segunda-feira, 14 de julho de 2014

Reflexão sobre o mais recente conflito entre Hamas e Israel




Repete-se a história: O Hamas, grupo jihadista baseado em Gaza, lança mais de 500 foguetes contra cidades de Israel, de modo indiscriminado e sem aviso, aterrorizando seus cidadãos, e matando pessoas aleatóriamente, sejam jovens ou adultos, militares ou civis. O estrago só não é maior porque Israel possui um sistema de defesa anti-mísseis, a "Cúpula de Aço" (Iron Dome). 

Mas aí, Israel retalia. Claro. Quem em sã consciência vai se deixar bombardear? 

Ao retaliar, Israel avisa e indica as áreas a serem bombardeadas de modo que a população civil de Gaza possa buscar refúgio. Ao invés de buscarem abrigo, o Hamas colocam civis nestas áreas. Como consequência, civis morrem. Até agora, aproximadamente 100 pessoas morreram. 

A pergunta que deve ser feita é a seguinte: 
O que o Hamas pretende conseguir atacando Israel com foguetes? Será que eles querem matar a população de Gaza?  
A reposta é: PROPAGANDA.

Palestinos mortos representam uma vitória de propaganda crucial para os niilistas do Hamas. É perverso, mas é verdade. É também a melhor explicação possível para o comportamento do Hamas, porque o Hamas não tem outro objetivo estratégico plausível neste caso.

Foguete sendo lançado de Gaza. Os locais de lançamento são em áreas densamente povoadas, de modo a que uma reação israelense possa provocar o maior número de baixas possíveis

PS. O objetivo do HAMAS, como declarado no seu estatuto, é o estabelecimento da lei islâmica (Sharia), o que automáticamente implica em que não-muçulmanos, particularmente cristãos e judeus, sejam dhimis, os cidadãos de terceira-classe sob o jugo do islão (leia mais sobre isso no artigo O Tratado de Umar e em A natureza supremacista das queixas dos muçulmanos).  

Os Hamas é dirigido por homens inteligentes e instruídos, engenheiros e médicos e advogados por formação. Eles entendem que se eles não estão em condições de provocar a aniquilação do Estado judeu e substituí-lo por um estado no estilo da Irmandade Muçulmana (Hamas é o ramo palestino da Irmandade). O Hamas é um grupo militarmente fraco, com poucos aliados, que está disparando foguetes contra os civis de um estado vizinho poderoso.

O Exército de Israel tem a capacidade operacional para nivelar toda a Faixa de Gaza em um dia, se ele assim o desejar. Contudo, ele é limitado pela pressão internacional, pela sua própria moralidade e pelo entendimento de que as mortes de palestinos inocentes não são do seu melhor interesse político. Os homens que dirigem o Hamas - aqueles escondidos em bunkers subterrâneos profundos, aqueles que enviam os filhos dos outros para a morte como homens-bomba suicidas - também sabem que a sua campanha atual não vai causar o fim da legitimidade de Israel como um estado.

Só que desta vez, talvez pelo cataclisma que vem ocorrendo na Síria e no Iraque, Israel tem encontrado mais apoio do que das vezes anteriores. Governos ao redor do mundo reconhecem o direito de Israel caçar aqueles que desejam matar os seus cidadãos, e o secretário-geral da ONU alertou sobre o risco de uma ação israelense por terra caso o Hamas não pare de lançar foguetes contra Israel. 

O único objetivo do HAMAS é o de angariar ódio contra Israel

Já que o HAMAS não tem os meios militares para alcançar o seu objetivo final, a destruição de Israel, o único ganho que ele pode atigir é o angariar ódio contra Israel. Este ódio contra Israel já é compartilhado pelos muçulmanos (cuja inimizade contra os judeus vem do Alcorão e das Tradições de Maomé - Suna), pela "esquerda revolucionária" e pelos neo-nazistas.   

A melhor analogia que eu encontro é daquele garotinho que belisca o seu irmão mais velho para provocar uma reação dele (um tapa na cabeça, por exemplo) para poder reclamar com a mãe que o seu irmão mais velho bateu nele. O garotinho é o HAMAS, o irmão mais velho é Israel, e a mãe é o resto do mundo. 

É uma guerra de propaganda. 

E para atingir isso, o HAMAS parece não se preocupar se pessoas são feridas ou mortas, notadamente os palestinos, que seria o grupo que o HAMAS diz defender. Nada ou ninguém perde a sua utilidade se o objetivo for o de angariar ódio contra Israel. 

Exemplos: 
  • Causar um desastre nuclear, que afetaria os palestinos. O HAMAS lançou três foguetes contra a central nuclear de Dimona, no sul de Israel. A "Cúpula de Ferro" interceptou um foguete antes que ele atingisse o alvo, enquanto que os outros dois foguetes caíram em áreas abertas. Militantes das Brigadas Qassam do Hamas disseram ter lançado foguetes de longo alcance M-75 na direção de Dimona (JPost). 
  • Usar foguetes de mais longo alcance de modo a atingir as áreas mais populosas de Israel. O HAMAS tinha capacidade de atingir apenas áreas próximas a Gaza, sendo a cidade mais próxima, Sderot, tem sofrido com os foguetes por muito tempo. Agora, Israel inteiro está no alcance dos foguetes do HAMAS (JPress). Vamos nos lembrar que a população de Israel não é composta apenas de judeus, mas também de palestinos muçulmanos e palestinos cristãos. De modo que os foguetes do HAMAS podem também atingir os palestinos que vivem em Israel.
  • Tentar derrubar aviões que decolam e aterrisam no aeroporto Ben Gurion. O braço armado do HAMAS alertou as companhias aéreas que pretende atingir o aeroporto Ben-Gurion com seus foguetes a partir de Gaza, e dizendo para não voarem para lá (JPost). Derrubar um avião iria, obviamente, matar os passageiros, mesmo os palestinos à bordo. 
  • Atirar foguetes de áreas residenciais de Gaza. Estratégia que põe em risco a população de Gaza, pois uma retaliação de Israel, por mais precisa que seja, tem a probabilidade de causar danos em prédios e mesmo ferir ou matar pessoas que não tem nada a ver com os foguetes. O vídeo abaixo mostra um caso destes. 
  
  • O emprego de ESCUDOS HUMANOS. Esta é a prática mais nefasta que o HAMAS usa (bem, a PLO no tempo do Yasser Arafat usava o mesmo): usar as pessoas (incluindo mulheres e crianças), quer elas queiram ou não, nos locais onde os foguetes são lançados ou onde as armas são estocadas. Isto cria uma situação na qual a força de defesa de Israel não ataque, ou se atacar aumenta as chances de que mulheres e crianças sejam atingidas, o que cai como luva dentro da propaganda anti-israelense. E, a exemplo dos homens-bomba, as vítimas são apresentadas como "mártires" mortos pelos perveros judeus ... mas nenhuma crítica é feita quanto à prática do escudo humano. 
É importante ressaltar que o "escudo humano" é algo feito às claras, sendo que os líderes do HAMAS falam sobre isso abertamente, como este vídeo exemplifica.


Eu considero a estratégia de usar pessoas como "escudos humanos" algo que denigre a dignidade humana, tornando as pessoas como objetos que podem ser descartados para se obter qualquer objetivo. 

 Um meme que traduz as diferentes escolhas entre Israel e Hamas

·    Mais propaganda 
          Gaza: Mesquita usada para armazenar armas é destruída pelo exército de Israel. Mesquitas têm sido usadas ​​para armazenar armas em outros países no passado, e especialmente o Hamas quer fazer isso, uma vez que isso o torna capaz de usar o ataque israelense contra a mesquita para difamar Israel, acusando-o de atacar indiscriminadamente alvos civis (NY Times). 

Reações

É lamentável que o ódio aos judeus em particular (e a todos os não-muçulmanos) embebidos no Alcorão e nas Tradições de Maomé (a Suna), e consolidados na Sharia, permeiem as ações dos líderes palestinos, e que a população da Palestina (bem como dos países vizinhos) sejam alimentadas por este ódio, desde cedo:  
  • Palestinos da Cisjordânia comemoraram no sábado, quando militantes do Hamas disparam a maior salva de foguetes contra a área de Tel Aviv desde o início da recente escalação do conflito (JPost).
Pergunta: Se a disputa na Palestina é apenas territorial, porque os judeus em outras partes do mundo são alvo de agressões? Para responder a esta pergunta, é necessário colocar a “conexão islão” dentro do contexto: 
  • Austrália: judeu agredido por dois muçulmanos por usar uma camisa escrito "IDF"  (iniciais de Israeli Defense Force) (Forward)
  • França: Menina judia atacada com spay de mustarda (TableMag)
  • Grupo de muçulmanos entoam canções genocidas contra os judeus em Haia, e as autoridades não tomam nenhuma ação (https://www.youtube.com/watch?v=aXbZTzLgq2s)
  • França: Milhares de pessoas participaram do protesto, que terminou com um certo a uma sinagoga. A imprensa disse que centenas de judeus foram presos dentro de uma sinagoga na área e unidades policiais foram enviados para resgatá-los (Time ofIsrael). 



A mentira tem a perna curta

Exemplos da propaganda, o que parece ser o único objetivo do Hamas:
 Internautas compartilham imagens falsas nas redes sociais sobre ataques em Gaza (O Globo) – Na guerra de propaganda vale tudo: “Durante a semana passada a hashtag #GazaUnderAttack, criada por ativistas pró-palestinos, foi usada mais de 375 mil vezes. No entanto, muitas das imagens propagadas são de operações anteriores no estreito território ou mesmo de conflitos em outros países, como no Iraque e na Síria. Segundo a agência de notícias britânicas , “BBCTrending” as imagens falsas estão sendo divulgadas no Twitter como uma forma de angariar simpatia pela causa palestina. As fotos mostram edifícios queimados, chamas de bombas e pessoas feridas e ensaguentadas. A BBC recomendou que todos verificassem mais de uma vez a procedência das imagens que estavam compartilhando.
Veja as imagens abaixo, retirada do Facebook, um exemplo de como imagens de outros conflitos estão sendo utilizadas.


Palavras finais

No tocante aos conflitos no Oriente Médio, certamente que não existem santos (nem nesta história, nem em nenhuma outra). Mas o fato é que o Hamas não vai parar nunca até a destruição total de Israel, e para isso basta ler o seu estatuto. E outro fato é que a população palestina (e nos outros países vizinhos também) passa por uma lavagem cerebral com base nas escrituras islâmicas que vilifica os judeus (bem como também nós) como piores que os animais. Esse é o caminho para quem deseja morte e não vida. E para piorar o enredo, agora existe a coneção com o ISIS. Israel pode não ser "bonzinho" ... mas se torna "quase imaculado" em comparação.


Um comentário:

Anônimo disse...

Na frança ,judeus proibem critica a israel e apoio a palestina com pena de prisão de 7 anos e multa de 150 mil para auqueles que insistirem em exercer a sua liberdade de expressão!

http://www.nationell.nu/2014/07/19/sju-ars-fangelse-om-du-demonstrar-mot-israel/


assim como na revolução bolshevick- judeus do estrangeiro pegam em armas pra apoiar o regime judaico instalado na ucrania!
http://maidantranslations.com/2014/07/13/jewish-ukrainian-volunteer-battalion-matilan/