segunda-feira, 25 de maio de 2015

Simpósio: Apartheid de gênero e o Islã

  
Simpósio que discutiu os direitos das mulheres sob o islão e se o islão libera ou escraviza as mulheres.
Por Jamie Glazov

Tradução de Khadija Kafir

Revista FrontPage.com*      Sexta-feira, 31 de dezembro de 2004.


Pergunta: O Islã tem a chave em si mesmo para libertar as mulheres dentro das estruturas sociais muçulmanas?

Para discutir esta questão com a gente hoje, o simpósio da revista FrontPage reuniu um pessoal distinto:

1- Defendendo a hipótese de ser possível um Islã emancipador, hoje temos:
Mohamed El-Mallah, membro da diretoria do Al Ittihad-Mosque in Vista, ex-membro da diretoria do Centro Islâmico de San Diego, e um membro associado da Sociedade Muçulmana Americana. Um nativo do Egito que migrou para os EUA há sete anos, ele é também um ativista na comunidade muçulmana de San Diego, que tem dado muitas séries de apresentações sobre História Islâmica;
Julia Roach, uma estudante da Universidade da Califórnia em San Diego, atualmente cursa bacharelado em literaturas do mundo, especializada em questões de gênero e das mulheres na literatura. Ela se converteu ao Islã em 2003.
2- Defendendo a hipótese de que o Islã e os direitos das mulheres são mutuamente incompatíveis, hoje temos:
Ali Sina, o fundador da Faith Freedom International (www.faithfreedom.org), um movimento de ex-muçulmanos criado para dar apoio àqueles que querem deixar o Islã e dar informação dos fatos sobre o Islã para os outros;
Robert Spencer, diretor do jornal eletrônico “Jihad Watch” e autor de “Onward Muslim Soldiers: How Jihad Still Threatens America and the West(Regnery Publishing), e “Islam Unveiled: Disturbing Questions About the World’s Fastest Growing Faith (Encounter Books).
Revista FrontPage: Sr. El-Mallah, Robert Spencer, Julia Roach e Ali Sina, sejam todos bem-vindos ao Simpósio Frontpage.

El-Mallah, deixe-me começar com o Senhor. O Islam pode libertar as mulheres e dar a elas  a igualdade? Ou a religião islâmica é incompatível com os direitos delas?

El-Mallah: Obrigado por me convidar Jamie.
Voltarei no tempo 1.425 anos lunares atrás para responder a sua pergunta. Uma mulher veio até o Profeta e perguntou: "Por que as mulheres não são mencionadas (em fontes islâmicas: Alcorão e Hadith) tanto quanto os homens"? Sabe como o Profeta  respondeu? Respondeu a ela publicamente. Ele foi diretamente para o Masjid, pediu que todas as pessoas se reunissem, e do púlpito se dirigiu ao povo para recitar o capítulo 33 do Alcorão, verso 35 que diz:

"Os submissos e as submissas, os crentes e as crentes, os homens obedientes e as mulheres obedientes, os homens leais e as mulheres leais, os homens perseverantes e as mulheres perseverantes, os homens humildes e as mulheres humildes, os homens caridosos e as mulheres caridosas, os homens que jejuam e as mulheres que jejuam, os homens castos e as mulheres castas (…) - para todos eles, Deus preparou indulgência e grandes recompensas."    (tradução Challita)

Este versículo esclarece que a regra é: sempre que o pronome "ELE" for usado, tal pronome pode ser substituído pelo pronome "ELA", com poucas exceções que são claramente explicadas em outros versículos do Alcorão e ditos do Profeta (que a paz esteja com ele).

Gostaria de salientar que a primeira pessoa a aceitar o Islã foi uma mulher. O primeiro mártir no Islã foi uma mulher. Um dos capítulos mais longos do Alcorão é chamado de "As Mulheres", mais um capítulo chamado "Maria". Precisamos separar entre o que alguns muçulmanos praticam, e que o Islã está ordenando que façamos. Não podemos colocar o Islã em um julgamento por causa de erros que são cometidos por pessoas que vivem em países onde não se ensina nada sobre o Islã, pois a maioria dos erros cometidos por alguns muçulmanos são cometidos por causa da falta de bom entendimento islâmico.

Dado o exposto, podemos classificar as razões por trás de qualquer equívoco sobre as mulheres no Islã em dois tipo: A falta de conhecimento dos ensinamentos islâmicos e as más intenções daqueles que odeiam o Islã.

FP: Sra. Roach?

Julia Roach: Primeiramente gostaria de prefaciar meus comentários com um fato triste que existe dentro do estado atual da comunidade islâmica (chamada “Ummah”) ou em todo o mundo: é lamentável que o Islã não seja praticado em todas as partes do mundo por todos os muçulmanos com a medida prescrita por Alá no Alcorão e exemplificado pelo profeta abençoado Maomé (que a paz e a bênção de Deus estejam sobre ele).

Também não é o cristianismo ou o budismo praticado por todos os crentes dessas religiões como deveriam ser. No entanto, quando examinamos o comportamento daqueles muçulmanos que se esforçam para buscar o conhecimento como lhes foi ordenado por seu Senhor, descobrimos que essas pessoas estão praticando o Islã à luz dos seus textos sagrados e as tradições dos profetas (Que as bênçãos de Alá estejam com todos eles), que contêm a prova de que a igualdade das mulheres e o Islã não são excludentes.

O primeiro e talvez mais importante aspecto disso é a igualdade espiritual: a alma das mulheres tem o mesmo valor que a dos homens, como o provam numerosos versículos do Alcorão em que Alá referencia os fiéis e as fiéis com igual importância e responsabilidade em termos de obrigações religiosas, como a caridade, jejum, oração, humildade etc. Ao contrário da tradição praticada por alguns cristãos, em que a mulher se submete ao seu marido, que por sua vez se submete a Deus, as mulheres muçulmanas se submetem ao Senhor do Universo, Alá, em primeiro lugar. Elas não precisam de um emissário para responder por elas.

As mulheres muçulmanas podem orar por si ou em um grupo - sem que nenhum homem  precise estar presente - para adorar ao Senhor, e que a adoração será aceita tanto quanto o culto de qualquer outra pessoa (in sha Allah, se Deus quiser). Da mesma forma o pecado de uma mulher é contado tanto quanto o de um homem também! Os direitos da mulher são protegidos, tais como o direito à vida, que as mulheres não tinham no período da Arábia pré-islâmica (muitos bebês do sexo feminino eram assassinados porque os meninos eram preferidos. O Islam aboliu essa prática e Alá menciona o testemunho do assassinado da criança do sexo feminino como sendo uma característica do dia do Juízo).

E que direito poderia ser mais sério do que ser capaz de lutar e morrer no campo de batalha? As mulheres muçulmanas tiveram o direito e a oportunidade de lutar e morrer no campo de batalha pelos últimos 1.400 anos, um direito que só foi dado à mulher americana recentemente, e a morte de uma mulher na batalha conta tanto quanto a morte de um homem: ela é uma mártir da mesma maneira e merece o paraíso (in sha Allah). O primeiro mártir no Islã foi uma mulher. As mulheres lutaram ao lado do Profeta em inúmeras batalhas, algumas tendo sofrido ferimentos graves. As mulheres muçulmanas sempre tiveram o direito de votar e seu voto sempre igualou ao de um homem; o direito de possuir e dispor de bens, sem ter que obter permissão de parentes do sexo masculino, o direito de trabalhar fora de casa, o direito de trabalho igual e salário igual, o direito de manter para si seu dinheiro arduamente ganho, o direito de casar com quem elas quiserem e negar o casamento a quem elas quiserem, o direito à satisfação sexual dentro de seu casamento (se uma mulher está insatisfeita ela pode obter o divórcio), etc.

Eu não vou sobrecarregá-lo com mais (sim, há mais!). É lamentável que as pessoas não discutam além da concepção do lenço na cabeça e nos perguntam por que estamos orgulhosas de usá-lo... porque somos muçulmanas e nós estamos satisfeitas com o nosso Senhor e com nossas vidas; não estamos sendo esmagadas por desigualdades de gênero quando nos levantamos para reclamar os nossos próprios direitos. Ah, mais uma coisa! As mulheres muçulmanas são obrigadas a se educarem sobre a sua condição e são estimuladas a receber uma educação formal de algum tipo, colocando-nos no campo da igualdade intelectual também.

FP: Ok. Sr. Spencer, você gostaria de responder? Muito dessa questão é sobre a nossa definição de "igualdade" e "liberdade" não é? O que nós pensamos ser "liberdade" para as mulheres não é necessariamente o que muitos muçulmanos pensam ser. Certo?

Spencer: Você tem razão Jamie. O problema da nomenclatura é semelhante ao da palavra "terrorismo": alguns muçulmanos hoje denunciam o terrorismo, mas não consideram os ataques suicidas em Israel ou até o 11 de setembro como ataques terroristas de todo. E por falar em nomes, realmente não faz a menor diferença que "um dos capítulos mais longos no Alcorão seja nomeado AS MULHERES, mais um capítulo  nomeado MARIA", como o Sr. El-Mallah aponta (como também fazem muitos outros apologistas islâmicos). Há também capítulos do Alcorão, intitulado "Os espólios" (nº 8), "O logro mútuo" (nº 64), "O divórcio" (n° 65), "Os arrebatadores" (nº 79), "Os defraudadores" (nº 83), "O terremoto" (nº 99), "A calamidade" (nº 101), "O difamador" (nº 104), e "Os descrentes" (nº 109). Isso não quer dizer que o Alcorão coloca as mulheres no mesmo nível de uma calamidade ou de um terremoto, mas apenas que ostentar o nome de uma surata (capítulo) do Alcorão não é automaticamente um sinal de aprovação.

E se é verdade que, como diz o Sr. El-Mallah, "precisamos separar entre o que alguns dos muçulmanos praticam, e que o Islã está nos ordenando fazer", eu gostaria que ele tivesse escolhido para explorar mais do que o Islã ensina sobre as mulheres. Afinal de contas, a pergunta diante do simpósio é "O Islã contém em si as chaves para libertar as mulheres nas sociedades islâmicas contemporâneas?" A fim de analisar a questão de maneira honesta, os obstáculos a essa liberação devem também ser abordados: os versículos do Alcorão como 4:34 (que manda bater na esposa) e aqueles que dizem que o testemunho de uma mulher (2:282) e sua herança (4:11) valem a metade dos de um homem. Isso envolve ensinamentos islâmicos, não apenas práticas culturais. Há também inúmeros “hadiths” que refletem negativamente sobre as mulheres, incluindo uma em que Maomé declara que a maioria da população do inferno é do sexo feminino e que as mulheres são deficientes em inteligência e piedade (Bukhari, I: 6: 304).

O capítulo 4 verso 34 (que permite que o marido bata na esposa), que foi recentemente apresentado como um princípio válido de conduta por porta-vozes muçulmanos na Turquia, Espanha, e em outros lugares, cria uma atmosfera em que o abuso de mulheres é epidemia. O Instituto Paquistanês de Ciências Médicas, por exemplo, determinou que mais de nove em cada dez mulheres paquistanesas têm sido atingidas, espancadas ou abusadas sexualmente por delitos como cozinhar uma refeição insatisfatória. É o mandato do Alcorão para este abuso que faz com que seja difícil para mim de aceitar a afirmação do Sr. El-Mallah que as mulheres sofrem no mundo islâmico por causa de uma "falta de bom entendimento islâmico".

Roach também não menciona nada disso - ao contrário - tenta desviar a atenção para o cristianismo, que segundo ela é pior. Todavia não há na Bíblia cristã nenhum versículo que se compare com esse verso do Alcorão (4:34), e mesmo que houvesse, ele estaria fora do debate, pois a questão aqui é se o ISLÃ - não o Cristianismo - liberta as mulheres. Os muçulmanos que se importam com a igualdade e a dignidade - bem como os direitos das mulheres - devem reconhecer a existência do conteúdo misógino do Alcorão e das Sunas que citei acima e outras passagens similares, e encontrar alguma maneira de mitigar sua força destrutiva entre os muçulmanos. Espero que o Sr. El-Mallah e a Sra. Roach assumam este desafio.

FP: Senhor Ali Sina?

Ali Sina: Olá Jamie. Obrigado por me convidar para este simpósio.

O Sr. El-Mallah cita o capítulo 33 verso 35, onde os homens e as mulheres são mencionados e as suas responsabilidades e recompensas são enumeradas. Como o Sr. El-Mallah conseguiu concluir que este versículo estabelece a igualdade entre homem e mulher está além da minha lógica. Se eu  disser que você e seu cão não devem andar na grama; devem fazer isso ou deveriam fazer aquilo, implica dizer que você e seu cão são iguais? Eu não vejo nenhum indício de igualdade nesse versículo.

Vamos ver o que o Alcorão diz sobre as mulheres. Ele diz que "os homens têm um grau (de vantagem) sobre elas" 2: 228; que o testemunho de uma mulher vale metade do que a do homem 2: 282; que as mulheres herdam metade do que herdam seus irmãos do sexo masculino, 4: 11-12; que um homem pode se casar com duas, três ou quatro mulheres 4: 3; que se uma mulher se torna refém em uma guerra, seu mestre muçulmano tem a permissão de estuprá-la 33:50; que se uma mulher não é totalmente submissa ao marido, ela entrará Inferno 66:10; que as mulheres são "campos cultiváveis" para seus maridos 2: 223; que os homens são responsáveis por mulheres, como se as mulheres fossem imbecis ou menores de idade que não poderiam cuidar de si; que devem ser obedientes a seus maridos ou serem admoestadas (abusadas verbalmente), banindo-as da cama (violência psicológica) e espancadas (abusadas fisicamente) 04:34.

Estes versos definem a situação das mulheres no Islã. Outra "prova" de que o Sr. El-Mallah apresenta para comprovar o elevado estatuto das mulheres no Islã é que uma das mais longas suratas (capítulos) do Alcorão é chamada de "Mulheres". O Senhor Spencer respondeu corretamente. Posso também lembrar ao Sr. El-Mallah que a surata mais longa do Alcorão é chamada de “A VACA" (nº 2) com 286 versos. O capítulo “AS MULHERES” tem apenas 176 versos. De acordo com a lógica do Sr. El Mallah, as vacas devem ter um estatuto mais elevado do que as mulheres. Outro grande capítulo é chamado “O GADO” (nº 6) e tem 165 versos. Por isso as mulheres são apenas onze pontos superiores em relação ao gado, mas 110 pontos inferiores às vacas. Na verdade até mesmo insetos como abelhas, formigas e aranhas têm suratas com o nome deles. As mulheres devem ficar contentes por terem uma surata com o nome delas quando até mesmo as aranhas têm um?

Outra "prova" apresentada pelo Sr. El Mallah é o fato de que o primeiro crente em Maomé era uma mulher. Por que isso seria uma indicação de que as mulheres têm direitos iguais?

A próxima "prova" que ele apresenta é que o primeiro mártir no Islã também era uma mulher. Os muçulmanos devem achar que isso uma prova convincente, uma vez que esse argumento também foi apresentado pela Senhora Roach.

Além do fato de que este argumento de nenhuma maneira indica a igualdade de direitos para as mulheres no Islã, a história é apócrifa. Os nossos amigos muçulmanos estão falando da mulher chamada Summayyah. O único historiador que fala isso é Ibn Saad. Segundo ele, Summayyah sofreu o martírio nas mãos de Abu Jahl. Se este martírio realmente tivesse ocorrido; ele teria sido apregoada por todo e cada biógrafo e teria sido relatado em inúmeras tradições. Este é apenas um exemplo dos exageros que os muçulmanos fazem desde o início.

Na verdade, o mesmo biógrafo afirma que Bilal também foi o primeiro mártir, embora ele sobrevivesse durante muito tempo as alegadas perseguições, voltou para Meca e cantou o Azan da cobertura da Caaba após Maomé conquistar aquela cidade, e morreu de morte natural. 

Ibn Sad descreve que Summayyah, seu marido e seu filho Yasir Ammar foram perseguidos em Meca (p. 227) Mas depois de Yasir (que morreu de causas naturais), Summayyah se casou com o escravo grego Azrak e com ele teve um filho chamado Salma. Como então devemos entender que ela morreu sob a perseguição? Azrak pertencia a Taif, e foi um dos escravos que no cerco daquela cidade (cerca de 15 anos mais tarde), fugiram durante o acampamento de Muhammad. É natural concluir que Summayyah, após a morte de Yasser, casado Azrak, e viveu em Taif.

Sra. Roach lamenta que o Islã não seja praticado em todas as partes do mundo por todos os muçulmanos com a norma prescrita por Alá no Alcorão.

Devemos dar graças a Deus por isso!  Imagine se todos os muçulmanos fossem apedrejar ou enforcar as vítimas de estupro ou flagelar mulheres por delitos menores, como a exposição de uma mecha de cabelo. De fato, os países que praticam o Islã em sua plenitude são verdadeiramente os mais bárbaros. Basta pensar no sofrimento das mulheres no Afeganistão durante o regime do Talibã. As mulheres não tinham permissão para sair de suas casas ou trabalho. Médicos do sexo masculino não foram autorizados a visitar os pacientes do sexo feminino. Então, quando as mulheres ficavam doentes, não havia ninguém para cuidar delas e elas morriam. Quanto mais islâmico um país, mais infernal ele fica.

Sra. Roach se conforta por pensar que – após a morte - as mulheres podem esperar serem tratadas de forma igual e diz que "a alma das mulheres têm valor igual aos dos homens". Em outras palavras, o que ela está dizendo é que, enquanto as mulheres vivem uma vida de escravidão, abuso e privações neste mundo, elas podem se alegrar, porque depois que elas morrem serão tratadas de forma igual. Apesar de eu achar isso um péssimo negócio, a verdade é que nem mesmo essa promessa é verdadeira. As mulheres no Islã não são tratadas da mesma forma nem depois da morte.

Aos homens é prometido muitas virgens depois que eles morrem. E as mulheres ganham o quê? Elas ganham o seu velho e péssimo marido para compartilhar com 72 virgens celestiais voluptuosas. Com essas muitas “houris” de seios fartos, por que um homem ia querer passar uma noite com uma velha esposa? Será que as mulheres também vão ter jovens garanhões celestiais para terem orgias com eles? Não, elas não vão. Elas devem manter a sua "modéstia" mesmo depois de morta.

Na verdade, de acordo com Maomé, poucas mulheres vão para o Paraíso. A maioria delas acaba no inferno. Vejamos o que diz o Profeta sobre este assunto. Este é o lugar onde ele descreve sua visita alucinante para o inferno e paraíso:

"Então eu vi o (Inferno) Fogo, e eu nunca tive antes uma visão tão horrível quanto essa; e eu vi que a maioria dos seus habitantes eram mulheres." As pessoas perguntavam: "Ó Apóstolo de Deus! Qual é a razão para isso?" Ele respondeu: "Por causa de sua ingratidão." Foi dito. "Será que elas não creem em Alá (são ingratas para com Deus)?" Ele respondeu: "Elas não são gratas a seus maridos e são ingratas para com os favores feitos para elas. Mesmo se você fizer o bem a uma delas durante toda a sua vida, quando ela sentir alguma aspereza em você, ela vai dizer: "Eu nunca tive nada de bom de você.'” Bukhari 7.62.125

Sra. Roach diz que as mulheres muçulmanas podem orar sozinhas. É isso o sinal de sua igualdade e libertação? As outras religiões também não permitem que as mulheres rezem sozinhas? Não deveria Deus aceitar suas orações?

A Sra. Roach diz que o infanticídio feminino era uma prática comum na Arábia pré-islâmica e que o Islã aboliu isso. Os muçulmanos acreditam piamente que esta era uma prática comum. Se fosse assim do jeito que eles pensam, de quem é que as meninas árabes nasciam? Eles também alegam que Maomé elevou o status das mulheres, limitando o homem a não mais do que quatro esposas. Como poderiam os homens árabes achar tantas esposas se eles praticavam o infanticídio feminino?

Talvez algumas pessoas mais ignorantes matassem suas filhas recém-nascidas, mas que não poderia ter sido uma prática comum, pois o infanticídio é contra a natureza humana. Afinal de contas, os árabes também eram seres humanos. Eles devem ter tido o mesmo tipo de instinto paternal que temos. Mesmo os animais têm instinto paternal. Sim exceções sempre ocorrem. Ainda hoje o infanticídio feminino é praticado na China e na Índia. Mas é uma prática abominável condenada pela sociedade e punida por lei. Os casos são extremamente raros. A Arábia pré-islâmica não poderia ter sido diferente. O que Maomé disse já era senso comum e todo mundo condenava a prática. Deixe-me dar outro exemplo. Nós lemos no noticiário de que alguns homens matam suas esposas. Quão é comum esta prática? Não é todo mundo que faz isso. Mas suponha que eu – Ali Sina - me declare um profeta e, entre outras coisas, proíba os homens de matarem as esposas. Isso não é grande coisa! Todo mundo sabe que matar a esposa é ruim. Mil anos no futuro a partir de agora, e os meus zelosos seguidores afirmarão que no período “pré-Sinaico” algumas pessoa ignorantes praticavam o feminicídio, e sua santidade Ali Sina aboliu essa prática repugnante. Quão ridículo isto parece na sua opinião? Bem, isto não é mais ridículo do que a reivindicação dos muçulmanos em dizer que Maomé aboliu o infanticídio feminino.

Entre os "direitos" das mulheres muçulmanas, a Sra. Roach afirma que o "direito" de lutar no campo de batalha é o mais importante. Ela diz: "Que direito poderia ser mais sério do que ser capaz de lutar e morrer na batalha?"

Isso é um direito? Não teria sido melhor se - em vez de guerras - Maomé trouxesse a paz para o mundo e desse às mulheres (e homens e crianças) o direito de viver em paz? Ele conclamou os muçulmanos a uma guerra em nome de Deus e derramar o sangue de seus companheiros humanos (Alcorão 2:216 e 9:39).  Isto é algo bom? Os seres humanos já não têm guerras o bastante? Será que eles precisam de um profeta de Deus para dar-lhes o "direito" de matar e morrer? Ele tirou o direito de pensar, o direito de acreditar na fé de sua escolha, o direito à autodeterminação e, em vez disso, deu-lhes o direito de fazer a guerra, para matar, para odiar, para "incutir o terror no coração do inimigo (Alcorão 8:12), para destruir este mundo e para morrer. Isso é um direito? Isto é o mesmo que dizer que Maomé deu aos muçulmanos o direito de viver no inferno, o direito de serem escravos, o direito de serem abusados e torturados.

Nos Estados Unidos e em outros países civilizados, as pessoas têm o direito à liberdade, à vida e à busca da felicidade. No Islão, os muçulmanos têm o direito de fazer a guerra e a morrer. Devemos ainda acreditar que o Islã é uma religião divina? O problema com o Islã é que ele destrói os valores de cada um. O certo se torna errado e o mal é elogiado como algo bom. Agora falando sério: como é que uma mulher muçulmana luta envolvida em uma burca? Isso é algo que vale a pena ver. Além disso, as mulheres não muçulmanas são proibidas de lutarem se quiserem? Sabemos de alguma mulher em qualquer sociedade que não tenha o “direito” de lutar e morrer?

Talvez a Sra. Roach deva ler a biografia de seu profeta mais uma vez. Ela vai perceber que mesmo os pagãos costumavam levar suas esposas ao campo de batalha. Na batalha de Uhud, era Hind, a esposa de Abu Sofyan, que “rugia como uma leoa”,  incentivando os homens a marchar para a frente. Naqueles dias, as mulheres acompanhavam seus maridos na batalha para fornecer-lhes suprimentos e para tratá-los, se eles ficassem feridos. Maomé fez o que outros árabes faziam. No entanto, após o Islã, quando os muçulmanos começaram a colocar em prática os ensinamentos de seu profeta, eles descobriram que não havia espaço para as mulheres em qualquer lugar - inclusive no campo de batalha - e, portanto, as mulheres foram descartadas e foram relegadas a cidadãs de segunda classe.

A Sra. Roach diz que "as mulheres muçulmanas sempre tiveram o direito de votar". Como isso pode ser verdade quando nem mesmo os homens muçulmanos têm o direito de votar? No Islã não há democracia. Como você pode votar se não há democracia? A falta de democracia no Islã é um outro assunto interessante que vale a pena explorar

Sra. Roach diz que as mulheres no Islã têm o direito de possuir e dispor de bens, sem ter que obter permissão de seus parentes do sexo masculino. Será que ela está se esquecendo que Khadija, antes de estragar (mimar) Maomé, foi uma mulher de negócios que tinha feito uma fortuna executando o seu próprio negócio de comércio e que tinha muitos homens ao seu serviço? As mulheres hoje podem ter sucesso em qualquer país islâmico da mesma maneira que Khadija foi bem sucedida em uma sociedade pagã? Houve uma única mulher após Khadija, em qualquer país islâmico, durante esses 1400 anos que se  rivalizasse ao seu sucesso? A resposta é não! Será que isso não prova que há menos oportunidades no mundo islâmico para as mulheres do que o que Khadija teve em um mundo pagão? É claro que as mulheres perderam seus direitos após o Islã e não ganharam nada com isso.

Sra. Roach diz que as mulheres muçulmanas têm o direito de trabalhar fora de casa. Eu me pergunto por que ela não diz isso para os Talibãs. Eles proíbem as mulheres de trabalhar fora de casa. Também gostaria de perguntar a ela como uma mulher pode trabalhar fora de casa, quando ela não pode estar em um quarto sozinha com um homem e não pode viajar sozinha, sem um parente do sexo masculino (mahram). Maomé desencorajou as mulheres de saírem de sua casa e, de fato, ele disse que é melhor para elas rezarem na privacidade de sua casa (leia-se prisões) do que rezar na mesquita. Em alguns países islâmicos, as mulheres nem sequer são autorizadas a dirigir um carro. Como elas deveriam ir para o trabalho, se elas não podem sequer chegar lá, a menos que alguém as leve?

Sra. Roach diz que as mulheres muçulmanas têm o direito de casar com quem quiserem. Eu pergunto-lhe: como pode uma criança de 9 anos de idade consentir a um casamento? Como pode uma mulher muçulmana ser livre em sua escolha, quando ela nem sequer pode namorar o homem com quem planeja se casar a fim de conhecê-lo? Como você pode escolher quando você nem sequer conhece a pessoa? Como você pode tomar qualquer decisão inteligente e educada quando não conhece o seu companheiro? Escolha cega não é escolha.

Ela também afirma que uma mulher muçulmana tem o direito à satisfação sexual dentro de seu casamento e esclareceu que "se uma mulher está insatisfeita ela pode obter o divórcio". Isso é verdade? De acordo com a Sharia, mulheres não podem se divorciar mesmo que o seu marido as espanque. A decisão do divórcio descansa apenas em caprichos do homem. Agora imagine uma mulher indo para um juiz exigindo divórcio acusando o marido de impotência. Como você pode humilhar o ego gigantesco de um homem muçulmano e esperar viver depois disso? Ela será uma mulher morta no dia seguinte. Se ela sobreviver e conseguir o divórcio, será vista como uma prostituta por todos.

A mulher divorciada não tem para onde ir no mundo islâmico. Eu não sei se a sra. Roach já viveu em um país islâmico. As mulheres muçulmanas não são autorizadas a terem qualquer libido. Não é piedoso que as mulheres sintam desejos sexuais. Na verdade, a mutilação genital é projetada para tirar qualquer prazer sexual delas. As mulheres não são feitas para desfrutarem do sexo. Se elas têm qualquer libido, há um risco de que elas possam fornicar e cometer pecado. Mulheres só deve proporcionar satisfação aos seus maridos e negar todas as suas necessidades sexuais. De acordo com uma tradição:

O apóstolo de Deus disse: "Se um marido chama sua esposa para a cama (ou seja, ter relação sexual) e ela se recusa fazendo com que ele durma com raiva, os anjos vão amaldiçoá-la até de manhã." Bukhari 4.54.450

É divertido pensar que os anjos não têm nada melhor para fazer do que sentar e amaldiçoar a pobre mulher a noite toda por privá-los de assistir o show pornô ao vivo. Se Deus deve punir a mulher por não satisfazer as necessidades sexuais do marido, por que ele precisaria de anjos para fazer o lobby por isso? Não é um desperdício de recurso de anjo?

Em certo sentido, tudo isso é muito engraçado. Porém num sentido muito maior, é uma tragédia.





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