terça-feira, 20 de outubro de 2015

Direito das Mulheres no Irã e o silêncio do governo brasileiro na ONU


Este artigo contém duas partes.
A primeira parte, versa sobre a conivência do governo brasileiro para com a violação dos direitos humanos no Irã. 
A segunda parte traz um vídeo que resume os direitos das mulheres no Irã. 
Governo brasileiro apóia governo totalitarista misógino do Irã

Quem cala, consente. Veja o que está escrito no site do MRE.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) adotou no último dia 27 de março, resoluções condenando a violação de direitos humanos na Síria e no Irã. Alegando que as resoluções “não eram equilibradas”, o representante do governo brasileiro não apoiou a decisão do Conselho, preferindo abster-se. A posição brasileira provocou imediata repulsa por parte de diversas entidades e personalidades ligadas aos movimentos internacionais de defesa dos direitos humanos. 
Veja a reação de Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2003


A advogada iraniana repreendeu, a decisão do Ministério das Relações Exteriores Brasileiro de se abster na votação da ONU sobre violações de direitos humanos no Irã (em 27-03-2015)
"Muitos defensores dos direitos humanos, no Irã, ficaram surpresos com a abstenção do Brasil e pelo silêncio do governo brasileiro sobre o assunto, especialmente quando o Irã tem centenas de prisioneiros de consciência, as minorias religiosas enfrentam perseguição, os sindicatos são reprimidos e as autoridades estão implantando leis discriminatórias contra as mulheres.
"Esperamos que Dilma Roussef, como uma mulher, preste atenção para a situação de discriminação contra as mulheres no Irã e esteja ciente de que no Irã em conformidade com as leis:
  • Um homem pode ter quatro esposas,
  • O testemunho de 2 mulheres é equivalente ao de 1 homem,
  • E que se as mulheres insistem em ir a um estádio para ver um jogo de vôlei, como Ghoncheh Ghavami, elas são punidas com a prisão."
Direito das Mulheres no Irã

Este vídeo foi produzido pela jornalista Masih Alinejad e compartilhado pelo grupo My Stealth Freedom, composto por mulheres iranianas que não concordam com a subjugação que o governo teocrático iraniano impõe sobre elas. Compare o vídeo com os direitos das mulheres sob o islão.




Mesmo tendo os seus direitos humanos violados, muitas mulheres iranianas ainda conseguem mostram o seu valor. 


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