segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Francirosy Barbosa: todos os muçulmanos são jihadistas


É sempre salutar quando muçulmanos dizem a verdade abertamente. Este é o caso do artigo Jihadistas são todos os muçulmanos, escrito pela professora Francirosy Campos Barbosa, no blog Caros Amigos, e republicado em Academia.

Francirosy é professora de Antropologia do Departamento de Psicologia Social da USP, Campus de Ribeirão Preto. No seu perfil no Twitter, ela se apresentava como "Antropóloga, professora da USP de Ribeirão Preto. Pesquisadora de Comunidades Muçulmanas. Esquerda Militante. Feminista. Antisionista. Muslim."

O seu prefil da FAPESP indica que ela fez um Pós Doc em Teologia Islâmica na Universidade de Oxford, sob a supervisão de Tariq Ramadan.

Tariq Ramadan é neto de Hassan al-Banna, o fundador da Irmandade Muculmana no Egito. Ele é conhecido por suas posições duplas, sendo acusado de ter dois discursos, um moderado destinado aos europeus, e outro fundamentalista quando expresso em árabe. O seu modo de atuação já foi tema de um livro, Brother Tariq, The Doublespeak of Tariq Ramadan (Irmão Tariq, o discurso duplo de Tariq Ramadan), escrito por Caroline Fourest em 2008. Segundo a autora, Ramadan, como seu avô (Hasan al-Banna), promove o fundamentalismo rígido e pode ser precisamente classificado como "um líder de guerra." Recentemente, ele defendeu os ataques jihadistas em Bruxelas. Mais informações sobre Tariq Ramadan podem ser encontradas aqui.

Perfil do Twiter da Professora Francirosy (apagado por ela mais tarde)

Ativismo pró-palestino e anti-sionista

O artigo Jihadistas são todos os muçulmanos foi escrito como reação a reportagem da Revista Veja sobre a visita do xeique wahabista al-Arifi, assunto tratado por nós duas vezes (aqui e aqui). É claro que a professora Francirosy têm uma postura favorável ao xeique, mas o que nós desejamos enfatizar aqui é o que ela falou sobre a jihad com sendo uma tarefa compulsória para todos os muçulmanos. Iremos enfatizar e tecer alguns comentários em alguns parágrafos selecionados. A professora disse: 
Talvez, seja difícil ainda para jornalistas e outras pessoas entenderem o conceito de Jihad, traduzido equivocadamente como Guerra Santa (em referência às Cruzadas). A palavra Jihad vem da palavra árabe ja-ha-ba que significa esforço, empenho, dedicação, tanto que a palavra Ijtihad, um dos termos da Jurisprudência Islâmica, significa esforço intelectual. São dois os principais conceitos de jihad: jihad nafs (esforço individual, aquele que vai lidar com o ego de cada muçulmano para que se esforce a ser uma pessoa melhor), jihad como guerra (qital), quando o muçulmano tem que se defender, resistir às invasões, às agressões, ao colonialismo, como podemos ver na Palestina, que resiste a tanta violência promovida pelos sionistas israelenses. Essa é a sua Jihad, resistir aos ataques e à violência perpretada há mais de 60 anos em suas terras. Eles jamais vão se render à violência, vão resistir, porque a resistência é alcorânica, o direito à defesa é alcorânico.
O manual de lei islâmica (Sharia) Umdat as-Salik wa 'Uddat an-Nasik define jihad como: 
Lei islâmica o9.0: Jihad significa guerra contra não-muçulmanos, e é etimologicamente derivada da palavra mujahada que significa guerra para estabelecer a religiãoEsta é a jihad menor. Quanto à jihad maior, esta é a guerra espiritual contra o eu interior (nafs) ...
Repito: guerra para estabelecer a religião (religião islâmica, é claro). Vejamos o que este mesmo manual diz: 

o9.1 Jihad é uma obrigação comunitária.
o9.2 Jihad é uma obrigação pessoal para aqueles na frente de batalha.
o9.3 Jihad é obrigatória para todos quando o inimigo cerca os muçulmanos.
o9.6 É uma ofensa fazer jihad sem a permissão do Califa (Mas se não existe Califa, não é necessária permissão).

Interessante. Jihad é uma obrigação pessoal e comunitária, e precisa da permissão do Califa (ou de algum xeique na ausência dele). Mas, qual o papel do Califa? 

o9.8 O califa faz guerra contra os judeus, cristãos e zoroastrianos (Primeiro, ele os convida a se tornarem muçulmanos. Se eles não aceitarem o convite, o califa os convida para para entrarem na ordem social do Islã, pagando o imposto dos não-muçulmanos (jizya). A guerra continua até que se tornem muçulmanos ou então paguem o imposto dos não-muçulmanos.).
o9.9 O califa faz guerra contra todos os outros até que eles se tornem muçulmanos.

(Leia mais sobre Jihad neste artigo) O que fica claro aqui é que jihad é sim uma guerra com fins religiosos. Uma "Jihad Maior", descrita como uma luta do indivíduo consigo mesmo, pelo domínio da alma; e uma "Jihad Menor", descrita como um esforço que os muçulmanos devem fazer para levar a ideologia do islão a outras pessoas, seja por meios pacíficos ou não. Segundo o Alcorão, apenas quem morrer na "Jihad Menor" tem a certeza do paraíso. E fica claro que a jihad armada pode ser tanto defensiva quanto ofensiva. 

O Dicionário Árabe-Inglês Hans Wehr traduz Jihad como "luta, batalha; jihad, guerra santa (contra os infiéis, como uma obrigação religiosa): 
داھج jihād fight, battle; jihad, holy war
(against the infidels, as a religious duty)
De modo que, ao contrário do que a professora Francirosy diz, a jihad armada tem sim um cunho religioso (guerra para estabelecer a religião) e tem sido ofensiva, colonialista e imperialista desde Maomé até os dias de hoje. Pergunto. Foi defensivo Maomé atacar as tribos árabes politeístas e cristãs do Iêmen, sem que elas estivessem fazendo nada contra ele (exceto não o aceitando como profeta)? Foi defensivo Maomé atacar a comunidade judáica de Kaybar sem que ela estivesse fazendo nada contra ele (exceto não o aceitando como profeta)? Foi defensivo Maomé atacar as comunidade cristãs de Mutah e Tabuk sem que elas estivesses fazendo nada contra ele (exceto não o aceitando como profeta)? Foi defensivo Maomé atacar a tribo de Umm Qirfa, uma mulher idosa, matando-a de um modo cruel?  Foi defensivo os seguidores de Maomé sairem em uma frenezí de pilhagem, estupro e escravidão, conquistando, ocupando e subjugando regiões outrora cristãs, judáicas, zoroastras, budistas e hindús, sem que estes nada tivessem feito coisa alguma contra os muçulmanos? Foi defensivo os exércitos jihadistas terem marchado milhares de quilômetros pelo deserto para invadirem a Península Ibérica e a França, sem que os visigodos ibéricos e os francos nunca tivessem feito nada contra os muçulmanos? 

Esse negócio de jihad ser apenas defensiva é história para boi dormir e não passa por uma análise histórica! 

A professora continua no seu artigo, referindo-se aos membros do Estado Islâmico: 
Estão em discordância até com o próprio termo que significa ISLAM, que é paz. 
A professora está errada. Islam significa "submissão" e o muçulmano é aquele que se submete à vontade de Alá, e ao exemplo de Maomé, seguindo a Sharia. O Dicionário Árabe-Inglês Hans Wehr traduz Islã como "submissão, resignação, reconciliação (com a vontade de Deus); -- a religião do Islã; a era do Islã; os muçulmanos": 
ماسا islām submission, resignation, reconciliation (to the will of God); -- ماساا the religion of Islam; the era of Islam; the Muslims
A professora termina o seu artigo com as seguintes palavras:
Reafirmo que todos os muçulmanos são jihadistas, pois é obrigação de todos o esforço, a dedicação e o empenho em suas atividades. Se se perguntar a um professor muçulmano qual é a sua jihad, ele dirá que é ser um professor melhor a cada dia. Se se perguntar a um médico, advogado, pedreiro, agricultor, todos vão dizer que a sua jihad é se dedicar em fazer sua atividade cada dia melhor e se empenhar em serem seres bons muçulmanos. Esta é a jihad maior de todo muçulmano.
Está faltando um pouco, ou muito, de jihadismo em alguns jornalistas para compreender a diversidade ímpar que são as comunidades islâmicas no Brasil.
Concordamos com o que ela diz, e reiteramos que "todos os muçulmanos são jihadistas" pois espalhar o islamismo, quer a nível armado quer a nível individual é dever de todos os muçulmanos, uma obrigação comunitária. A sua afirmação de que muçulmanos (sejam médicos advogados, pedreiros, agricultores, todos) devem se empenhar em serem bons muçulmanos está correta. O problema é que ser um bom muçulmano significa se subjugar a Alá e a Maomé, sendo exatamente aí onde reside o problema. Maomé foi um criminoso (senhor da guerra e terrorista, ladrão, assassino, mandante de assassinatos, pervertido sexual, pedófilo, mercador de escravos e pirata) e implacável contra os não muçulmanos (os káfir), os homossexuais, as mulheres, e os ex-muçulmanos, e tudo sob as bençãos de seu alter-ego, Alá.  E, este seu modo implacável de ser permeia a lei islâmica (Sharia). O nível de humanidade dos káfir (80% da população mundial) se encaixa melhor com os muçulmanos ruins (que não se submetem). 

Com respeito a "alguns jornalistas" eu diria que alguns deles têm feito um ótimo trabalho de taqiyya, mesmo sem saberem (exemplo, aqui e aqui). 

 Francirosy Campos Barbosa

Uma sugestão de referência para a professora Francirosy para aprender sobre quem foi Maomé: Sirat Rasul Allah, a biografia de Maomé escrita por ibn Ishaq antes mesmos que dos hadices. Está disponível em pdf de um site islâmico. De interesse particular é a parte 3 que trata da migração de Maomé para Medina, suas guerras, trinfo e morte. A única diferença entre Maomé e Gengis Khan é que Gengis Khan foi humano e tolerante. 

Ler Tariq Ramadan ajuda apenas para cobrir a verdade com um véu.


Um comentário:

Anônimo disse...

Ela é a tipica brasileira(o) q se ilude fácil e não questiona nada. Fica deslumbrada com uma cultura diferente da nossa e, por ser diferente, acha bonito. Por causa dos ignorantes q as coisas não melhoram nesse mundo.