sábado, 17 de setembro de 2016

Estudioso do islamismo prevê guerra civil na Europa, provocada pela "Geração Jihad"


Gilles Kepel, um professor de ciência política da universidade francesa Sciences Po (Instituto Parisiense de Estudos Políticos), afirmou que a terceira geração de jovens muçulmanos está sendo cada vez mais radicalizada e pode levar o continente a uma guerra civil. Ele afirmou que uma geração inteira se tornou adepta dos movimentos salafistas e wahabistas, cujo objetivo não é o de apenas conquistar a Europa, mas também o de eliminar a oposição islâmica mais moderada.

Em entrevista ao Die Welt, Prof. Kepel prevê que o crescente número de muçulmanos, que estão formando o que ele chama de "Geração Jihad", provavelmente continuará a cometer atos de terror nas cidades européias. Ele afirmou que o objetivo do terror não é o de apenas provocar uma mudança política, mas também o de incitar ódio do resto da sociedade contra os muçulmanos, o que levaria a uma radicalização ainda maior de muçulmanos, atingindo um ponto que levaria a Europa a uma guerra civil total.

O objetivo a longo prazo da Geração Jihad é destruir a Europa através da guerra civil e, em seguida, construir uma sociedade islâmica a partir das cinzas, disse Prof. Kepel. De fato, esta é uma estratégia semelhante a aplicada pelo Estado Islâmico na Síria, Iraque e Líbia, onde a organização islamista se usou do caos da guerra civil para, lentamente, construir suas forças, crescer em poder e ocupar território rapidamente.

O Prof. Kepel diz que a maioria dos muçulmanos não participam ativamente do terrorismo nem estão envolvidos a grupos terroristas. Contudo, o crescimento do salafismo entre os jovens significa que a terceira geração de muçulmanos é muito mais propensa a participar de grupos radicais.

O Prof. Kepel afirma que o salafismo e o wahabismo são ideologias perigosas, ao pregarem, por exemplo, que os ocidentais são "incrédulos", e ao encorajarem um caminho para a violência.

Na entrevista, o Prof. Kepel menciona a questão dos "muçulmanos moderados", notadamente os intelectuais islâmicos, afirmando que eles não estão fazendo o suficiente para combater a ideologia salafista e wahabista. O estudioso afirmou que os imãs tradicionais têm o dever de rejeitar os ensinamentos salafistas e wahabistas, porém, a grande maioria permanece em silêncio sobre o assunto.

Acrescente-se a este fato, o número crescente de jovens imigrantes que entram na Europa à partir do Oriente Médio e Norte da África. Estes jovens, ou trazem consigo os ensinamentos salafistas e wahabistas, ou se tornam facilmente influenciados por estes ensinamentos, ao perceberem que a expectativa de vida fácil na Europa não é satisfeita, o que gera revolta. O fato é que as autoridades policiais alemãs têm flagrado salafistas tentando converter e recrutar imigrantes, até mesmo dentro dos alojamentos para refugiados.

A polícia alemã tem feito operações para prender pregadores salafistas, tais como Sven Lau, o fundador de uma "patrulha islâmica" que tentava impor a Sharia nas ruas Wuppertal. O Die Welt disse, em outra reportagem, que a polícia tem o registro de 45 mil pregadores salafistas, e que vários têm sido presos, porém sem antes cometerem atrocidades, como em um caso onde a comunidade sique de Essen foi atacada por uma bomba caseira.

Na noite de 11 de setembro, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que "ataques são frustrados todos os dias ... incluindo neste momento, enquanto falamos." Valls disse que cerca de 15.000 pessoas na França estão sendo acompanhados, porque eles são suspeitos de estarem no processo de radicalização, enquanto que 1.350 estão sob investigação - 293 deles por supostas ligações com uma rede de terrorismo.

É importante lembrar que apenas muçulmanos, incluindo-se aí os recém-conversos, são afetados por este problema. Não existe risco de não muçulmanos cometerem atrocidades gritando Allahu Akbar.





Um comentário:

MIB disse...

"Na noite de 11 de setembro, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que ataques são frustrados todos os dias ".

É o que nós conhecemos popularmente por aqui como "enxugar gelo".



As forças policiais européias não vão frustrar 100% dos ataques, portanto algum inocente pagará com a vida pelo fato dos traidores europeus colocarem esses sanguinários junto com a população de bem da Europa.