quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ensino islâmico no Brasil já está acontecendo, sem a necessidade de lei (Parte 1)


José Atento

Em maio de 2014, eu escreví um artigo relacionado a tentativa de impor, através de lei, o ensino obrigatório do islamismo no Brasil. A tentativa fracassou, mas não o objetivo. Os mesmos grupos ligados ao projeto de lei que foi arquivado buscaram outras alternativas que fossem menos visíveis, algo como uma porta dos fundos. Uma destas alternativas é a de inserir livros escolares que exaltem o islamismo, não como uma ideologia de conquista e subjugação, mas como algo róseo e lindo. Isso se chama TAQUIA, a mentira sagrada!

Tomamos conhecimento de dois livros-texto, usados em partes diferentes do Brasil, um na Paraíba, e o outro no Amazonas. Estes livros-texto contém dezenas de páginas voltadas ao islamismo mas um silêncio quase sepulcral no tocante a outras religiões. Por que este favoritismo?

Neste artigo, iremos discutir o livro usado na Paraíba, Português, Matemática, Ciências, História, Geografia: 7o ano, módulo 1, Primeira Edição, 2015, publicado pela FTD EDUCAÇÃO, de São Paulo, SP.

A website  indicada no livro-texto leva para a FTD Sistema de Ensino, grupo que oferece consultoria de ensino a escolas e produz material educacional. Eles possuem filiais em todos os estados do Brasil. Iremos listar aquilo que achamos de problemático no texto, tecendo comentários esclarecedores. O nosso intuito aqui é o de colaborar com o FTD Sistema de Ensino, dentro no nosso ponto-de-vista. E uma cópia das nossas observações estão sendo enviadas para eles.

Para facilitar a nossa análise, iremos nos referir a cada uma das páginas específicas, apresentadas como imagem abaixo. Perdão pela baixa resolução das imagens.

Página 32 - A folha de frente do "Capítulo 3 A Expansão do Islamismo" apresenta 3 imagens, uma de Meca, outra dentro de uma mesquita em São Paulo, e uma terceira de "garotas islâmicas" vestidas com o hijab em Amsterdã. A mensagem que estas imagens passam é que o islamismo está presente em todo o mundo, inclusive no Brasil. A outra mensagem é que a vertente sunita e salafista é a predominante. Isso é devido ao fato de se apresentar duas mulheres vestidas com o hijab. Mas, na verdade, existe uma discussão séria dentro do mundo islâmico de que o uso do véu não faz parte do islamismo, inclusive muitas muçulmanas não o usam. Apenas os salafistas obrigam seu uso. E, do lado do xiísmo, o komeinismo também obriga o véu, sob os protestos de milhões de mulheres iranianas (veja, por exemplo o movimento de protesto contra o véu feito pela página My Stealthy Freedom). Seria mais interessante, produtivo e feminista, se o livro texto apresentasse uma foto mostrando muçulmanas sem o véu.

O emprego do véu representa um retrocesso imposto pelo crescimento do salafismo e wahabismo, patrocinado pelos pedro-dólares dos países do Golfo. O uso do véu era motivo de chacota apenas algumas décadas atrás. Veja este vídeo, onde o presidente egípcio Gamel Abdel Nasser, rí do pedido feito para Irmandade Muçulmana (grupo salafista) para que o governo obrigasse todas as mulheres egípcias a usarem o hijab. Isso em 1958.

Presidente Nasser caçoa da Irmandade Muçulmana, que desejava que o véu islâmico fosse compulsório, em 1953. O triste é que quem está rindo hoje são os salafistas, que ainda contam com o apoio de ocidentais ignorantes e pseudo-feministas traidoras. 

Página 32

Página 33 - Várias correções são necessárias

(a) O texto diz "O islamismo é atualmente a religião com maior número de seguidores no mundo."
ERRADO. Bastaria uma busca no Google para descobrir que o cristianismo possui mais seguidores: 31% da população mundial contra 23% do islamismo (wikipedia). No desejo de uma fonte mais elegante, que tal o Pew Research Center, que prevê que no ano de 2050 o cristianismo ainda será maior, porém com o islamismo bem próximo (31% contra 29%).

(b) "Os árabes nômades que habitavam essa península [Arábica] eram conhecidos como beduínos." ... "Os beduínos eram politeístas." CORREÇÃO. O texto omite que existiam tribos que não eram beduínos. Por exemplo, na cidade de Yatrib (atual Medina) residiam 5 tribos judáicas (todas elas exterminadas por Maomé, algo que o texto também omite), além de comunidades cristãs, principalmente no atual Iêmen (igualmente exterminadas).

(c) "Ainda jovem, [Maomé] começou a se dedicar ao comércio e, poucos anos depois, já tinha suas próprias caravanas." ERRADO. Maomé nunca teve caravanas, mas trabalhou em algumas como empregado do marido de Cadija, um mercador próspero. Esta assunto se complementa com o item (d) abaixo.

(d) "Aos 25 anos, casou-se com uma viúva rica chamada Cadija e passou a administrar os negócios da sua mulher." ERRADO. Maomé foi convidado por Cadija, viúva do mercador para quem Maomé trabalhava, para se casar com ela. Ela tinha 40 anos de idade. Maomé não assumiu o negócio com o casamento, mas usou do dinheiro para financiar as suas idas até as grutas próximas de Meca, onde ele passava dias "meditando." Após começar a ter as "revelações", Cadija passou a financiar a sua "missão profética." Com a morte de Cadija, Maomé perdeu sua fonte de renda (lembre-se, que ele não administrava nada) e, como se diz na gíria, torrou o dinheiro a ponto de estar pobre quando se mudou para Yatrib (atual Medina).

Página 33

Página 34 - Apresenta-se uma cronologia incompleta. Por exemplo, não se menciona quando e como Maomé unificou a Península Arábica, algo feito através da Jihad (guerra para propagar a religião islâmica). Maomé se envolveu, em média, em um evento de violência a cada 6 semanas, desde a sua mudança para Yatrib (Medina), em 622, até a sua morte, em 632. Neste período Maomé tornou-se um senhor da guerra e assaltou caravanas, atacou tribos árabes indefesas, exterminou 5 tribos judáicas, assassinou seus oponentes, sequestrou por resgate, torturou em busca de tesouro, escravizou e vendeu escravos, autorizou o estupro de mulheres não muçulmanas (inclusive ele tendo estuprado algumas), sem contar a sua vida sexual que foi um escânda-lo (pedofilia, incesto, escravas sexuais e harém). A única personagem histórica com a qual Maomé poderia ser comparado é Gengis Khan, com a diferença que Gengis Khan era tolerante com as diferenças.

Outros fatos importantíssimos que foram ignorados pela cronologia foi o extermínio da civilização persa sassânida e da civilização hindú (sendo que no caso desta última, isso se constitui no maior genocídio da história), bem como do budismo no Afeganistão.

(a) "610 a 661" ... "Esse é um período de relativa unidade entre os muçulmanos." ERRADO. Além dos eventos de violência citados acima, feitos por Maomé, logo após a sua morte as tribos árabes deixaram de ser muçulmanas, ou seja, elas acharam que com a morte de Maomé, a vida voltaria a ser como era antes. Só que o primeiro califa, Abu Bakr (o pai de Aisha, a esposa que Maomé consumiu quando ela tinha 9 anos de idade) não queria perder o domínio e iniciou uma série de conflitos de conquista da Península Arábica chamado de Guerras da Apostasia ou Guerras da Compulsão (riba em árabe). Apostasia (ou seja, deixar de ser muçulmano) é um crime cuja pena é a morte (até hoje)!

(b) "750 a 1258" Nesse período ocorre um grande desenvolvimento cultural ..." Iremos tratar isso mais tarde.

(c) "645 O Califa Uthman aprova e dá início à difusão do texto sagrado, o Alcorão." Esta difusão acontece através de guerras de conquista (Jihad) e com a subjugação dos povos conquistados (dhimitude). Se isso não for mencionado passa-se a impressão que esta "difusão do texto sagrado" foi como um passeio no parque.

(d) "711 Os muçulmanos dominam a penísula ibérica." PERGUNTA: Por que os árabes muçulmanos deixaram a Península Arábica, caminharam mais de 6 mil quilômetros pelo deserto, e invadiram a Península Ibérica? Que ideologia sórdida e que objetivos macabros os levaram a fazer isso, sem nunca terem sido provocados pelos habitantes da Península Ibérica?

(e) "1453 Após longo cerco a Constantinopla, os turcos-otomanos conquistaram a capital do Império Bizantino" PERGUNTA: Por que os turcos deixaram as estepes da Ásia Central, caminharam para o oeste, ao longo dos séculos, invadindo e pilhando os povos no seu caminho, exterminando uma das mais ricas civilizações da história (a bizantina) apenas parando nos portões de Viena, duas vezes? Que ideologia sórdida e que objetivos macabros os motivaram a fazer esta guerra sem fim, contra povos que nunca os perturbaram na Ásia Central?

Página 34

Página 35 - A expansão dos domínios islâmicos ... através da guerra (jihad), o que prova que o islamismo não é uma religião da paz. 

(a) As conquistas territoriais. "A partir do século VII, os povos árabes iniciaram um processo de unificação em torno de uma mesma fé e ideais religiosos e culturais semelhantes." ERRADO. Os povos árabes foram subjugados de forma violenta, primeiramente por Maomé, e, após a sua morte, pelo primeiro califa Abu Bakr (Guerras da Apostasia). O texto dá a entender que os árabes se reuniram em uma convenção, bebendo chá, e resolveram se unir. Nada disso. Lembre-se que Maomé era intolerante, e não permitiu que nada, além do islamismo, existisse na Península Arábica. Maomé destruiu todos os símbolos religiosos dos outros, além de ter banido o cristianismo e o judaísmo. 

(b) Não existe menção ao extermínio da civilização persa sassânida e do zoroastrianismo como consequência da invasão islâmica da Pérsia. 

(c) A conquista da Península Ibérica. "Por cerca de oito séculos a partir desta data [ano 711], a península Ibérica foi habitada por muçulmanos e, também, por cristãos e judeus, e foi governada de acordo com as leis do Islã." TEXTO TENDENCIOSO. Os cristãos e judeus eram nativos da Península Ibérica. Eles eram os descendentes dos povos romanizados que viveram lá por séculos, durante o Império Romano, e já estavam lá antes mesmo dos romanos. O texto induz que cristãos e judeus surgiram após a invasão e conquista militar dos muçulmanos. 

E, ainda sobre esta frase, os cristãos e judeus viveram por séculos sob o jugo islâmico como cidadãos de segunda-classe, os dhimis, conforme rege a lei islâmica (a Sharia). Em geral, a ocupação da Península Ibérica pelo islamismo foi brutal e pode ser resumida por esta frase do historiador Roger Collins: 
A conquista árabe criou as condições para um estado de guerra quase permanente na Península Ibérica que colocou especial ênfase na destruição e na exibição de inimigos mortos, com um animado comércio de escravos como um incentivo adicional. Isto continuou durante todo o período abrangido por este livro, e em escala e intensidade que excedeu qualquer coisa que pudesse ser encontrada em outros lugares na Europa Ocidental nestes séculos. Mesmo em Córdoba, no seu apogeu cultural, terá sido difícil escapar do fedor de decomposição da carne humana das cabeças decapitadas exibidas nos portões e os corpos daqueles publicamente crucificados, deixados a apodrecerem na frente do palácio.
Os cristãos nunca aceitaram o domínio islâmico e lutaram por séculos pela re-conquista de sua terra natal. 

Referências sobre "Al Andaluz": 
  1. Roger Collins, Caliphs and Kings, Spain, 796-1031, Willey Blackwell, 2012
  2. Dário Fernández-Morera, The Myth of Andalusian Paradise, Muslims, Christians, and Jews under Islamic Rule in Medieval Spain, ISI Books, 2016
  3. Olivia Remie Constable (Ed.), Medieval Iberia, Readings from Christian, Muslim, and Jewish Sources, University of Pensilvania Press, 2011.  

Página 35

Página 36 - 

(a) Faltou dizer que o islamismo foi codificado na Sharia, a lei islâmica. A Sharia, por ser baseado na palavra de Alá e nas ações e dizeres de Maomé, não pode ser alterada. 

(b) "Essas normas são baseadas em palavras e atitudes exemplares de Maomé que devem ser seguidas pelos muçulmanos." E ISTO É UM PROBLEMA ENORME. Considerando que Maomé foi um senhor da guerra e terrorista, ladrão, assassino, mandante de assassinatos, pervertido sexual, pedófilo, mercador de escravos e pirata, ações que consideramos criminosas, quando feitas sobre os não muçulmanos, não podem ser condenadas, pois, se forem, os muçulmanos estariam condenando as ações do próprio Maomé (leia sobre a vida de Maomé neste livo, e nestes artigos. Uma fonte fundacional sobre a vida de Maomé é a sua biografia Sirat Rasul Allah, texto escrito logo após compilação do Alcorão, em Kufu, circa ano 750, antes da compilação dos Hadices. A Sirat está disponível em inglês, e é um texto fundamental para se conhecer Maomé). 

(c) Em português, usa-se "hadice" ou invés de "hadith."

Página 36

Página 37 -

(a) "A Caaba ... significa "Casa de Deus." ERRADO. O Dicionário  Árabe-Inglês Hans Wehr traduz Caaba com cubo ou estrutura cúbica; templo; objeto de veneração, foco de interesse.

Página 37

Página 38 - A cultura islâmica. Uma compreensão correta do islamismo e de como a "cultura islâmica" foi forjada requer que se tenha em mente que o islamismo surgiu às margens das civilizações mais avançadas da época. Os conhecimentos científicos, as artes e a cultura do Império Romano do Oriente (notadamente na Síria e no Egito), da Pérsia Sassânida, e da Civilização Hindú foram obliterados pelas ondas de invasores muçulmanos, e o que restou foi usado, desde que não contrariasse o Alcorão.

(a) As ciências. "Os pensadores muçulmanos davam grande valor ao conhecimento. Eles resgataram obras filosóficas, literárias, científicas e técnicas dos antigos gregos e traduziram-nas para o árabe, preservando esses conhecimentos antigos. Também recuperaram conhecimentos chineses, persas e indianos, aprimoraram esses saberes e os difundiram para o Ocidente." VÁRIOS ERROS EM UM ÚNICO PARÁGRAFO.

Não existiu resgate pois nada havia sido perdido. E não existiu recuperação pois nada estava quebrado. A Europa não tinha esquecido textos ou a cultura grega. O filósofo cristão Boécio traduziu Aristóteles para o latim no século VI. Monges na Abadia de Mont Saint-Michel traduziram Aristóteles muito antes que as traduções árabes chegassem à Europa a partir da Espanha. Cassiodoro, ministro do rei Teodorico, da Ibéria Visigótica, fundou, no ano de 540, um mosteiro dedicado a proteção dos textos clássicos. O Papa Gregório, o Grande, instruiu os monges de Monte Cassino para fazerem o mesmo, no século VI. Os textos gregos não tinham sido "perdidos" para serem encontrados graciosamente pelo Islã, mas tinham sido mantidos e comentados no Império Romano do Oriente (Bizantino). Tudo isso, pelo menos um século antes da criação do Islã. Nada havia sido perdido.

Foram os cristãos da província romana da Síria que traduziram os textos de Aristóteles, em primeiro lugar do grego para o siríaco, e depois para o árabe, a língua oficial do Califado. Ou seja, as traduções ocorreram duas vezes.

O Islã destruíu as civilizações com as quais ele entrou em contato, tais como a Pérsia Zoroastra, o Sinde Hindú, e a porção oriental do Império Romano do Oriente, cristão. Muitas das invenções, como os "números árabes", atribuídos os árabes e o Islã, tinham sido desenvolvidos por outras civilizações, ou por súditos não muçulmanos do califado. O Islã invadiu terras européias, capturado ou comprado milhões de cristãos para a escravidão ao longo de toda a Idade Média. E, muito importante, a cultura grega era para o Islã um universo alienígena, porque o Islã não poderia lidar com a pintura e escultura grega representacional, narrativa, drama, e teoria política, entre outras coisas.

(b) "Os conhecimentos difundidos pelos muçulmanos contribuíram para o desenvolvimento das ciências modernas, desempenhando um papel importante nas áreas da Medicina, Química, Biologia, Física, Matemática, Astronomia, Arquitetura, História, Filosofia e Música."

Este é um dos maiores mitos que existem sobre o islamismo. O quanto não se perdeu com as invasões islâmicas? Na Índia, as universidades de Nalanda, Vallabhi e Odantapuri foram arrasadas. A cidade de Hipona (Hippo Regius), centro de saber que alojou nada mais do que Santo Agostinho, foi praticamente nivelada. Em Alexandria, o que restava da sua outrora grande biblioteca foi finalmente perdido (ao ordenar a destruição da biblioteca, o Califa Umar disse "Se esses livros estão de acordo com o Alcorão, não temos necessidade deles, e se eles são contrários ao Alcorão, devem ser destruídos"). Na verdade, o que existiu de centelha de conhecimento foi algo que ocorreu apesar do islamismo, e deve-se a homens dedicados, muitos deles nem muçulmanos eram, mas sim, zoroastras, judeus e cristãos que adotaram nomes arabizados e tinham que escrever em árabe, sendo este o idioma do califado. A grande contribuição destes homens de ciência da antiguidade foi a de registrar, em árabe, os textos dos sábios gregos, hindús e persas.

Bagdá, uma cidade persa, tornou-se um centro de atração para estes pensadores, no que é referido como a casa da sabedoria ("era de ouro", que durou pouco mais de cem anos), onde existia pensamento crítico, até que Al-Ghazali a destruiu. Al-Ghazali (1050-111) é considerado o muçulmano mais influente depois de Maomé. Al-Ghazali impôs a linha de pensamento de que não existem leis naturais pois se elas existissem elas estariam restringindo o poder de Alá, que pode tudo. Deste modo, Al-Ghazali destruiu o raciocínio lógico baseado na "causa e consequência" sepultando de vez a influência positiva das culturas greco-romana e persa.

E mais uma coisa. O Islã proíbe a música, de modo que não existe papel importante algum. Eu sugiro que a referência a música seja retirada desta lista.

(c) Seria mais correto dizer "conquistas islâmicas" do que "expansão islâmica" como usado no livro-texto, pois a "expansão islâmica" não foi pacífica, mas sim fruto de conquistas militares.

Referências úteis sobre o tema:
  1. Emmet Scott, The Impact of Islam, New English Review Press, 2014.
  2. Emmet Scott, Mohammed and Charlemagne Revisited: the History of a Controversy, New England Review Press, 2013.
  3. Sylvain Gouguenheim, Aristote au Mont Saint-Michel: les racines grecques de l’Europe médièval, Editions du Seuil, 2008.
  4. Rémi Brague, Europe, La Romaine voie, Folio Essais, 1992.
  5. Henri Pirenne, Mahomet et Charlemagne: Byzance, Islam et Occident dans le haut Moyen Age, 1937. 
Mais detalhes sobre a Jihad Islâmica e seu desenvolvimento:
  1. Paul Fregosi, Jihad in the West, Muslim conquests from the 7th to the 21st centuries, Prometheus Books, 1998.
  2. M. A. Khan, Islamic Jihad, a legacy of forced conversion, imperialism, and slavery, iUniverse, 2009.


As Sylvain Gouguenheim argued (Aristote au Mont Saint-Michel: les racines grecques de l’Europe médièval, 2008, a book not mentioned by Scott and demonized by academic specialists), Europe had not forgotten Greek texts, or culture.  The Christian philosopher Boethius translated Aristotle into Latin in the sixth century.  Monks at the abbey of Mont Saint-Michel translated Aristotle before Arabic translations reached Europe from Spain.  - See more at: http://www.libertylawsite.org/book-review/when-the-spirits-collided-islam-and-christianity-in-the-course-of-western-civilization/#sthash.pYy6XRJd.dpuf
As Sylvain Gouguenheim argued (Aristote au Mont Saint-Michel: les racines grecques de l’Europe médièval, 2008, a book not mentioned by Scott and demonized by academic specialists), Europe had not forgotten Greek texts, or culture.  The Christian philosopher Boethius translated Aristotle into Latin in the sixth century.  Monks at the abbey of Mont Saint-Michel translated Aristotle before Arabic translations reached Europe from Spain.  - See more at: http://www.libertylawsite.org/book-review/when-the-spirits-collided-islam-and-christianity-in-the-course-of-western-civilization/#sthash.pYy6XRJd.dpuf
Página 38

Página 39 -

(a) Aqui comete-se um erro muito comum de se atribuir a muçulmanos a produção literária no idioma árabe. Deve-se lembrar que o árabe se tornou o idioma oficial do califado, de modo que escritores cristãos, judeus, zoroastras e muçulmanos usavam o mesmo idioma. No tocante a As Mil e Uma Noites, este texto não é uma criação de muçulmanos, mas sim uma coleção de histórias e contos populares do Oriente Médio e do sul da Ásia compilados em árabe durante a Idade de Ouro islâmica.

Um outro exemplo desta confusão é o livro O Profeta, escrito por Kahlil Gibran, um libanês e cristão maronita.

(b) Ao se mencionar Ibn Sina (Avicena) é importante também mencionar Cláudio Galeno (129-217 dC), médico e pesquisador grego, que influenciou enormemente a ciência médica ocidental, e de quem Avicena traduziu e baseou seus conhecimentos.

Página 39
Página 40 -

"1. Explique quais fatores motivaram a expansão islâmica." Essa pergunta é muito importante, mas o texto não oferece recursos para se compreender o que é jihad: guerra para propagar a religião (Islã). Este conceito único do islamismo o tornou a maior máquina assassina da história!

Por exemplo, ao invadir militarmente o norte da África, as hordes islâmicas foram confrontadas por Dahlia, a Rainha dos Bérberes (chamada de al-Kahina, a bruxa, pelos muçulmanos invasores). Ela havia dito "seus clérigos são bem-vindos, mas não seus exércitos." Os exércitos jihadistas islâmicos invadiram assim mesmo.

Outro fator motivador para a expansão islâmica foi  o tráfico de escravos. O texto ignora os 14 séculos de escravidão negra, hindú e européia que o islamismo promoveu! Nós temos certeza que os professores de história do FTD Sistema de Ensino terão o máximo de interesse em verificar os livros escritos sobre a escravidão islâmica, e acrescentar informações sobre isso no texto.

Página 40

Página 41 - Distração

Página 41

Página 42 - Já tratamos anteriormento sobre "Al Andaluz" (página 35), sugerindo algumas referências. Iremos tratar de algumas frases que consideramos como merecedoras de revisão.

(a) "Nos oito séculos em que permaneceram na península Ibérica, os muçulmanos deram importantes contribuições culturais para os povos que viviam nessa região." ERRADO. Os muçulmanos invasores eram culturamente muito inferiores que os visigodos cristãos que viviam na Península Ibérica. A brutalidade das invasões fez com que comunidades cristãs inteiras fugissem para o norte da península, e a resistência contra a ocupação foi uma tônica durante este período. As grandes celebrações culturais que existem nos dias de hoje, tanto em Portugal quanto na Espanha, festejam as vitórias dos exércitos cristãos sobre os ocupadores muçulmanos durante a Reconquista.

(b) "As pesquisas científicas e a literatura, por exemplo, foram incentivadas pelos estudiosos árabes." ... "Filósofos e médicos muçulmanos que viviam na península ficaram conhecidos no Ocidente pela importância de suas pesquisas." ERRADO. Vai ser difícil achar algum exemplo que passe pelo teste da história. Essas afirmações são mais mitos do que realidade.

(c) "Os muçulmanos também influenciaram a agricultura ibérica. Antes de conquistarem a península, os islamitas haviam aprimorado as técnicas de irrigação e de cultivo que haviam aprendido com outros povos. Então, ao se estabelecerem na região, transmitiram aos agricultores cristãos seus conhecimentos." ERRADO. Em primeiro lugar, conforme já pudemos dizer acima, a Península Ibérica era um dos celeiros do Império Romano. De modo que os muçulmanos invasores, culturalmente e tecnológicamente inferiores, aprenderam com os visigodos que não fugiram e não foram mortos ou escravizados. Em segundo lugar, a base econômica nos primórdios do islamismo era a pilhagem e o tráfico de escravos. Os muçulmanos demoraram a se dedicar a outras atividades, tais como a agricultura. Contudo, está correto que eles aprenderam agricultura e irrigação com os povos que eles conquistaram ("outros povos"),  que eram na sua maioria cristãos do Oriente Médio (superiores tanto culturalmente quanto tecnológicamente). De modo que o texto deveria deixar isso claro para não se passar uma visão errada para os alunos.

O interesse dos jihadistas era prosseguir com as suas conquistas e não construir uma civilização. Tanto é que eles continuaram a jihad invadindo a França.

(d) Liberdade religiosa. O texto está correto, porém incompleto. É importante dizer que este imposto pago ao líder muçulmano pelos cristãos, a Jizya, é um imposto de proteção a ser pago dentro de um contrato de dhimmi ou zimi. E que ele implica uma série de comportamentos por parte dos cristãos. Uma explicação sobre este assunto importantíssimo se encontra no artigo Dhimmi, Dhimmitude, Jizya. A humilhante vida de um não muçulmano regido pela lei islâmica (Sharia). O cumprimento ou não das obrigações por parte dos cristãos não impedia que cristãos fossem escravizados e vendidos no mercado de escravos, tanto em Al Andaluz como no norte da Áfica.

(e) Sobre a influência do árabe no idioma português. Os nativos da península ibérica falavam o latim vulgar. A porção populacional nativa que caiu sob o jugo islâmico teve que se adaptar ao idioma dos conquistadores, surgindo assim o dialeto moçárabe. O mais curioso é notar que a quantidade de termos derivados do árabe ainda em uso é muito pequena se contarmos os 500 anos de dominação islâmica em Portugal. O idioma português não deriva do dialeto moçárabe.

Evolução temporal e espacial do idioma português e espanhol*
Repare que no ano 1000, a parte centro-sul (em cinza) é ocupada pelos muçulmanos, onde se fala o árabe e o moçárabe ("mozarabic"), puxada cada vez mais para o sul pelo esforço da Reconquista.

*The original uploader was Alexandre Vigo de Wikipedia en gallego - Transferido desde gl.wikipedia a Commons., CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=7136297

(f) "Para lembrar"
  • "O islamismo é a religião com maior número de seguidores na atualidade." ERRADO. Isso foi comentado na página 33: o cristianismo continua tendo mais seguidores. 
  • "Os sábios muçulmanos do passado deram uma importante contribuição para o desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento." COMPLEMENTAR DIZENDO que isso foi feito ao traduzirem textos clássicos greco-romanos, persas e hindús para o árabe, e durou cerca de cem anos, até que Al-Ghazali destruísse o pensamento lógico no islamismo. 


Página 42

Folha de fundo e agradecimentos


Capa 

domingo, 24 de julho de 2016

Líderes islâmicos questionam a idoneidade da Polícia Federal



Mais de dez muçulmanos foram presos pela Polícia Federal, acusados de serem simpatizantes do Estado Islâmico e de prepararem atentados terroristas. Eles se comunicavam através de um grupo virtual chamado "defensores da Sharia." Eles devem responder aos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo.

Clique aqui e aprenda sobre os Direitos das Mulheres segundo a lei islâmica, a Sharia

Segundo matéria do O Globo, os 12 mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal do Paraná. O juiz também expediu dois mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento) e 19 de busca e apreensão em 10 estados: São Paulo (8); Goiás (2); Amazonas (2); Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, Minas Gerais e Mato Grosso (um em cada). Houve ainda duas conduções coercitivas, em São Paulo e Minas Gerais. Um dos mandados de condução coercitiva é contra o diretor-presidente de uma ONG (de atuação humanitária e educação), para que esclareça palestras em que teria feito apologia ao Estado Islâmico.

A ação da Polícia Federal foi cuidadosa e dentro da lei.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, questionado sobre qual o "risco real" do grupo, respondeu: "Nós nem aguardamos [definir os locais onde o atentado ocorreria e a forma]. Você não pode aguardar isso, esperar ampliar."

Ou seja, não se brinca com a segurança do povo brasileiro! 

Foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente Lei Antiterrorismo, sancionada em março pela presidente Dilma Rousseff.

Clique aqui e aprenda o que o Islã reserva para os homossexuais

A exemplo do que acontece no exterior, onde após cada atentado com inspiração jihadista, seja bem sucedido ou descoberto à tempo, as lideranças islâmicas, bem como uma imprensa apologista, vêm logo dizendo que os muçulmanos são as maiores vítimas (ou seja, os mortos e feridos, e as suas famílias são "vítimas menores"). É decepcionante constatar que isso também acontece no Brasil.

Segundo matéria do O Globo, o xeique Rodrigo Rodrigues, da Mesquita do Pari e o xeique Jihad Hammadeh, presidente do conselho de ética da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), deram uma entrevista coletiva na sexta-feira, dia 22. Segundo o texto da matéria:
O presidente do conselho de ética da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), Jihad Hammadeh, disse nesta sexta-feira (22) que a comunidade muçulmana brasileira apoia as ações da Polícia Federal desde que elas sejam feitas com "transparência e provas". [grifo nosso]
Será que o nobre xeique Jihad acha que este não é o padrão de conduta da Polícia Federal do Brasil?

A matéria continua:
Nesta quinta-feira (21), dez pessoas foram presas no país suspeitas de envolvimento com terrorismo. Segundo Hammadeh, "há uma crescente islamofobia, principalmente por parte dos órgãos que deveriam trazer segurança para a sociedade". [grifo é nosso]
Interessante. A Polícia Federal está fazendo o seu trabalho de defender o povo brasileiro, inclusive os (poucos) muçulmanos no Brasil, que podem ser vítimas da jihad islâmica, e o xeique Jihad acusa a Polícia Federal do Brasil de estar perseguindo muçulmanos? Na verdade, a Polícia Federal está fazendo o seu trabalho, que inclui levar pessoas que tenham cometido crimes para a Justiça, que é quem decide se eles são culpados ou não! 

Clique aqui e aprenda o que é a Jihad: guerra para espalhar o Islã

E aqui vem uma constatação interessante. O xeique Jihad usa a palavra islamofobia. Isso diz muito. Islamofobia é uma palavra inventada pela Organização da Cooperação Islâmica dentro da sua campanha de criminalizar toda análise crítica sobre o islão. Até aí, isto é até compreensível. Mas o que é inadimissível é que esta palavra tem sido usada por pessoas e grupos (e até govenos) que vêm alguma vantagem na islamização, sejam alguns capitalistas que vêm nos muçulmanos um mercado a ser conquistado, seja por parte da esquerda que vê no islão um parceiro na sua luta contra os Estados Unidos. E é claro, os multiculturalistas cegos.

Christopher Hitchens define islamofobia como sendo: "Uma palavra inventada por facistas e usada por covardes para manipular idiotas." Não basta dizer mais nada.

Pat Condel, gay e ateu britânico, destrói a falácia da islamofobia (em 2007)

Clique aqui e aprenda o que é a Organização da Cooperação Islâmica e a criação do termo islamofobia

A matéria prossegue, com o xeique Jihad colocando mais dúvidas na integridade do trabalho da Polícia Federal:
Para Jihad, a divulgação do caso precisava de mais cautela, análise e, principalmente, provas. "É preciso serenidade para não causar histeria". Ele questionou a informação divulgada pelo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que os suspeitos tiveram suas conversas no WhatsApp monitoradas. "Todos nós sabemos que elas são criptografadas".
A matéria prossegue com o xeique aproveitando para tentar tornar muçulmanos em um grupo perseguido e injustiçado:
Segundo Jihad, o preconceito com muçulmanos chegou a um nível em que as mulheres que usam véu têm medo de sair nas ruas e serem ofendidas. "Se eu for rezar no aeroporto e disser 'Allahu Akbar' [Deus é grande, em árabe], quantos ficarão do meu lado?". A expressão é utilizada para iniciar as orações no islamismo.
Por que as mulheres têm que usar o véu? Obrigatoriedade de uso do véu é um conceito salafista e wahabista! A maioria das muçulmanas que vivem no Ocidente não usam o véu (e a maioria das mulheres no mundo muçulmano não o usariam se não fossem obrigadas). Por que a UNI não recomenda as muçulmanas brasileiras a se integrarem na sociedade, ao invés de se excluirem? E quanto ao grito Allahu Akbar criar pânico, é porque os jihadistas usam isto como grito de guerra antes de cada ação jihadista, seja para dar tiro no rosto de crianças, como ontem em Munique, como ao degolar seres humanos.

Xeique, ao invés de tentar alterar o nosso padrão de comportamento, porque você não convence os seus irmãos muçulmanos a não usarem o Allahu Akbar durante a jihad? 

O que me preocupa mais com respeito a "muçulmanos se fazendo de perseguidos" é o que diz o Alcorão 2:191: "Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque perseguição é mais grave do que homicídio. Ou seja, homicídio é um crime pequeno perto de perseguição.

A matéria prossegue com o xeique tentando vender o já desgastado jargão do "Islã é a religião da paz":
O líder ressaltou que dentro da religião islâmica não cabe injustiça, terrorismo e atos de agressão ou violência contra qualquer pessoa. Apesar das críticas à ação da PF, ele afirmou que, se comprovado que os suspeitos eram de fato terroristas, os orgãos de segurança estão, então, fazendo um bem à sociedade e ao próprio islamismo.
Pois é, talvez o xeique Jihad tenha se esquecido um pouco sobre o conceito da jihad islâmica, baseado no Alcorão e nas Tradições de Maomé (Suna). Vamos destacar algums pontos (mas existe muitos mais): 
  • O Islã possui prescrições claras com respeito a violência contra pessoas. Por exemplo, o Alcorão 5:32 e 5:33 trata das punições contra quem não aceita Alá e o seu profeta: eles devem ser mortos ou crucificados, ou terem as mãos e os pés cortados em lados opostos, ou que sejam exilados da terra. (leia mais sobre isso aqui)
  • O Islã permite o estupro de mulheres não muçulmanas, cf Alcorão 4:3, 4:24 e 33:50. (leia mais sobre isso aqui)
  • O Islã prescreve guerra eterna contra cristãos, judeus e zoroastras: "O Califa faz guerra contra os judeus, cristãos e zoroastas até se tornarem muçulmanos ou então até aceitarem pagar o imposto do não-muçulmano, desde que eles tenham primeiro sido convidados para entrarem no Islã ou paguem a Jizya, o imposto dos não-muçulmanos, (de acordo com a palavra de Alá Altíssimo – 9: 29). " (leia mais sobre isso aqui)
  • O Islã prescreve a morte para o muçulmano que deixar de ser muçulmano. (leia mais sobre isso aqui)
  • Vou deixar aqui um livro muito importante, para aqueles que tenham interesse em realmente aprender sobre a mentalidade que permeia o islamismo: O Conceito Corânico da Guerra (livro em inglês: The Quranic Concept of War)
Jihad não é terrorismo. No Islã, não existe terrorismo quando as ações se encaixam dentro do conceito da jihad! 

Estes preceitos de injustiça, terrorismo e atos de agressão contra não muçulmanos e ex-muçulmanos, vem todos das ações e dizeres de Maomé: o Alcorão diz 93 vezes que Maomé é o exemplo de conduta para toda a humanidade. O problema é que Maomé foi um criminoso, um senhor da guerra, assaltante de caravanas, assassino (em massa ou individualmente), mercador de escravas, pirata, pedófilo e pervertido sexual. E muitos muçulmanos se tornam violentos ao serem defrontados com estes fatos narrados nas próprias fontes fundacionais islâmicas. 

Libanesa cristã, vítima da jihad islâmica, faz um resumo da histórica do Islã 

Você sabia que Maomé assassinou todos aqueles que os criticavam, e do modo mais cruél? 

O outro participante da entrevista foi o xeique Rodrigo Rodigues, da Mesquita do Parí, em São Paulo, que deve estar, pelo menos, desapontado que um dos seus fiéis está dentre os presos pela Polícia Federal. 

Um dos presos é o segundo diretor de patrimônio da Liga da Juventude Islâmica Beneficiente do Brasil, que funciona na Mesquita do Parí, em São Paulo, ambas lideradas pelo xeique Rodrigues


O xeique Rodrigues ganhou notoriedade quando recebeu o xeique saudita al-Arifi, que foi banido de vários países, inclusive do Reino Unido, devido aos seus ensinamentos fundamentalistas. Nós escrevemos sobre isso em dois artigos:
Espera-se que a Polícia Federal esteja em contatos com os órgãos de segurança do Reino Unido, para saber os motivos que os levaram a banir o xeique al-Arifi do país. 


Xeique al-Arifi ensina como o muculmano deve bater na esposa para educá-la 
(mas elas, claro, não tem este direito)

E, para finalizar, vale aqui o registo de algo que considero lamentável, a saber, a reação de alguns segmentos da imprensa alternativa. Artigos da Revista Forum, Diário do Centro do Mundo, e Pragmatismo Político, tentam ridicularizar as prisões ou politizá-las em algo como Temer vs Dilma. Companheiros, prestem atenção. O Islã é a favor dele apenas. O Islã é contra a Direita, contra o Centro e contra a Esquerda. Não se iludam. (Eu tratei do erro que a esquerda européia comete neste artigo)




Ex-muçulmano ensina ao Presidente Obama o que é o Islã

Veja a relação dos pretendentes a jihadistas no Brasil (chamados carinhosamente de talibostas): 

Alisson Luan de Oliveira, Antonio Andrade dos Santos Junior (Antônio Ahmed Andrade), Daniel Freitas Baltazar (Caio Pereira), Hortencio Youshitake (Teo Yoshi), Israel Pedra Mesquita (Israel Pedra), Leandro França de Oliveira (Abu Khalled), Levi Ribeiro Fernandes de Jesus (Muhammad Al Huraia), Marco Mario Duarte (Zaid Duarte), Matheus Barbosa e Silva (Ismail Abdul-Jabbar Al-Brazili), Mohamad Mounir Zakaria (Zakaria Mounir), Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo (Ali Lundi), Valdir Pereira da Rocha (Mohmoud) e Vitor Barbosa Magalhaes (Vitor Abdullah).
(O Globo)

Lista com os nomes


Antonio ''Ahmed'' Andrade, dono da página ''Por que deixei o cristianismo'' (e me tornei um psicopata). Ele frequentava o perfil do ''sheik'' Juliano Souza e ele era tão arigó que nem sabia que podia virar muçulmano, pensava que ''teria de nascer'' muçulmano pela pergunta que fez na época ao '''sheik'' e entre outras coisas, dizia que era pró palestino.... depois viram nele o perfil certo para fanatizar e o levaram ao Egito, Tunísia, etc... tudo pago, e isso numa época na qual o Estado Islâmico nem estava atuando na Síria" (comentário de um leitor)


Um dos presos, "Mohamad Mounir Zakaria", possui algums lojas:

RIM MODAS E COMÉRCIO DE CONFECÇÕES
R Oriente, 270 - Loja 01 - Brás
Tel.: (11) 3223-8699

RAIO JEANS CONFECÇÕES
Rua Br. de Ladário, 876 - Brás
Tel.: (11) 2092-1636

ZAKARIA CONFECÇÕES
Rua Mendes Júnior, 732 - Pari
Tels.: (11) 3311-7847 / (11) 3326-0712

JEANS NUCLEAR
Rua João Teodoro, 1614 - Brás, São Paulo - SP, 03009-000
Telefone: (11) 3229-8288

Antonio ''Ahmed'' Andrade no momento da sua prisão

terça-feira, 19 de julho de 2016

Documentário: Arábia Saudita Revelada (lei islâmica em ação no reino saudita)


O documentário Saudi Arabia Uncovered foi filmado na Arábia Saudita usando de vídeos filmados secretamente por ativistas, e mostra as normas rígidas sob a lei islâmica, a Sharia. O documentário foi produzido por James Jones, produtor e diretor do Frontline. Este documentário só foi possível com o apoio de vários sauditas que denunciam as violações dentro do reino, arriscando a sua própria vida.

Agradecimentos a Página Mulheres contra o Islã.
https://youtu.be/m2MfY0xo6ds OK


Versão apenas em inglês: https://youtu.be/NLtLeK7YLGY


segunda-feira, 18 de julho de 2016

A conexão islâmica do "Black Lives Matter"


Coisa de alguns anos atrás, surgiu mais um "grupo racial negro" nos EUA, chamado Black Lives Matter (Vidas Negras Tem Valor), que iremos chamar de BLM daquí em diante. Este não é o primeiro grupo racial dos EUA, e nem o primeiro a se dedicar a causas negras. Contudo, este grupo tem duas características particulares. A primeira, é ser um grupo terrorista que prega o assassinato de brancos, notadamente de policiais brancos. O segundo, ter uma forte ligação com grupos islâmicos.

Do mesmo jeito que segmentos da Esquerda consideram o islamismo como um aliado na sua luta contra o Capitalismo e a Civilização Ocidental (grupos estes sob a influência do Marxismo Cultural), existem vários grupos raciais negros que vêm o islamismo como aliado na sua luta contra os brancos. O BLM é um deles.

Deve-se salientar que, da ótica islâmica, tanto a Esquerda quanto grupos raciais negros, são vistos como ferramentas para ajudar o avanço do islamismo. Na hora que o islamismo estiver forte o suficiente, tanto a Esquerda quanto os negros deverão se tornar muçulmanos ou serão "descartados."

O BLM é, na verdade, o agrupamento de grupos, sob o hastag #blacklivesmatter, espalhados nos EUA e no Canadá. O BLM ganhou notoriedade com os distúrbios de rua e destruição de propriedade na cidade de Ferguson, no estado do Missouri, que protestavam contra a morte de Michael Brown, um adolescente negro, e, mais tarde, contra o Tribunal de Justiça ter determinado que os policiais que o mataram agiram dentro da lei. Desde então, distúrbios ocorreram em outras cidades baseados em casos onde policiais mataram negros suspeitos de atividade criminosa (em todos eles, constatou-se que os policiais agiram legalmente).

É importante ressaltar que os distúrbios de rua começam baseados em narrativas falsas, antes dos fatos serem investigados, bastando apenas que a pessoa baleada fosse da cor negra (se for branco, ou latino, ou chinês, etc., não tem problema).

O BLM vem servindo de um amplificador, junto a ativistas negros de Esquerda, do ódio contra uma sociedade que, eles mantém, é opressora dos negros. Este ódio resultou em emboscadas armadas contra policiais em diversas cidades, como em Dallas (Texas), em Bristol (Tennesse), Ballwin (Missouri), no estado da Georgia, e, no dia de ontem, na cidade de Batton Rouge (Lousiana). Estas ciladas causaram a morte de quase 20 policiais.

Alguns, por exemplo a Coalizaão de Pastores Afro-Americanos, culpam a retórica racial do presidente Obama como um fator que propiciou o surgimento deste grupo.

Quais as conexões do BLM com a ideologia islâmica e o terrorismo islâmico?

Em vários casos de emboscadas contra os policiais, descobriu-se que os militantes muçulmanos do BLM estavam envolvidos, sejam como o organizador do evento (onde houve o ataque aos policiais) ou seja como o próprio assassino do policial.

Nos dois últims casos, em Dallas e em Batton Rouge, os assassinos eram muçulmanos ligados a Nação do Islã, um movimento racial negro e de esquerda radical.

Em Dallas, 5 policiais foram mortos e 11 feridos gravemente por um ex-atirador de elite do exército, Micah Xavier Johnson, membro do Nação do Islã, que havia adotado o nome de Fahed Hassen, e era seguidor de Malcom X. Ele tinha consigo materiais de fabricação de bombas, coletes balísticos, rifles, munições e um diário de combate foi encontrado em sua casa. Antes de ser morto (por um robô), Johnson disse para a polícia de Dallas que ele precisava "aplicar a lei" (qual lei, Lei Sharia?), e que seu principal alvo eram os policiais brancos (infiéis?). As autoridades policiais de Dallas disseram que ele seguia páginas de Facebook como: "Nation of Islam, the Black Riders Liberation Party, the New Black Panther Party and the African American Defense League." (Mail, Santa Monica Observer, The Australian, Express). Ele era frequentador de mesquita na região (USA Today)

Como uma nota de rodapé, o African American Defense League (AADL) defende que "o homem branco deseja o nosso sangue! Quantos de nós eles mataram e escravizaram? Trilhões!" e  que "os policiais e bombeiros estão do mesmo lado, não se iludam!" (American Thinker)

Micah X Johnson

Ontem, em Batton Rouge, na Flórida, 3 policiais foram emboscados e mortos por Gavin Eugene Long, um membro do grupo Fruto do Islã, que é um ramo paramilitar do Nação do Islã, (o mesmo grupo que fez a segurança de Obama durante a sua campanha em 2008). (Pamela Geller)

A exemplo de muitos muçulmanos palestinos, da Autoridade Palestina e do Hamas, o BLM celebra o assassinato daqueles vistos como inimigos (neste caso, os policiais).


Uma das líderes do BLM, Yusra Kogali (de Toronto, Canadá), disse em um twiter "Por favor Alá, dê-me força para não amaldiçoar/matar esses homens e brancos lá hoje. Por favor, Por favor, Por favor."


A questão toda é: como o islamismo se apresenta frente a estes ativistas raciais negros? Do seguinte modo:
  1. Afirmando que não existe racismo no islamismo.
  2. Empurrando para baixo do tapete qualquer referência ao escravagismo islâmico, e negando-o taxativamente qualquer referência a ele.
  3. Se posicionando como vítimas do escravagismo europeu.
  4. Se fazendo como vítima nos tempos modernos, por exemplos, fazendo ligações (mesmo que falsas) entre a situação dos palestinos com a situação dos negros estadunidenses.
É claro que as premissas contidas nestes 4 itens acima são todas falsas. Mas isso é taqiyya, companheiro: Alá deixa mentir se a mentira ajuda a propagação do islão!

E, qual o objetivo: ganhar um aliado na jihad islâmica, bem como futuros conversos ao islamismo, aumentando a base política, inclusive com a formação de milícias. A coisa é séria!

O problema todo é que a maioria dos negros dos Estados Unidos discorda do ódio racial que estes grupos propagam. E existem muitos muçulmanos que não enxergam esta aliança, e precisam ser educados.

Esta educação de dá em vários níveis. Por exemplo, em um artigo escrito pelo muçulmano Hamzah Raza, para o Huffington Post, ele afirma que a comunidade muçulmana tem o dever de apoiar o movimento "Black Lives Matter". Este artigo é nada mais do que um incitamento à violência ou uma "jihad racial" justificada pela "ideologia islâmica."

O autor Hamzah Raza é um estudante de segundo ano na Universidade de Vanderbilt, estudando Estudos Religiosos e Economia. Ele também estudou árabe clássico no Instituto Qasid em Amã, na Jordânia, em 2015.

Neste artigo, ele justifica o porquê os muçulmanos devem apoiar a incitação racial nos EUA:
  1. Existem vários muçulmanos que já estão envolvidos. 
  2. Ele diz que o Islã desde o princípio tomou uma posição contra a violência sem sentido (parece brincadeira, mas ele diz isso mesmo). 
  3. Ele faz analogia com o "sofrimento dos muçulmanos ao redor do mundo" dizendo que "morrer sem justificação é algo que as crianças muçulmanas em todo o mundo sabem muito bem." (é claro que ele não menciona os não muçulmanos e os muçulmanos mortos pelos muçulmanos).
  4. Analogia com a Palestina, dizendo "O povo palestino sabe o que significa ser desarmado por causa de sua etnia ‪#‎Ferguson‬ ‪#‎Justice‬." 
  5. Ainda com respeito a Palestina, ele menciona uma viagem de "ativistas negros de organizações como o "Defenders Dream", "Hands Up United", e "BLACK LIVES MATTER" fizeram uma uma viagem para a Palestina reforçando laços de solidariedade e parceria em suas lutas." E ainda diz "assim como os soldados israelenses caminham a pé livremente depois de assassinar jovens palestinos, policiais americanos são permitidos a fazer o mesmo depois de assassinar a juventude negra americana" (claro que ele não acha que esfaquear israelenses pelas costas é algo ruim).
  6. O Islã é igualitário, afinal, Maomé foi amamentado "por uma pessoa negra" (interessante, muitos filhos de senhores de escravos no Brasil também foram amamentados por negras). 
  7. Os muçulmanos como vítimas da escravidão européia, dizendo "entre 15% e 50% dos africanos escravizados e trazidos para as Américas eram muçulmanos" (esta afirmação não passa em teste estatístico algum, o intervalo percentual é muito grande. E, claro, a omissão dos 14 séculos de escravidão islâmica?).  
Mas, a propaganda não vem apenas de muçulmanos dentro dos EUA, mas também de fora. O Irã está comparando o tratamento dos negros americanos pelo governo com as ações do Estado Islâmico. E irá organizar uma "conferência internacional" exatamente para tratar do problema racial nos EUA. Mas, e os Bahai, Aiatolá, eles não são um problema do Irã? E a perseguição aos cristãos, incluindo aqueles que se convertem do islamismo, isso não é uma outra chaga no Irã? (Foreingdesk, Freebacon)
"O regime iraniano está explorando as tensões raciais nos Estados Unidos entre a polícia e os afro-americanos, convidando as famílias dos mortos para assistir a uma conferência de discriminação no Irã que ocorrerá nesta segunda-feira.
A terceira conferência anual "New Horizons" incidirá sobre "a brutalidade policial contra os negros na América", de acordo com o anúncio de evento.
"Convidamos 30 negros anti-Israel da América para participar," Nader Talebzadeh, o organizador do evento disse em uma entrevista com o Cinema Press, no Irã.
Então, o Irã (os xiítas) também desejam se beneficiar com a crise racial, contruindo pontes com negros anti-Israel.

E, para completar, uma informação importante: o BLM tem conexão com o milionário George Soros.


sábado, 16 de julho de 2016

Turquia: exercício militar feito em golpe para fortelecer Erdogan?


Das duas uma: este foi o pior golpe de estado da história da humanidade ou foi uma grande encenação para fortalecer Erdogan. 
Independente do que realmente aconteceu, este foi o resultado: Erdogan, que vem destruindo a democracia para consolidar o seu poder autoritário visando a reedição do Califado Otomano, está mais forte do que nunca! E Erdogan, claro, aclamado como Califa. 
Como é que o maior exército da Europa pode ser tão incompetente, a ponto de orquestrar um golpe militar que se dissipa no vento, apenas 12 horas depois do seu início? 
Golpe na Turquia: fato ou ficção?

Um golpe mal orquestrado, que durou apenas 12 horas, terminou de forma melancólica, dissipando-se no ar como se nada tivesse ocorrido. Geralmente, quando golpes militares acontecem, eles duram dias ou semanas, mesmo quando existe reação. Era de se esperar que algum tipo de reação contra os insurgentes aparecesse, afinal, Erdogan vem consolidando a sua base de poder faz tempo (ele está no poder desde 2008), expurgando os kemalistas (os turcos nacionalistas) das forças armadas, do judiciário e da imprensa. Mas o que se viu foi patético. Um punhado de soldados fecharam as pontes sob o Bósforos, em Istanbul. Outros, com carros blindados, foram para as ruas. Outros, aparentemente tomaram uma estação de TV e um comunicado foi feito (por quem?), no qual um toque de recolher foi anunciado. Mas, claro que um toque de recolher não seria respeitado pela parte da população islamista pró-Erdogan e teria que ser imposto. Mas, os simpatizantes pró-Erdogam sairam às ruas e não encontraram resistência alguma dos revoltosos. Se a revolta fosse prá valer, os soldados teriam se defendido. Mas eles simplesmente se renderam, sendo espancados e mortos pelos islamistas. Existem fotos que mostram a própria população prendendo os soldados, espancando-os e até mesmo mostrando soldados mortos.

Por que os soldados não revidaram? Por que eles tinham sido chamados para participarem de um exercício militar! Participaram deste exercício: 2 helicópteros, 350 soldados, 7 tanques, 2 jatos, e apenas nas cidades de Istanbul e Ankara (as duas juntas contém perto de 20 milhões de habitantes). E existem outras 82 cidades importantes na Turquia de valor estratégico! Eu acho inconcebível que algum militar planeje uma ação militar, neste caso, um golpe de estado, deste jeito. 

Agora, você veja a situação destes jovens. Rapazes de 18 a 21 anos, cumprindo o serviço militar obrigatório, que 3 anos. Eles são pobres pois os turcos ricos podem pagar uma multa equivalente a alguns milhares de euros para não servirem. Eles saem pensando que estavam em treinamento e acabam linchados e decapitados por islamistas enfurecidos, instigados por Erdogan, e aos gritos de Allahu Akbar!

Os soldados, coitados, acabaram pagando o pato, torturados e mortos (alguns degolados). Veja as fotos e o vídeo no link abaixo. Vocês verão os soldados atônitos, sem entender o que se passa!

Vídeo: Soldados sendo torturados por islamistas pró-Erdogan

 

 

Soldado turco morto por islamistas (pró-Erdogan)

O vídeo abaixo mostra um jovem, servindo o exército dentro do serviço militar obrigatório, dizendo que ele não tem a menor idéia do que ele está fazendo. Ele afirma que era tudo um exercício!
https://youtu.be/E_6S7KPBgnE OK

Este outro vídeo traz o depoimento de mais soldados dizendo exatamente a mesma coisa.
https://youtu.be/lTUuluSCtx4 OK

O resultado de tudo isso é que agora, Erdogan tem a desculpa que precisa para fazer a devassa final no exército, no judiciário, no parlamento e na imprensa, prendendo ou sumindo com os oficiais, juízes, parlamentares e jornalistas que são contra ele. Vai ser um banho de sangue ao bom estilo turco-otomano.

A AFP diz que 161 pessoas foram mortas e que mais de 3 mil foram presas (a maioria membros das forças armadas). Alguns oficiais estão fugindo da Turquia para não serem presos. Não interessa se houve participação ou não na tentativa de um golpe, o que interessa é que todos aqueles que já tinha sido mapeados como sendo pró-Ataturk (e por consequência, anti-Erdogan) são agora presa fácil para o candidato a Califa.

E, algo também importante, ele tem a desculpa para tomar posse da base aéra de Incirlik, onde estão os bombardeios nucleares americanos.

E, existem ainda outras narrativas muito interessantes.

1. Erdogan, é dito, estava em um avião e havia pedido refúgio na Alemanha e este pedido foi recusado. Isso teria feito Erdogan o primeiro turco a ter refúgio negado pela Alemanha. O fato é que ele surgiu no aeroporto de Istanbul vindo de férias no sul do país.

2. O aerporto de Istanbul não foi ocupado pelos golpistas. Estranho isso. Pois bem. Foi exatamente lá que Erdogan foi recebido por uma multidão de simpatizantes

Uma charge ironizando Erdogan, que enviou uma mensagem pelo
celular do balneário onde ele passava férias

3. A reação imediata e feroz por parte da tropa leal a Erdogan. Os mortos vem todos do lado dos golpistas. E, como já mencionado acima, inclui soldados que pensavam participar de exercício militar.

4. Erdogan acusou o golpe de ter sido orquestrado pelo seu ex-aliado, a atual arqui-inimigo, Fetula Gülen. Fetula Gülen é um clérigo turco multi-bilionário envolvido com uma rede de madrassas ao redor do mundo. Ele é um dos responsáveis pela islamização da Turquia. Ele e Erdogan se desentenderam a dois anos atrás e Gülen se mudou para os EUA, onde reina sobre a maior rede de escolas privadas dos EUA! Fetula Gülen nega qualquer participação no que aconteceu ontem. O governo turco está pedindo a sua extradição (video). Cerca de 40% dos turcos consideram os seguidores do clérigo Gülen como infiéis (membros do movimento Hizmet ("O Serviço).

Então, a conclusão é a seguinte.  Este foi o pior golpe de estado da história da humanidade ou foi uma grande encenação para fortalecer Erdogan. Nos dois casos, Erdogan ganhou, e o mundo se tornou ainda mais perigoso, com uma Turquia neo-Otomana e o maior exército da Europa cada vez mais islamista. Lembre-se do dever do Califa.

Cronologia do Golpe na Turquia (RT News)

Erdogan merece um Oscar para 
O Melhor Golpe Falso

*agradecimentos aos nossos correspondentes e colaboradores M.D., E.K, S.D., A.D., I.D., H.D. da Turquia e da comunidade turca-curda de Mersin e UK

Atualização em 18 de julho
Erdogan usa oportunidade para caçar seus opositores, mesmo sem conexão com a tentativa de golpe.
O Erdogan já tinha uma lista de quem ele queria prender pronta. Não são apenas militares sendo presos. Um número perto de 3 mil juízes também! E existe o pedido feito pelo governo para a própria população denunciar alguém que seja crítico do governo. Isso por sí só já é ruim. Mas, isso cria a oportunidade para vinganças, por exemplo, um islamista devoto pode denunciar um turco secular apenas pelo fato do islamista achar que o secular não seja turco de verdade, ou até mesmo se alguém deseja fazer mal ao outro por qualquer outro motivo. Insanidade total. Os turcos na Turquia estão, no momento, sendo silenciados.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Escravidão Islâmica, o Genocídio Velado


Le génocide voilé: Enquête historique, Tidiane N'Diaye, 2008, Collection Continents Noirs, Gallimard 
"O Genocídio Velado", do antropólogo Tidiane N´Diaye.

O livro "O Genocídio Velado" é mais um de uma série de várias outras publicações que vêm sendo feitas, nos últimos 25 anos, lançando luz a pesquisas realizadas acerca do quão gigantesco foi, de fato, o sistema escravocrata das sociedades islâmicas na África, que, segundo alguns, foi quatro vezes maior do que o ocidental. Corrigir esta falta histórica é importante, pois estamos vendo, curiosamente, os islâmicos acusarem os ocidentais de terem sido escravagistas ... ao mesmo tempo em que ouvimos afirmações estapafúrdias que os islâmicos "trataram bem" os escravos africanos e que "seus descendentes" eram igualados às pessoas das civilizações islâmicas em que nasciam. Mas, que "descendentes" seriam estes? Afinal, é sabido que a grande maioria dos escravos capturados pelos islâmicos eram castrados, e que 90% dos que eram capturados, e seguiam a pé para os países muçulmanos, morriam decorrente das condições sub-humanas as quais eram submetidos, desde sua captura até o seu translado.

Vasta e recente documentação tem falado sobre a escravidão desde o século VII d.C., o qual estendeu-se até o século XX, ou seja, 1.300 anos ininterruptos de escravidão, período no qual os africanos foram sistematicamente escravizados pelo Islã (através da chamada "África branca", isto é, ao norte do continente), e cuja população foi praticamente dizimada pelo mundo muçulmano."

Os árabes invadiram a África Sub-Saariana durante treze séculos sem interrupção. A maioria dos milhões de pessoas que foram deportadas desapareceram devido ao tratamento desumano.

O comércio de escravos começou quando o Emir e geral Árabe Abdallah bin Said impôs um acordo (Bakht), concluído em 652, forçando-os a entregar anualmente centenas de escravos. A maioria destes homens foram levados do povo de Darfur. E esse foi o ponto de início de uma grande tragédia humana que foi parar, oficialmente, apenas no final do século XX.

Tidiane N'Diaye é um franco-senegalês antropólogo, economista e escritor. Ele é o autor de uma série de publicações sobre a história da África negra e da diáspora africana, bem como numerosos estudos econômicos do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos sobre os departamentos franceses ultramarinos (Guadalupe, Guiana Francesa, Martinica).

Os ensaios de N'Diaye sobre o comércio de escravos árabe (Le génocide voile "O genocídio velado", Étude de la traite négrière arabo-musulmane "estudo do tráfico de escravos negro árabe-muçulmano") foram nomeados para o Prémio Renaudot, em 2008.

Um comentário sobre este livro se encontra em Islâmicos, os maiores escravagistas do mundo.

Site da Editora Gallimard. Amazon.



Livros e referências sobre a escravidão islâmica


Estou agrupando, aos poucos, as referências sobre a escravidão islâmica. Para ler sobre exemplos, antigos e atuais, leia aqui. E clique aqui para ter acesso a todas as publicações do blog relacionadas a escravidão.

1. Livros sobre a escravidão islâmica
  1. The Legacy of Arab-Islam in Africa, John Alembellah Azumah, 2001, Oneworld Publications.
  2. Islam's Black Slaves: The Other Black Diaspora, Ronald Segal, 2002, Farrar, Straus and Giroux.
  3. Slavery in the Arab World, Murray Gordon, 1998, New Amsterdam.
  4. Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast and Italy, 1500-1800, Robert C. Davis, 2004, Palgrave McMillan.
  5. White Slaves, African Masters, Paul Baepler, 1999, The University of Chicago Press. 
  6. White Gold: The Extraordinary Story of Thomas Pellow and Islam's One Million White Slaves, Giles Milton, 2005. 
  7. Slaves on Horses: The Evolution of the Islamic Polity, Patricia Crone, 2003, Cambridge University Press. 
  8. Slave: My True Story, Mende Nazer, 2003, Perseus Books. 
  9. Le génocide voilé: Enquête historique, Tidiane N'Diaye, 2008, Collection Continents Noirs, Gallimard.
  10. Women and Slavery in the Late Ottoman Empire: The Design Of Difference (Cambridge Studies in Islamic Civilization), Madeline C. Zilfi, 2012, Cambridge University Press.  
  11. The Doctrine of Slavery: An Islamic Institution: Volume 4 (A Taste of Islam Series), Bill Warner, 2010. Center for the Study of Political Islam.
2. Artigos 
  1. Dossier: La traite négrière des musulmans en Afrique (652 - 1964), Tidiane N'Diaye, Site de Réinformation historique
  2. Islam’s Indian slave trade (Part i) in Islam’s genocidal slavery: part I. Australian Islamist Monitor. 









segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sátira: UNESCO declara islão a religião mais pacífica do mundo (há! há! há!)


Uma notícia publicada em um site que faz piadas (veja imagem abaixo) levou os supremacistas islâmicos ao redor do mundo tendo orgasmos múltiplos de felicidade.

O site, deixando claro que eles fazem sátira

O título da notícia veiculada pelo site satírico JUNTA KA REPORTER diz UNESCO declares Islam as the most peaceful religion of the world, ou seja UNESCO declara o Islã como a religião mais pacífica do mundo. É engraçado ver os comentários dos muçulmanos ensandecidos, enquanto que as pessoas de bom-senso tentar alertar que é tudo uma piada!

O "Certificado de Paz" mostrado pelo site satírico

A UNESCO foi obrigada a fazer uma declaração para esclarecer que é tudo uma brincadeira de mal gosto. Veja abaixo a declaração da UNESCO, em português (versão) e o original em inglês:
Queremos nos referir às recentes alegações publicadas no site juntakareporter, citando uma suposta declaração e o certificado da UNESCO que declara "o Islã como a religião mais pacífica do mundo". Tal afirmação não foi feita pela Organização e que o certificado reproduzido neste site é um falso. O site que publicou esta informação é uma mídia satírica.
UNESCO nunca teve qualquer relação oficial com a entidade designada por "Fundação Internacional da Paz", nem nunca apoiou uma tal declaração ou concedeu qualquer diploma deste tipo.
Em consonância com o seu mandato, a Organização tem a responsabilidade de promover o diálogo inter-religioso e intercultural em uma escala global, com o apoio infalível dos seus Estados-Membros, parceiros e redes. Ao fazê-lo, a UNESCO promove o respeito em pé de igualdade para todas as tradições e crenças, sempre se esforçando para construir pontes e fortalecer os laços sempre que possível.
O original em inglês:
We wish to refer to the recent allegations posted on the website juntakareporter, citing an alleged statement and certificate from UNESCO declaring "Islam as the most peaceful religion of the world". Such statement was never made by the Organization and that the certificate reproduced on this website is a fake one. The website that published this information is a satirical media.
UNESCO has never had any official relationship with the entity referred to as "International Peace Foundation", nor has it ever supported such a statement or granted any diploma of this kind. 
In line with its mandate, the Organization has the responsibility to promote interreligious and intercultural dialogue on a global scale, with the unerring support of its Member States, partners and networks. In doing so, UNESCO promotes respect on equal grounds for all traditions and faiths, always striving to build bridges and strengthen ties whenever possible.
Fica então registrado mais um exemplo de taqiyya.