quinta-feira, 23 de junho de 2016

A Batalha de Badr: Maomé foi um assaltante de caravanas


José Atento
O dia 13 de março é um dia importante na jihad islâmica. Neste dia, no ano de 624 (2 anos depois da Hériga), travou-se a "Batalha de Badr." Bem, na verdade, este evento foi nada mais do que mais tentativa de assalto a uma caravana feito por Maomé. Contudo, muçulmanos festejam isso como o acontecimento que estabeleceu a religião de Alá.
É importante ressaltar que, no calendário islâmico, este dia caiu no 17o dia do Ramadã, o que torna este dia do Ramadã um dia perigoso para o káfirs (todos os não muçulmanos). Por exemplo, em 2015, o 17o dia do Ramadã coincidiu com o 4 de julho, Dia da Independência dos EUA. O FBI conseguiu desbaratar o planejamento de um ataque jihad, programado para este dia, prendendo 10 "simpatizantes" do Estado Islâmico (ibtimes, NY Times, reuters, itv).
Hoje é o 17o dia do Ramadã.
Datas são importantes para os supremacistas islâmicos. Por exemplo, o dia 11 de setembro foi o primeiro dia da Batalha de Vienna (de 1683). Outro exemplo. O dia do ataque dos árabes contra Israel, no que conhecemos como Guerra do Yom Kippur, foi o nono dia do Ramadã, motivo pelo qual os muçulmanos chamam esta guerra de Guerra do Ramadã, recebendo o codinome "Operação Badr" pelo exército egípcio. 
Ao se mudar de Meca para Yathrib (atual Medina), Maomé formou uma milícia e tornou-se um senhor da guerra. Maomé poderia ter escolhido viver em paz, mostrando com suas ações que o islão era uma religião da paz. Como o islamismo seria diferente se ele tivesse vivido em paz! Mas ele era vingativo. Ele queria acertar as contas com os habitantes de Meca, que não o aceitaram como profeta, notadamente os membros da sua tribo, os Coraixitas, independente do fato dos Coraixitas não estarem incomodando Maomé. Mas Maomé não perdoava quem o contrariasse. E Alá apoiou e aprovou a violência de Maomé!

Maomé comandou seus milicianos a assaltarem as caravanas que ligavam Meca à Síria. Após seis tentativas fracassadas, três delas comandadas pelo próprio Maomé, os proto-jihadistas encontraram uma caravana dos Coraixitas. Eles mataram quem a dirigia e roubaram toda a carga. O pior, isso foi feito no "mês sagrado" quando era acordado entre as tribos que nenhuma violência poderia ocorrer. Maomé quebrou com a tradição dos árabes! Isso aconteceu no ano 623.

Vamos para o começo do ano 624, quando Maomé ouve dizer que Abu Sufyan, um mercador de Meca, estava vindo da Síria com uma caravana contendo dinheiro e mercadorias, acompanhado de 40 homens (Ibn Ishaq, 428).

Apologistas tentam justificar este assalto dizendo que as mercadorias pertenciam a Maomé. Mas, como isso seria possível se a caravana estava vindo da Síria na direção de Meca? (Além do mais, Maomé saiu emprobrecido de Meca por ter "torrado" todo o dinheiro que sua primeira esposa, Kadija, possuia.)

Muitos dos seguidores de Maomé não queriam assaltar esta caravana pois seria o mesmo que declarar guerra. Maomé respondeu com uma "revelação", na qual Alá chamou de hipócritas os muçulmanos que se recusavam a lutar por ele na jihad, e que eles deveriam ser punidos e iriam direto para o inferno (Alcorão 66:9). PS. Isso é importante: deixar de lutar na jihad é como deixar de ser muçulmano!

Alá e Maomé amam os psicopatas assassinos.

Maomé deixou Medina e liderou seus 313 jihadistas pelo deserto a fim de emboscar a caravana.

Ao saber deste ataque imininente, Abu Sufyan alterou a sua rota, e pediu reforços a Meca. Um total de 900 árabes de Meca se puseram a caminho para ajudá-lo contra agressão de Maomé, porém a maior parte deles eram cidadãos comuns (ibn Ishaq, 433 a 443). Esta alteração de rota salvou a caravana, mas uma parte do contingente que veio ajudá-la rumou para os poços de Badr, local de festa árabe, onde eles pretendiam passar alguns dias, abater alguns camelos, comer, beber vinho, e ter algumas meninas tocando para eles (ibn Ishaq 295-296).

Mas Maomé conseguiu bloquear o caminho, e, mais importante, ocupou o acesso aos poços de água localizados em Badr. Alguns membros do grupo de Meca tentaram se aproximar do poço de água, mas foram degolados ou desmembrados por jihadistas, sendo um citado por sua ferocidade, Hamza (ibn Ishaq 443).

Vendo que as suas vítimas estavam exaustas, apesar de estarem em maior número, Maomé deu ordens para um ataque frontal. A vitória de 313 jihadistas, descansados, fortemente armados e preparados para a guerra,  contra um número incerto de mecanos sedentos e cansados, compostos de mercadores, cidadãos comuns que tinham vindo para ajudar e algumas dezenas de seguranças (eu não encontrei menção a um número na fontes primárias).

Um dos mecanos disse, "Assim que fomos confrontados pelo grupo de ataque, viramos as costas e eles começaram a nos matar e nos capturar ao seu bel prazer. Alguns dos nossos homens viraram as costas humilhados" (ibn Ishaq 310).

O Alcorão 8:11-18 diz como Alá enviou as suas bênçãos para a chacina, preparando os muçulmanos antes da batalha, e enviando anjos para lutarem junto com os jihadistas (mas apenas Maomé os viu). É neste momento que Alá ordena os muçulmanos a matarem os prisioneiros de guerra (Alcorão 8:67). É também após esta batalha que Alá determina que roubar é bom e justo. E o modo de dividir a pilhagem foi também estabelecido. O oitavo capítulo do Alcorão é chamado (pelo nome sugestivo) de Os Espólios de Guerra.

O local da "Batalha de Badr" nos dias de hoje

Ao final de tudo, 70 mecanos foram mortos e outros 70 tomados como reféns, ao passo que apenas 14 jihadistas pereceram. Os reféns foram resgatados por suas famílias através de “fiança,” criando um precedente islâmico que é seguido até hoje.

O interessante é que muitos deles eram parentes: Maomé continuava o processo de destruição da base tradicional e familiar dos árabes. Um dos comerciantes de Meca, se referindo aos muçulmanos, disse "Eu me pergunto sobre estes homens tolos que  cantam levianamente e em vão sobre os mortos em Badr. Isto não foi nada mais do que um crime ímpio e odioso. Homens lutaram contra os seus irmãos, pais e filhos. Qualquer um com discernimento e compreensão reconhece o mal que foi feito em Badr" (ibn Ishaq 342).

Os corpos dos mecanos mortos foram atirados em um fosso (ibn Ishaq 306), atitude imitada pelo Estado Islâmico nos dias de hoje.

A Batalha de Badr joga por terra qualquer argumento de muçulmanos de que a jihad é auto-defesa: Maomé e seus homens deixaram Medina e andaram 100 quilômetros pelo deserto com o único intuito de emboscarem a caravana dos Coraixitas de Meca, e tomar posse do dinheiro e das mercadorias.

Outra coisa interessante é que, como dito acima, a Batalha de Badr ocorreu durante o Ramadã. Ora, os muçulmanos não deviam estar fazendo jejum e rezando? Por que eles sairam para pilhar uma caravana? Será que a pilhagem e o assalto são mais importantes do que rezar?

E veja também que este fato, sair para lutar no Ramadã, é algo que justifica o aumento da atividade jihadista durante esta época do ano. Este é o exemplo de Maomé, o homem considerado perfeito pelos muçulmanos.

Para os muçulmanos, a chacina que ocorreu em Badr é um acontecimento maravilhoso. Quer um exemplo? O site Mártires de Badr diz:
A batalha de Badr é a batalha mais importante de toda a história humana, uma vez que estabeleceu firmemente o Islã como a única religião verdadeira para toda a humanidade até o fim dos tempos.
Repare o aspecto belicista da religião, onde o que a estabelece é uma batalha, e não uma oração, ou um ato de generosidade.

Um muçulmano, se referindo aos "filhos de Ismael, disse: "Em paz vocês são asnos selvagens - ásperos e grosseiros. E na guerra, vocês são como mulheres vestindo espartilhos. Mas eu não me importo, desde que minha mão possa agarrar minha lâmina de confiança" (ibn Ishaq 316).


Ler mais sobre a emboscada em Badr em Mito: a Batalha de Badr foi em legítima defesa.


Referência: Sirat Rasul Allah, ibn Ishaq, tradução de A. Guilaume, Oxford University Press. 


Um comentário:

Anônimo disse...

Esse é o tipo de artigo q os brasileiros q vão na mesquista do pari deveriam ler... muito bom artigo.