quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Bartela e Qaraqosh libertadas; cristãos em Kirkurk sob ataque


Surgem notícias que a Planície de Níneve, local cuja população era predominantemente cristã antes do Estado Islâmico a conquistar, está sendo libertada. Você deve se lembrar que, um pouco mais de dois anos atrás, os cristãos foram tiveram que fugir de suas casas com a roupa do corpo frente ao avanço do Estado Islâmico. As casas dos cristãos tiveram seus muros pintados (pelos seus próprios vizinhos muçulmanos sunitas) com a letra "N" em árabe ن, inicial de "Nazareno", como cristãos são chamados. Aqueles que não puderam fugir foram forçados a pagar o imposto jizya (na prática, uma extorsão) perdendo suas posses, ou forçados a se converterem ao islão ou simplesmente mortos. As mulheres foram escravizadas sexualmente.


Aqueles que fugiram estão vivendo em campos de refugiados mantidos pelas igrejas, em Erbil e Kirkuk, na região autônoma do Curdistão. Eles não podem ir para os campos de refugiados das Nações Unidas, pois lá eles são perseguidos pelos muçulmanos sunitas.

Estamos nos referindo aqui a 200 mil cristãos que viviam suas vidas pacificamente sem incomodar ninguém. Aos olhos dos seus vizinhos muçulmanos e dos jihadistas do Estado Islâmico, o único crime deles era o de não serem muçulmanos.

Mapa com a posição aproximada de Mosul, Bartela, Qaraqosh, Erbil e Kirkuk 
(a distância entre Mosul e Bartela é de 20 quilômetros)

Agora, chegam relatos de que duas cidades, Qaraqosh e Bartela, foram libertadas, como consequência do esforço para a reconquista da cidade de Mosul. Um número de aproximadamente 30 mil soldados, entre soldados iraquianos, combatentes curdos e assírios, bem como forças paramilitares xiítas, começou este ataque.

Os grupos Aid to the Church in Need e Solidarity with the Persecuted Church nos informam sobre a reconquista cidade de Qaraqosh. E a CBN noticiou sobre a reconquista de Bartela. Um vídeo oriundo a France24, descreve a emoção dos combatentes assírios (cristãos) ao retornarem para a sua cidade.


As duas cidade estão cheias de armadilhas e bombas, que precisam ser identificadas e desativadas, antes que os seus habitantes originais possam retornar para suas casas e reconstruírem as suas vídas, a partir do nada. As igrejas e prédios religiosos foram alvo de ataques e destruição, ou transformados em instalações militares.

Mas, o perigo é constante. Jihadistas do Estado Islâmico, se fazendo passar por refugiados, penetraram na cidade de Kirkurk, uma das cidades onde os cristãos estão alojados, e os atacaram. Existem poucas informações sobre isso, apenas este fato, divulgado pelo grupo CitzenGo em uma petição online. Aparentemente, as forças de segurança curdas rechaçaram os jihadistas

Abaixo seguem algumas imagens retiradas oriundas do PJMedia, que mostram um pouco da destruição em Bartela.

Muro da casa de uma família cristã, onde se lê, propriedade do Estado Islâmico 
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Mural com a Última Ceia, com o rosto de Cristo e dos Apóstolos desfigurados 
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Interior da Igreja de Santo Shmoni
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Interior da Igreja de Santo Shmoni
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Imagem da Virgem Maria jogada em uma rua de Bartela. Uma outra imagem havia sido "degolada" 
(AP Photo/Khalid Mohammed)

Mural ao lado de fora da Igreja de São Shmoni, igualmente desfigurado
(Rex Features via AP Images)

Explosivo encontrado na Igreja de São Shmoni
(Rex Features via AP Images)

Um cruz provisória foi colocada onde uma cruz de concreto existia
(Rex Features via AP Images)

O sino voltou a toca em Bartela, após 2 anos
(Rex Features via AP Images)






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