quinta-feira, 15 de maio de 2014

Reflexões ao caminhar sobre a Muralha da China: o poder corrompedor do islão e a “idade da ignorância pré-islâmica”



Injunções de natura profissional me fazem viajar bastante (a propósito, graças a elas conhecí, e mantenho relação, com o islão ortodoxo que exponho). Estou na China. E algo que me enche de admiração por esta cultura milenar é a Muralha da China. Obra de proporções monumentais, ela foi erguida ao longo de muitos anos com o intuito de proteger a China das incursões bárbaras, notadamente das tribos nomáticas do norte (mongóis). É claro que, mais tarde, os mongóis se agruparam (ou melhor foram agrupados à força por Genghis Khan) e conquistaram a China, mas as muralhas estão ainda aí, resitindo ao tempo e testemunhando a grandeza da China.

Nós sabemos desta história, da construção da muralha e das incursões dos mongóis, porque a China tinha alcançado um padrão civilizatório que permitia o registro histórico.

O poder corrompedor do islão, capaz de tornar povos pacíficos em bárbaros

Agora, vamos no mover geograficamente para a região compreendida pelo Oriente Médio, Sudeste da Europa, e Nordeste da África. Esta região foi testemunha do surgimento de diversos impérios, desde os egípcios, passando pelos babilônios, persas, gregos, romanos, e culminando com os impérios bizantino e persa sassânido.  São milhares de anos de história, a qual tomamos conhecimento pelos registros históricos que estas cilizações nos deixaram.

Agora, veja que curioso. Durante estes impérios, não existe um único registro do povo da península arábica (os árabes) fazendo incursões para pilhar e roubar, estuprar e matar. Nenhuma. Até que veio Maomé e a criação do islão. Depois disso, os árabes se lançaram nas suas conquistas genocidas, pilhagem, estupro, escravidão, que levaram ao extermínio do império bizantino cristão no Oriente Médio e Norte da África, levaram ao extermínio do império sassânida zoroastra na Pérsia, causaram o extermínio dos reinos visigodos cristãos na Península Ibérica, a eliminação do budismo e hiduísmo no Afeganistão, e ao quase aniquilamento da civilização hindú. E isso sem contar nas incursões na Europa, para pilhar e sequestrar mulheres européias para servirem de escravas sexuais nos haréns árabes, bem como no tráfico de escravo da África sub-saariana (que só foi estancado pelos canhões dos colonialistas britânicos). 

Então, me diga, foram os árabes que corromperam o islão ou foi o islão que corrompeu os árabes?

Jahiliyya, a idade da ignorânica pré-islâmica

Uma das coisas mais interessantes de se descobrir, ao ler ou conversar com muçulmanos ou com apologistas islâmicos, é sobre o conceito de Jahiliyya. Eles irão tentar demonstrar que a ciência moderna é totalmente uma consequência de uma suposta idade de ouro do islão, apenas destruída por forças externas. Algo que como um milagre de Alá e do Alcorão. Que as trevas que existiam foram dissipadas com as revelações do “último profeta.” Isto, claro, é  pura propaganda. Eles dizem que tudo o que existia antes foi nada mais do que uma idade da ignorância pré-islâmica.

E aqui estou eu, caminhando sofregamente por 3 horas sobre as Muralhas da China (já não tenho o mesmo preparo físico da minha juventude), e admirando esta obra da engenharia milenar chinesa e refletindo sobre panacéia islâmica da jahiliyya.

Ora bolas, é muita presunção, sem dizer erro histórico e total desdém para como os outros , sequer insinuar sobre uma “idade da ignorância pré-islâmica.” A bússola foi invenção chinesa, o zero foi inventado pelos hindús, a álgebra já existia, e por aí vai. E chega-se ao absurdo de falarem sobre a maravilha da arquitetura islâmica como se nada tivesse sido feito antes, e melhor, diga-se de passagem, muito tempo antes. A Catedral de Hagia Sofia é um exemplo disso. Ela foi construída 3 séculos antes de Maomé, mas foi imediatamente transformada em mesquita quando os turcos otomanos conquistaram Constantinopla, no século XV, e existem muçulmanos que têm a audácia de apontar Hagia Sofia como um exemplo de arquitetura islâmica!

E ainda é comum encontrar muçulmanos, e apologistas, que dizem que enquanto que a Europa estava na idade das trevas, as cidades islâmicas tinham luz nas ruas (o que por sí só é um exagero). Mas o fato é que enquanto chineses, egípcios, babilônios, persas, gregos, romanos, bizantinos e persas sassânidos estava ocupados construindo civilizações, saber e conhecimento, os árabes estavam comendo areia, vivendo em tendas e promovendo o infanticídio de seus filhos.

Para propagar o islamismo vale tudo, inclusive mentir ou fazer propaganda enganosa.



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