domingo, 29 de maio de 2016

Lei Rouanet financia exposição de propaganda islâmica que distorce a história da ciência



Uma exposição que exagera as eventuais (e poucas) contribuições da chamada "civilização islâmica" durante a sua (curta) "época de ouro" está vindo ao Brasil. Porém, este esforço de propaganda do islamismo não será financiado por organizações islâmicas. Nada disso. A propaganda islâmica será financiada por recursos oriundos da Lei Rouanet, ou seja, o governo federal (através do contribuinte brasileiro) estará financiando a propaganda islâmica cujo único objetivo é o de apresentar uma visão higienizada e distorcida do passado histórico. E o pior, a exposição apresenta lendas como se fossem fatos históricos (ou seja, ela deseduca).
E tudo isso pela "bagatela" de 7.9 milhões de reais, recursos estes que seriam muito melhor empregados na educação básica, e não com propaganda. 
É preciso contactarmos a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) solicitando que negue o parecer em sua 245a reunião, a qual deve acontecer nos próximos dias 7 a 9 de junho, em Brasília. 
A polêmica Lei Rouanet se coloca na berlinda novamente. Deste vez, devido a notícia que o Ministério da Cultura está destinando 7.9 milhões de reais para financiar uma exposição por três meses, em São Paulo, cujo objetivo é o de propagar o islamismo, junto com a publicação de 115 mil cartilhas muçulmanas, dizendo como o islamismo é maravilhoso, a serem distribuidas para estudantes entre 7 a 17 anos de idade. O objetivo  da exposição é o de atrair 270 mil visitantes.

A exposição em questão chama-se “1001 Invenções: descobrindo o duradouro legado da civilização muçulmana." Ela foi criada por um grupo chamado de “1001 Inventions Ltd”, com sede em Londres (Reino Unido). A proposta é da exposição ser realizada no “Catavento Cultural e Educacional”, em São Paulo, no período de 29 de agosto a 3 de dezembro de 2017. Mas a duração total do projeto é de aproximadamente 1 ano, ou seja, 1 ano de propaganda islâmica no Brasil financiada pelo governo brasileiro.

Além da exposição, o projeto prevê espetáculos teatrais, visita periódica a escolas, apresentações em espaços públicos, e um pacote pedagógico (para alunos e professores e um guia do estudante). Ou seja, o governo federal estará financiando o "ensino islâmico" por baixo dos panos, sem precisar de lei alguma!

Prédio do "Catavento Cultural e Educacional" em São Paulo

O idealizador desta exposição é Ahmed Salim, um jordaniano radicado em Londres. Ele, e uma equipe com forte ligações com mundo islâmico, construiu a exposição, bem como vídeos, lívros, material on line, etc. A exposição é permanente em Londres, já tendo visitado os EUA e os Emirados Árabes Unidos. Usando da influência dos países da OIC, ela ganhou o aval da UNESCO (o que serve como mais um exemplo de quão politizada a UNESCO se tornou).

O suporte financeiro é tamanho que o renomado artista Ben Kinsley foi contratado como o protagonista do filme (de propaganda) intitulado 1001 Invenções e a Biblioteca dos Segredos, fazendo o papel de um inventor muçulmano medieval, ibn Al-Jazari. Apesar do título, o filme mostra apenas sete "invenções", todas elas modificações do que já havia sido inventado anteriormente (antes da "invenção do islamismo"). 

Todo o conceito da exposição se baseia em usar um linguajar baseado em meias-verdades e torcer para que as pessoas que a assistam, ou leiam o material de propaganda que a acompanha, não tenham capacidade de questionamento e a curiosidade de buscar fontes alternativas. O que é feito é melhor resumido na frase de Geoge Wells: "Mas se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem pode igualmente corromper o pensamento."

O teor da exposição tem sido objeto de muitas críticas. Por exemplo, os professores Taner Edis (Física, Truman State University) e Sonja Brentjes (pesquisador do Max Planck Institute for the History of Science, em Berlin), dizem, em seu artigo A Golden Age of Harmony? Misrepresenting Science and History in 1001 Inventions Exhibit (Uma Idade Dourada de Harmonia? Deturpando Ciência e História na Exposição 1001 Invenções) que as:
intenções podem ser boas, mas uma nova e importante exposição desconsidera sérias diferenças importantes entre a ciência moderna e a ciência medieval, e distorce a história para servir a uma agenda atual de perfeita harmonia entre a ciência e o Islã.
Neste artigo, os autores discutem diversos erros da exposição, desmascarando afirmações de que apresentam muçulmanos como inventores da aviação, do relógio, da optica e da educação, baseando-se em lendas e supondo que as "invenções" ocorreram no vácuo, ignorando qualquer passado científico anterior: "a exposição apresenta uma série dos contos heróicos de descobertas muçulmanas medievais a partir do nada, sem contexto, e com um desprezo tão grande pela precisão fez se projeta como ficção pura." Em um comentário é dito que: 
A exposição é em grande parte um empreendimento de apologismo que envolve graves distorções da história da ciência. Por exemplo, na segunda edição do catálogo, se você for até as páginas 308-313, você encontra narrativas longas e illustrações dos voos efetuados por personagens tais como Ibn Firnas e Hezârfen Ahmed Çelebi. Isso, contudo, são lendas. A documentação histórica real por trás dos supostos eventos, entretanto, são apenas algumas frases no trabalho de um único cronista. No caso de Ibn Firnas, esta documentação vem de muitos séculos após do suposto evento. Em outras palavras, a exposição, com o intuito de glorificar feitos tecnológicos medievais muçulmanos, acaba apenas inventando coisas. 
Representação do vôo fantasioso de Ibn Firnas: 
(1) Isso não te parece como uma imitação do vôo de Ícaro?
(2) Me diga, onde está a industria aero-espacial muçulmana desenvolvida a partir de Ibn Firnas?

Na realidade, o Islão conquistou comunidades vibrantes no Oriente Médio com o poder da cimitarra islâmica, subjugou estas comunidades, e extingui as suas centelhas criativas. Todas as invenções que muçulmanos creditam para sí, foram, na verdade inventadas antes das conquistas islâmicas (antes da criação do islão), ou feitas pelas populações subjugadas, entre judeus, cristãos, persas e hindus, até o ponto no qual estas populações estavam sem condições de produzirem mais nada sob os grilhões do islão. A tão afamada "Casa da Sabedoria" era formada, em grande parte, por não muçulmanos que adotaram nomes árabes, e por árabes que eram muçulmanos apenas de nome. A "Casa da Sabedoria" foi extinta sob a influência de um fiel maometano, Al Gazali, que destruiu a lógica ao impor o conceito corânico que não existem leis que regem a natureza pois Alá pode tudo a qualquer hora. Ou seja, Al Gazali exterminou o conceito básico científico de causa e consequência. 

A rigor, o islão matou a ciência. 

Mas isso, é claro, a exposição não discute. Fazer isso, seria algo honesto e histórico, mas este não é o objetivo da exposição.

De modo que seria muito importante que, para o bem da educação brasileira, o governo brasileiro não financiasse esta exposição. Que os sauditas arquem com os custos de mais este empreendimento com o intuito de propagar o salafismo, não o povo brasileiro. 

Devido a sua falta de honestidade histórica, a exposição não deveria nem mesmo ser apresentada no Brasil. 


Referências

Salic, Sistema de Apoio às Leis de Incentivo a Cultura, Parecer Consolidado, acessado em 27 de maio de 2016

Taner Edis e Sonja Brentjes, A Golden Age of Harmony? Misrepresenting Science and History in 1001 Inventions Exhibit, Skeptical Inquirer, November/December, 2012

Sonja Brentjes, A Review of 1001 Inventions: An Enduring Legacy of Muslim Civilization, 3rd Edition, Max Planck Institute for the History of Science, Berlin, 2013.







quinta-feira, 26 de maio de 2016

Marxismo Cultural oferece campo fértil para a proliferação da Sharia e da Jihad



Você já se perguntou o porquê da comoção internacional (promovida pela imprensa) devido ao afogamento do menino sírio Aylan nas praias da Turquia mas praticamente comoção alguma com os assassinatos bárbaros das crianças cristãs e iázides? É porque a narrativa vigente diz que os muçulmanos são vítimas e os cristãos são opressores, e quando os fatos contradizem a narrativa, os fatos são simplesmente ignorados ou mesmo escondidos. Mas de onde vem esta narrativa que divide grupos humanos em opressores e oprimidos?


Você já se perguntou o motivo de existirem tantas pessoas que se comportam como se tivessem sido mesmo doutrinadas, e sendo usadas como massa-de-manobra, por exemplo, pela terceira onda do feminismo, pelo uso politico do LGBTxxx, os pseudos-filósofos que odeiam a classe média, a marcha das vadias, a tentativa de corromper a sexualidade das crianças através da Teoria do Gênero, e a degeneração das artes?

Tudo isso é uma consequência daquilo que muitos chamam de Marxismo Cultural.

Apesar de se citar Marx, a rigor, pode-se considerar o Marxismo Cultural como uma degeneração daquilo que Karl Marx escreveu. Porém ele apenas ganhou terreno fértil junto a grupos de socialistas órfãos com o colapso da União Soviética. Por acaso o Marxismo Cultural é aplicado na Rússia ou na China? Claro que não.

O Marxismo Cultural possui varios mecanismos para se impor, se apresentando como se fosse algo puro e nobre, como se fosse um anjo de luz. Ele controla o discurso, transformando o errado em correto, e intimidando os seus  opositores acusando-os de "racismo", " xenofobia", "homofobia", "islamofobia", "nazismo", "facismo", "crentelho", "fanático religioso", "estar do lado errado da história", etc.

No Brasil, o Marxismo Cultural se infiltrou e tomou conta de movimentos como o Foro de São Paulo, o Socialismo Bolivariano, e em grupamentos politicos que se auto-proclamam como sendo de esquerda, em um nível que parece impossível eles se despoluirem. Tem muita gente honesta presa nessa teia.

Um modo para se derrotar o Marxismo Cultural é impedindo que ele polua a mente do jovem. Ou seja, educando a juventude de modo que ela tenha mecanismos de defesa e expulsando-o das salas de aula.

Existem um sinônimo para o Marxismo Cultural: Teoria Crítica. Alguns ainda se referem como a Escola de Frankfurt. Os movimentos baseados no Politicamente Correto e no Multiculturalismo advém desta linha de pensamento.

E porque um blog anti-Jihad e anti-Sharia está mencionando o Marxismo Cultural? Porque ele rotulou o islamismo dentro dos grupos de "oprimidos", o que facilita tremendamente a propaganda islâmica e a protege das ánálises críticas que são necessárias e precisam ser feitas.

O Multiculturalismo é a Placa de Petri onde o islamismo incuba e cresce


Eu estou tomando a liberdade de compartilhar um vídeo que eu encontrei por acaso no YouTube que explica de modo simples o conceito do Marxismo Cultural, as suas origens, modo de ação e consequências. Após o vídeo, eu transcrevo o texto do mesmo.

Para terminar, eu gostaria de dizer que é claro que existe opressão no mundo. Mas, o modo pelo qual o Marxismo Cultural opera é autofágico, pois ele se torna um processo que precisa sempre identificar novos "grupos oprimidos", tornando os oprimidos de outrora em opressores, num processo sem fim, Por exemplo, o que está acontecendo hoje no Canadá e nos EUA onde as mulheres, um grupo oprimido, passou a ser opressor ao rejeitar a idéia de ter que compartilhar vestiários e banheiros com homens que se "sintam" mulheres.

Quero deixar claro aqui algo muito importante. Se você se acha mais à esquerda do espectro político isso não significa que você seja obrigado a seguir a tendência da moda só para se sentir acolhido. Na verdade, se você está à esquerda do espectro político é seu dever questionar tudo, inclusive os comportamentos e atitudes que os outros te obrigam (ou intimidam) a seguir.

Repito: o Marxismo Cultural é uma degeneração e não como um avanço. E ele tenta nos tornar em marionetes, e isso nunca é bom. Com a agravante que ele oferece um apoio para a progação do islão e da Sharia.

O vídeo foi legendado pelos "tradutores de direita." Eu pergunto, onde estão os "tradutores de esquerda"?


Marxismo Cultural
Vamos começar com uma definição muito concisa.
Marxismo cultural é um termo amplo que se refere à defesa e aplicação da Teoria Crítica, e, de forma geral, à influência cultural, política e acadêmica de certos elementos dentro da esquerda contemporânea.
As raízes do marxismo cultural derivam daquilo que é comumente conhecido como a Escola de Frankfurt. O termo surgiu informalmente para descrever os intelectuais afiliados, ou meramente associados, ao Instituto de Frankfurt de Estudos Socias da Universidade de Goethe, em Frankfurt, Alemanha, no período entre guerras.  Críticos tanto do capitalismo quanto do socialismo soviético, eles tentaram solucionar as deficiências que se tornavam aparentes no marxismo clássico na busca pela mudança social. Seu trabalho ficou conhecido como Teoria Crítica.
Definir ou classificar a Teoria Crítica é excepcionalmente difícil, pois se refere a uma quantidade enorme, quase contraditória, de ideias, indivíduos e abordagens. O aspecto fundamental e permanente da Teoria Crítica, comum a todas as suas ramificações, no entanto, é a criação de teorias  interdisciplinares que possam servir como instrumentos de transformação social.
Durante a década de 1960 a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt ganhou popularidade com alguns segmentos dos partidos e do pensamento de esquerda, tanto na Europa como na América do Norte. Hoje em dia, sua influência é vista no mundo acadêmico ocidental dominando as ciências sociais e humanas. Estudos de gênero e da raça branca são dois exemplos.
Um dos mais  influentes teóricos críticos, e um membro original da Escola de Frankfurt, foi Herbert Marcuse. Uma leitura superficial em qualquer parágrafo escrito por Marcuse já será suficiente para alertar qualquer um, mesmo os que estão pouco familiarizados com a  cultura atual de intolerância nas faculdades e campus universitários. Considere a seguinte passagem da sua dissertação de 1965, chamada "Tolerância Repressiva." "As minorias pequenas e impotentes, que lutam contra a falsa consciência e seus beneficiários, precisam ser ajudadas. A continuação da sua existência é mais importante do que a preservação do abuso de direitos e liberdades que concedem poderes constitucionais  àqueles que oprimem estas minorias." 
Justiça social, feminismo, neo-progressismo e pós-colonialismo, para citar apenas alguns, são todos movimentos inspirados pela Teoria Crítica ou criados a partir dela, e, portanto, todos estão sob o guarda-chuva do Marxismo Cultural. Seja genero, orientação sexual, família, raça, cultura ou religião, todos os aspectos da identidade de uma pessoa de devem ser questionados. Toda norma ou padrão social deve ser contestado, e, idealmente, alterado, a fim de beneficiar grupos oprimidos.
O Marxismo Clássico enxerga a luta de classes como um conflito entre a burguesia e o proletariado, entre os que têm tudo e os que nada têm. O Marxismo Cultural enxerga esse conflito ocorrendo entre os oprimidos e os opressores, entre os privilegiados e os não previlegiados. A classe operária foi substituída pelas "minorias." Grupos majoritários são geralmente definidos como "privilegiados" e "opressores." Já os grupos minoritários são classificados como "desfavorecidos" e "oprimidos."
Os heterossexuais são opressores. Indivíduos cisgênero são opressoes. Os brancos são opressores, especialmente o homem branco. Os cristãos são opressores. Aqueles que não se encaixam nesses grupos são, portanto, considerados oprimidos. Assim, faz sentido pensar que se heterossexuais são opressores, a solução é incentivar outras formas de sexualidade. Se os brancos são opressores, a solução é a diversidade racial. Se os indivíduos cisgênero são opressores, a solução é encorajar o transgenderismo. Se os cristãos são opressores, a solução é propagar o islamismo.
Theodor Adorno, outro membro original da Escola de Frankfurt, escreveu um livro chamado "A Personalidade Autoritária", no qual ele define como "fenômenos patológicos" o seguinte: a paternidade como "o orgulho individual do indivíduo; o cristianismo como "aderência aos papéis sexuais tradicionais e atitudes tradicionais em relação ao sexo"; e o amor de alguém pela sua pátria. (Repito, para ele isso não passa de patologia!) 
Esta tendência de se definir opiniões e padrões de vida como patologias que não estão de acordo com os seus próprios fins políticos é característico do Marxismo Cultural. Assim, as visões diferentes são descritas como medos irracionais ou fobias. Por exemplo, uma pessoa que se sente desconfortável vivendo como minoria em uma área dominada por imigrantes muçulmanos pode ser rotulada como "islamofóbica", visto que o desejo de residir entre pessoas semelhantes a ela, de um ponto de vista cultural ou étnico, é considerado detestável e fóbico. Por outro lado, quando os muçulmanos paquistaneses, vivendo na Grã-Bretanha, demonstram preferência pelo seu grupo, convertendo seções inteiras de um vilarejo ou cidade em um mini Paquistão, não existe nada detestável, não há fobia, apenas multiculturalismo.
Segundo o depoimento de um paquistanês morando na Inglaterra: "Vinte anos atrás não havia paquistaneses aqui. Mas agora, os paquistaneses deixaram a sua marca. Agora, pense daqui a 50 anos ... Isso aqui vai ser Paquistão ou Inglaterra? Vai ser Paquistão! Estamos todos vindo para cá."
Uma manifestação popular e propagandista do Marxismo Cultural é o politicamente correto, pelo qual os veículos de mídia e os cientistas sociais tornam um exercício obrigatório fazer o seguinte.
1. Questionar a linguagem comum: imigrantes ilegais, por exemplo, devem ser chamados de "imigrantes sem documento", enquanto que discriminação racial é chamada de "ação afirmativa." A sua ambição em definir e redefinir as palavras podem ser vistas como um meio de controlar o discurso e alter as normas culturais.
Racismo e sexismo foram redefinidos como o resultado da soma entre preconceito e poder, o que leva a afirmações ridículas como "não existe sexismo contra o homem ..." ou que mulheres negras, por fazerem parte de uma minoria étnica, não podem ser racistas ou sexistas contra homens brancos.
2. Manter uma visão firmemente favorável de grupos considerados "oprimidos": O Islã é uma religião de paz; Black Lives Matter é um movimento de protesto pacífico legítimo; o feminismo defende a igualdade; E assim por diante.
Nenhum desvio desta narrativa será tolerado. Jamais. Tão pouco crítica alguma.
Consequência do Marxismo Cultural:
Enquanto o comunismo, como Marx imaginou, oferecia a resolução do conflito das lutas de classes em um contexto social utópico, tudo o que o Marxismo Cultural oferece é uma proposta desoladora de conflitos eternos entre grupos de "minorias ofendidas", definidos de forma cada vez mais estreita. A única consequência significativa que a ampla aplicação do Marxismo Cultural poderá possivelmente acarretar é a marginalização da cultura europeia tradicional.




terça-feira, 24 de maio de 2016

Papa Calisto III e sua reação contra a jihad turco-otomona do século XV


José Atento
Será que podemos aprender sobre o presente e antever o futuro se olharmos para o passado? No tocante a Jihad islâmica, a resposta é "sim." 
A crise que as invasões turco-otomanas do século XV geraram foi enorme. O trecho abaixo retrata a apatia dos governantes europeus católicos no momento. Deve-se relembrar que a Reforma Protestante estava em andamento e que a influência política do Papa tinha se reduzido profundamente.

O que restava do Império Romano do Oriente (Bizantino) não era suficiente para resistir sozinho aos invasores turco-otomanos, liderados pelo Sultão Maomé II. O Império Romano do Oriente e a Igreja Ortodoxa Grega estavam agonizantes e gritando pela ajuda dos cristãos europeus. E os jihadistas turco-otomanos voltavam os seus olhos imperialistas para a Europa Central.

O que segue abaixo tem como referência o livro The Glory of Christendom, 1100-1517, A History of Christendom (Volume 3), de Warren H. Carroll, Christendom Press, 2004.

O Cardeal Bessarion, bispo de Nicéia, era aguardado para ajudar na Ásia Menor, onde os demônios haviam arrebatado a grande cidade [Constantinopla], mas ninguém veio. Ele escreveu desesperadamente e apaixonadamente para o Doge Francisco Foscari, de Veneza, que respondeu ao cardeal prometendo "guerra contra os turcos." A promessa não foi cumprida e os otomanos não tiveram nenhum obstáculo. O Papa Nicolau V persistentemente pediu por uma cruzada, e ele recebeu apoio algum, mas apenas desculpas patéticas e silêncio cruel. A Inglaterra não respondeu, Alfonso V, de Aragón e Nápoles, queixou-se de uma úlcera, Carlos VII, da França, ficou indiferente, e Frederico III, o imperador do Sacro Império Romano, nem sequer participou da Dieta Imperial em Regensburg organizada para apoiar uma cruzada. Naquele momento, o único que se preocupou seriamente foi a Hungria, e por boas razões, uma vez que o Anticristo Maomé II estava visando aquele país como sua próxima vítima. O Papa Nicolau V morreu em 1454, e eleição de um novo pontífice era necessária, alguém que compreendesse a ameaça. O eleito foi o espanhol Alfonso Borja, mais conhecido como Papa Calisto III. Ele era um produto da Reconquista, que compreendia perfeitamente, por conta da experiência, a crueldade e o expansionismo do muçulmano. Por causa de seu fervor religioso e sua compreensão da ameaça islâmica, Calixto III foi o único, neste momento da cristandade ocidental, a clamar por uma cruzada devido a extremidade de situação. Na sua consagração papal ele declarou:
Eu, Papa Calisto III, prometo e juro à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, a sempre Virgem Mãe de Deus, aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e todo o exército celestial, que farei tudo em meu poder, mesmo se for necessário, com o sacrifício da minha vida, auxiliado pelo conselho dos meus irmãos dignos, para reconquistar Constantinopla, que, em punição para o pecado do homem, foi tomada e arruinada por Maomé II [o Sultão turco-otomano], o filho do diabo e inimigo do nossa Crucificado Redentor. Além disso, eu me comprometo a libertar os cristãos definhando na escravidão, a exaltar a verdadeira fé, e a extirpar a seita diabólica deste réprobo sem fé, o Maomé do Oriente. Pois no Oriente, a luz da fé está quase completamente extinta. Eu não irei me esquecer de ti, ó Jerusalém, que a minha mão direita seja esquecida. Que a minha língua fique presa dentro das minhas mandíbulas se eu não me lembrar de ti. Se eu não fizer de Jerusalém o começo da minha alegria, Deus e Seu santo Evangelho me ajudem Amém.
Os pedidos de ajuda do Papa Calisto III não se concertizaram. O máximo que ele pode fazer foi pedir que os sinos das igrejas tocassem durante o ataque dos turcos-otomanos a cidade de Belgrado, sendo defendida pelos húngaros (Cerco de Belgrado, 1456). O cristãos conseguiram defender Belgrado com sucesso derrotando os invasores. Para celebrar esta vitória, o Papa Calisto III ordenou que a celebração da Festa da Transfiguração fosse feita no dia 6 de agosto.


Papa Calisto III (1378-1458), papa de 1455 até 1458


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Papa Francisco: o que pedir ao Grão-Imame da Universidade Al-Azhar



Hoje, o Papa Francisco irá receber a visita de Ahmed al Tayyeb, o Grão-Imame da Mesquita e Universidade Al-Azhar, do Egito. A Universidade Al-Azhar é o mais importante centro de "conhecimento islâmico" do mundo sunita. Ela é como fosse um "Vaticano do Islão." (Por exemplo, o manual de lei islâmica usado neste livo foi certificado por eles)

À luz das últimas declarações do Papa, eu listo abaixo alguns dos mais importantes versos do Alcorão que se referem aos cristãos. A minha grande sugestão ao Papa Francisco é de ele pedir ao Grão-Imame para escrever uma fatwa dizendo que estes versos não se aplicam hoje e nunca mais! E que as Condições de Umar também não se aplicam mais. E que cristãos e muçulmanos são igualmente amados por Alá, não existindo diferença alguma entre eles. E condenando ao fogo eterno do inferno islâmico todos os muçulmanos que desobedecerem esta fatwa.

Eu sei que eu vou esperar sentado. Mesmo que o Papa Francisco pedisse isso, o Grão-Imame al Tayyeb nunca faria isso, por ser anti-islâmico.

Grão-Imame al Tayyeb: "Veja como nós sofremos hoje do sionismo global e do judaísmo"


Então, vejamos, os principais versos do Alcorão sobre os cristãos.

Jesus não é o Filho de Deus, a crença na Trindade é "excesso":
Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Alá e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Alá e em Seus mensageiros e não digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Alá é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Alá é mais do que suficiente Guardião - Alcorão 4:171
Jesus ser Deus é inadmissível:
É inadmissível para a (majestade de) Alá que Ele deva ter gerado um filho. Glorificado seja! Quando Ele decide uma coisa, basta-lhe dizer: 'Seja', e ela é. - Alcorão 19:35
Jesus não foi crucificado:
E por causa do que eles dizem: "Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Alá." - mas eles não o mataram e nem o crucificaram, mas foi o que pareceu-lhes acontecer; E eis! Aqueles que discordam a respeito disso estão em dúvida do mesmo; eles não têm conhecimento apenas a busca de uma conjectura; com certeza, eles não o mataram. - Alcorão 4:157
Aqueles que acreditam na divindade de Cristo são "infiéis":
Eles são blasfemos, aqueles que dizem: Alá é Cristo, o filho de Maria. - Alcorão 5:17
Os cristãos esqueceram uma boa parte das revelações divinas que receberam:
Daqueles, também, que se chamam cristãos, Fizemos uma aliança, mas eles esqueceram uma boa parte da mensagem que lhes foi enviada: então, nós os tornamos estranhos, com inimizade e ódio entre um e outro, até o dia do julgamento. E em breve Alá irá mostrar-lhes o que é que eles fizeram. - Alcorão 05:14
Os muçulmanos não devem tomar judeus ou cristãos como amigos: "
Ó vós que credes! não tomem os judeus e os cristãos como seus amigos; eles são amigos uns dos outros; e todo aquele que dentre vós tomá-los como um amigo, então certamente ele é um deles; porque Alá não encaminha os iníquos. - Alcorão 5:51
Aqueles que crêem que Jesus é o Filho de Deus, são malditos:
E os judeus dizem: Ezra é filho de Alá; e os cristãos dizem: O Messias é filho de Alá; estas são as palavras de suas bocas; eles imitam o que os descrentes de antigamente diziam; Que a maldição de Alá esteja sobre eles: como eles estão iludidos longe da verdade! - Alcorão 9:30
Os cristãos que não se tornam muçulmanos são os piores dentre todos os seres criados: 
Nem aqueles que receberam a Escritura se tornaram divididos até depois da evidência clara ter chegado a eles. E eles foram ordenados nada mais do que isso: Para adorarem Alá, oferencendo uma devoção sincera a Ele, sendo verdadeiro (na fé); estabelecer oração regular; e pagar a zakat. Essa é a religião correta. Os incrédulos, dentre o Povo do Livro e os politeístas, irão estar no fogo do inferno, permanecendo eternamente. Eles são os piores dentre todos os seres criados. - Alcorão 98:4-6.
A missão de Jesus era proclamar a vinda de Maomé:
E quando Jesus, filho de Maria, disse: "ó filhos de Israel! Eu sou o mensageiro de Alá para vocês, confirmando o que foi revelado antes de mim na Torá, e trazendo boas novas de um mensageiro para vir após mim, cujo nome é Ahmad [o Louvado]." Mas quando ele veio a eles apresentando as evidências, eles disseram: "Isso tudo não passa de mágica." - Alcorão 61:6
Os muçulmanos devem lutar contra os cristãos e subjulgá-los:
Lute contra aqueles que não acreditam em Alá ou no Último Dia, que não proíbem o que foi proibido por Alá e Seu Mensageiro, e que não reconhecem a Religião da Verdade (islão), mesmo que sejam do Povo do Livro (cristãos e judeus), até que paguem o imposto tributo jizyah em submissão, sentindo-se subjugados e humilhados. "[Outra tradução diz:] "paguem o imposto em reconhecimento da nossa superioridade e do seu estado de sujeição - Alcorão 9:29


domingo, 22 de maio de 2016

Muçulmanos caminham para sua destruição


Esta é uma versão em português do discurso de Klára Samková, advogada, jornalista e ativista tcheca, durante o Simpósio Devemos Ter Medo do Islã? ocorrido no parlamento da República Tcheca, em Praga, em 18 de maio. Os embaixadores dos países muçulmanos, entre eles, Turquia e Egito, deixaram o plenário durante o discurso. 
No seu discurso, a advogada diz, em claro e bom som, que o islão é uma ideologia totalitária e que a Europa precisa declarar a própria existência do Islã como um acto criminoso que contradiz a naturalidade humana, liberdade e especialmente a dignidade humana. 
Eu fiz esta tradução baseada na versão para o inglês do original em tcheco feita por Lubos Motl
Klára Samková, Devemos Ter Medo do Islã?

A conferência de hoje tem por objetivo ajudar a responder à pergunta se devemos ter medo do Islã. Minha resposta para a pergunta é simples: nós definitivamente não devemos ter medo do Islã. Devemos lidar com o islã da mesma maneira em que a civilização européia tem lidado com todos os regimes totalitários e desumanos que teve de enfrentar durante mais de 2.000 anos de sua história. Em particular, devemos lutar contra o Islã, vencê-lo, e evitar a sua proliferação uma vez por todas, e, assim como no caso das ideologias monstruosas anteriores, declarar a própria existência do Islã como um acto criminoso que contradiz a naturalidade humana, liberdade e especialmente a dignidade humana.

Porque isso é exatamente o que o Islã é, ou seja, um sistema que contradiz a naturalidade, liberdade e dignidade humama.

É o mesmo que o nazismo, o fascismo e o comunismo costumava ser. Ele tem essas características, apesar de seu esconderijo atrás da máscara de uma religião. Na realidade, é principalmente uma ideologia criminosa (tanto no sentido de cometer um crime como por ser controlada por criminosos) e um sistema irreformável de governança.

O Islã está se escondendo atrás da máscara da religião por duas razões. Um deles são as circunstâncias históricas que cercam o nascimento do Islã, quando apenas uma religião era uma forma permitida de uma apresentação ideológica. Mesmo na Grécia antiga, era proibido construir construções filosóficas que fossem independentes da religião do Estado, fato que Sócrates poderia nos dizer muito sobre. Foi ainda menos possível criar um paradigma composto de ideias sem religião no século VII dC, no mesmo limite do mundo civilizado da época.

A segunda razão pela qual o Islã gosta de se esconder por trás da máscara religiosa é seu abuso permanente, deliberado e intencional do sistema legal euro-americano e dos valores para os quais as civilizações construídas sobre as bases judaico-cristãos têm convergido. Não há nada melhor ou mais eficiente do que abusar do sistema de valor de um inimigo, especialmente quando não se compartilha com esse sistema. E isso é exatamente como o Islã se comporta. Quer ser protegido de acordo com nossa tradição, que ele explora, desta forma, enquanto ele não está disposto a se comportar de forma recíproca. Ele se baseia em nossas tradições, alega que as tradições são importantes, enquanto nos bastidores, ele está rindo de nós e nosso sistema de valores.

Vamos primeiro ver porque é totalmente adequado colocar o Islã a par com os regimes totalitários. Mesmo se chamando uma religião, é principalmente um sistema totalitário de governo em que só Deus desempenha um papel substitutivo porque o conteúdo principal do Islã é nada mais do que o arranjo das questões de Estado. Em oposição ao cristianismo, o hinduísmo, o budismo, o taoísmo, ou o xintoísmo, o coração do Islã é a lei, ou seja, a lei islâmica Sharia. A lei é uma parte intrínseca e inseparável da ideologia islâmica. Ela constitui o núcleo do conteúdo do Islã enquanto as regras alegadamente religiosas ou éticas são componentes apenas secundárias e marginais da ideologia. Do ponto de vista do Islã, o conceito de religião como um assunto privado, íntimo de um indivíduo é absolutamente inaceitável. No entanto, isso é exatamente o princípio sobre o qual o cristianismo de hoje e as civilizações derivadas dela dependem. É a relação privada de um indivíduo para com Deus, que é mais ou menos mediado por uma das igrejas. Até mesmo os membros do nosso reino da nossa civilização que se  consideram ateus, ou seja, aqueles que  dizem não crer em Deus, automaticamente extraem suas atitudes para com a vida das tradições cristãs, enquanto estas tradições assumiram uma forma qualquer de folclore ou automatismos culturais que fazem eles compartilhar o espírito geral aceito na Europa e nas duas Américas. Mais uma vez, é preciso lembrar que este ponto de vista não só é inaceitável para o Islã, mas também é denunciado e explicitamente nomeado como um crime. O Islão rejeita a concepção individual de fé em Deus e, de uma forma totalitária, proíbe todas as dúvidas sobre si mesmo. Se alguém pensa que não temos o direito de julgar o que é totalitarismo e hegemonia, e que não temos o direito de classificar o islã, desta forma, deixe-me dizer que, em um país que teve governantes estrangeiros por 300 anos, e passou 48 anos dos 78 anos recentes sob regimes totalitários, nossas antenas foram treinadas para o reconhecimento de padrões muito bem e fez-nos capazes de reconhecer o totalitarismo imediatamente. Temos o direito e a capacidade de identificá-lo e julgá-lo.

O Islã não compartilha a idéia do Iluminismo, do progresso social associado com o futuro. De acordo com o Islã, os bons tempos já tiveram lugar - na era do Profeta Maomé. As melhores coisas que poderiam ter sido feitas já foram feitas, a melhor coisa que poderia ter sido escrita já foi escrita, ou seja, o Alcorão. Em sua essência, o Islã é uma religião baseada no livro de Eclesiastes que foi dito um milênio inteiro antes do Profeta Maomé:
O que as pessoas ganham a partir de todos os seus labores em que labutam sob o sol? Gerações vêm e gerações vão, mas a terra permanece para sempre.
Judaísmo, cristianismo e a civilização que surgiu a partir deles ultrapassaram esse ceticismo injustificável, este desprezo das pessoas para sí. No mesmo momento, o Islã permaneceu um natimorto da gnose, deformado em um desejo monstruosamente mutado para se misturar com o universo mais uma vez, em uma visão paranóica obsessivamente psicopata retardada sobre a natureza excepcional do próprio caminho para a reunificação da essência de um devoto com Deus. Esta concepção defeituosa também dá origem à idéia de penetrar todo o Islã sobre a identificação da matéria com o mal e o desprezo pela nossa civilização, que é considerada materialista e, portanto, intrinsecamente mau e chocando-se com Deus. É uma verdadeira tragédia para os próprios muçulmanos que eternamente fecharam a sua jornada para Deus, prosseguindo neste beco sem saída.

Depressão, morte, a ausência de fé no ser humano e seu valor insubstituível, ceticismo em relação a dignidade de cada ser humano, independentemente de suas características, tais como religião, condição social, sexo e nacionalidade, isso é o que caracteriza o Islã. O Islã rejeitou a filosofia como a conhecemos, como uma possibilidade de uma visão crítica e racional sobre a natureza da realidade. Esta atitude também está impedindo os muçulmanos de refletirem sobre as perguntas sobre a liberdade humana, a dignidade, o papel de uma pessoa e do estado, e - paradoxalmente - também as perguntas sobre Deus, que tornou-se, no contexto da civilização euro-americana, uma componente inerente dos esquemas de pensamento perseguidos pelos melhores cientistas - astrofísicos, matemáticos, biólogos, que estão tocando os próprios fundamentos do Universo e, portanto, a essência de Deus,, com suas pesquisas. No entanto, os muçulmanos são sempre proibidos de ganhar qualquer contacto directo com Deus, perdido no momento da morte do Profeta Maomé. Quão imensamente desesperada a sua vida deve ser quando é essencialmente apenas a espera para a morte.

Graças a esta paralisia total do espaço-tempo do Islã, as nações que sofrem da ideologia muçulmana são as mais devastadas. Exatamente essas nações são desprezadas pelas condições quasi-religiosas lamentáveis ​​e seu potencial que lhes foi dado a todos os seres humanos não podem ser transformados em realizações ainda que consciente ou inconscientemente longa para eles. Assim como os russos foram as mais miseráveis ​​vítimas do comunismo, porque o comunismo total de nasceu na Rússia, assim como as primeiras vítimas do nazismo alemão foram os alemães, as pessoas mais devastadas pelo Islã são os árabes e outras nações forçadas a viver sob a hegemonia do Islã. Eu uso este espaço para expressar a minha mais profunda compaixão com estes povos e especialmente com as mulheres muçulmanas que sofrem mais do que outras.

Para os muçulmanos, o caminho para a ruína é o único, porque a eles são negados até mesmo a essência da naturalidade humana, ou seja, a evolução. O Islã não respeita o desenvolvimento, progresso e humanidade. Em seu desespero, ele está tentando levar o resto da humanidade com ele, porque do ponto de vista islâmico, o resto do mundo é fútil, inútil e impuro.

O Islã e sua legislação Sharia é incompatível com os princípios do direito europeu, especialmente com os direitos enumerados na Convenção Europeia de 1950 sobre os Direitos Humanos (e Liberdades). Como é possível que os nossos especialistas em direito não vejam este conflito? Como é possível que eles permaneçam em silêncio? Como é possível que possam aprovar todos os pedidos dos muçulmanos que se referem ao artigo 9º da referida Convenção, que garante a liberdade de pensamento, consciência e fé religiosa? E como é possível que os muçulmanos em nosso mundo estejam exigindo serem protegidos de acordo com este documento legal, enquanto o nosso sistema legal não parece fornecer a mesma proteção às opiniões, ideias e crenças religiosas aos que não concordam com o Islã? Será que os nossos advogados só são capazes de contar até quatorze quando o artigo 14 da Convenção diz que o uso dos direitos e liberdades descrito pela Convenção deve ser garantido sem discriminação com base em qualquer critério? Deixe-me assegurar a todos que podemos contar, pelo menos, a dezessete porque o artigo 17 da Carta diz:
Nada na presente Convenção pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo, o direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos ou as suas limitações, em maior medida do que está prevista na Convenção.
Este artigo foi introduzido na Convenção, pessoalmente, por Winston Churchill, que fez isso por uma razão especial, ou seja, como uma proteção contra os regimes totalitários. Ele estava obviamente pensando nos mais relevantes da época, os regimes comunistas. Eu tenho o Islã em mente já que ele é igualmente totalitário e ameaçador como os regimes que Winston Churchill estava lutando contra e que ele derrotou. A proteção do artigo 17 aplica corretamente contra qualquer ideologia e o fato de que os países europeus constrangidos pela Convenção decidiram não aplicar o artigo até agora não significa que eles não tenham a vontade de fazê-lo. Estes países são muito gentis e benevolentes, muito conscientes do preço que pagaram enquanto aprendem sobre o valor mais alto da humanidade, e muito pacientes. A suposição dos países e líderes muçulmanos, que decidiram aterrorizar os europeus com sua compreensão do mundo, que a causa da inatividade da Europa é a sua fraqueza, é totalmente falho. A Europa convergiu para a sua opinião e visão de mundo ao preço de dezenas de milhões de vítimas humanas, ela pagou com um sofrimento que nenhum muçulmano pode sequer imaginar.

Hoje em dia, a Europa continua a pedir aos muçulmanos: "Você quer viver com a gente?" Porque não o nosso medo do Islã, mas esta é a suprema questão fundamental que deve ser respondida e somente as nações muçulmanas podem dar a resposta.

Até agora, parece que os muçulmanos não querem compartilhar pacificamente o planeta com o resto  do mundo (não-muçulmano). Seus atos terroristas, declarados e cometidos em nome do Islã, estão sugerindo que eles não estão interessados ​​na fraternidade entre as nações e os povos. Eles estão gritando palavras sobre a superioridade do Islã e seu sistema legal e eles afirmam que temos o dever de subordinar-nos a eles. Nós não estamos encontrando nenhuma evidência de que os muçulmanos não se sentem seres superior relativamente a nós - os não-muçulmanos, mulheres ou homossexuais, ou qualquer outra pessoa que não respeite estritamente o Alcorão.

Por algum tempo, a Europa irá continuar a fazer esta pergunta sobre a co-existência pacífica. Em algum momento, a questão passará por uma metamorfose e ela vai soar muito diferente. A pergunta não será mais "VOCÊS QUEREM VIVER CONOSCO?" mas "VOCÊS QUEREM VIVER?" Vocês, os muçulmanos, querem sobreviver? Porque se os devotos do Islã não vão querer viver em paz, a Europa e América vão fazer o que fizeram duas vezes quando foram ameaçados por ideologias que atacavam a essência da humanidade: eles vão travar uma guerra e esmagar o inimigo. Assim como nas guerras do passado, este conflito vai incorporar algum progresso científico, técnico ou tecnológico grandioso, desta vez, sem dúvida, associados à obtenção da independência total de energia. Eu não tenho uma ideia de que maneira isso acontecerá: talvez o tokamak será concluído. Talvez vamos extrair energia a partir das flutuações quânticas de ponto zero, talvez vamos trazer um pedaço de matéria escura aqui para nos servir [LOL]. De qualquer forma, a principal consequência dos atos violentos cometidos por muçulmanos e a guerra que vai se materializar por causa deles será uma desgraça completa para a ideologia islâmica. O Islã será seguido por vários indivíduos degenerados rastejando no deserto a partir do qual o óleo desnecessário e indesejado vai fluir inutilmente para pântanos intermináveis, um grupo de indivíduos que vão se lembrar, usando suas vozes gritando, as luzes antigas nas ruas de Damasco e as belezas de Meca que se transformaram em nada mais do que um buraco para o inferno. Este grupo de indivíduos sem nome serão reclassificados como lixo pelo resto da humanidade, lixo que se desviou do caminho para Deus e que nunca poderá encontrá-lo novamente, porque eles foram conquistados por desdém para a entidade que Deus achou tão amável, ou seja, os seres humanos. Para ter certeza: todos os seres humanos e todo o planeta.

Hoje em dia, somos artificialmente alimentados com ideias de que seria a Europa que deva se sentir assustada e com medo de seu futuro, cultura, filosofia e visão do mundo. Não, é exatamente o contrário. Por seus atos maléficos, os muçulmanos fizeram os primeiros passos para a sua própria desgraça absoluta.

Eu estou usando esta reunião e apelo a todos os muçulmanos e todos os países que afirmam que o Islã é uma religião: pare com isso. Você está em um caminho errado. Você está em uma trilha que leva para longe de Deus. Você está na estrada dos assassinos. Sua morte não o levará para o Barbelo, para a terra de um Deus não criador, mas para a terra do nada e inutilidade sem nome. Nada será deixado de fora de você e o nome de sua suposta religião só será pronunciado quando as pessoas cuspirem saliva que foi misturada com a poeira da estrada das pessoas bem-sucedido, felizes e amados por Deus.

Porque é isso que está escrito no Apocalipse de João, capítulo 12, com o nome "O Inimigo conquistado":
E apareceu um grande sinal no céu; uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e sobre sua cabeça uma coroa de doze estrelas.
O casaco azul da mulher esvoaça em cada bandeira da União Europeia. A coroa de doze estrelas é encontrada em cada bandeira da União Europeia, também.

Muçulmanos, façam a pergunta quem é a serpente ou o dragão que será pisado e derrotado pela mulher. E o mais importante, não se esqueça de dar a resposta certa para a pergunta acima mencionada: Você quer viver? A resposta certa é - nesse caso, você terá que aprender a viver com a gente e (em nossos países) de acordo com nossos princípios.



sexta-feira, 20 de maio de 2016

Para o Papa Francisco, 'Jihad' é o mesmo que 'evangelizar'


José Atento
O título deste artigo é provocador de propósito, para chamar atenção de algumas coisas recentes ditas pelo senhor Mário Bergoglio, mais conhecido pelo seu título de Papa Francisco. Eu irei me referir a ele como "señor Bergoglio" para distinguir entre pessoa e o papado, afinal, as opiniões dele sobre o islamismo e sobre política não tem valor do ponto-de-vista do Magistério da Igreja (Magisterium Ecclesiae), ou seja, não são doutrina cristã. O artigo não trata de qualquer outro assunto a não ser sobre o islamismo. 
Outra coisa que eu gostaria de enfatizar aos católicos é para não se sentirem desencorajados com os deslizes do señor Bergoglio. Lembre-se que na história da igreja sempre existiram padres, bispos, e até mesmo papas que não foram lá "muito católicos." Mas isso não é motivo para vocês abandonarem a eucaristia e os sacramentos. 
E, para os não católicos (cristãos de outras denominações, pessoas de outras religiões e ateus) eu gostaria de lembrar que a igreja católica sempre resistiu ao islamismo, e que existem muitos católicos, entre membros do clero e leigos, que estão lutando por uma postura diferente da adotada pelo señor Bergoglio. 
O señor Bergoglio deu uma entrevista recente a Revista La Croix, onde ele fez algumas afirmações bombásticas, bem ao seu estilo. Este artigo se foca apenas nas afirmações que avançam a causa do islamismo!

Durante a entrevista, ele minimizou a diferenca entre o conceito da jihad islâmica (guerra para espalhar a religião) com o conceito de "fazer discípulos
Hoje, eu não penso que exista um medo do Islã como tal, mas sim do ISIS (Estado Islâmico) e sua guerra de conquista, que é parcialmente extraída do Islã. É verdade que a noção de conquista é inerente à alma do Islã. No entanto, é possível interpretar os objetivos do Evangelho de São Mateus, quando Jesus envia os seus discípulos a todas as nações, em termos da mesma noção de conquista.
Esta comparação é tão estúpida! Como ela pode ser explicada? Não é teológica. Jesus nunca mandou seus discípulos promoveram uma conquista armada! Como o señor Bergoglio pode dizer isso? O que me parece é que ele aplica o princípio politicamente correto (oriundo do marxismo cultural) de que todas as religiões são moralmente equivalentes. Veja o que São Mateus escreveu no capítulo 28 do Evangelho, quando Jesus exorta os seus seguidores mais próximos para empreenderem a "Grande Comissão" (texto da Bíblia Católica Online):
16.Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. 17.Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18.Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19.Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.
Cadê a guerra, señor Bergoglio? A sua comparação é uma distorção maligna dos Evangelhos! Quer comparar com os 164 versos da Jihad, que são claríssimos nos seus comandos? Os Evangelhos deixam bem claro que o reino de Jesus não é deste mundo (João 18, 36) e que existe uma clara diferença entre política e religião (Mateus 22, 21). Tal diferença não existe no islamismo. É claro que o señor Bergoglio sabe disso, mas isso se torna irrelevante quando o objetivo é higienizar o islamismo igualando a sua mensagem a mensagem de Jesus. Você nunca irá ver o señor Bergoglio mencionando, por exemplo, o Alcorão 9:29 ou a Tradição do Profeta sendo seguida por seus companheiros:
9:29 "Lute contra aqueles que não acreditam em Alá ou no Último Dia, que não proíbem o que foi proibido por Alá e Seu Mensageiro, ou que não reconhecem a Religião da Verdade (islão), mesmo que sejam do Povo do Livro (cristãos e judeus), até que paguem o imposto tributo jizyah em submissão, sentindo-se subjugados e humilhados. "[Outra tradução diz:] "paguem o imposto em reconhecimento da nossa superioridade e do seu estado de sujeição".
Bukhari  V4B53N386  "Nosso Profeta, o Mensageiro de Alá, ordenou-nos a lutar contra você [descrente em Alá] até que você adore apenas Alá ou nos pague o imposto de tributo jizyah, em submissão. O  nosso profeta nos informou que nosso Senhor diz: "Quem entre nós for morto como um mártir irá para o Paraíso para levar uma vida tão luxuosa como ele nunca viu, e quem sobreviver deve se tornar o seu mestre."
Eu não sei em que parte da Bíblia Jesus diz para os seus discípulos degolarem pessoas, as forçarem em escravas sexuais ou obrigá-las a pagar uma taxa, sob risco de serem mortos se não a pagarem!

Será que não existe ninguém no Vaticano capaz de explicar para o senhor Señor Bergoglio que o Alcorão 9:29 define a base teológica para a perseguição aos cristãos que vem ocorrendo desde que o islamismo foi criado, e que hoje é a maior da história! Será que o Espirito Santo não poderia dar uma mãozinha?

Durante a entrevista, quando perguntado sobre as raízes cristãs da Europa, o señor Bergoglio disse:
Quando eu ouço falar das raízes cristãs da Europa, eu,  às vezes, receio o tom, que  pode parecer triunfalismo ou mesmo vingativo. Em seguida, ela leva a uma conotação colonialista.
Ou seja, dentro da visão de mundo do señor Bergoglio, cristianismo é sinônimo de colonialismo. Mas, veja só, señor Bergoglio, se não fossem devido as Cruzadas, que foram guerras defensivas contra os invasores muçulmanos, as mulheres européias estariam todas usado niqabs há vários séculos. Quem é o colonialista, señor Bergoglio? 

E não se esqueça, señor Bergoglio, que os enormes muros que cercam o Vaticano foram construídos para defendê-lo das incursões militares, advinha de quem, dos jihadistas islâmicos que atacaram o Vaticano, sem nunca terem sido provocados (exceto, pelo fato dos cristãos serem descrentes em Alá  - veja Alcorão 9:29), séculos antes das Cruzadas! 

As muralhas do Vaticano foram construídas para defesa contra a Jihad islâmica

Durante a entrevista, quando perguntado sobre a crise migratória, o señor Bergoglio fez algumas afirmações interessantes: 
Essa integração é ainda mais necessária hoje, já que, como resultado de uma busca egoísta de bem-estar, a Europa está enfrentando o grave problema de uma taxa de natalidade em declínio, um vazio demográfico está se desenvolvendo.
É um fato que a Europa Ocidental está a perder as suas raízes cristãs, o que só a enfraquece, e que existe um problema demográfico. Contudo, islamizar a Europa não é a solução. O señor Bergoglio deveria estar agindo avidamente na re-conversão da Europa. Ao invés disso, ele quer que a Europa toda se abra para o influxo anual de uma exército de centenas de milhões de homens desacompanhados e em idade de plena atividade sexual, e ainda pede por "integração." Que integração seria esta, senão entre centenas de milhões de homens muçulmanos com as mulheres européias? Em apenas uma geração a Europa Ocidental estaria livre do cristianismo, e do ateismo, porque os filhos destas uniões serão todos muçulmanos, conforme estabelece a lei islâmica Sharia!

O interessante é que aquilo que o señor Bergoglio sugere é exatamente o que cléricos muçulmanos, desejam, em uníssono com a Esquerda internacionalista e o globalismo corporativo: a dizimação do povo nativo europeu.

Políticos da 'Nova Esquerda' européia (traidora) e muçulmanos advogam a dizimação do povo alemão

O señor Bergoglio continua a entrevista, usando-se de um evento histórico sem relação alguma com o presente
Estou pensando aqui do Papa Gregório, o Grande (Editor: Papa 590-604), que negociou com as pessoas conhecidas como bárbaros, que foram posteriormente integrados.
A questão, señor Bergoglio, é que o bárbaros com quem o Papa Gregorio negociou desejavam se tornar Romanos, ao passo que os bárbaros de hoje, os invasores islâmicos, desejam impor o padrão civilizacional deles. E o islão é um aniquilador de civilizações! De modo que a sua postura apenas acelera o extermínio da civilização cristã europeía. Será o que señor Bergoglio odeia tanto a Europa para desejar isso?

O señor Bergoglio continua
Voltando à questão dos migrantes, a pior forma de boas-vindas é a de se estabelecerem getos. Pelo contrário, é necessário integrá-los. Em Bruxelas, os terroristas eram belgas, filhos de migrantes, mas eles cresceram em um gueto.
Bem, se o señor Bergoglio lesse jornais, ele saberia que existem mais de 500 zonas proibidas nos países da Europa Ocidental. Estas zonas proibidas, verdadeiros getos islâmicos, não foram criadas pelos governos europeus, mas sim pelos próprios muçulmanos que se segregam de modo a poderem impor a lei islâmica Sharia nestes lugares. O geto islâmico de Molenbeek, em Bruxelas, por exemplo, acobertou os terroristas que haviam praticado os atentados em Paris, e que efetuaram os atentados em Bruxelas. Repito: a população muçulmana os acobertou. Pesquisas indicam que 90% dos muculmanos de Molenbeek consideram os jihadistas de Bruxelas e de Paris como heróis. E outra coisa, señor Bergoglio, apenas muçulmanos se tornam jihadistas.

Quanto a convivência pacífica entre cristãos e muçulmanos, o señor Bergoglio disse:
Em última análise, a convivência entre cristãos e muçulmanos ainda é possível. Eu venho de um país onde co-hábito em bons termos. Muçulmanos vem para venerar a Virgem Maria e São George. Da mesma forma, dizem-me que neste ano jubilar os muçulmanos em um país Africano formaram uma longa fila na catedral para entrar pela porta santa e rezar para a Virgem Maria. Na África Central, antes da guerra, cristãos e muçulmanos costumavam viver juntos e devem aprender a fazê-lo novamente. Líbano também mostra que isso é possível.
Veja que os exemplos de locais onde existe convivência são todos de páises majoritariamente cristãos. A Argentina quase não tem muçulmano. A República Centro Africana é 93% cristã, e mesmo assim, os 7% de muçulmanos foram capazes de dar um golpe de estado e iniciar uma matança em massa de cristãos. O Líbano é um exemplo de como a imigração muçulmana é capaz de transformar um lugar pacífico  em um lugar cheio de conflitos (veja o vídeo ao final deste artigo). Mas, porque ele omite os países onde os cristãos são perseguidos, todos eles majoritáriamente muçulmanos? Por que esta omissão?

Leia este artigo externo sobre os quatro estágios da conquista islâmica.

O señor Bergoglio viveu em Buenos Aires, totalmente alienado do sofrimento dos cristãos que vivem em terras islâmicas (todas elas conquistadas militarmente ou sob imposições). E ele continua a sua alienação, conduzindo muitos católicos a simplesmente ignorarem o que vem ocorrendo.

Com respeito a perseguição dos cristãos, a quem devemos ouvir? O señor bergoglio, que a ignora, ou a Irmã Hatune, que dedica a sua vida para ajudar os perseguidos? Segundo ela, o islão é uma "religião de perseguição" (veja o vídeo abaixo).

https://youtu.be/JAXpEtg0lh4 
O islão é uma religião de perseguição
-- Irmã Hatune

E, com respeito ao Líbano, que o señor Bergoglio apresenta como um exemplo de convivência, quem sabe mais, ele ou a libanesa Brigitte Gabiel?

Brigitte Gabriel fala sobre a história recente do Líbano

Seria bom se o señor Bergoglio se preocupasse mais com os cristãos sendo perseguidos pelo islamismo, e menos em defender o islamismo. 

Atualização

Tendo em vista que um leitor me acusou de estar fabricando o que o Señor Bergoglio disse. Eu estou apresentando fotos do texto mencionado oriundo da entrevista ORIGINAL E COMPLETA publicada na Revista La Croix.






quarta-feira, 18 de maio de 2016

Não! Salvador não é árabe (e muito menos, islâmica) - refutação a artigo de Ronney Argolo, no Correio de Salvador


O que segue abaixo é o teor de um e-mail que eu enviei para o reporter Ronney Argolo, do Correio, de Salvador, relativo a sua matéria intitulada Salvador também é árabe: acarajé, cuscuz, vestir branco na sexta-feira... confira. O meu objetivo é o de discutir alguns aspectos que eu julgo serem erros históricos contidos no artigo. Eu irei reproduzir a resposta do repórter, caso ela exista e se ele me permitir.  
PS. O e-mail do repórter, Ronney Argolo, como fornecido na reportagem está errado. As minhas tentativas de comunicação por outros meios falharam.
Tomo a liberdade de tecer alguns comentários sobre a matéria Salvador também é árabe: acarajé, cuscuz, vestir branco na sexta-feira... confira, publicada online no Correio, em 2 de abril de 2016. Eu julgo salutar enfatizar os erros históricos na mesma, bem como mencionar que a matéria acaba fazendo uma confusão entre raças (negro africano, árabe, mouro), culturas e religião (islamismo).

1. Em primeiro lugar, árabe não é sinônimo de muçulmano. Existem árabes muçulmanos, cristãos, judeus, ateus. Além do mais, as ondas de imigração árabe para o Brasil, notadamente sírios e libaneses, foram compostas, em sua esmagadora maioria, por árabes cristãos. Uma maior presença muçulmana no Brasil é algo recente devido ao aumento no volume migratório dos últimos anos. E quanto a muçulmanos negros trazidos como escravos, o percentual foi muito reduzido pois os negros muçulmanos eram os mercadores de escravos e os negros politeístas, por exemplo, os adoradores de Iemanjá e Oxum, eram as vítimas.

2. A influência árabe muçulmana na África Negra é algo para se lamentar, e não algo para se celebrar. Os árabes muçulmanos se fizeram presentes na África negra a partir do século VII, e visavam a busca de escravos negros. Os muçulmanos estavam apenas seguindo o exemplo do seu profeta Maomé, que foi um mercador de escravos. A palavra em árabe usada para se referir a negros, abd, é a mesma usada para se referir a escravos. A maior revolta de escravos negros da história ocorreu no atual Iraque, durante o Califado Abássida, no século IX, chamada de Revolta de Zanj.

Na África, os negros que se converteram para o islamismo se tornaram os mercadores de escravos para os árabes. Os portugueses, como outros europeus, nunca saíram à caça de escravos negros. Na verdade, eles eram comprados de mercadores muçulmanos negros. Por este motivo, muito poucos muçulmanos negros foram feitos escravos. Isso apenas acontecia quando eles não eram considerados muçulmanos de verdade pelos mercadores de escravos, e mereciam ser punidos por isso.

O documentário da TV portuguesa intitulado Escravos Desconhecidos relata bem o fato histórico, bem como discute a negativa dos muçulmanos em admitirem terem sido perpetradores do maior tráfico de escravos da história da humanidade. Vale a pena assistir, serão 41 minutes bem usados. Disponível no YouTube: https://youtu.be/6TT5Djj257g.


Existe farta bibliografia sobre o escravagismo islâmico. Eu indico algumas delas ao final do meu texto.

3. Sobre a luta de portugueses e espanhóis pela sua liberdade e independência e contra a ocupação árabe e moura

Na matéria é dito que:
Quando a Península Ibérica se libertou, a população já era bastante moura em seus hábitos. 
Muçulmanos, árabes e bérberes (mouros), ocuparam militarmente a Península Ibérica por séculos. Portugal foi ocupado por cerca de 500 anos. Em geral, a ocupação da Península Ibérica pelo islamismo foi brutal e pode ser resumida por esta frase do historiador Roger Collins:
A conquista árabe criou as condições para um estado de guerra quase permanente na Península Ibérica que colocou especial ênfase na destruição e na exibição de inimigos mortos, com um animado comércio de escravos como um incentivo adicional. Isto continuou durante todo o período abrangido por este livro, e em escala e intensidade que excedeu qualquer coisa que pudesse ser encontrada em outros lugares na Europa Ocidental nestes séculos. Mesmo em Córdoba, no seu apogeu cultural, terá sido difícil escapar do fedor de decomposição da carne humana das cabeças decapitadas exibidas nos portões e os corpos daqueles publicamente crucificados, deixados a apodrecerem na frente do palácio.
Os portugueses e espanhóis nunca aceitaram a ocupação islâmica e lutaram contra ela até o fim.

Na matéria é dito que:
Os mouros toparam a viagem e vieram de onde seria o Marrocos e a Argélia.
Este infográfico usado na matéria está errado

Não se trata de terem "topado a viagem" como se fosse um passeio. Os mouros eram a tropa de infantaria dos árabes, e não estavam "viajando" para Portugal. Estavam invadindo e ocupando!

É sempre importante fazer a seguinte pergunta: por que os árabes muçulmanos deixaram a Península Arábica, caminharam mais de 6 mil quilômetros pelo deserto, e invadiram a Península Ibérica? Que ideologia sórdida e que objetivos macabros os levaram a fazer isso, sem nunca terem sido provocados pelos habitantes da Península Ibérica? 

Recentemente, alguns apologistas islâmicos vem tentando propagar a idéia de que os árabes foram convidados a invadirem a Península Ibérica pelos próprios reis visigóticos. Isso é um absurdo e não possue base histórica alguma. Curiosamente, um infográfico usado na matéria diz exatamente isso! De onde o jornalista tirou esta barbaridade?

Este infográfico usado na matéria está errado

5. Quanto a herança linguística, deve ser dito que é surpreendente que apenas algumas palavras de origem árabe tenham sobrevivido a ocupação muçulmana de Portugal de vários séculos. Isso indica a enorme rejeição do islamismo por parte da população nativa portuguesa. Se os nativos estivessem satisfeitos com os seus algozes, eles teriam não apenas adotado mais palavras em árabe, mas todo o árabe, bem como a religião islâmica! Na verdade, eles lutaram para se livrar deles todos!

Outra coisa que deve ser dita é que influência linguística faz parte do desenvolvimento histórico de qualquer idioma. O português tem, claro, forte influência do latim, mas também herdou palavras do basco, celta, fenício, visigodos, chinês, francês, grego, italiano, espanhol e árabe. E, no Brasil, existe ainda a influência do tupi-guarani e dos dialetos da África Negra. Sem esquecer da forte influência do inglês na atualidade. Então, Salvador é basca, celta, fenícia, visigódica, chinesa, francesa, grega, italiana, espanhol, árabe, tupi-guarani, iorubá, quimbumbo e inglesa? Não, Salvador é brasileira!

 

4. O azulejo português é uma herança dos mouros?

A rigor, é um erro dizer que o azulejo português é uma herança dos mouros. O emprego de azulejos para decorar paredes é algo muito antigo, usado e desenvolvido por várias civilizações e povos. Os Romanos já usavam azulejos, e Portugal fazia parte do Império Romano como a Província da Lusitânia. A China, a Pérsia, a Índia foram povos que usaram azulejos de todos os tipos. É verdade que uma "arte islâmica" foi desenvolvida sobre a técnica existente e inspirada na porcela chinesa, porém os chineses continuaram a popularizar estilos distintos e esmaltes que foram amplamente adotadas pelos holandeses, inglêses, espanhóis, portugueses, italianos e em outros países europeus.  Você já ouviu falar no Delft Blue?

Deve ser ressaltado que a lei islâmica proibe a reprodução de seres vivos, inclusive humanos, motivo pelo qual os adornos usados pela "arte islâmica" eram todos geométricos, ao passo que a arte do Azulejo Português emprega figuras humanas e de animais, bem como a retratação de eventos históricos. Narra-se que o Rei Manuel I desejou ter seu palácio em Sintra ornamentado por azulejos que humilhassem aqueles do Palácio de Alhambra. Ou seja, o estilo islâmico serviu de inspiração não para ser imitado, mas para ser sobrepujado.

Persépolis, ano 815 a.C.

6. Apropriação da cultura negra e politeísta africana pelos muçulmanos

A matéria diz:
Hoje, no aniversário de 466 anos de Salvador, o CORREIO reconhece uma outra paternidade da cidade: os árabes e muçulmanos.
Sobre a Nigéria, por exemplo, onde nasceu Abdul e de onde vieram os malês há cerca de 200 anos, até a comida é familiar. Lá existe o acará, que parece muito o acarajé. Já o maimae é uma versão do nosso abará. Até o caruru encontra suas origens nigerianas. Outros hábitos, como vestir branco na sexta-feira, são compartilhados entre baianos e muçulmanos (confira no infográfico).
O prato acará (acarajé) é árabe? Até onde eu saiba, este prato é original do Oeste da África Negra!

O prato maimae (abará) é árabe? Este é um prato típico da culinária baiana e, como o
acarajé, também faz parte da comida ritual do candomblé!

O prato caruaru é árabe? Na verdade, ele procede do termo africano kalalu. É um prato típico da culinária baiana, originário da culinária africana, e é utilizado como comida ritual do candomblé.

Será que os negros africanos não tinham capacidade para criarem a sua própria culinária e dependiam dos árabes para isso? E como seria possível que os muçulmanos criassem pratos para fazerem parte de ritos pagãos? Nunca! (Leia aqui sobre o que Maomé fez com símbolos pagãos)

Abaixo, fotos tiradas durantes festivais de Iemanjá e Oxum na Nigéria. Repito, essas fotos não são de Salvador da Bahia, mas da Nigéria. Com sinceridade, por algum acaso isso parece árabe? Ou muçulmano? Então, as tradicionais Baiananas de Salvador que conhecemos tem que origem? E os pratos que elas cozinham, o acarajé, o abará e o caruaru, vem de onde, da arábia?

O erro cometido na matéria chama-sa de "apropriação cultural." Neste caso, a matéria faz com que o islamismo tome posse de uma prática cultural (e religiosa) que não apenas não lhes pertence, mas que é condenada por ele por ser pagã.
Os descrentes entre o Povo do Livro e os pagãos irão queimar eternamente no fogo do inferno. Eles são as criaturas mais desprezíveis (Alcorão, 98:51)

Elegun manifestada em Iemanjá durante um festival na Nigéria (Fonte: wikipedia)

Mulheres com quartinhas (Fonte: Terceira Diáspora)

Nigerianos homenageiam Oxum em festival anual (Fonte: Terra)

Uma adoradora de Oxum reza perante um ídolo no Sudoeste da Nigéria (Fonte: Terra)

Dança Orixá de Ijebú, durante o festival Oxum, em Osogbo, Nigéria

https://youtu.be/C38PReem1wE OK
Dança Orixá de Ijebú, durante o festival Oxum, em Osogbo, Nigéria


7. A grande civilização moura?

A matéria usa vários infográficos, muitos deles com informação errada, mas este abaixo chama atenção particular por ser destinado aos professores:
Ser dominado pelos árabes acabou ajudando Portugal a virar a potência das grandes navegações. Acontece que os mouros eram uma civilização de vanguarda: dominavam técnicas de navegação e arquitetura, o que ficou de herança para os novos reinos ibéricos.
 Atenção Professores: as informações contidas no infográfico acima estão erradas! 

Vamos comentar sobre os erros do infográfico:
  1. A única contribuição árabe para Portugal ter se tornado uma potência foi a resistência a ocupação árabe. Os portugueses tiveram que se agrupar como entidade política e se tornar potência militar, forte o suficiente para derrotar os árabes e expulsá-los da sua terra.
  2. Os mouros nunca foram civilização de vanguarda. A técnica de navegação que eles dominavam é conhecida como navegação de cabotagem, pois eles precisavam manter a costa à vista. Por exemplo, as Ilhas Canárias, que se encontram a apenas 100 quilômetros de distância do Marrocos, nunca foram visitadas pelos Mouros! As técnicas de navegação que os portugueses e espanhóis usaram para os grandes descobrimentos vieram pelo norte do mediterrâneo, via Império Romano do Oriente (Bizâncio), Veneza e Genova. 
  3. Só para deixar claro a superioridade naval dos bizantinos, venezianos e genoveses (e mais tarde dos portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses, ...) os muçulmanos nunca tiveram controle naval do Mar Mediterrâneo. Todas as batalhas navais envolvendo europeus e muçulmanos (tenham sido estes árabes, mamelucos ou otomanos) foram vencidas pelos europeus. 
E para deixar claro algo muitíssimo importante. Os árabes que invadiram a Península Ibérica eram culturalmente muito abaixo dos reinos visigóticos que eles estavam invadindo.

Devagar com este andor! A rigor, os invasosres árabes, moradores do deserto e iliterados, 
absorveram a cultura dos povos por ele ocupados

8. Mais um pouco sobre culinária

A matéria diz:
Sabe o cuscuz? É marroquino.
O cuscuz é um prato bérbere. A palavra cuscuz é uma outra palavra herdada do árabe (alcuzcus), que, neste caso, herdou do bérbere, já que o prato pré-data a expansão árabe. É considerado como o prato nacional da Tunísia (apesar de o chamarmos de cuscuz marroquino), e consiste num preparado de sêmola de cereais, principalmente o trigo. Ele pode ser misturado com diversos outros alimentos, como vegetais ou carne. De modo, que o nome passou a designar uma mistura de alimentos. Após a reconquista, este tipo de cuscuz se manteve popular por algum tempo em Portugal (caindo em desuso). Na época da colonização, os portugueses perceberam que os povos indígenas brasileiros tinham pratos cujo preparo envolvia a mistura de alimentos, porém usando os frutos da terra, nomeadamente, a mandioca, o milho, o coco, a tapioca, e outros. Isto levou os portugueses a usarem o mesmo nome, sendo o seu uso banalizado para indicar uma mistura. Porém, os pratos são diferentes, muito diferentes!

Cuscuz de camarão com milho, cuscuz de tapioca e cuscuz marroquino com sêmola

A matéria diz:
Na Bahia, conta-se que o falafel, bolinho frito de grão-de-bico, teria inspirado o acarajé.
Esta afirmação se contradiz com uma outra da própria matéria, que mencionou o acarajé com sendo oriundo do acará da Nigéria. Além do mais, o falafel é um prato típico ao redor do Oriente Médio e é feito de grão-de-bico. Essa comparação entre o falafel a o acarajé não faz o menor sentido, nem do ponto-de-vista culinário, nem do ponto-de-vista geográfico, e nem do ponto-de-vista histórico.

O equívoco sobre o falafel e o acarajé é repetido em um infográfico.

Acarajé e falafel

Mais um infográfico "provavelmente" incorreto


9. Sobre a "herança arquitetônica":

A matéria diz:
Já os terraços e varandas fazem parte da tradição arquitetônica muçulmana.
Interessante. Quer dizer que os terraços e as varandas de Salvador vem da "arquitetura muçulmana." Bem, em primeiro, eu não sei o que é isso. Mas vamos ver se isso foi algo trazido para Portugal junto com a jihad islâmica que conquistou e subjugou os portugueses por 500 anos, ou se era algo que já existia em Portugal antes das invasões militares muçulmamos.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que os árabes muçulmanos saíram dos desertos da Arábia e a única forma arquitetônica que eles dominavam era montagem de tendas. Estes primeiros muçulmanos, sem cultura, sairam a conquistar militarmente, sob a bandeira da jihad islâmica, as grandes civilizações da época, o Império Romano do Oriente e o Império Persa Sassânida. Tudo o que os muçulmanos aprenderam veio destes impérios! Mas, e os terraços e varandas? Bem, eles já existiam na aquitetura romana, grega e persa. Eles eram construídos muitos séculos antes da invenção do islamismo no século VII. Terraços e varandas são característica de lugares de clima quente.

Por exemplo, ao longo da Grécia antiga, terraços já eram usados extensivamente na arquitetura, pública e privada. Por exemplo, terraços podem ser encontrados em Knossos, circa 1700 a.C. [3.1]. O império romano também fez uso extensivo de terraços, colocando-os em frente de estruturas monumentais (tais como templos) ao longo da sua história imperial [3.2]. E isso sem olharmos para o sudeste e leste da Ásia, que já fazia uso de terraços.

Quanto a varandas, do mesmo modo, era comum na Grécia e Roma antigas. Por exemplo, em Pompéia, existem pinturas e evidências arquitetônicas de varandas.

Se considerarmos que o Império Romano tomou conta de toda área ao redor do Mar Mediterrâneo, inclusive a Península Ibérica e o Norte da África, por vários séculos, é muito mais coerente concluir que os invasores muçulmanos tomaram conhecimento dos terraços e varandas ao invadirem aquelas terras e não o contrário. Ou seja, os muçulmanos adotaram a arquitetura greco-romana já existente. A rigor, Salvador é greco-romana.

Uma varanda pintada na parede de uma casa em Pompéia

Apenas para registrar mais esta correção em um dos infográficos utilizados na reportabem

10. Sobre um "provável" sincretismo religioso entre as religiões nativas da África negra e o islamismo

A matéria diz:
Hábitos como usar patuás para proteção, provavelmente, eram comuns às duas culturas desde a África e se mantiveram no Brasil. 
Repare o emprego da palavra provavelmente na afirmação da matéria. Isso é uma suposição! A matéria insinua que existia um sincretismo religioso entre as religiões nativas da África negra e o islamismo, e se utiliza de suposições para sustentar esta tese. A suposição é o emprego de patuás para proteção. O fato é que o islamismo proíbe terminantemente o uso de objetos, isso seria feitiçaria, algo considerado um crime sujeito a retaliação pela lei islâmica Sharia (lei o1.0 e p3.0 - 'Umdat as-Salik wa 'Uddat an-Nasik). A falta de referência na matéria impede que o tema possa ser aprofundado.

11. Sobre o "turbante" usado pelas baianas

Sim, as baianas usam um turbante, também chamado de torço. Isso vem do Candomblé, e se chama ojá e vem das religiões tradicionais africanas, tendo sido herdado pelas religiões afro-americanas e afro-brasileiras.

Mas, qual a origem do turbante? A rigor, a origem do turbante é desconhecida. Porém, ele já era usado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo. As mulheres muçulmanas não usam turbantes, elas usam o hijab, que cobre o pescoço todo, e isso sem contar a vestimenta recomendada pelo Alcorão, o niqab, que só deixa os olhos de fora. É muito diferente do torço (ojá) usado pelas baianas.

Africana usando chapéu tradicional e muçulmana usando o niqab

Mais um infográfico que se utiliza da palavra "provavelmente" para forjar uma ligação inexistente

Comentarios Finais

Me parece que o autor da matéria se deixou levar pela ânsia de encontrar "raizes árabes" em tudo o que existe. Notadamente, com respeito a cultura negra, o que se fez é uma verdadeira apropriação cultural. Será que o autor não considera os negros capazes de desenvolverem nada por sí só, apenas com influências externas, neste caso, do islamismo?

Eu espero ter podido não apenas indicar os principais erros da matéria como também esclarece-los.

Para quem desejar maiores esclarecimentos, deixe o seu comentário.

Atualização em 28 de maio
Eu estou enviando comentário para o jornal Correio, mas ele tem sido ignorado. Já fiz isso três vezes.



1. Livros sobre a escravidão islâmica
  1. The Legacy of Arab-Islam in Africa, John Alembellah Azumah, 2001, Oneworld Publications
  2. Ronald Segal, Islam's Black Slaves: The Other Black Diaspora, 2002, Farrar, Straus and Giroux
  3. Slavery in the Arab World, Murray Gordon, 1998, New Amsterdam
  4. Robert C. Davis, Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast and Italy, 1500-1800, 2004, Palgrave McMillan 
2. Livros sobre a ocupação islâmica da Península Ibérica
  1. Roger Collins, Caliphs and Kings, Spain, 796-1031, Willey Blackwell, 2012
  2. Dário Fernández-Morera, The Myth of Andalusian Paradise, Muslims, Christians, and Jews under Islamic Rule in Medieval Spain, ISI Books, 2016
  3. Olivia Remie Constable (Ed.), Medieval Iberia, Readings from Christian, Muslim, and Jewish Sources, University of Pensilvania Press, 2011. 
3. Referências sobre terraços e varandas
  1. Dinsmoor, William Bell and Anderson, William J. The Architecture of Ancient Greece: An Account of Its Historic Development. New York: Biblo and Tannen, 1973.
  2. MacDonald, William Lloyd. The Architecture of the Roman Empire: Volume 3, An Urban Appraisal. New Haven, Conn.: Yale University Press, 1986, p. 135.