sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

BRF cria a (Sadia-Halal) OneFoods, sediada em Dubai, em busca investimento islâmico


Nós já escrevemos anteriormente, por diversas vezes, sobre certificação halal, e como ela está, aos poucos, tomando conta da indústria alimentícia brasileira. Leia o artigo Boicote Produtos Halal.

Agora, nos vem a notícia que a poderosa BRF (famosa por produtos como a Sadia, Perdigão e Qualy), a maior exportadora de carne de frango do mundo, criou uma subsidiária em Dubai, chamada OneFoods.

Segundo informações da própria BRF, as operações da Onefood começaram na primeira semana de janeiro. A OneFoods é uma subsidiária da companhia dedicada ao mercado halal, até então referida como “Sadia Halal.” O objetivo é consolidar seus esforços nos mercados mulçumanos. A OneFoods tem market share de aproximadamente 45% em produtos de frango na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Omã.

Segundo Pedro Faria, CEO Global da BRF, “Quando você pergunta qual é a marca de alimentos Halal número um do Oriente Médio, a resposta é Sadia. Isso é um ativo fantástico, pois demonstra o quão próximo estamos dos consumidores e o quão seguros eles estão em relação a qualidade e a procedência dos nossos produtos. Estamos falando de uma relação de mais de 40 anos, visto que o primeiro contêiner de produtos da empresa desembarcou na região na década de 1970”, afirma.

A OneFoods tem cerca de 15 mil funcionários e cadeia totalmente integrada. O fornecimento de produtos é realizado por meio de 10 plantas, sendo oito localizadas no Brasil, uma nos Emirados Árabes Unidos e uma na Malásia, todas com as necessárias certificações halal (vídeo promocional  neste link).

O símbolo da "Sadia-Halal" OneFoods é uma lua crescente

Segundo a Reuters, a BRF planeja listar açoes da sua nova subsidiária em uma ação de IPO (oferta pública inicial de ações), visando levantar 1,5 bilhão de dólares com a venda de 20%. A BRF contratou as unidades de investimento do Bank of America e do Morgan Stanley, com o Citigroup funcionando com intermediário. 

Com a criação desta subsidiária, a BRF irá ter acesso aos fundos de investimento muçulmanos, que só investem em "empresas halal." Curiosamente, o Catar anunciou criação de um gigantesco banco (44 bilhões em ativos) usando a Sharia Financeira. A Sharia financeira se caracteriza pelo cumprimento da lei islâmica nas transações financeiras, bem como na imposição de condições de investimento, por exemplo, a construção de mesquitas que sigam a orientação do salafismo/wahabismo.

Segundo informações que eu obtive relativas à produção de frango halal da BRF, ela é 100% voltada para a exportação. O abate é feito em 8 abatedouros. Todos os abatedouros de frango construidos depois da década de 80 são apontados para Meca. 

No abate halal da BRF, as aves não são dessensibilizadas (atordoadas), ou seja elas sentem a dor do abate, algo prescrito pelo islão.  Já o abate feito para o mercado interno é todo mecanizado e as aves são dessensibilizadas (atordoadas). Isso se chama de abate humanitário, algo que é proíbido no islão. 

Apenas muçulmanos podem fazer o abate halal, o que impõe uma reserva de mercado discriminatória, e, creio eu, anti-constitucional. 

Os abatedores e fiscais são todos muçulmanos, oriundos de países tais como Egito, Paquistão e Tunísia, e são trazidos para o Brasil pelas certificadoras halal, empresas que recebem dinheiro dos frigoríficos para certificar que o abate segue o rito islâmico (oração para Allahu Akbar e abate com dor). Esta exigência de abatedores e fiscais muçulmanos é um modo de fazer com que a população islâmica aumente, fato mais pronunciado nas cidades do interior do Paraná e Santa Catarina. Depois de um tempo, o muçulmano estrangeiro se naturaliza, se casa com uma brasileira, e arruma outro emprego, gerando a necessidade de importar novos muçulmanos. 

A certificação halal é feita por diversas entidades islâmicas, de linha sunita e xiíta. Veja uma lista delas neste link. O esquema é ardiloso. As empresas brasileiras que desejam exportar para países muçulmanos precisam de um selo de certificação. Para obter este selo elas têm que alterar a sua linha de produção bem como pagar uma taxa. Esta taxa é usada para financiar a pregação islâmica no Brasil (dawa) bem como para manter e construir novas mesquitas. Parte da taxa também é destinada para a zakat, a caridade islâmica que, dentre outras coisas, pode financiar a jihad. E muitas empresas estão vendendo cada vez mais produtos halal no Brasil, no que implica que o consumidor brasileiro  acaba pagando indiretamente pela certificação (é como se os consumidores estivessem pagando um "dízimo islâmico" sem saberem).

(Leia mais sobre isso no artigo Zakat (dízimo islâmico), Certificação Halal, e o financiamento da Jihad)

Um exemplo de liderança no setor é o empresário libanês Chaiboun Ibrahim Darwiche, diretor-executivo do SIIL (Serviço de Inspeção Islâmica), ligado ao engodo da Certificação Halal, e baseado em Chapecó, SC. (O Presente Ruralavisiteislamichalal). Além de diversas atividades, o Serviço de Inspeção Islâmica também faz pregação do islamismo (dawa), ou seja, o dinheiro cobrado dos frigoríficos pelas certificadoras halal é usado na islamização do Brasil. 

O curioso é que o filho deste empresário libanês teve que usar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça, tendo sido indiciado por três crimes, inclusive sendo suspeito de planejar um atentado terrorista no Brasil (Época). 

De modo que mesmo que a produção halal seja toda voltada para o mercado externo, ela contribui para o processo de islamização do Brasil.



3 comentários:

Anônimo disse...

No abate halal da BRF, as aves não são dessensibilizadas (atordoadas), ou seja elas sentem a dor do abate, algo prescrito pelo islão. Já o abate feito para o mercado interno é todo mecanizado e as aves são dessensibilizadas (atordoadas). Isso se chama de abate humanitário, algo que é proíbido no islão.

Você não foi nada específico nessa parte do texto, repetiu a mesma explicação duas vezes fazendo uma afirmação contrária ao que está escrito no islam sobre o abatimento halal.

O abate halal siginifca "não atordoar os animais (aves, ovelhas, bois, etc) na hora de sacrificá-los, eles não abatidos de forma humanizada, utilizasse de uma faca muito bem afiada e passa-se no pescoço do animal de forma que ele não a sinta e perca sangue em estado dormente, ou seja, ele vem a morrer sem sentir dor e sofrimento. Esse abate humanizado sim é prescrito no Alcorão e é permitido.

José Atento disse...

Claro. Você tem que defender o indefensável. O animal não sente dor no abate halal por que a faca é afiada. Então fica aqui o desafio. Corte o seu pescoço com uma faca afiada e se pendure de cabeça para baixo, sangrando até a morte. Depois você nos diz se você sofreu ou não.

José Atento disse...

PS. O desafio é alegórico.