sábado, 29 de outubro de 2016

Turquia neo-Otomana deseja pedaços da Grécia, Síria, Iraque e Chipre


O presidente turco Recep Erdogan está no poder desde 2003. Antes disso, ele chegou a ser preso em 1999, por quatro meses (quando era prefeito de Istanbul), por suas posições anti-seculares e pró-islamistas. Ele ficou famoso com a afirmação:
As mesquitas são os nossos quartéis, suas cúpulas os nossos capacetes, seus minaretes nossas baionetas, e os fiéis os nossos soldados.
Ele, junto com o partido islamista que ele próprio fundou, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), vem seguindo uma linha metódica e gradual, visando substituir a visão secular de Ataturk por uma visão islamista. Ele não esconde os seus sonhos de re-editar o Império Otomano, mesmo que seja uma parte dele, bem como de re-restabelecer a Turquia como a sede do Califado Islâmico, extinguido por Ataturk em 1929.

Em discurso recente, Erdogan deixou bem claro o que pensa com respeito às suas aspirações territoriais. Ele criticou o Tratado de Laussane, que criou as fronteiras da Turquia atual. Ele acha que este tratado deixou a Turquia menor do que deveria. Ele se referiu especificamente às cidades de Alepo e Mosul, ambas motivo de lutas devido a guerra civil síria (Alepo) e devido ao conflito com o Estado Islâmico (Mosul). Isso não significa que a Turquia irá invadir estas cidades (pelo menos por enquanto), mas mostra o pensamento que se torna predominante no governo turco, e se torna mais uma fonte de incertezas em uma região conturbada.

https://youtu.be/-oxSE4Ofego ok
Discurso de Erdogan, dizendo que Alepo e Mosul pertencem a Turquia

O mapa abaixo mostra o que foi estabelecido no chamado Pacto Nacional, assinado em 1920, e que mostra os territórios que o então moribundo império otomano considerava como o mínimo que ele deveria manter. O discurso atual de Erdogan é o de que é dever da Turquia defender as "minorias turcas" que ainda residem nestes territórios, bem como defender os "irmãos muçulmanos sunitas." Este é o velho discurso dos invasores. 

Mapa da "Grande Turquia" englobando áreas hoje pertencentes a Grécia, Bulgária, Armênia, Síria e Iraque (não estão identificados no mapa a Ilha de Chipre e nem a Criméia)


Erdogan cercado por atores vestidos como guerreiros dos "16 impérios turcos", 
durante jantar oferecido ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, em 2015



3 comentários:

CENSURADO AGAIN disse...

O CRANIO DE ERDOGAN OS TRAÇOS DE ALGUNS DESTES AS VESTES ISSO LEMBRA A GRANDEZA DE TURAN E BERINGIA

CENSURADO AGAIN disse...

A HELADA PROPRIAMENTE DITA É MESMO AQUELE TRECHO MENOR ENTRE O SUL O EGEU ETC HA GREGOS E OUTROS QUE SONHAM COM A RE-HELENIZAÇÃO DA OUTRA MARGEM REFAZENDO DO EGEU UM MARE NOSTRVM MAS QUEM MANTEVE A TURQUIA VIVA NA EPOCA DA PARTILHA FORAM OS PROPRIOS ANGLOS

CENSURADO AGAIN disse...

O PROBLEMA DO TURANISMO É QUE ALGUMAS ALAS SE PRENDEM AO SEMITISMO SÓ OUTRAS SÃO TRADICIONALISTAS TURANICAS PRE SEMITICAS