domingo, 25 de setembro de 2016

O ódio islâmico contra os Bahá'í, "ex-muçulmanos" sob perseguição eterna


O islamismo estabelece que Maomé é o último profeta. Quem não crê nisso é um káfir (descrente da pior espécie) e merece a punição como estabelecida pela lei islâmica. Porém, no século 19, na Pérsia (atual Irã), surgiu um novo profeta, Baha'u'llah, cujos ensinamentos são considerados pelos seus seguidores como tendo cumprido todas as escrituras. Os seguidores de Baha'u'llah são chamados de Bahá'í.
Os Bahá'í são uma minoria religiosa que rejeita a violência, que prega a igualidade entre homens e mulheres, e que, horrror dos horrores, diz que Maomé não é o último profeta. Devido a estes três preceitos religiosos dos Bahá'í, notadamente o último, eles são impiedosamente perseguidos no mundo islâmico, especialmente no Irã xiíta. 
Resumo. Em 1844, na Pérsia, um muçulmano chamado Ali Muhammad Shirāzi se apresentou como sendo o Báb (que significa "porta" ou "porta"), o prometido Twelver Mahdi ou al-Qá'im, apresentando-se mais tarde como o próprio Mahdi, em seguida, como o "Profeta de uma Nova Era", e, finalmente, como a essência de Deus e seu ser. Os Bahá'ís afirmam que o Báb foi também o retorno espiritual de Elias e João Batista, que ele era o Saoshyant referido no Zoroastrismo, e que ele foi o precursor de sua própria religião. Ele escreveu várias cartas e livros confirmando este seu pleito messiânico, definindo seus ensinamentos, que se constituiem em uma "nova sharia." O Báb foi preso em 1846, pelos muçulmanos, sendo executado em agosto de 1850, pelo crime de blasfêmia. O Bahá'u'lláh, o fundador da fé Bahá'í, foi um seguidor do Báb, e afirmou ser o cumprimento da promessa que Deus iria enviar outro mensageiro. Ele foi preso 1862 e deportado para Constantinopla, sob o jugo turco-otomano. Ele morreu no exílio em 1882.

Bahá'u'lláh, em 1868

Muito embora o Báb tenha pego em armas e se revoltado contra o governo persa de então, o Bahá'u'lláh proibiu o emprego da jihad (guerra santa) para espalhar a fé Bahá'í. A postura do Bahá'u'lláh é a postura da fé Bahá'í (o que os torna em "caça mansa" para os xiítas).

Algo muito importante a ser considerado no tocante aos bahá'í é que os muçulmanos os têm como apóstatas (ou seja, acham que os bahá'í são ex-muçulmanos). Portanto, os bahá'í são perseguidos em todo o mundo islâmico, e a eles são oferecidas as mesmas as opções dadas aos apóstatas. Primeiro, serem convidados para que eles voltem a ser muçulmanos. Segundo, os punir, tornando a sua vida insuportável, a tal ponto que apenas voltando a serem muçulmanos eles terão paz (aslim taslam). A terceira opção é a morte dos bahá'í. (Esta é a misericórdia e a tolerância do Islã, submeta-se ou se defronte com a morte).

Curiosamente, a sede Bahá'í está localizada em Haifa, Israel, que é uma ilha de liberdade em uma região caracterizada pela intolerância. Ao terem construído a sua sede no único país que os acolheu (Israel), os baha'i são acusados de traídores e colaboradores dos sionistas, fato que apenas torna mais implacável a sua perseguição.

O "paraíso islâmico" onde existe a maior comunidade bahá'í é o Irã, exatamente onde a perseguição é mais aprofundada. Alguns exemplos:
  • Os bahá'í têm a sua fé criminalizada. Isso mesmo, o governo da República Islâmica do Irã tornou um crime pertencer à fé Bahá'í. 
  • A tentativa de obliterar a fé Bahá'í através do assassinato sistemático dos seus líderes. 
  • Acusar os bahá'í de não serem um grupo religioso, mas sim um grupo político, associado ao antigo Xá do Irã (deposto em 1979!). Esta acusação cai por terra pelo fato dos baha'i não se meterem em política.
  • Acusar os bahá'í de serem espiões. 
  • Serem vítima de detenções arbitrárias e por longos períodos. 
  • Serem objeto de discriminação econômica (dificuldade de acesso a empregos públicos e fechamento de seu comércio por acusações das mais banais).
  • Terem acesso restrito à educação, particularmente o ensino superior.
E, em outros países, a situação não é menos pior. Por exemplo, no Egito, no Afeganistão, no Azerbaijão, na Indonésia e no Marrocos,

Algumas referências sobre a situação dos Bahá'í no Irã:
  1. Discrimination against religious minorities in Iran, International Fed. for Human Rights 2003.
  2. The Specter of Ideological Genocide: The Bahá'ís of Iran, Affolter, Friedrich W., War Crimes, Genocide and Crimes Against Humanity. 1 (1): 75–114, 2005.
  3. Criminalizing the Baha'i faith, Christopher Buck, Iran Press Watch, 15 March, 2009.
  4. Iran is attempting to decapitate its Bahá'í community, Cherie Blair, Guardian, 25 August, 2010.
  5. Grave concern for safety of Iran's imprisoned Baha'i leaders, Baha'i World News Service, 2011.
  6. The Perils of Religious Persecution in Iran, Doug Bandow, CATO Institute, 2013.
  7. End economic discrimination in Iran, Bahá’í International Community, 2015.
  8. Europeans voice concern about the economic oppression of Iranian Baha'is, Bahá’í International Community, 2016.
  9. Iran: Dozens of Bahá’í Students Denied Enrollment in University, Iran Press Watch, 2016. 
  10. Widespread Denial of Education for Baha’is, Iran Press Watch, 2016. 
  11. Iran is tormenting the Baha’i people — is Canada going to do anything about it?, Terry Glavan, National Post, 2016. 
E nos outros países:
  1. The situation of the Baha'i community in Egypt, The Baha'is, 2007.
  2. Afghanistan: International Religious Freedom Report, U.S. State Department. United States Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, 2009.  
  3. AZERBAIJAN: Jailed for sharing faith, "non-constructive teaching" and "creating tensions between family members, Felix Corley, 2004.
  4.  Indonesia: International Religious Freedom Report, United States Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, 2009.
  5. The Ministry of the Custodians 1957-1963, Rabbani, R. (Ed.),  Bahá'í World Centre. pp. 414–419, 1992 (ISBN 0-85398-350-X).  
  6. Concluding observations of the Committee on the Elimination of Racial Discrimination: Morocco, Committee on the Elimination of Racial Discrimination, Office of the High Commissioner for Human Rights. Retrieved, 1994 (paragrafos 215 and 220). 
Websites:

    Iran Press Watch
    Bahá’í International Community


Sede Bahá'í em Haifa, Israel

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