sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Propaganda islâmica mente sobre os 'direitos das mulheres' sob o islão


José Atento
A propaganda islâmica, usada por muçulmanos, e também por apologistas, é que a mulher sob o islão desfruta de um patamar inimaginável para as mulheres do resto do mundo. E para tal eles MENTEM. 
Listo abaixo as declarações que são utilizadas em vídeos, blogs e na mídia social, que dão bem o tom do discurso tortuoso de quem pretende distorcer os fatos para enganar os menos cuidadosos. São sempre frases de efeito tentando mostrar um islamismo sanitizado e totalmente diferente do que estabelece a lei islâmica (Sharia) e diferente do que a prática da Sharia nos mostra. As declarações enganosas são apresentadas em vermelho, e o meu comentário vem se seguida.

“Deus (Alá) confirmou que a mulher é um ser humano completo, dotada de corpo e alma, e a igualou ao homem na prática religiosa e na recompensa da outra vida...”

Até onde eu saiba, todas as religiões consideram a mulher como ser humano dotado de corpo e alma. E daí? Isso não é novidade. Mas o problema no islão é que as mulheres ficam sempre atrás do homem nas mesquitas, ou algumas vezes mesmo no porão das mesquitas. Isso para mim não é igualar homens e mulheres em prática religiosa. O famoso comentarista Ibn Kathir diz (sobre o Alcorão 4:34): “Homens são superiores às mulheres, e um homem é melhor que uma mulher.” Um outro comentarista, Razi, diz: “O homem é mais perfeito que a mulher na criação, e em inteligência, e na esfera religiosa, como na competência de ser um juiz, e um líder na oração.” 

Ainda quanto à prática religiosa, existem algumas opiniões importantes de Maomé sobre as mulheres muçulmanas que vale a pena deixar registrado: 
Maomé disse a um grupo de mulheres: 'Eu nunca ví ninguém mais deficiente em inteligência e religião do que as mulheres’ (Bukhari, 1, 14, 301).
Uma mulher fica perto da face de Alá quando ela se encontra dentro da sua casa. E a oração de uma mulher dentro de casa é melhor do que a sua oração na mesquita (Ghazali,  Kitab Adab al-Nikah, p. 65)
Uma mulher, um jumento e um cachorro atrapalham a oração (Muslim, 4:1034).
Quanto à recompensa na outra vida, no bordel, digo, paraíso islâmico, enquanto que os homens vão desfrutar das 72 virgens de seios volumosos, além dos meninos, as mulheres vão ficar dentro de casa esperando a sua vez, recatadas e puras.

“A mulher muçulmana não só tem o direito, mas também o dever de estudar e procurar o conhecimento” 
“A mulher pode exercer qualquer função que não vá contra os princípios do Islam, que não agrida a sua natureza feminina e que não a ocupe totalmente, fazendo com que descuide da família, pois isso causa sérios prejuízos ą sociedade, pois acarreta na não educação materna, no abandono dos filhos que serão entregues as "mães artificiais".  
"No Islam, a mulher tem o direito de ser sustentada pelo pai, irmão ou marido, visto ser uma injustiça querer que ela trabalhe dentro e fora de casa." 

Eu agrupei as três afirmações acima porque elas se contradizem. Vejamos. Primeiro, diz-se que a mulher tem o direito e o dever de estudar e procurar o conhecimento (sem mencionar que conhecimento é este). Essa frase se contradiz com a frase seguinte que indica que as funções que a mulher pode exercer não devem impedir que ela se descuide da família. E, finalmente, a terceira frase que diz que a mulher deve ser sustentada pelos seus parentes homens, sendo uma injustiça que ela trabalhe fora de casa.

Para mim, fica claro com estas frases, colocadas em conjunto, que o papel da mulher muçulmana é o de ser mãe e dona-de-casa. Eu não vejo problema algum que mulheres façam a escolha de serem mães e donas-de-casa. Mas elas devem ter o direito de escolher outras atividades! E as mulheres que preferem desenvolver uma vida profissional fora das atividades domésticas? E os homens de hoje que acabam sendo mais “domésticos” do que as mulheres? E as mulheres que não desejam se casar? 

Novamente, o problema com o islão é que ele aceita apenas o que ele define. No islão, falta a liberdade de escolha.

Agora, apenas um detalhe. Maomé inventou o islão com 3 motivos: criar um exército para conquistar Meca, enriquecer, e satisfazer seus desejos sexuais. O papel da mulher muçulmana, desde o tempo de Maomé, passando pelos califas, e até os dias de hoje, é o de ter filhos e criá-los, de modo a manter o influxo de soldados para lutarem na jihad. Os homens iam para a guerra e morriam. Os que voltavam se casavam com as mulheres excedentes (poligamia), garantindo a geração de mais filhos muçulmanos (mais soldados). E nas terras conquistadas, os homens se casavam com as mulheres infiéis conquistadas (poligamia), garantindo a geração de mais filhos muçulmanos (mais soldados). Isso se chama: Jihad Demográfica. Ainda sendo usada nos dias de hoje no Ocidente, visando garantir maioria para poder exigir a implementação a lei islâmica.   



A mulher no Islam têm direito a herança.”

Isso é verdade, porém com restrições. A lei islâmica prescreve que  “a parte do homem deve ser duas vezes maior do que a parte da mulher.” E sem esqueçer que, em caso de divórcio, a guarda dos filhos pertence ao homem.

A lei islâmica prescreve isso, e, para os muçulmanos de verdade, isso é perfeito e final, pois advém de Alá e das tradições de Maomé (Suna).

“A mulher tem o direito de escolher com quem irá casar.”

Isso não é verdade.
(1) Para começar, um mulher muçulmana pode se casar apenas com muçulmanos! Isso já limita este direito de escolha, não é verdade? 
(2) Mas existe um outro problema. O islão define, e a Sharia regulamenta, a segregação entre os sexos, seja nas mesquitas, seja nas escolas, seja no dia-a-dia da mulher muçulmana. E a lei islâmica ainda prescreve que a mulher deve sair de casa com a companhia de um chaperone para evitar contato com homens fora do círculo familiar. Isso faz com que o contato com o sexo masculino seja muito reduzido. A consequência disso é a grande incidência de casamentos entre parentes próximos, geralmente primos. E muito desses casamentos são arranjados, de modo que a mulher não tem outra escolha senão a de aceitar a escolha familiar.
(3) Além disso, a Sharia define que a escolha do marido é uma prerrogativa do guardião! 
m2.2 Permissão para casar é dada pelo guardião legal, mesmo que a mulher não tenha dado a sua permissão.
(4) E, ainda existe um outro problema, o dos casamentos precoces. Como não existe limite de idade para o casamento na lei islâmica, é comum que meninas ainda pequenas se casem com homens adultos, muitas vezes com idade para serem seus avós. É claro que estas crianças não têm discernimento e nem direito de escolha.

De modo que quanto mais islâmicamente devoto é o ambiente ou a família da muçulmana, menores as chances da mulher ter direito de escolher com quem ela irá se casar.

“O Islam garantiu ą mulher o direito ao prazer sexual”

Na verdade,  o islão garantiu à mulher o direito de ser um objeto sexual do homem. Senão, vejamos.
(1) A lei islâmica prescreve a remoção do clítoris. Vamos e venhamos que sem o clítoris o prazer feminino se reduz ao nada.
(2) O marido tem direito a ter relações sexuais a hora que ele quiser. Ou seja, a mulher muçulmana tem que estar “ligada” o tempo todo, ou ela vai ter relações sexuais indesejadas.
(3) O marido pode estuprar a esposa.
(4) O marido pode “educar a esposa”, seja admoestando-a, seja isolando ela em algum cômodo da casa, ou seja batendo nela, com uma varinha que tem até nome. 
O Mensageiro de Alá disse: Sempre quando um homem chamar a sua esposa para a cama, e ela recusar, e ele passar a noite de mal humor, os anjos irão amaldiçoá-la até que ela se levante pela manhã (Mishkat al-Masabih, English translation, Book I, Section 'Duties of husband and wife', Hadith No. 61) 
O Profeta disse, “Nenhum de vocês deve açoitar a sua esposa como se açoita um escravo, e depois querer ter relação sexual com ela ao final do dia (Bukhari Volume 7, Book 62, Number 132).

A promessa de “virgens de peitos volumos” no paraíso islâmico reforça a visão de que a mulher é nada mais do que um objeto sexual.

“No Islam, é estabelecido o casamento como único entre homem e mulher.”

Correto. A mulher apenas pode se casar com um único homem. Porém, o homem pode se casar com até 4 mulheres simultaneamente (pode ter mais mulheres caso se divorcie e se case de novo), pode ter sexo com mulheres que a “sua mão-direita possuir” (escravas sexuais), pode usufruir do casamento temporário (desde que pague a noiva temporária – a prostituta, e pague ao imã que celebra o casamento – o cafetão). Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu Artigo I, diz que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos, a conclusão lógica é que o islão é arcáico, misógino e contra os direitos humanos das mulheres.

“A posição da mãe é três vezes superior a do pai”

Eu não sei de onde vem esta afirmação. O que eu sei é que, no islão, o homem é superior à mulher. 
"Os homens têm autoridade sobre as mulheres porque Alá fez o homem superior à mulher" (Alcorão 4:34).
Na página 36 do livro, A Mulher e o Islamismo, Ahmed Zaki Tuffaha escreveu: "Alá estabeleceu a superioridade do homem sobre a mulher pelo verso acima (Sura 4.34), o que não permite a igualdade entre o homem e a mulher. Porque aqui o homem está sobre a mulher devido à sua superioridade intelectual."
Aisha (a criança que foi forçada a se casar com Maomé) disse para Maomé: “Você nos fez as mulheres serem iguais aos cães e aos jumentos” (Muslim 4, 1039).



“O uso do véu não é uma invenção do Islam.”

Isso é verdade, mas o problema não reside aí. As mulheres de diversas civilizações, ao longo da história, têm se vestido de maneira diferente. Por exemplo, a mulher chinesa, ao longo dos séculos, nunca foi chegada a usar um véu. As mulheres da África Negra não usavam véu algum bem como tinham os seios de fora. As hindús, cobriam a cabeça com um véu longo mas deixavam as costas à mostra. No Egito Antigo, era um véuzinho chinfrin, talvez apenas para proteger do sol. Na Grécia e Roma antigas, não existia esta neurose de esconder os cabelos. A Europa medieval herdou do cristianismo a tradição do véu, mas ele nunca foi algo compulsório, e foi caindo em desuso com o passar do tempo.

Isso é evolução.

No islamismo, a coisa toda se engessa em virtude da inviolabilidade do Alcorão e da Suna (tradições) de Maomé. De modo que, sim, o islão não inventou o véu. Mas o islão é a única ideologia do mundo que o defende com unhas e dentes, a ponto de ameaçar fisicamente, e levar a cabo as ameaças, as mulheres que não desejam usar o véu ou viver cobertas por verdadeiras “barracas ambulantes.”



“A mulher muçulmana também pode votar ... ela teve este direito há 1400 anos.”

Na verdade, essa é uma outra afirmação vazia, porque a democracia é algo anti-islâmico. Senão vejamos. O clérigo saudita Muhammad Musa al-Sharif, em entrevista a TV al-Daleel, em 19 de Fevereiro de 2010, disse existir uma prominência da lei islâmica sobre as leis feitas pelos seres humanos. A lei de Alá, a Sharia, a lei islâmica, deve governar o mundo. Toda a lei que não segue a Sharia é anti-islâmica. Logo, não existe eleição para definir as leis.

Outro tipo de eleição seria para eleger o Califa. Mas a história islâmica nos mostra que as sucessões dos califas sempre foram sangrentas, um golpe dentro do outro. Bem, não existiram eleições aqui.

Ora bolas, se não existe eleição, que negócio é esse de “direito de votar obtido há 1400 anos”?  


“O Alcorão eleva a condição da mulher e a valoriza devolvendo a mulher o lugar que lhe é de direito no seio da sociedade.”

Esta frase traduz  bem o supremacismo islâmico, que tenta passar uma idéia de que antes do islão tudo era ruim, e que a partir do islão tudo melhorou, e que não existe nada mais correto do que o que foi codificado na Sharia. O fato é que o islão engessa tudo a padrões de comportamento da Arábia, Século Sétimo (e nós estamos no Século Vinte e Um).

Eu vou mencionar alguns termos que definem bem o que o islão define como “direitos da mulher”: remoção do clítoris, estupro marital, crime de honra, menor porção da herança para a mulher, estupro é culpa da mulher, segregação entre os sexos, poligamia, pedofilia, fábrica de filhos.

A chave do sucesso da mulher muçulmana é resumida por: 
Todas as mulheres que ao morrerem tiverem o marido satisfeito com elas entrarão no Paraíso (Mishkat al-Masabih, English translation, Book I, Section 'Duties of husband and wife', Hadith No. ii, 60). 

Ou seja, para garantir o paraíso, elas precisam fazer tudo o que o marido deseja de modo a satisfazê-lo plenamente.


Palavras finais

Termino este meu artigo mencionando uma frase de Clarisse Lispector, mencionada no Facebook “Manifesto pela Honra Libanesa”

"Porque há o direito ao grito, então eu grito."

É bom viver no Brasil onde existe o “direito ao grito,” pois nos paraísos islâmicos, regidos pela lei islâmica Sharia, este direito ao grito não existe.


Leia mais em: 











terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O dia de hoje na História da Jihad Islâmica


José Atento

Estou compilando uma lista de eventos históricos ligados à Jihad e a Contra-Jihad ao longo dos 1400+ anos de história islâmica, desde a narrativa islâmica da vida de Maomé, o posterior começo dos registros históricos relativos ao islão, décadas mais tarde, até os dias de hoje.

Este é um trabalho em andamento, e as entradas neste artigo estarão sendo atualizadas contínuamente.

Janeiro
Janeiro foi mês marcado por vários assassinatos a mando de Maomé. Eles incluem o assassinato de Asma bint Marwan (ano 624),  e Abdullah bin Khatal, Fartana, Quraybah, Huwayrith ibn Nafidh, Ka'b ibn Zuhayr ibn Abi Sulama, Al-Harith bin al-Talatil, Abdullah ibn Zib'ari, e Hubayrah (estes últimos no ano 630, durante ou depois a conquista de Meca). Leia detalhes em Maomé Assassino.

2 de janeiro
- 1492: A Rendição de Granada põe um fim à ocupação árabe da Península Ibérica.
Nesta data, Muhammad XII (também conhecido como Boadbil), o último sultão de Granada, o último reduto árabe na Espanha, se rendeu ao rei Fernando II e Isabel I.

A Rendição de Granada, por Francisco Pradilla Ortiz (1882)



17 de janeiro
- 1287: O Rei Alfonso III, de Aragon, continua o passo da Reconquista, invadindo a Ilha de Minorca, parte das Ilhas Baleares, no Mediterrâneo .

26 de janeiro
- 1565: Batalha de Talikota. Mais um evento da conquista militar islâmica contra a Índia e a civilização Hindú. Nesta batalha, uma coligação invasora islâmica, constituida pelos Sultanatos do Decão (Bijapur, Golkonda, Ahmadnagar, Bidar, e Berar), derrotou as tropas do Império Vijayanagara (Reino de Bisnaga nos antigos relatos portugueses). A  batalha foi decisiva para desmantelar o império Vijayanagara. O Império Vijayanagara era o último centro de cultura hindú que restava. Após a batalha, a cidade capital de Vijayanagar foi capturada, destruída durante um período de cinco meses, e nunca reocupada. A batalha também permitiu a penetração muçulmana definitiva na Índia, que durou até o final do século 18. A conquista islâmica da Índia (região que incluia os atuais Paquistão e Bangladesh) foi o evento mais sangrento e brutal da história.

Templo Virupaksha nas ruinas da capital de Vijayanagar (esquerda) e os Sultanatos do Decão e o Império de Vijayanagara (direita)

27 de janeiro
- 661: O Califado Rashidun termina, com a morte de Ali. O Califado Rashidun, liderado por quatro companheiros de Maomé (os "Califas bem orientados"), foi, na época, o maior império da história. Ele foi sucedido pelo Califado Omíada. Tal como os hunos e os mongóis, o Califado Rashidun, é um exemplo de tribos em conflito que são juntadas pela força, e se lançam em uma campanha de pilhagem e estupro, associada a uma rápida expansão territorial.


28 de janeiro
- 1099: A Primeira Cruzada, como as demais, foram uma reação européia aos 400 anos de jihad islâmica iniciados por Maomé. Este dia marca o sítio de Hosn-el-Akrad, Síria, pelo cruzados. Este seria o local do famoso castelo Krak dos Cavaleiros (Krak des Chevaliers) construido anos mais tarde pela Ordem dos Hospitalários.

Krak des Chevaliers

Fevereiro
Neste mês, no ano de 624, Maomé mandou assassinar Abu Afak (ler detalhes em Maomé Assassino)

9 de fevereiro:
- 1404: Nascimento de Constantino XI Dragases Palailogos, o último imperador bizantino. Ele lutou toda a sua vida para salvar o Império milenar, morrendo em uma sexta-feira fatídica, lutando contra os ursurpadores do Oriente. Devemos aos bizantinos, e sua resistência valente, a propagação das idéias de Sócrates, Platão, Aristóteles, Ésquilo, Arquimedes, Homero, Eurípides, e Solon para a Europa.

10 de fevereiro
- 1098: O Príncipe Fakhr al-Mulk Radwan, de Alepo, é derrotado pela Primeira Cruzada em Antioquia. A várias facções muçulmanas se dispersaram antes da batalha, já que elas estavam envolvidas em um luta fraticida (o que é uma característica da Casa do Islão - Dar al Harb até os dias de hoje). 

- 1258: O Saque de Bagdá marca o término do Califado Abássida e da Ordem dos Assassinos.
Hulago Khan era neto de Genghis Khan, e foi criador do Ilcanato Mongól, centrado na Pérsia, e subordinado ao Grande Khan. Ele tinha ao seu dispor um exército de 100 mil homens. A caminho de Bagdá, ele atacou a Alamut, a fortaleza que servia de sede da Ordem dos Assassinos, destruindo-a. A Ordem dos Assassinos, de vertente xiíta, foi a a primeira organização terrorista internacional do mundo. Mais tarde, Hulago Khan arrasou Bagdá, destruindo o Califado Abássida e executando o seu último Califa, al-Mustasim. O Califado Abássida era o centro do islamismo desde o ano 750.

11 de fevereiro
- 1855: Kassa Hailu é coroado Tewodros II, imperador da Etiópia, por Abuna Salama III, em uma cerimônia na igreja de Derasge Maryam. Os etíopes resistiram, com muito sucesso, por séculos, a serem conquistados, primeiro eles resistiram as ondas de invasores muçulmanos, e mais tarde eles resistiram ao colonialismo europeu.

21 de fevereiro
- 1543:  Batalha de Wayna Daga, Etiópia (leste do Lago Tana).  Vasco de Gama, historicamente conhecido como o maior explorador de Portugal, não só descobriu a rota marítima para a Índia através do sul da África, mas também defendeu os cristãos etíopes negros quando confrontados com as forças do genocídio islâmico. Liderados pelo imperador etíope Galaldewos, um exército combinado de tropas etíopes (8500 homens) e portuguesas (70 mosqueteiros e 60 cavalaria) derrotou o exército muçulmano turco-somaliano (15.400 homens) liderado pelo Imame Ahmad ibn Ibrihim al-Ghazi, do Sultanato de Adal (Somália). A tradição afirma que Ahmad foi morto por um mosqueteiro português, que tinha penetrado sozinho as linhas muçulmanas. Assim que seus soldados souberam da morte do Imame, eles fugiram do campo de batalha. Os somalianos sobreviventes foram forçados a retirar-se da Etiópia. Vasco da Gama e seu segundo filho Cristóvão, que havia morrido em uma batalha anterior (Batalha de Ofla), entenderam que o Islão é uma religião de guerra constante. Vasco da Gama não participou desta batalha.

Yagbea Sion batalhando contra o Sultão de Ada, "Le Livre des Merveilles", Marie-Therese Gousset, século XV


Março
Neste mês, Maomé mandou assassinar Al Nadr ibn al-Harith (ano 624). Leia detalhes em Maomé Assassino.

3 de março
- 1878: A Bulgaria foi libertada dos Turcos-Otomanos (Paz de Santo Estéfano), como consequência da guerra entre a Rússia e a Turquia.
    A Bulgária foi ocupada pelos otomanos por quase 500 anos! Após a conquista otomana, e durante os 500 anos de ocupação, todas as principais cidades-pólos de cultura búlgara foram destruídas, a maioria dos trabalhos escritos foram perdidos e os clérigos educados que sobreviveram fugiram para outros países eslavos.
    A cultura búlgara entrou em um longo período de estagnação, durante o qual a Bulgária isolou-se de muitos dos processos que ocorrem no resto da Europa. A população búlgara definhou durante a ocupação turco-otomana. Quando conquistada, no século XV, a população da Bulgária era equivalente a população da Inglaterra. Quando da sua independência 5 séculos depois, a população búlgara era apenas equivalente à da cidade de Londres.
    O extermínio da população foi de tal forma que, em 1878, não havia nenhum remanescente da nobreza búlgara para ser coroado rei. Assim, os búlgaros tiveram que pedir a um austro-germânico da Casa de Saxe Coburg Gotha, o então Príncipe Ferdinando, que aceitasse ser o rei da Bulgária, tornando-se Ferdinando I da Bulgária.
    A condição de devshirme foi dramáticamente aplicada sobre os Búlgaros. Durante a ocupação dos otomanos, a terra era propriedade do Califa e distribuida entre os nobres. Enquanto isso, os búlgaros tinham que pagar regularmente vários tipos de impostos, incluindo o dízimo ("yushur"), um imposto de capitação (jizyah), um imposto sobre a terra ("ispench"), uma taxa sobre comércio, e também vários outros impostos cobrados irregularmente , produtos e corvées ("avariz").
    Com a perda da Bulgária, o Império Otomano perdeu uma fonte de riqueza em termos de tributos, mulheres para servirem nos haréms, e de meninos, convertidos à força para servirem na tropa de elite do Califa (os janízaros), processo este conhecido como "devshirme."

- 1924: O Califado (turco-otomano), que foi mantido pelos sultões otomanos desde 1517, foi abolido, juntamente com todos os vestígios da Lei Islâmica (O seu poder dentro Turquia foi transferido para a Assembleia Nacional e o título tem estado desde inativo, muito embora a República Turca ainda mantenha o direito de restabelecer o califado). Pela lei de 3 de Março de 1924, o último sultão otomano, o último califa, e todos os membros das suas famílias imperiais tiveram suas cidadanias revogadas, foram exilados para sempre da nova República e seus descendentes proibidos de sempre colocar o pé no seu território. A mesma lei também nacionalizou todas as propriedades da coroa imperial, sem compensação.

O último califa, Abdulmecid II

4 de março
- 1218: Destruição do Império Corásmio por Genghis Khan. O recém-criado Império Mongol fazia fronteira oeste com o Império Corásmio (Khwarezm). O Império Corásmio tinha governo islâmico sunita e etnicidade turcomana (povos turcos), e cobria uma região um pouco maior do que o Irã de atualmente. Em 1218, Genghis Khan desejava fazer comércio com eles e enviou emissários, que foram executados. Após outras tentativas, e novas execuções de seus emissários, Genghis Khan organizou um exército de 200 mil, e começou uma campanha em 1220, que culminou na destruição total do Império Corásmio para sempre. 
Mas a questão do islão não é militar, e sim cultural e política. Ao se estabelecerem na região, que mais tarde se tornaria em um Canato Mongól, muitos mongóis acabaram se convertendo ao islamismo.
https://youtu.be/3ZL2Km1RKGc OK

11 de março
- 638: Morte de Sofrônio, o último antigo Patriarca de Jerusalém, considerado santo, tanto por católicos quanto por ortodoxos. Foi ele quem viu toda a Palestina ser invadida pelos muçulmanos sarracenos, sob o comando do califa Umar. Santo Sofrônio, e seu rebanho, viveu um cerco em Jerusalém, pelos muçulmanos, que durou mais de seis meses. Desgastado pela fome, os cristãos finalmente concordaram em abrir as portas da cidade, em 637, com a condição de que o inimigo poupasse os lugares santos. Mas esta condição não foi cumprida, e Santo Sofrônio morreu de tristeza alguns meses depois, devido a profanação dos lugares sagrados cristãos. Ele ainda conseguiu contrabandear a Cruz Verdadeira e outras relíquias para Constantinopla, salvando-as.

Existe um relato apócrifo interessante que diz que o califa Umar foi convidado por Sofrônio para rezar dentro da Igreja do Santo Sepulcro, mas o califa se recusou dizendo que se ele fizesse isso, seria o mesmo que o islão tomasse a posse. Contudo, esta igreja ficou sob a posse efetiva dos muçulmanos já que a sua chave foi dada a um dos comandantes muçulmanos, posteriormente repassado a uma família muçulmana que se mudou para Jerusalém, com a missão de abrir a Igreja todos os dias. Curiosamente, esta "tradição" perdura até hoje.

Patriarca Sifrônio de Jerusalém

11 de março
- 859: Morte de Eulógio de Córdoba, Bispo espanhol e mártir cristão. Ele foi decapitado em Toledo, durante a perseguição muçulmana, que durou de 850 até 960. Ele viveu durante os reinados dos emires de Córdoba Abderramão II e Maomé I. O motivo do degolamento: em 858, uma virgem chamada Leocrícia, de família nobre moura, se converteu ao cristianismo e procurou a proteção de Eulógio contra seus pais enfurecidos (que, claro, a queriam matar como apóstata). O sacerdote a escondeu entre seus amigos por um tempo, mas eventualmente acabou descoberto e condenado à morte. Ele foi decapitado em 11 de março de 859 e Santa Leocrícia, quatro dias depois em 15 de março de 859.
Santo Eulógio de Córdoba

23 de março
- 1940: A Liga Índia-Toda-Muçulmana (All India Muslim League) apela por uma pátria unicamente muçulmana. A Resolução Lahore (Qarardad-e-Paquistão ou o então Qarardad-e-Lahore) é apresentada na Convenção Geral Anual da All India Muslim League. Os muçulmanos indicam que desejam formar um país muçulmano apenas com muçulmanos, e não desejam compartilhar território algum com os hindús.

25 de março 
- 1821: Dia da Independência grega. A data marca o início da revolução contra os otomanos-turcos que ocuparam a Grécia desde 1453. A independência total foi obtida em 1829. A data coincide com a celebração da Igreja Ortodoxa Grega da Anunciação à Theotokos, quando o Arcanjo Gabriel apareceu a Maria e disse que ela daria à luz o filho de Deus.

A Grécia foi ocupada pelos Turcos-Otomanos por quase 400 anos. Neste período, a situação econômica da maioria dos gregos deteriorou fortemente. A vida tornou-se rural e militarizada. Fardos pesados de tributação foram colocados sobre a população cristã, e muitos gregos foram reduzidos à agricultura de subsistência que, durante eras anteriores, tinha sido fortemente desenvolvida e urbanizada. A ocupação da terra por parte dos senhores otomanos levou a população grega cristã a um estágio de servidão, o que levou ao despovoamento de grande parte das planícies para as montanhas para escapar da pobreza. O relevo acidentado das montanhas tornou difícil para os otomanos estabelecer qualquer presença militar ou administrativa por lá. A população grega decresceu como consequência dos massacres e da pobreza. A cultura e a educação grega diminuiu significativamente (com exceção da Igreja Ortodoxa, que foi um bastião de resistência).

O povo grego foi impiedosamente tributado pelo Império Otomano e este imposto incluíu o "tributo das crianças (devshirme)." Os otomanos exigiam que uma criança do sexo masculino em cinco, dentro de cada família cristã, fosse tirada da família e levada para o corpo de janízaros para treinamento militar no exército do sultão. Haviam muitas leis repressivas, e, ocasionalmente, o governo otomano cometia massacres contra a população civil. A palavra de um grego não tinha valor contra a palavra de um turco em um tribunal de direito. O termo rayah veio a denotar uma população inferior, cheias de impostos e socialmente desfavorecida. Mulheres eram forçadas a servirem de odaliscas nos haréns ou cabarés otomanos.


Abril

- 1289: Neste mês, o penúltimo reduto dos Estados Cruzados, a cidade de Trípoli (no atual Líbano) foi conquistada, apos um cerco de 2 meses. O líder dos Mamelucos do Egito era o Sultão Qalawun. A população da cidade foi massacrada e aqueles que escaparam, foram escravizados, incluindo mulheres e crianças. Após conquistar Trípoli, o sultão mandou demolir esta magnífica cidade dos cruzados por temer que os cruzados pudessem voltar um dia. Os mamelucos eram demônios em forma humana! Eles destruíram o Levante e massacraram centenas de milhares de cristãos na Palestina e na Síria e levaram a região à idade da pedra. Trípoli esteve em poder dos francos desde 1109.
A Queda de Trípoli (pintura do século XIV)

6 de abril
- 1914 a 1923: Genocídio dos Gregos da Trácia Oriental. O dia 6 de abril é uma data na qual se recorda do Genocídio dos Gregos da Trácia Oriental, por parte dos turcos otomanos. A Trácia Oriental é a região européia da Turquia, que era predominantemente grega, mas os gregos foram exterminados de lá, aos gritos de Allahu Akbar. Os habitantes nativos, os gregos, foram expulsos pelos invasores. E ficou tudo por isso mesmo. O governo turco nunca admitiu qualquer genocídio.


9 de abril 
- 1336: nascimento de Tamerlão (Inglês, Tamerlane) ou Timur, o Coxo, um dos maiores psicopatas maníacos genocidas da história, na Ásia Central. Ele foi um conquistador turco e fundador da dinastia timúrida. Ele faleceu em 1405. Ele foi o governante mais poderoso do mundo muçulmano, no seu tempo, referindo-se a si mesmo como a "Espada do Islã". Ele foi o responsável pela destruição efetiva da Igreja Cristã em grande parte da Ásia. Sua ação militar e chacinas de populações inteiras deixou 19 milhões de mortos, o que totaliza cerca de 5% da população mundial da época!

Por exemplo, como resposta a uma rebelião na Pérsia, Timur nivelou cidades inteiras, usando o crânio dos seus habitantes para formar torres e pirâmides horripilantes.

Timur cresceu como ladrão de ovelhas, vivendo no Canato Chagati, um dos quatro reinos mongóis originários da fragmentação do grande império de Genghis Khan  (1162-1227). Ele se tornou o líder deste Canato, forjando para sí um parentesco com Genghis Khan, e adotando o título de Khan. Dentre as suas "façanhas" destacam-se os diversos saques ao Reino da Geórgia, a chacina das populações de Bagdá, Damasco e de Deli (Índia), o aprisionamento de populações como escravos e o despovoamento de regiões inteiras. Em um lado positivo, a sua rivalidade com sultão otomano Bayezid I, a quem chegou a capturar, serviu para diminuir a pressão turco-otomana sobre o Império Bizantino.

Após a sua morte, o seu império acaba se fraccionando. Ele é o tetra-avô de Babur, o futuro conquistador da Índia, e fundador do Império Mugal, que governou a Ásia Central de 1526 a 1857.

Imagem: O Império Timúrida quando da morte de Timur, em 1405. 
"Timur Empire" by Stuntelaar - via Wikimedia Commons

20 de abril
- 1483: Batalha de Lucena, Espanha. Neste batalha, os habitantes da cidade de Lucena rechaçam o ataque de um exército árabe composto por 700 caveleiros e 9 mil soldados, comandados por Boadbil (ver 2 de janeiro).

24 de abril
- 1915: esta data marca o início do Genocído dos Armênios.

28 de abril
- 1805: Primeira Guerra contra os Piratas da Barbárie (Piratas Bérberes).

29 de abril
- 711: Invasão Islâmica da Espanha.
No começo do século VIII, os exércitos da jihad islâmica invadiram o Reino Visigótico cristão da Península Ibérica, sob o comando de Tariq ibn Malik, um bérbere recém-converso. Os Visigodos tinha estabelecido um reino, que já durava quase dois séculos, cuja organização era baseada nas leis e cultura romana e princípios cristãos. O Reino Visigótico ficava a mais de 8 mil quilometros de distância de Meca. Os cristãos da Península Ibérica NUNCA fizeram nada contra os muçulmanos, Contudo, os exércitos da jihad islâmica caminharam pelo deserto do norte da África, 8 mil quilômetros, para invadirem a Península Ibérica. Na sua marcha, os exércitos da jihad islâmica mataram, pilharam, estupraram e escravizaram. Neste seu caminho eles converteram à força o maior número de homens possíveis, forçando-os a se juntarem ao exército da jihad. Lembre-se disso quando alguém te disser que a jihad é uma "guerra defensiva."
Foram precisos vários séculos de "sangue, suor e lágrimas" para que os invasores islâmicos fossem finalmente expulsos das terras que eles injustamente invadiram.

Desenvolvimento da Reconquista, ano a ano

9 de maio
1271: O Sítio de Trípoli termina com chegada da Nona Cruzada, liderada pelo Rei Eduardo I da Inglaterra, junto com reforços de Bohemond  e seu primo Rei Hugo do Chipre. A cidade de Trípoli (no atual Líbano) era um dos últimos redutos restantes dos Estados Cruzados. O Sítio de Trípoli foi feito pelo lider dos Mamelucos do Egito, Baibar, logo após ele ter conquistado a cidade de Antióquia. Baibar morreu alguns anos mais tarde, bebendo seu próprio veneno destinado a outra pessoa. Trípoli seria finalmente conquistada em 1289.

11 de maio
- 330: A cidade de Constantinopla torna-se a capital do Império Romano do Oriente (chamado mais tarde de Bizâncio pelo historiador alemão Hieronymus Wolf).

19 de maio
- Esta data de 19 de maio marca a celebração do Genocídio dos Gregos Pontos, efetuado pelos turcos, iniciando-se no Império Otomano, passando pelos Jovens Turcos e terminando na Turquia, entre os anos de 1919 até 1923. Artigo externo.

29 de maio
- 1453: A Queda de Constantinopla.


9 de junho
- 721: Jihad Contra a França, Batalha de Aquitânia. Os muçulmanos do Califado Omíada invadem a França. Isso ocorreu 375 anos da Primeira Cruzada (e 1055 anos antes da Independência dos EUA e 1227 anos antes da criação do Estado de Israel). Os exército omíada cercou a cidade Francesa de Toulouse (o que leva a pergunta, o que eles estavam fazendo tão longe de casa?) durante 3 meses.  O Ducado da Aquitânia, sob a liderança do Duke Odo, liderando um exército formado por "romanos", bascos e francos, rompeu o sítio e derrotou o exército islâmico liderado por Al-Samh ibn Malik al-Khawlani, o então usurpador da recém-ocupada Espanha, que acabou morrendo na batalha.  Essa vitória não apenas rompeu o cerco de Toulouse, mas também bloqueou a primeira jihad islâmica contra a França por mais de uma década. Os Jihadistas voltariam a atacar a França em 732, ainda mais sedentos por sangue, pilhagem, e escravos. Leia mais sobre a Jihad contra a França neste link.


15 de julho
- 1099: Nesta data, a Primeira Cruzada libertou Jerusalém da tirania dos Sarracenos.

25 de julho
- 1179: A Batalha de Ourique. O infante Afonso I de Portugal derrotou as forças conjuntas de 5 reis mouros do Califado Almorávida. O Califado Almorávida se extendia desde o centro-sul da Península Ibérica até a região compreendida pelo Senegal, Mauritânia e Mali. Com esta vitória, Afonso torna-se o primeiro rei de Portugal.


12 de agosto
1687: Segunda Batalha de Mohács. Os invasores turco-otomanos que haviam ocupado a maior parte da Hungria por 150 anos são derrotados pelas forças do Império Habsburgo sob o comando de Carlos V, Duque da Lorena. Isto resultou na libertação da Hungria do jugo otomano. O sultão otomano era Mehmed (Maomé) IV, ao passo que o imperador austríaco era o Leopoldo I. Com a derrota o exército turco se rebelou a derrubou o sultão. Porém, o mais importante é que esta batalha indica a tendência da expulsão lenta dos invasores otomanos da Europa, algo que levaria mais de dois séculos para ocorrer. A Jihad dos turcos-otomanos contra a Europa Oriental foi implacável e as suas repercussões negativas se sentem até os dias de hoje. E cabe sempre a pergunta: se o islão é mesmo "da paz" porque motivo os turcos-otomanos insistiram em invadir a Europa com seus exércitos de jihadistas aos gritos de Allahu Akbar? 

A propósito, o exército otomano era formado por 80 mil homens, sendo 40 mil escravos mamelucos. A escravidão faz parte do islão. 

Este quadro de Wilhelm Camphausen mostra o encontro dos comandantes 
Ludwig Wilhelm e Carlos da Lorena após a Batalha de Mohács. 
Veja que um deles empunha um estandarte dos turcos-otomanos, 
com a Lua cresente do islão no topo. 

14 de agosto
- 1480: Decapitação dos 814 defensores de Otranto pelos turcos-otomanos. Após mais de um mês de sítio, o exército turco-otomano, que começava uma invasão da Itália, conquista a cidade de Otranto. Os defensores se recusam a se converter ao islamismo e são decapitados. (Zenith, Cleofas)


Uma lenda diz que o corpo degolado de Antônio Primaldo permaneceu ereto, apesar dos esforços em jogá-lo no chão, até que o último homem tivesse sido degolado 


15 a 20 de agosto
- 636: Batalha de Yarmouk, uma das mais importantes batalhas da história devido ao seu desfecho, que possibilitou o avanço da jihad islâmica sobre o Levante, o Egito e o norte da África. Um exaurido exército bizantino se defrontrou com as hordes islâmicas às margens do Rio Yarmouk, próximo ao Mar da Galiléia. Os bizantinos estavam exauridos após uma longa guerra contra os persas sassânidos, ao passo que os jihadistas islâmicos estavam com o moral elevado após terem exterminado império persa (igualmente exaurido) nos anos anteriores. O exército bizantino era liderado pelo próprio imperador Heráclius, enquanto que os jihadistas islâmicos eram comandados por Kalid ibn al-Walid, um psicopata assassino e companheiro de Maomé, conhecido pela alcunha de "A Espada de Alá." 

18 de agosto
- 1487: Re-conquista de Málaga, Espanha. Nesta data, o Rei Frenando, de Aragão, após um cerco de 3 meses e meio, re-conquista a cidade de Málaga, pondo um fim à ocupação islâmica da região.

Setembro
Neste mês, Maomé mandou assassinar as seguintes pessoas: Ka'b ibn Ashraf, Sunayna e Sallam ibn Abu'l-Huqayq (no ano 624). Leia detalhes em Maomé Assassino.

3 de setembro
- 1260: Batalha de Ain Jalut, Egito. Uma tropa de 100 mil mamelucos faz uma armadilha e destrói 10 mil mongóis, em um evento que marca o limite mais oeste do avanço mongól no Oriente Médio. Os mamelucos eram escravos não-muçulmanos, convertidos ao islão, que geralmente serviam a seus amos como pajens ou criados domésticos, e eventualmente foram usados como soldados pelos califas muçulmanos e pelo Império Otomano para os seus exércitos. Em algumas situações eles detiveram o poder, como o Sultanado Mameluco do Egito (que existiu entre 1250 a 1517), e foi uma dinastia afamada por sua tirania na região).

7 de setembro
- 1955:  Motins de Istanbul. Grupos organizados por órgãos do governo turco atacam pessoas e propriedade dos gregos em Istanbul (bem como o de outras minorias não muçulmans) sob um falso pretexto. Leia mais neste artigo.

9 de setembro
- 1922: Grande Incêndio de Smyrna. A população grega e armênia residente de Smyrna vê-se acuada pelo exército turco que incendia a cidade. o número estimado de mortos varia entre 10 mil a 100 mil, dependendo da fonte. Toda a população não-turca acabou morta ou expulsa da cidade, que se tornou únicamente turca e islâmica. (Documentário: https://youtu.be/O6PtPgTTDTw)

Os bairros cristãos de Smyrna em chamas

11 de setembro
- 1565: Fim do Grande Cerco de Malta, um dos cercos mais emblemáticos da história européia. Cerca de 6.000 soldados cristãos, da Ordem de São João (Hospitaleiros), compostos por malteses, italianos, espanhóis, franceses, alemães, gregos, e um único inglês, liderados pelo Grão-Mestre Jean Parisot de la Valette, resistiram a um cerco de quatro meses nas mãos de 48.000 turcos otomanos. Após 130.000 balas de canhão e a mortes de aproximadamente 35,000 turcos, os otomanos finalmente desistiram e abandonaram o cerco.

Lifting of the Siege of Malta by Charles-Philippe Larivière (1798–1876)
Hall of the CrusadesPalace of Versailles.

11 e 12 de setembro
- 1683: Batalha de Vienna. Vienna estava sob sítio, pela segunda vez, atacada pelo poderoso Império Turco-Otomano. Quando a resistência estava por um triz, veio o reforço do rei polonês Sobieski. Ele fez a maior carga de cavalaria da história aniquilando o exército otomano. Viena estava salva. Esta batalha marcou o começo do fim do Império Otomano, que só trouxe sofrimento para quem esteve sob o seu jugo.
Se Vienna tivesse caído, as portas da Alemanha, na época formada por pequenos reinos, ficaria escancarada para a Jihad turca. Que os Europeus recuperem a sua capacidade de luta e defendam as suas fronteiras, bem como se defendam dos seus inimigos internos.

Existem alguns vídeos sobre este evento no YouTube, alguns curtos (por exemplo, https://youtu.be/tCIFBH1y1YQ) e um longo (https://youtu.be/dhledlJ1hqA).

Jan Sobieski enviando a mensagem de vitória para o Papa 
após a Batalha de Viena, Jan Matejko, 1882-1883

17 de setembro
- 642: Evacuação de Alexandria, Egito. Após um longo sítio, a população do Egito que se salvou dos saques, estrupro, escravidão e morte cometidos pelos invasores árabes muçulmanos, refugiando-se em Alexandria, é resgatada e evacuada pela marinha bizantina.

29 de setembro
- 642: Alexandria, Egito, se rende aos invasores árabes muçulmanos. Alexandria, a pérola do Império Bizantino (Império Romano do Oriente) rende-se aos invasores árabes muçulmanos, que tinham passado os 3 últimos anos pilhando e matando o povo egípcio. Os mil anos de história e cultura grega da Alexandria, desde a sua fundação por Alexandre, o Grande, chegaram ao fim. Os novos donos de Alexandria eram agora árabes analfabetos. A era de controle árabe de Alexandria perdura até os dias de hoje.

7 de outubro
- 1571: Batalha de Lepanto. A batalha de Lepanto, entre reinos cristãos e os turcos foi a maior batalha naval no Mediterrâneo, depois da batalha de Actium em 31 Antes de Cristo. A batalha teve como objetivo impedir a progressão dos Turcos Otomanos. Veneza recorreu ao Papa, para que tentasse organizar uma aliança com o objetivo de impedir a progressão de um poder otomano que acabaria por ser negativo para todos os países. O Papa iniciou então uma série de contatos com os países cristãos da Europa, formando uma Liga Sagrada envolvendo também a Espanha do Rei Felipe II. Depois de várias movimentações, a frota dirige-se para oriente para enfrentar os turcos e as as duas frotas enfrentam-se na manhã do dia 7 de outubro. A Batalha de Lepanto, foi a mais memorável vitória militar de Veneza, e o dia passou a ser feriado nacional. Leia mais neste link. (Ver vídeo)



10 de outubro
- 680: Batalha de Karbala. Al-Hussein (Husayn), um descedente de Maomé (por parte de sua filha Fatima), e seus seguidores, foram mortos e decapitados, em Karbala, após confronto contra exército do califa omíada Yazid I, durante a sua migração de Meca para Kufa. Hussein era um pretendente ao posto de Califa e não reconhecia o então califa Yazid. Este evento foi mais um divisor de água entre os sunitas e os xiítas, e é celebrado pelos xiítas na festa da Ashura (quando eles se cortam com facas ou se chicoteiam até se ferir e sangrar). A festa em sí é geralmente celebrada em outra data.

 
Festa da Ashura, celebração do "martírio de Hussein"

11 de outrubro
- 732: Batalha de Tours.

14 de outubro
- 1529:  O Primeiro Cerco a Viena.

Um documentário sobre o primeiro ataque dos Otomanos a Viena

30 de outubro
- 637: Rendição de Antióquia. Após terem conquistado Jerusalém, o exército muçulmano, sob o comando de Kahlid ibn Walid (a "espada de Alá"), derrotou um exército do Império Romano do Oriente (Império Bizantino) na Batalha da Ponte de Ferro, perto da cidade de Antióquia. Alguns dias mais tarde, a cidade se rendeu. A Ponte de Ferro se situava sobre o Rio Orontes. As cidades costeiras de Latakia, Jablah e Tartus, mais ao sul de Antióquia, se renderiam em seguida, consolidando a conquista militar islâmica do Levante. A fronteira leste do Império Bizantino passava a ser os Montes Tauro. O exército bizantino era composto por cristãos árabes, e estima-se que 10 mil deles morreram na batalha.

Uma visão artística de Antióquia, ano 350 d.C.


25 de novembro
- 1177: Batalha de Montgisgard. O rei de Jerusalém, Rei Balduino IV, o Leproso, e mais 600 cavaleiros, rechaçou o avanço de Saladino e seu exército de 25 mil homens ao avançarem do Egito em direção à Terra Santa. Balduino atacou de surpresa e derrotou a tropa de Saladino, em uma ravina perto do Castelo de Montgisgard (próximo da atual cidade de Ramla, em Israel). Saladino apenas não pereceu devido ao sacrifício da sua tropa de elite, que consistia de mil mameluques, que acabaram mortos.

A Batalha de Montgisard, por Charles Philippe Larivière

27 de dezembro
537: Inauguração da Catedral de Hagia Sofia (Catedral da Sabedoria Divina), em Constantinopla, então a capital do Império Romano do Oriente (Bizâncio). Leia mais sobre a Catedral de Hagia Sofia neste link.

Ilustração da Catedral de Hagia Sofia, como deve ter sido visto desde a sua inauguração, em 537, até a sua dessecração pelos turcos-otomanos, em 1453, quando 4 minaretes foram construídos ao seru redor e a Catedral foi transformada em uma mesquita







domingo, 25 de janeiro de 2015

Escravidão islâmica: mamelucos e janízaros (e o devshirme)


José Atento
Neste artigo, eu discuto a questão da escravidão islâmica no contexto do sequestro de não-muçulmanos para, após convertidos à força, serem obrigados a se tornarem soldados. Eu também apresento o sistema de devshirme, praticado pelos turcos-otomanos sobre as comunidades cristãs que tiveram a infelicidade de ficarem dentro deste império. 
A escravidão islâmica, iniciada com o próprio Maomé, é uma característica marcante da civilização islâmica, fato que, lamentávelmente, se manifesta até os dias de hoje. Ela tem se manifestado de diversos modos. Uma das manifestações da escravidão islâmica foi a de formar exércitos compostos por escravos, na verdade, não-muçulmanos (notadamente cristãos) que viviam nos territórios ocupados pelos muçulmanos, e que eram retirados das suas famílias ainda pequenos, levados às madrassas e convertidos (à força) para o islamismo, e treinados para serem soldados cruéis.

Existem dois exemplos disto na história, os mamelucos e os janízaros.

Estas duas manifestações tem algumas semelhanças importantes, pois em ambas os escravos eram homens jovens e sadios, retirados das suas famílias e terras cristãs, o que diminuia a possibilidade de revoltas que ameaçassem a integridade territorial dos impérios islâmicos. Outro fator importante é que estas tropas eram leais ao governo central, o que permitia que a ordem fosse mantida contra xeiques, cujas tropas, formada por muçulmanos locais, eras geramente mais fiéis a eles do que ao sultão ou califa.

Essa é uma tática usada em diversos eventos na história. Veja bem. No caso de algum comandante militar local conspirar contra o governo central, seria difícil resolver o conflito sem que a nobreza local fosse afetada, pois esta estaria ligada a esse comandante por laços familiares ou culturais, e as tropas locais acabariam defendendo o comandante, e não o sultão ou o califa. A vantagem de se usar tropas-escravas é que elas eram compostas por "estrangeiros." Além do mais, por possuirem uma condição social o mais baixo possível na sociedade, não podiam conspirar contra o governante central (sultão ou califa) sem correrem o risco de serem punidos.

Mamelucos

Antes de mais nada, a palavra mameluco na língua portuguesa tem dois significados. Nós estamos mais acostumandos a usá-la para nos referirmos a mameluco, ou caboclo, como um indivíduo que possui ascendência indígena e branca, ou seja, mestiço ou filho de branco com índio. O sentido da palavra neste artigo é outro, os "mamelucos islâmicos."

Mamelucos, no contexto da civilização islâmica, eram escravos que serviam a seus senhores como pajens ou criados domésticos, tendo sido usados também como soldados, em algumas situações, por califas muçulmanos e pelo Império Otomano. Nessa condição, converteram-se numa casta militar que chegou a exercer o poder em alguns países, como Egito e Índia.

A palavra "mameluco" vem de uma palavra árabe que significa "propriedade" ou "escravo de propriedade do rei." A rigor, é uma denominação árabe para escravo.

Os primeiros mamelucos que se tem notícia foram aqueles que serviram os califas abássidas em Bagdá no século IX. Os Abássidas os tomavam das famílias não muçulmanas capturadas durante incursões militares em áreas que incluiam a Anatólia (atual Turquia), o leste europeu e o Cáucaso. Com o passar do tempo, os escravos que eram tornados mamelucos vinham predominantemente da Geórgia e norte do Cáucaso, eslavos, gregos, albaneses, e demais oriundos de outras regiões dos Balcans.

Após converterem-se ao Islão, os mamelucos deixavam de ser, tecnicamente, escravos, porém não ganhavam a liberdade. Ao contrário, eles eram treinados para serem soldados de elite, incluindo cavalaria. Apesar de não serem mais formalmente escravos, após receberem treinamento militar e religioso, eles eram obrigados a servir ao sultão ou califa, e eram mantidos por ele como uma força autonoma de elite para guerrear ou debelar rebeliões.

Um parêntesis para um comentário interessante. O Islão proibe que muçulmanos combatam entre sí. Isto é algo retórico, pois ao longo da história ele têm se combatido (desde disputas de sucessão, territorial, e, o pior de tudo, para ver quem é mais fiel aos ensinamentos de Maomé). Uma tropa de elite totalmente dedicada ao governo central pode ser muito útil em um momento de aperto.

Algumas vezes, os mamelucos ascenderam a posições de influência no império. Seguindo a máxima "quem com ferro fere, com ferro será ferido",  os mamelucos tornaram-se uma casta militar poderosa e, em mais de uma ocasião, tomaram o poder para si mesmos.

Exemplos de dinastias mamelucas:
  • Dinastia Corásmica na Pérsia (1077–1231)
  • Dinastia Mameluca de Delhi (1206–1290)
  • Sultanado Mameluco do Cairo (1250–1517)
  • Dinastia Memeluca do Iraque (1704–1831, sob o Iraque Otomano)
Janízaros 

Tropa de elite dos turcos otomanos,composta por cristãos que eram sequestrados ou tomados como pagamento de imposto e criados sob rigorosa educação militar e religiosa. A constituição dos janízaros constitui-se em um dos mais escandaloso capítulos da História, pois ela se baseou no sistema conhecido como Devşirme, que iremos chamar de devshirme.

Devshirme: seres humanos (não muçulmanos) são usados como mercadoria para pagamento de imposto. 

Devshirme, que significa "coleta" em turco, também conhecido como "imposto de sangue" ou "tributo de sangue", era o pagamento de imposto usando-se seres humanos como mercadoria. Era uma prática anual, através da qual o Império Otomano raptava meninos (entre 6 e 14 anos), filhos de seus súditos cristãos nas aldeias da Anatólia e dos Balcãs. Estes meninos eram convertidos ao Islão com o objetivo principal de selecionar e treinar as crianças mais capazes para o serviço militar, sendo algumas delas direcionadas ao serviço civil do Império.

De acordo com o historiador militar Michael Antonucci e historiadores econômicos Glenn Hubbard e Tim Kane, os administradores turcos vasculhavam suas regiões (mas especialmente nos Balcãs) a cada cinco anos para apreender os filhos mais fortes de súditos cristãos do sultão. Estes meninos (geralmente entre as idades de 6 e 14) eram então retirados de seus pais e entregues a famílias turcas nas províncias para aprender a língua e os costumes turcos, e as regras do Islão. Os recrutas eram doutrinados para o Islão, forçados a circuncisão e supervisionados 24 horas por dia por eunucos. Eles eram submetidos a severa disciplina, sendo proibidos de deixar a barba crescer e se casar, tornando-se uma especialidade diferente de soldado. Como resultado, os janízaros eram tropas extremamente bem disciplinadas, e tornaram-se membros da classe askeri, os cidadãos de primeira classe ou classe militar. A maioria eram de não-muçulmanos, porque não era permitido escravizar um muçulmano. [ Hubbard, Glenn and Tim Kane. (2013). Balance: The Economics of Great Powers From Ancient Rome to Modern America. Simon & Schuster. pp. 152–154. ISBN 978-1-4767-0025-0.]

O devshirme foi o imposto jizya (cf. Alcorão 9:29) pago com vidas humanas, retiradas à força do seio das suas famílias.

(Veja o "direito dos dhimmis" imposto sobre eles pelo Califa Umar. A condição de subordinação dos dhimmis é conhecida como dhimitude)

A figura abaixo é uma representação da recolha anual de crianças cristãs, devshirme. Em um sistema de tributo humano, os meninos das comunidades dhimmi do Império Otomano eram escravizados, e vendidos ou convertidos ao islamismo, e treinados para servirem como janízaros do exército do sultão. Uma minoria tornava-se também administradores. Nesta cena, ocorrendo em algum lugar na região dos Balcãs, um grupo selecionado de meninos cristãos, vestidos de seus novos uniformes vermelhos, aguardam o começo da viagem sob o olhar atento de um guarda, enquanto que funcionários contam dinheiro e redigem listas de nomes. De um lado, uma mãe e seu sacerdote protestam com um oficial janízaro, uma vez que ele próprio foi um menino devshirme; na parte de trás, uma mulher angustiada está com os braços abertos enquanto que uma garota se apega a seu vestido; e no canto inferior direito um pai está pronto para entregar seu filho, e um homem mais velho olha com compaixão. (Figura retirada de Suleymanname, história ilustrada de Süleyman, o Magnífico, século,  XVI, preservada no Museu do Palácio Topkapi, em Istambul.)

Devshirme

O sistema de devshirme começo junto com a criação do Império Otomano (1299), tendo o seu ápice de 1380 a 1648, sendo abolido por volta de 1730 (durante o sultão Ahmed III).

O que é pior, é que esta tropa de elite, os Janízaros, eram doutrinados a defenderem o sultão até a morte, até mesmo contra os seus povos de origem. Os Janízaros eram temidos devido ao seu barbarismo.

Aparentemente os Janízaros foram formados pela primeira vez pelo terceiro líder turco-otomano (e primeiro a se declarar sultão) Murad I, por volta de 1380, existindo até o final do século XIX. Os janízaros não eram homens livres nem escravos comuns. Eles foram submetidos a uma disciplina rigorosa, e formaram sua própria classe social distinta. Os janízaros tiveram forte influência política e credita-se a eles resistência nos esforços de modernização do exército turco-otomano.

Comentários finais

Escravidão é algo tenebroso. Nos dias de hoje, não se tolera alguém que possa justificar escravidão. Contudo, existem pessoas que fazem tudo para justificar a escravidão que existiu no passado (e mesmo existe ainda) quando cometidas por outras culturas que não a nossa. Isso é um erro.

O islamismo é baseado na escravidão desde os seus primórdios. O fato é que não existem líderes abolicionistas muçulmanos (exceto aqueles que acusam os outros na tentativa de desviar a atenção para os problemas no islão).

Vejamos o exemplo dos mamelucos e dos janízaros. Não existe nenhum registro histórico de muçulmanos denunciando estes sistemas escravagistas. Muito pelo contrário, nos dias de hoje você vai encontrar pessoas dizendo o quão tolerante o islão é por ter dado oportunidade para que crianças cristãs fossem retiradas das suas famílias e oferecidas oportunidades maiores. Quem diz isso, é claro, não gostaria que seu filho ou filha fosse levado para longe e criado com um idioma, costumes e religião diferentes, e que ele voltasse anos mais tarde, irreconhecível, para lhe fazer mal.

Bibliografia

- Enciclopédia Britânica
- The Third Choice: Islam, Dhimmitude and Freedom, Mark Durie
- The Legacy of Jihad, Andrew G. Bostom
- The Preaching of Islam, a history of the propagation of the Muslim Faith. T. W. Arnold


Leia mais sobre escravidão islâmica

- Africano faz considerações sobre escravidão islâmica na África

- A Revolta de Zanj - A Revolta dos Negros

- Escravidão e tratamentos desumanos - Exemplo

- White Gold, o tráfico de escravo branco