sexta-feira, 13 de junho de 2014

Uma reflexão sobre punições cruéis ... pena de morte



Algo interessante nos é apresentado neste infográfico do Estadão. Ele mostra o número de execuções por países. Os maiores são China, Irã, Iraque, Arábia Saudita, EUA, Somália, Sudão e Iêmen. Com exceção de China e EUA, os outros são regidos pela Sharia.

Independente disso, o que se vê é que o número de execuções severas não varia muito de ano para ano, o que talvez indique que punições cruéis não resolvem o problema do crime, porque se resolvesse, o número de execuções diminuiria de ano para ano. (As execuções podem minimizar o problema de superlotação em presídios ... diriam alguns)

Outra coisa é que muçulmanos ortodoxos defendem as punições cruéis que o Alcorão ordena, e que a lei islâmica aplica, como algo perfeito por serem ordens de uma divindade (alá), dizendo que elas são a solução para resolver o problema da criminalidade (algo do tipo, "se existisse a lei islâmica no Brasil não haveriam tantos crimes). Se isso fosse verdade, não haveriam crimes que necessitassem execuções na Arábia Saudita, Irã, Iraque, Somália, Sudão e Iêmen, porque a quantidade de crimes diminuiria com a lei islâmica, mas não é isso que acontece.

O fato é que as punições prescritas na lei islâmica são oriundas de uma leitura pervertida do antigo testamento, em uma época (século VII) quando o novo testamento já havia re-interpretado o velho.

O islão representa, deste modo, não apenas um retrocesso, mas um retrocesso sem condições de reforma ou progresso, porque a "lei de Alá" é imutável.





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