domingo, 30 de agosto de 2015

Maomé e Estado Islâmico torturam e matam em busca de tesouros


José Atento
Leia o texto e assista ao vídeo, e veja como o exemplo de Maomé é capaz de inspirar atrocidades, neste caso, tortura. Sim, Maomé foi um torturador.
Jihadistas do Estado Islâmico torturam e decapitam um arqueólogo de 83 anos por se recusar a revelar a localização de objetos de valor. 
Semana passada, os valorosos soldados de Alá, do Estado Islâmico, decapitaram Khaled al-Asaad, de 83 anos de idade, um renomado estudioso e arqueólogo de Palmira,  pendurando-o em uma coluna romana nas ruínas de Palmira, na Síria (NY Times). O seu crime foi o de se recusar a revelar o paradeiro de valiosos artefatos arqueológicos que os jihadistas pretendiam vender no mercado de contrabando de modo a obter mais dinheiro para poderem aterrorisar mais pessoas. Ele foi interrogado e torturado por duas semanas. Depois disso, ele foi degolado.

Al-Asaad não era uma ameaça: ele dedicou sua vida a estudar as antiguidades em Palmira, um Patrimônio Mundial da UNESCO cheio de tesouros históricos insubstituíveis, como os 2.000 anos de antigos edifícios romanos e magníficas estátuas pré-islâmicas. Quando ISIS conquistou Palmira em maio, al-Asaad se recusou a fugir, ficando para trás para tentar proteger o local contra a pilhagem do ISIS. Aparentemente, ele enterrou alguns dos mais valiosos artefatos.

Jihadistas são muçulmanos fervorosos por imitarem Maomé no seu aspecto mais fundamental. Lembre-se que o Alcorão diz 93 vezes que Maomé é o exemplo de conduta a ser seguido por toda a humanidade. Ibn Kathir, um importantíssimo doutor do islão em termos de exegese, jurisprudência e história islâmica, chega mesmo a afirmar que Maomé é o Homem Perfeito.

O que os jihadistas do Estado Islâmico fizeram foi apenas seguir os passos e ações de Maomé. Vejamos.

Maomé, após conquistar a tribo judáica no oásis de Kaibar, torturou Kinana, o chefe da tribo, para saber onde ele tinha escondido o tesouro. Ao final da sessão, sem ter a informação que o tornaria mais rico, Maomé mandou acender uma fogueira no peito de Kinana, matando-o. Veja como este evento ocorreu segundo a biografia de Maomé, Sirat Rasul Allah, 515:
“Kinana al-Rabi, que tinha a custódia do tesouro dos Banu Nadir, foi trazido até Maomé que lhe perguntou sobre o seu paradeiro. Kinana disse que não sabia. Um judeu veio até Maomé e disse que ele tinha visto Kinana rondando uma ruína todas às manhãs bem cedo. Maomé disse a Kinana, "você sabe que se eu achar o tesouro vou matá-lo?" Kinana respondeu: "Sim". Maomé deu ordens para que a ruína fosse escavada e alguns tesouros foram encontrados. Quando Maomé lhe perguntou sobre o resto, Kinana se recusou a responder. Então Maomé deu ordens para al-Zubayr al-Awwam: “Torture-o até extrair dele o que ele tem.“ Então, ele acendeu um fogo com pedra e aço no peito de Kinana até que ele estivesse quase morto. Então Maomé entregou Kinana para Muhammad b. Maslama que cortou-lhe a cabeça, para vingar seu irmão Mahmud.”
De modo que o que os soldados sagrados de Alá fizeram foi consistente com as tradições (Sunna) de Maomé, pois Maomé também torturou uma pessoa de modo a que ela revelasse a localização de um tesouro, matando-a em seguida.




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