeita as atividades sociais de grupos cristãos.

Os 10 piores países são a Coréia do Norte, Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Arábia Saudita, Maldivas, Paquistão, Irã e Iêmen ... toda a lista abrange 50 países.



O site em português, Portas Abertas, traz uma descrição de cada país

Veja que existem diversos aspectos que provocam perseguição. Contudo, pressão internacional em prol dos direitos humanos como prescritos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos pode funcionar sobre grupos e governos desde que eles não sejam movidos por preceitos que se oponham aos Direitos Humanos. E é exatamente aí que reside o problema quanto ao islão: ele possui prescrições que estabelecem a conquista e o domínio sobre os não-muçulmanos (não apenas os cristãos, mas todos os não-muçulmanos), estabalecidos na lei islâmica (sharia). E este fato é tão flagrante que os países não muçulmanos chegaram ao ponto de lançar uma declaração própria, a Declaração de Direitos Humanos sob o Islão. Este fato foi discutido em um outro artigo

A conclusão que se chega é que existe um conflito entre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a lei islâmica (sharia) que é impossível de ser resolvido, do mesmo jeito que água e óleo não se misturam. E este fato é enfatizado por um clérigo saudita.

De modo que, neste sábado antes da Páscoa, reflita um pouco sobre aqueles que sofrem perseguição ao redor do mundo, incluindo-se aí o grupo mais perseguido.

E reflita também, como será o Brasil se em 50 anos no futuro, devido ao crescimento do islamismo no Brasil, os seus descendentes não tiverem mais as liberdades que você tem hoje.



  




2 comentários:

Pattykittynana disse...

Olá, José. Sou cristã adventista do sétimo dia batizada recentemente e estou iniciando pesquisa sobre dias santos. Cheguei ao seu blog pesquisando sobre o Islamismo e o Sábado. Você poderia me ajudar a entender um pouco sobre este dia como mandamento, uma vez que o Islamismo aceita o Pentateuco? Obrigada!

José Atento disse...

escreve pra mim. joseatento@gmail.com.