segunda-feira, 29 de maio de 2017

Jihad! A Queda de Constantinopla, 29 de maio de 1453


José Atento
Você já imaginou a Igreja Notre Dame de Paris, a Abadia de Westminster em Londres, ou mesmo o Vaticano sendo transformados em mesquita? Esta pergunta parece sem sentido, não é mesmo? 
Agora, imagine uma pergunta semelhante, feita mil anos atrás, mas desta vez envolvendo a Catedral de Hagia Sofia, uma maravilha arquitônica apenas igualada com as grandes catedrais européias do final da Idade Média, situada em Constantinopla, que foi, por vários séculos, a cidade mais importante do mundo.
Pois bem, isso aconteceu. Em 29 de maio de 1453, Constantinopla foi violentamente conquistada pela jihad islâmica promovida pelos turcos otomanos. 
Nos dias de hoje, a conquista islâmica está ocorrendo sem grandes lutas, sobre uma Europa letárgica que se rendeu antecipadamente, através da imigração muçulmana (hégira) e altas taxas de nascimento (que tornam o útero das muçulmanas em armas) aliadas a prática, mesmo ilegal, da poligamia. 

Constantinopla nos tempos bizantinos (fonte Wikipedia)
(a primeira ponte sobre o Chifre de Ouro, construída pelo imperador bizantino Justiniano o Grande, pode ser vista perto das muralhas de Teodósio, na extremidade ocidental da cidade, na parte superior direita, nesta rendição da velha Constantinopla.


Constantinopla foi fundada no ano de 330 pelo imperador Constantino o Grande, que dedicou a cidade como a nova capital do Império Romano. Logo, as colinas que dominavam o Mar de Mármara e o Estreito do Bósforo se tornaram o lar de uma das cidades mais proeminentes e mais ricas do mundo. Com a sua proximidade com o Mar Negro e do Mediterrâneo, juntamente com importantes rotas comerciais ligando o Oriente e o Ocidente, Constantinopla foi, por vários séculos, uma das cidade mais importante do mundo, do ponto-de-vista político, cultural, econômico e espiritual. Não só a cidade se tornou um centro crucial para o cristianismo, mas também funcionou como o último bastião de defesa contra a expansão do islão.

29 de maio de 1453. Esta data marca a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos, na sua Jihad contra os Bizantinos. A conquista de Constantinopla deu aos turcos a posição estratégica que eles precisavam para invadir a Europa pelos Balcãs. Se a Europa pudesse ajudar os bizantinos e derrotar os turcos, teria-se bloqueado a invasão da jihad islâmica turca através dos Balcãs, evitando-se todos os problemas e traumas que esta região enfrenta ainda nos dias de hoje.  O imperador Bizantino, Constantino XI Paleólogo pediu ajuda ao Papa Nicolaus V, que não tinha tanta influência sobre os reis e príncipes da Europa como o imperador esperava. Inglaterra e França estavam tremendamente enfraquecidas como consequência da Guerra dos Cem Anos, enquanto a que Espanha ainda lutava pela Reconquista. Apenas navios de Veneza e mercenários de Genova ajudaram na defesa da cidade. Eram 8 mil gregos, venezianos e genoveses contra 150 mil turcos.

Depois 2 meses de cerco e guerra terrestre, o exército otomano atravessou as impenetráveis muralhas de Constantinopla, ajudados pelos enormes canhões que podiam disparar bolas de 270 quilos, e com galeras que foram puxadas para o Chifre de Ouro sobre trilhos de madeira lubrificados. O jovem sultão Maomé II, então com 21 anos, conseguiu o que vários exércitos muçulmanos haviam tentado ao longo de mais de 700 anos: conquistar Constantinopla. A Queda de Constantinopla também marca o fim do Império Romano, e mais uma etapa no extermínio total dos armênios, gregos, e assírios da Anatólia (região ocupada pela Turquia de hoje).

A cidade foi saqueada  por três dias. Milhares de cristãos foram assassinados e estuprados, as igrejas da cidade foram saqueadas, e seus altares foram despojados. A Catedral de Hagia Sofia foi transformada em uma mesquita rapidamente, e muitas outras igrejas seguiram o exemplo.

Durante a batalha, navios italianos de Veneza conseguiram resgatar vários civis, incluindo estudiosos que trariam o conhecimento grego-romano para a Itália e ajudariam a dar início ao Renascimento e à ascensão da civilização européia. Como resultado, o ano de 1453 é muitas vezes visto como sendo a ponte entre os mundos medieval e moderno.


http://youtu.be/Oocwqkqs6f4 OK

Os excessos que se seguiram durante as primeiras horas da vitória turco-otomana, são descritos em detalhe por testemunhas oculares ...
Bandos de soldados começaram a saquear. Portas foram quebradas, casas particulares foram saqueados, seus inquilinos foram massacrados. Lojas nos mercados da cidade foram saqueadas. Monastérios e conventos foram invadidos. Seus inquilinos foram mortos, freiras foram estupradas, muitas, para evitar a desonra, se mataram. As tropas se satisfaziam em uma orgia de matança, estupro, pilhagem, incênciso, escravização, que continuou sem parar. As grandes portas de Santa Sofia foram forçadas a abrir, e multidões de soldados irritados entraram e cairam sobre os adoradores infelizes. O saque e a matança no lugar santo durou horas. Semelhante foi o destino dos adoradores na maioria das igrejas da cidade. Tudo o que poderia ser tomado a partir dos esplêndidos edifícios foi tomado pelos novos senhores da capital imperial. Ícones foram destruídos, manuscritos preciosos foram perdidos para sempre. Dezena de milhares de civis foram escravizados, enquanto que os soldados lutavam pela posse de meninos e meninas. Morte e escravidão não distinguiu entre as classes sociais. Nobres e camponeses foram tratados com igual crueldade.
O Sultão entrou na cidade na tarde do primeiro dia de ocupação. Constantinopla era finalmente dele, e ele tinha a intenção de torná-la o capital de seu poderoso Império. Ele visitou a cidade em ruínas. Ele visitou Santa Sofia, que ele ordenou para ser transformada em uma mesquita.
O que se viu foi desolação, destruição, morte nas ruas, ruínas, igrejas profanadas ...
O fundador de Constantinopla foi o Imperador Constantino. Quiz o destino que o último imperador romano também se chamasse Constantino. Constantino XI Paleólogo foi imperador desde 1449 até a sua morte em 1453, no dia que a cidade caiu.  

O sultão Maomé II fez uma oferta a Constantino XI Paleólogo: em troca da rendição de Constantinopla, a vida do imperador seria poupada e ele continuaria a governar em Mistra. Constantino respondeu: "Entregar-te a cidade está além da minha autoridade ou de qualquer outra pessoa que nela habite, porque todos nós, depois de tomar a decisão mútua, morreremos por livre arbítrio sem poupar as nossas vidas."

Ele morreu em 29 de maio de 1453, no dia em que a cidade caiu. Diz-se que suas últimas palavras foram: "A cidade caiu e eu ainda estou vivo." Então rasgou seus ornamentos imperiais de modo a que nada o distinguisse de qualquer outro soldado e levou seus homens restantes a uma última carga.

A morte heróica de Constantino XI e o choque causado pela queda da Cidade, combinado com o fato de que seu lugar de sepultamento permanece um mistério até hoje, gerou diversas lendas sobre um imperador adormecido, isolado por Deus, que um dia virá para expulsar os invasores e restaurar o Império. Ele é considerado como mártir tanto pela igreja ortodoxa grega quanto pela igreja católica bizantina, sendo algumas vezes referido como Santo Constantino XI Paleólogo.


"Santo Constantino XI", estátua em Atenas 


Canto bizantino: lamento pela queda de Constantinopla
Título: "Ο Θεός ήλθοσαν έθνη" (O God, the heathen are come)
Compositor: Manuel Chrysaphes


domingo, 28 de maio de 2017

Jihad Islâmica contra as Filipinas: a Jihad é global! (Estado Islâmico)


As Filipinas, um país cristão, que nunca fez nada contra os muçulmanos, está sendo atacada. Bem, o crime da Indonésia é não aceitar Alá e Maomé e se recusar a se converter ao islamismo. Esta recusa representa "descrença" que, segundo o Alcorão, é pior do que matança.

Entenderam? Fazer a chacina de não muçulmanos é algo melhor do que recusar o islamismo.
Alcorão (2: 191) "E matai-os onde quer que você os encontreis. E expulsai-os de onde vos expulsaram. A fitnah [descrença] é pior do que a matança ... " 
Alcorão: 8: 39 "Então, lute contra eles até que não haja mais fitnah (descrença [não muçulmanos]) e todos submetam-se apenas à religião de Alá  (no mundo inteiro)."
E ainda existem as punições:
Alcorão 5:36 “O castigo, para aqueles que lutam contra Alá e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo”. 
Pois bem, as Filipinas tem 5% da população formada por muçulmanos, a maioria morando no Sul (próximo da Indonésia), na província de Mindanao. Lá, grupos jihadistas têm operado, afiliando-se a Al-Qaeda, e agora ao Estado Islâmico. De onde vem o dinheiro para comprar armas? Bem. Considerando que os jihadistas são wahabis, e que o wahabismo vem da Arábia Saudita e países do Golfo ... .

É, parece que 5% já  é o suficiente para jihad armada.

Pois bem, agora um grupo chamado Estado Islâmico de Lanao está combatendo tropas do exército filipino nas ruas da cidade de Marawi. O presidente filipino, Rodrigo Duterte, declarou lei marcial e estado de emergência.

Cristãos, claro, tem sido o alvo preferido dos covardes psicopatas de Alá. Um padre católico foi sequestrado junto com 13 membros da sua congregação. O chefe de polícia foi degolado e prédios foram queimados. Existe também notícia que os jihadistas atacaram a prisão e soltaram os presos, para aumentarem a sua tropa. Prédios têm sido queimados (Independent, Aleteia)

Fotos oriundas da mídia social dão conta do que está acontecendo e podem ser vistas neste link: https://www.rt.com/news/389618-islamic-state-chaos-philippines-social/

Cidadões fogem de Marawi

O Estado Islâmico afirma ter conquistado a cidade de Marawi. O governo filipino nega e promete esmagar os jihadistas (Duran)

Presidente Duterte envia e helicópteros de ataque para retomar Marawi dos jihadistas ligados ao Estado Islâmico - com vídeo (RT).

Exército afirma ter resgatado 78 reféns, e matado 13 jihadistas (RT).

Estado Islamico controla tráfego em uma ponte

Filipinas: jihadistas do Estado Islamico estão matando pessoas à tiros por não conseguirem recitar versos do Alcorão (Daily Mail).

Reportagem de TV CGTN America
93% da população das Filipinas é de cristãos, 1% de Budistas, 2% professa o animismo e o xamanismo, 1% de ateus, ou seja, menos de 3% professa o islamismo, e já é o suficiente para que militantes do ISIS sunitas provoquem o caos no país. A ordem do presidente Duterte é que as FFAA atirem para matar qualquer um que pareça suspeito, apareça com a bandeira do ISIS e que ameace os cidadãos das Filipinas. Ele decretou Estado de Emergência e a Lei Marcial em todo o país.
https://youtu.be/_ZPIGriDGFo OK

Estado Islâmico libera filme mostrando a execução de 6 cristãos nas Filipinas (Actual, 15 de junho)

Filme mostra a destruição de igreja em Marawi
https://youtu.be/Dch-j9Vc39Q OK


Filipinas: mulheres presas pelos jihadistas do Estado Islâmico na cidade de Marawi estão sendo usadas como escravas sexuais e obrigadas a se converterem ao islamismo. Centenas de cristãos estão sendo usados como escudos humanos frente ao avanço do exército filipino que tenta reconquistar a cidade e aniquilar os jihadistas. (Daily Mail, 29 de junho)



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Discurso de Trump na Arábia Saudita, o "véu de Melania" e os judeus


Uma comitiva liderada dos EUA pelo presidente Trump visitou a Arábia Saudita. Se por um lado os EUA venderam 110 bilhões em armamentos para a Arábia Saudita (algo ruim), por outro o presidente Trump fez um importante discurso para o "mundo islâmico." Além disso, Melania Trump, e as mulheres da comitiva, não se submeteram à misoginia islâmica e não usaram o véu! E os judeus da delegação foram recebidos com pompa. Abaixo, tratamos destes tres assuntos. 
Sobre o discurso

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um importante discurso ontem em Riade, na Arábia Saudita, perante uma audiência formada por diplomatas de diversos países de maioria muçulmana (veja lista na figura abaixo), durante um evento organizado pela própria Arábia Saudita chamado de "Arab Islamic American Summit."

Lista dos países presentes ao discurso de Trump  

O discurso de Trump foi muito diferente do discurso feito pelo então presidente Obama em 2009, no Cairo (Egito). Em 2009, Obama retirou a responsabilidade do "terrorismo islâmico" do islão e se "prostou ao islão." Em 2017, Trump redirecionou o discurso colocando a responsabilidade do problema na mão dos muçulmanos: o problema é deles e eles é que devem reconhecer que o problema existe e encará-lo de frente!

(Leia o artigo Kassam: do Cairo a Riyadh, Trump impulsionou ação contra terror, onde Obama ofereceu apologismo islâmico para uma comparação entre o discurso de Obama, em 2009, e o de Trump, em 2017.)


Dois respeitados especialistas, Daniel Pipes e Ryan Mauro, deram sua opinião sobre o discurso. Em geral, eles elogiaram o discurso de Trump, ressaltando o fato que este discurso precisa ser seguido por um plano de ações concreto.

Daniel Pipes fez  uma ressalva importante. Ele considera ridículo anunciar a abertura de um "Centro Global de Combate à Ideologia Extremista" exatamente em Riade, a sede do Wahhabismo, Daniel Pipes também critica a Arábia Saudita de ter sido chamada de "terra sagrada", bem como os elogios ao Rei Salman, uma pessoa implicada em contribuir com dezenas de milhões de dólares, durante a década de 1990, para financiar a violência jihadista na Bósnia e no Paquistão.

Contudo, Daniel Pipes diz que o discurso representa uma mudança importante da política dos EUA na direção certa. particularmente em relação ao Irã e ao Oriente Médio. Daniel Pipes menciona que
O mais importante é a disposição de Trump de apontar a ideologia do islamismo como o inimigo. Isso é extremamente importante: assim como um médico deve primeiro identificar um problema médico antes de tratá-lo, assim um estrategista deve identificar o inimigo antes de derrotá-lo. Falar de "malfeitores", "terroristas" e "extremistas violentos" é perder o núcleo islâmico do inimigo.
Daniel Pipes continua dizendo que Trump
confirmou este ponto várias vezes no discurso: "Os países de maioria muçulmana devem assumir a liderança no combate à radicalização"; "As nações muçulmanas devem estar dispostas a assumir o fardo, se nós vamos derrotar o terrorismo e enviar sua ideologia perversa para o esquecimento"; Uma menção ao número de vítimas do "ISIS, Al-Qaeda, Hezbollah, Hamas e tantos outros"; E seu chamado a ficar juntos "contra o assassinato de muçulmanos inocentes, a opressão das mulheres, a perseguição aos judeus e a matança de cristãos". Não existe confusão aqui sobre a natureza do problema.
Ryan Mauro destacou os principais sete trechos do discurso. São eles:
É uma escolha entre dois futuros - e é uma escolha que os EUA não podem fazer para vocês. Um futuro melhor só será possível se as vossas nações expulsarem os terroristas e os extremistas. Expulse-os. elimine-os de seus locais de culto. Elimine-os de suas comunidades. Expulse-os da tua terra santa e elimine-os da Terra. 
Os líderes religiosos devem deixar isso absolutamente claro: a barbárie não lhes dará glória - a piedade para o mal não lhes trará dignidade. Se você escolher o caminho do terror, sua vida estará vazia, sua vida será breve, e sua alma será condenada.
Isso significa enfrentar honestamente a crise do extremismo islâmico e dos grupos terroristas islâmicos que o inspira. E significa ficar de pé contra o assassinato de muçulmanos inocentes, contra opressão das mulheres, contra a perseguição aos judeus e contra a matança de cristãos.
O verdadeiro número de vítimas do ISIS, Al Qaeda, Hezbollah, Hamas e tantos outros deve ser contado não apenas no número de mortos. Ele também deve ser contado nas gerações que têm seus sonhos destruídos.
O berço da civilização está esperando o começo de um novo renascimento. Imaginem o que o amanhã poderia trazer.
Até que o regime iraniano esteja disposto a ser um parceiro para a paz, todas as nações de consciência devem trabalhar em conjunto para isolar o Irã, negar financiamento para o terrorismo e rezar pelo dia em que o povo iraniano tenha um governo justo que merece.
Ryan Mauro critica este último trecho do discurso sob a alegação que pode dar a entender que o Irã é o único responsável pelo extremismo, quando sabemos que isso não é verdade. A Arábia Saudita promove o wahabismo e outros países do Golfo, como o Catar, Kuweit e os Emirados Árabes Unidos são financiadores do extremismo e terrorismo islâmico.

No geral, Ryan Mauro compara o discurso de Trump em Riade, com o discurso de Ronald Regan em Berlin, quando ele pediu a Gorbachov para "derrubar o muro."

Tanto Daniel Pipes quando Ryan Mauro reconhecem que o discurso precisa ser seguido por ações concretas. Daniel Pipes diz que
para o discurso de Trump fazer diferença, ele deve ser o começo de uma abordagem consistente que reconheça que a ideologia islâmica está no centro do conflito - e que a violência é apenas uma de suas manifestações, e talvez não a mais perigosa delas.
Durante a campanha presidencial, o então candidato Donald Trump prometeu em um discurso que "um dos meus primeiros atos como presidente será estabelecer uma comissão sobre o islamismo radical ... para identificar e explicar ao público americano as convicções fundamentais e crenças do islamismo radical, identificar os sinais de alerta da radicalização e expor as redes, existentes em nossa sociedade, que apóiam a radicalização." Segundo o então candidato, esta comissão iria "desenvolver novos protocolos para policiais, investigadores federais e funcionários de imigração."

Chegou a hora de criar esta Comissão sobre o Islamismo!

Melania se recusa a usar o véu

Parabéns à Primeira-Dama dos USA, Melania Trump que não se rendeu à misoginia da Lei Sharia durante a visita à Arábia Saudita. Ela sabe muito bem o mal que o Islã já fez na sua Eslovênia e na região ao redor.

A foto abaixo mostra rei da Arábia Saudita apertando as mãos com a Primeira Dama dos EUA que escolheu não usar o Hijab ou qualquer lenço de cabeça. Mesmo a linguagem corporal do rei Salman mostra que ele não está fazendo este ato com relutância, o que vai contra a visão de seu clero islâmico ortodoxo.

Melania Trump cumprimentada pelo Rei Salman


Melania Trump, Hillary Clinton e Michelle Obama

Outras "primeiras-damas, tais como Laura Bush, Hillary Clinton e Michelle Obama se curvavam e usavam o véu quando visitavam os países muçulmanos. Crédito seja dado a Michelle Obama se recusou a usar o véu em 2015 (após usá-lo por 7 anos como primeira-dama).

A família do Presidente Clinton visitando Yasser Arafat

E os judeus entraram no "reino saudita"

E o Reino Saudita de Salman bin Abdelaziz teve que receber com toda pompa os judeus ortodoxos Jared Kushner e Ivanka Trump, respectivamente genro e filha de Donald Trump, pois eles faziam parte da comitiva do presidente dos Estados Unidos.

Ivanka Trump e Jared Kushner

Os judeus israelenses são proibidos de entrarem na Arábia Saudita e em outros países islâmicos. Até mesmo uma pessoa que não seja judía pode ter sua entrada negada em muitos países islâmicos se no seu passaporte constrar até mesmo um carimbo de entrada em Israel.

Com a tensão entre Israel e muitos países do Oriente Médio, viajar com um passaporte israelense, fará o indivíduo ter a recusa de visto no aeroporto nos Estados do Golfo, em alguns destes países o indivíduo pode ser preso no aeroporto ao desembarcar.

Um pedido de visto para turismo ou trabalho no Oriente Médio vai pedir para sua religião. Se for um judeu, é nesta etapa que o pedido de entrada na Arábia será rejeitado.

Nota: É completamente aceitável colocar 'Não-Muçulmano' nos documentos de visto de imigrantes, seja uma viagem de turismo, negócios ou estudo. A companhia aérea, por sua vez, caso seja um judeu, se recusa a colocar o judeu no avião.

A negação de entrada com base em carimbos israelenses de entrada / saída ou viajando com um passaporte israelense é uma política bem conhecida em muitos países do Oriente Médio e Norte da África

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Escritora brasileira relata em livro sua experiência como esposa de um muçulmano



Entrevista com Helen Dantas, autora do livro Dois Mundos: Uma Só Mulher, Editora Vida Bela www.vidabela.ca. Livro disponível no Amazon.com, como livro ou no formato kindle. Recomendamos a leitura deste livro!
Nós já tratamos da questão da dificuldade, às vezes até da impossibilidade, do casamento de mulheres brasileiras com muçulmanos (é claro que o oposto não existe, pois as mulheres muçulmanas não têm escolha: elas só podem se casar com muçulmanos). Tratamos também do fenômeno do “assédio via internet” que as mulheres brasileiras têm sido sujeitas no artigo Mulheres brasileiras enganadas por muçulmanos através de “namoro via internet", um problema tão grande que a Embaixada do Brasil no Paquistão recentemente lançou uma nota de alerta às mulheres brasileiras, citando que “Casos de relacionamentos iniciados dessa forma que resultam em abuso moral, violência doméstica e cárcere privado já foram registrados.”
Nós tivemos a oportunidade de entrevistar a autora brasileira Helen Dantas, radicada no Canadá, que, recentemente, lançou o seu livro Dois Mundos: Uma só Mulher, no qual ela relata as suas experiências como esposa de um muçulmano, um refugiado afegão. Este livro serve de alerta sobre os problemas inerentes a este tipo de relacionamento.  
A entrevista com a escritora Helen Dantas segue abaixo. 

1. O que a causou sair do Brasil?

Eu sempre fui muito assertiva, curiosa e aventureira, nada me colocava medo. Tinha um sonho, abrir a minha própria escola de inglês. Depois de terminar o meu curso de Letras, resolvi que antes de realizar o meu sonho teria que aprimorar o meu inglês. Pedi demissão do meu trabalho e fui explorar o mundo.

Depois de viajar pelos Estados Unidos, França, Inglaterra, Espanha e Portugal vim estudar e visitar uma canadense que morava em Winnipeg, parte central do Canadá. No meu último dia de aula, conheci o meu príncipe encantado, e os meus planos mudaram, tomei a decisão de colocar o meu coração acima da razão, um erro irreversível.

Lembro ser alertada pelos meus familiares por estar me envolvendo com uma pessoa de uma cultura e religião tão diferente, mas preferi não escutar. Me achava madura o suficiente para tomar as minhas próprias decisões.

Capa


2. O que levou a se envolver com um homem oriundo de uma cultura tão diferente da sua? Você tinha ideia destas diferenças antes de iniciar o relacionamento? 

O homem muçulmano é bem exótico, diferente, atencioso de início, conversa muito sobre a sua cultura e seus costumes. A gente tem a impressão de ter encontrado o nosso Alladin, e que ele vai nos colocar num lindo tapeta persa e nos levar para conhecer um mundo maravilhoso e desconhecido.

Eles não são sensuais, bem diferente dos homens brasileiros. De início você tem a sensação que ele está te protegendo, mas com a convivência você nota que não e bem isto, mas uma necessidade natural de controlar.

CARÊNCIA, INOCÊNCIA, ESPERANÇA, FANTASIA, AVENTURA, IMATURIDADE, E CURIOSIDADE são apenas ALGUNS fatores que me levaram a me envolver com uma pessoa de uma cultura e religião tão diferente da minha.

Quando pequena lembro de uma tia vindo passar alguns dias na minha casa, ela estava grávida de um muçulmano. Lembro da conversa que ele a maltratava e por isto minha mãe a trouxe para casa para ter a criança em segurança. Fiquei sabendo que depois de alguns anos ela separou dele, e ele pegou o filho adolescente e levou para o seu país para passar um tempo. Infelizmente nunca questionei minha mãe sobre o assunto, talvez por medo de saber, parar e refletir?


3. Baseado na sua experiência, quais os maiores conflitos que existem entre as duas culturas, a brasileira, que e bastante liberal, com a islâmica que é muito mais fechada?

Com certeza dois mundos totalmente diferentes. Por isto o título do meu livro “Dois Mundos: Uma Só Mulher”.

A liberdade de expressão, simplesmente não existe. Prefiro ilustrar com exemplos.
Quando cheguei ao Canadá não se encontrava brasileiros. Um dia numa fila do supermercado escutei alguém falando português, fiquei toda entusiasmada e comecei a conversar com o brasileiro. O olhar de repreensão do meu ex, nunca vou esquecer, e como poderia? Mesmo depois de 23 anos de casada nunca mudou. Na opinião dele conversar com estranhos é uma coisa inadmissível.  Fazer gestos com as mãos enquanto estiver discutindo um assunto serio? Fazer uma caminhada pela manhã quando se tem parentes “dele” nos visitando? Chegar em uma padaria, encontrar um amigo homem, e sentar na mesma mesa? Cozinhar um lombinho de porco na sua casa? Comer presunto na presença dele? Usar um maiô perto de um amigo dele ou pessoa da sua família. Tente e você com certeza será castigada mais cedo ou mais tarde, e na minha opinião, não vale a pena comprar uma briga, com vida você ainda tem chance de sair da situação que você mesmo se colocou.


4.  O que mais chamou sua atenção sobre conflito durante o seu relacionamento com seu ex-marido?

Primeiramente, NUNCA SER ACEITA. Sabia que o problema não estava comigo (eu), mas achava que podia mudar isto com o tempo, estava totalmente errada. Nunca poderia mudar uma situação cultural embrenhada deles, família de sangue vem primeiro, mesmo que você seja casada com ele.

Segundo, A FALTA DE COMPAIXÃO. Poderia dar centenas de exemplo, mas acho que o que vou dar vai ilustrar claramente o que quero dizer. Imagina ... tinha acabado de chegar do hospital, fui informada pela minha médica que estava tendo um aborto natural, deveria voltar para casa e esperar que acontecesse. Fui tomar um banho e aconteceu, lágrimas descendo pelo meu rosto, meu coração apertado, olhando todo aquele sangue descendo pelas minhas pernas e a poça de sangue se formando como uma piscina, uma tristeza que só uma mãe pode entender. Pedia a ele que ficasse comigo naquele momento, mas ele me largou ali, sozinha. O mesmo não aconteceria numa situação de emergência com um membro da família dele ou um pedido de um compatriota, por exemplo.


5.Você esteve relacionada com um muçulmano no Canadá que é um país liberal. Baseado na experiência que você teve com esse relacionamento e também no conhecimento que você adquiriu sobre a cultura islâmica, o que você acha que teria sido o seu destino se você tivesse casada, morando em um pais muçulmano?  

Não morei em um país muçulmano, mas visitei vários destes países, e posso, com uma certa certeza dizer: A melancolia, tristeza, arrependimento pelos meus atos e decisões de ter me envolvido com uma pessoa de cultura tão diferente iria me corroer por dentro. Sem poder ter um contato com o mundo de fora, presa em quatro paredes, sem liberdade de sair sozinha ou mesmo com uma pessoa da minha cultura, escutando 24 horas por dia, 7 dias por semana uma linguagem que inconscientemente recusei a aprender, cozinhando, limpando, e servindo os “parentes” que na verdade nunca iriam me aceitar porque sou “uma pessoa de fora”, vivendo em uma casa que nunca poderia chamar “minha” tenho a absoluta certeza que a minha morte chegaria mais cedo.

A minha maior preocupação seria com as minhas filhas, não teria outra escolha a não ser seguir as “leis” da família e seguir a religião, minha opinião com absoluta certeza nunca seria levada em consideração. Morando em um país muçulmano, não teria acesso ao meu passaporte, jamais sairia do país com os minhas filhas sem a companhia do meu marido.

Se ele resolver ficar no seu país de origem, eu provavelmente acharia uma maneira de voltar, mas com certeza absoluta, nunca mais colocaria os olhos em minhas filhas, e no caso de minha morte lá, as minhas filhas ficariam aos cuidados da avó. Ela iria sim decidir o futuro delas. Família da parte da mãe? Isto, com certeza,  seria apagado da memória delas.


6. Existe uma verdadeira epidemia de muçulmanos assediando mulheres brasileiras pela internet. Você teria algum conselho ou aviso a ser dado para estas mulheres?

Eles tem uma curiosidade, uma vontade enorme de viver em um mundo liberal como o nosso, e nós, por outro lado, temos a curiosidade de conhecer como é realmente a vida deles. Nós não fomos criadas para sermos mulheres submissas, e eles não foram criados para viver como mulheres como nós, liberais.

Ele diz que é casado? Teve um casamento forçado? Vive infeliz? Vai separar da mulher porque te ama e quer ficar com você? Lembre-se, a definição de amor deles, não é a nossa definição. Cuidado!

Se você realmente decidir entrar neste relacionamento, ele sim vai te mudar, você vai deixar para traz a sua cultura, a sua religião, os seus valores, a sua família, o seu país, e no final, você não vai saber mais quem é.

Para sair de um casamento, você vai precisar de muito planejamento e, se estiver morando num país muçulmano, esquece, isto não vai acontecer.

Nem na morte a sua cultura e religião serão respeitadas. Você será enterrada de acordo com a religião muçulmana e com o seu nome de muçulmana “o nome de muçulmana que a família dele escolheu para você”. Um nome que você achou lindo quando aceitou se converter no nome de um amor, menosprezando o nome de batismo que os seus pais te deram no seu nascimento.

Você talvez pense que pode mudá-lo, fazê-lo amar a nossa cultura, aprender o português, o samba e forró, saborear uma caipirinha, e é logico, levá-lo para assistir um jogo de futebol que eles tanto gostam. Posso dizer com uma certa garantia, que isto não vai acontecer. Talvez na primeira visita, mas isto não vai durar muito, sabe por que? Porque uma vez que ele tenha qualquer contato com a família dele, pessoalmente, por telefone ou via internet, ele não terá a capacidade de falar com a família dele que este é o mundo que ele gosta e aceita. Pode até ele querer, mas não vai acontecer. É uma cultura como todos nós sabemos, enraizada. E não será você ou eu, ou qualquer outra mulher de uma outra cultura e religião que não seja a dele, que vai mudar isto, acredite em mim.

Minha sugestão é respeitá-los, mas não nos envolvermos num relacionamento onde não existe a mínima possibilidade de sucesso, onde os seus interesses, vontades e sonhos não serão respeitados.

Para mim, uma brasileira muçulmana que se converteu não me engana, o sofrimento está e sempre estará dentro dela, ela simplesmente ainda não teve a coragem que precisa de assumir o erro que cometeu perante ela mesmo, a família e amigos.

Agora pergunto: É isto mesmo o que você quer para a sua vida? Pare e reflita.


Sobre o livro
Dois mundos: uma só mulher e uma corajosa, verdadeira historia de um amor perdido no curso de um casamento envolvendo pessoas de religiões diferentes.
Beatriz, uma jovem, alegre mulher brasileira, a caçula de sua família e milagre de seus pais, sonhava em abrir uma escola de inglês em seu pais. Quando veio para o Canadá aprimorar o seu inglês, ela se apaixonou por um jovem refugiado, um rapaz muçulmano do Afeganistão, e sua vida mudou. Separada de seus familiares e os seus países, os jovens apaixonados encontraram juntos forças para enfrentar a esperança e oportunidades de uma vida juntos. Contra os alertas de outros, que aconselhavam tomar cuidado antes de entrar num relacionamento com alguém de uma religião e cultura diferente, eles se casaram, acreditando que o amor ia superar tudo. Eles estavam errados. O marido de Beatriz desejava uma esposa jovem, linda e liberal, bem como usufruir da liberdade do Canadá, mas, ao mesmo tempo, necessitando de uma esposa muçulmana quieta e submissa para satisfazer as necessidades de sua tradicional família. Beatriz se sentiu encurralada: ela queria agradar o homem que ela se casou, mas a que custo dela mesma? Somente depois de décadas ela chegou a conclusão que aquele amor que ela pensou salvar a sua vida veio a ser a arma que quase a destruiu.


Sobre a autora
Helen Dantas nasceu no Brasil, em 1961. Concluiu o curso de Letras, na Universidade UNIBH (antiga FAFI), em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1986. Após o término do curso superior, Helen imigrou para o Canadá. O constante hábito de escrever estimulou-a, desde criança, a colecionar as cartas que recebia e enviava aos seus irmãos, e a fazer anotações em seu diário pessoal. Sonhava em um dia escrever sobre a sua vida, mas teve que adiar seus sonhos, para se concentrar na vida de casada. Após o seu divórcio, ela sentiu a necessidade de entender suas escolhas passadas e começou a ler tudo que tinha coletado, através dos anos. Finalmente, teve a coragem de expor as suas questões pessoais, em formato de um livro, e durante este período aproveitou o processo para juntar os pedaços de sua vida. Conseguiu compreender suas atitudes e motivações, e o mais importante, sua própria força. Dois Mundos: Uma Só Mulher é o seu primeiro livro, escrito do ponto de vista de uma mulher imigrante, de uma maneira simples, mas, sincera e realista.
Helen dedica parte do seu tempo envolvida com organizações que lidam com mulheres em situações abusivas. Ela dá palestras sobre o assunto e realiza apresentações em Clubes de Livros. Helen acredita que é muito importante compartilhar a sua experiência de vida. Recentemente terminou a preparação de uma oficina em que o tópico é a capacidade de escolha e a capacitação das mulheres. "ESCOLHAS - Caminho ao Empoderamento" é o título da sua oficina. Ela abrange assuntos como conhecimento pessoal, a importância das nossas escolhas, as escolhas de outras pessoas que nos afetam, controle financeiro, mudança de carreira, nossas atitudes perante a vida, sinais de relacionamentos tóxicos e abusivos e como prevení-los. Para Helen, o seu trabalho é muito importância e de extrema relevância. O seu positivismo é radiante. Em seu livro ela fala sobre a suas decisões de deixar para traz os seus sonhos, país, cultura, família e amigos em nome de um grande amor, e a sua luta diária em um relacionamento abusivo. Em sua ofícina, ela enfatiza que nunca é tarde para fazermos mudanças em nossas vidas, e encontramos a nossa felicidade.

Helen Dantas


CRÍTICAS RECEBIDAS (algumas traduzidas, outras não)

"Este livro é uma narrativa fluente e sedutora que nos deixa inquietos diante do desenlace de situações sempre surpreendentes. Tudo é muito vivo e dinâmico a ponto de transformar o leitor em testemunha ocular da estória contada. Queremos mais, Helen!" (Benedito José - Escritor e autor)

"Uma história de amor e conflitos culturais onde vemos uma Beatriz representando outras tantas. Uma narração agradável, leve, simples e romântica que faz com que tenhamos a sensação de que o final do livro chegou rápido demais. Agora é esperar o próximo livro." (Claudia Haddad)

"Dois Mundos: Uma Só Mulher (Unveiling the Truth) nos da uma grande percepção dentro dos inesperados desafios e mal entendimentos que podem ocorrer dentro de um relacionamento inter-cultural. Apesar da estoria abranger temas sensíveis, ele foi escrito de uma maneira engraçada, divertida que me vez rir em muitas passagens, fazendo que este livro extremamente convincente e difícil de parar a leitura." (Christiana Martine)

"Nem o amor pode sobreviver as diferenças entre as culturas. Dois Mundos: Uma Só Mulher (Unveiling the Truth) foi escrito com muita emoção e sinceridade. Um casamento entre pessoas de religiões e culturas diferentes, um assunto que é muito difícil de ser abrangido. A autora conseguiu desenvolver uma história tocante e interessante ao expor as situações diárias que fazem a vida dificilíssima em conjunto quando as pessoas envolvidas são de mundos opostos. Algumas vezes, nem o amor é suficiente para superar as diferenças culturais. Eu recomendo a leitura deste livro."(leitor desconhecido da Amazon)

"Este livro explora as dificuldades existentes em um relacionamento entre pessoas de culturas diferentes. Um casal de origem completamente diferente, se encontraram enquanto estudavam inglês em um terceiro ambiente cultural.  Com o passar do tempo eles tentaram acomodar os seus diferentes pontos de vistas, mas ficou óbvio que estas tentativas trouseram muita opressão. Decisões difíceis tiveram que serem tomadas. A autora é muito convincente fazendo impossível você parar a sua leitura."  (leitor desconhecido da Amazon)

"Uma ótima leitura! Helen Dantas faz um excelente trabalho ao mostrar os desafios enfrentados não apenas em chegar em um novo país, mas em se achar em um difícil casamento. Os problemas culturais que a protagonista sofre é semelhante aos problemas encontrados na sociedade atual. Dantas lida de uma maneira delicada, com muito equilíbrio, e mostra situações que para muitos é um mundo desconhecido. Deve ser lido!"(Diana Pelenur)


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Direito das mulheres árabes antes e depois do Islã: abrindo a porta da história árabe pré-islâmica


É comum ouvir muçulmanos e apologistas dizendo que o islamismo é feminista, que ele defende as mulheres, e que, do ponto-de-vista histórico, ele representou um avanço para as mulheres. Demonstrar que o islamimo não é feminista é fácil, basta consultar o que a lei islâmica define como direito das mulheres. Com respeito a um possível avanço para as mulheres da arábia, o artigo transcrito abaixo apresenta evidências que isto não é o caso. O islamismo têm sido ruim para as mulheres desde a sua invenção, no século VII, até os dias de hoje. 
(Leia neste link uma lista com exemplos de como as mulheres não muçulmanas viviam sem o islamismo, antes e depois da sua invenção).  
Mulheres árabes antes e depois do Islã: abrindo a porta da história árabe pré-islâmica

Artigo de S. B. Zaki, publicado em 9 de maio de 2016, no Arab Humanists
"A civilização islâmica desenvolveu uma narrativa da história que rotulou o período pré-islâmico de "Idade da Ignorância" e projetou o Islã como a única fonte de tudo o que é civilizado - e usou essa narrativa de forma tão eficaz ao reescrever a história que os povos do Oriente Médio perderam todo o conhecimento das civilizações passadas da região. Obviamente, essa narrativa tem sido ideologicamente útil, ocultando com sucesso, entre outras coisas, o fato de que, em algumas culturas do Oriente Médio, as mulheres haviam sido consideravelmente melhores antes do surgimento do Islã do que depois dele" (Ahmed, 1992, p.37).
Na citação fornecida acima, Leila Ahmed, uma erudita em Islã, da Divinity School de Harvard, destaca as razões para a versão filtrada da história das mulheres da Arábia pré-islâmica. Se você fizer uma busca no Google sobre 'Situação das Mulheres no Islã', sem surpresa você verá milhões de resultados. Uma tarefa mais difícil é descobrir como as mulheres têm sido discutidas na literatura islâmica ao longo dos últimos 14 séculos (discussão feita por homens, para ser preciso). Um padrão emerge. As palavras "Situação das Mulheres no Islã" não aparecem até o início do século XX. Antes disso, os estudiosos islâmicos escreveram sobre os "Deveres de uma mulher muçulmana" ou "Papéis das mulheres muçulmanas."


Esses primeiros estudiosos, escritores e historiadores, no entanto, muitas vezes mostram através de exemplos históricos que as mulheres muçulmanas não devem agir como as mulheres do "tempo pré-islâmico" (era pré-islâmica da ignorância). Por exemplo, quando alguns anos após a morte do Profeta Maomé, uma jovem muçulmana começou a dormir com seu escravo, afirmando que "eu pensei que a posse pela mão direita tornava lícito para mim o mesmo que era lícito para os homens", Umar Ibn Khattab, que julgou a 'matéria', repreendeu-a severamente e anunciou que ela havia agido "na ignorância" (isto é, como faziam as mulheres no tempo pré-islâmico) e deliberadamente interpretou mal a mensagem do Alcorão. Em outras palavras, o Alcorão não torna lícito às mulheres o que ele torna lícito aos homens. Seus direitos não são os mesmos. Ele então a proibiu de se casar com um homem livre (Musannaf de 'Abd al-Razzaq al-Sanani em Ali, 2010). Este incidente foi registrado e usado por estudiosos primitivos para mostrar que mulheres pré-islâmicas estavam erradas em exercer sua independência e liberdade sexual e que o modelo islâmico patriarcal de casamento e sexo era lícito e superior.

Avançando rapidamente cerca de onze séculos, muitas partes do mundo que foram colonizadas por muçulmanos (que moldaram as narrativas muçulmanas sobre as mulheres no Islã nesses séculos) estavam sendo colonizadas por europeus que desprezavam os muçulmanos pelo seu atraso e reclusão de mulheres. Esta foi uma época em que os estudiosos muçulmanos tiveram que mostrar urgentemente ao mundo que o Islã realmente "elevava o status das mulheres". Houve uma mudança de um tom erudito mais autoritário e pomposo discutindo mulheres muçulmanas como as de Al Ghazali, que ditavam às mulheres muçulmanas como elas deveriam se comportar e obedecer a seus maridos e o tom mais acusador dos estudiosos posteriores que deram desculpas para o tratamento das mulheres pelo islã, alegando que as mulheres do período pré-islâmico eram "meros bens móveis" e o Alcorão foi revelado para uma mulher muçulmana para "resgata-la da sombria injustiça da escuridão pré-islâmica" [1].

Essas últimas narrativas politicamente moldadas são aquelas que ainda estamos lendo e usando. Para mostrar que o Islã melhorou as vidas das mulheres muçulmanas, uma história paralela das mulheres no tempo pré-islamico teve que ser forjada, no qual as mulheres "eram tratadas como escravas ou propriedade. O seu consentimento pessoal em relação a qualquer coisa relacionada com o seu bem-estar foi considerado sem importância e desnecessário a tal ponto que elas nunca foram tratados como uma parte de um contrato de casamento. Não tinham independência, não podiam possuir propriedades e não podiam herdar. Em tempos de guerra, as mulheres eram tratadas como parte do saque. Simplificando, sua situação era indizível ... A prática de matar crianças do sexo feminino era desenfreada. Os árabes pagãos costumavam enterrar vivas suas filhas com o medo de que essas meninas crescessem e se casassem com alguns homens que serão chamados seus genros" [2].

Essas narrativas não apenas abrangiam a "situação das mulheres" na Arábia antes do Islã, mas eram usadas para justificar as invasões das terras vizinhas pelos muçulmanos, estendendo-as a "todas as nações do mundo" o que exigia que a nova lei islâmica fosse aceita como o sistema mais justo pois o "advento do Islã trouxe profundas mudanças à sociedade árabe em geral e às mulheres em particular". Ao fazer isso, essas histórias muçulmanas fazem exatamente o que os políticos de guerra contemporâneos fazem - justificam sua missão afirmando que "O Islã libertou as mulheres" [5].

História das mulheres árabes pré-islâmicas

Mais recentemente, várias mulheres muçulmanas começaram a pesquisar a vida das mulheres na Arábia pré-islâmica. Isto não é uma tarefa fácil, pois quando os muçulmanos se espalharam de Medina, eles destruíram categoricamente os velhos modos de vida: templos, poesia pagã escrita em peles de animais, ídolos de deuses e deusas, etc, e a história islâmica praticamente não tem registros escritos por mulheres. O pouco que sabemos são relatos de textos islâmicos, que são narrados para estabelecer a nova ordem, e alguns achados arqueológicos. O resultado é que temos panfletos, links na web e livros que pregam às mulheres que "o Islã realmente liberou as mulheres", enquanto que não existe justificativa para a existência de mulheres como Khadija bint Khuwalid, Hind bint Utbah, Asma Bint Marwan, Lubna bint Hajar, Arwa Umm Jamil, entre outras, se a condição geral das mulheres árabes não fosse mais do que as de mera propriedade.

Lendo todas as fontes agora disponíveis, pode-se ver que, na ausência de uma única lei antes do Islã, as vidas de homens e mulheres na Arábia dependiam de qual tribo eles pertenciam. O Islã estabeleceu uma lei abrangente e, enquanto algumas mulheres podem ter desfrutado de mais direitos sob a lei islâmica, é certamente verdade que os direitos das outras foram severamente reduzidos. O quadro resultante que surge é o de uma forma profundamente patriarcal de lei religiosa, em vez de uma que poderia ter sido mais equilibrada, justa e igual. Como Leila Ahmed nos escreve em seu livro (1991, p.66):
"Que as mulheres sentiram que o Islã era uma religião um tanto deprimente é sugerido por uma observação da bisneta de Maomé, Sukaina, que, quando perguntada por que ela era tão alegre e sua irmã Fátima tão solene, respondeu que era porque ela tinha sido recebido o nome de sua bisavó pré-islâmica, enquanto sua irmã recebeu o nome de sua avó islâmica."
Além disso, pode-se argumentar que o "status" de todas as mulheres no Islã também não é igual. A jurisprudência islâmica suporta o classismo e o Alcorão diferencia as mulheres livres e escravizadas, como se verá a seguir.

Existem várias maneiras pelas quais o Islã poderia ter estabelecido uma igualdade de gênero com base na prática já disponível no tempo pré-islâmico. Que as mulheres no período pré-islâmico estavam acostumadas a serem tratadas como iguais para com os homens pode ser inferido pelo comentário feisty de Hind bint Utbah a Maomé, quando ele pediu a ela para fazer um juramento de fidelidade diferente para as mulheres, dizendo "Por Deus, você pede para nós, mulheres, algo que você não pede aos homens. Em todo caso, nós vamos conceder isso a você!" [6]. Os estudiosos muçulmanos ressaltam que algumas "mulheres ilustres se converteram ao Islã antes de seus maridos, uma demonstração do reconhecimento do Islã de sua capacidade de ação independente." No entanto, o que isso demonstra é a independência das mulheres pré-islâmicas que nunca teriam sido capazes de se converter independentemente, sem os seus parentes do sexo masculino, caso a sua situação de independência já não estivesse estabelecida.

Casamento

Hoyland fornece vários exemplos para ilustrar que, embora a lei islâmica estabeleça "descendência através da linha masculina", a Arábia pré-islâmica também reconhecia "arranjos matrilineares" que permitiram às mulheres escolher com quem queriam casar e ter filhos (2003, p.129- 131). Os muçulmanos afirmam que "o Islã deu às mulheres o direito de escolher seu marido", mas há casos em que as meninas muçulmanas foram casadas por seus pais ou guardiões, exemplos dos quais incluem: Aisha, sendo casada com Maomé como uma criança (presumivelmente sem seu conhecimento), Al-Musayyab ibn Najaba dando a mão de sua filha recém-nascida em casamento ao filho de seu primo, Maomé arrumando o casamento de sua prima, Zainab bint Jahsh (aparentemente contra sua vontade, o que provocou a revelação de 33:36, veja tafsir de al Jalalayn) ao seu filho adoptado Zayd ibn Harithah. Assim, vemos que se os guardiões masculinos geralmente casavam as mulheres no tempo pré-islâmico, esta prática se manteve com a invenção do Islã.

Também vemos a lei islâmica tornando necessário que uma mulher (seja virgem ou casada anteriormente) tenha um guardião masculino que a dê em casamento, por exemplo, aprendemos que quando Maomé casou-se com Umm Salamah ela era uma "viúva mais velha", mas o que dificilmente se lê é que ela foi "casada com o Profeta" por seu filho, Salamah (Ibn Hisham, 2010, página 793). Por outro lado, as formas pré-islâmicas de união, algumas das quais deram autoridade às mulheres em um casamento, foram substituídas pela ordem patriarcal pelo Islã (ver Ahmed, 1986, p.667) eliminando casamentos que ajudavam as mulheres, tais como: casamento uxorilocal (de acordo com Ahmed, a própria mãe de Maomé tinha contraído esta forma de casamento com Abdullah ibn Abdul Muttalib), forma pré-islâmica de casamento mutah (que, de acordo com Robertson escrevendo em Kinship And Marriage in Early Arabia - Parentesco e Casamento na Arábia Antiga - pode ter sido o tipo contratado entre Khadija e Maomé, considerando o fato que ele permaneceu monogâmico), e até poliandria praticada por mulheres pertencentes a tribos matrilineares. Nas palavras de Fátima Mernissi (2011), a poliandria, que foi banida pelo Islã, era degradante para os homens e não para as mulheres:
"Casamentos de sexo em grupo, onde a mulher podia manter relações com um grupo de menos de dez homens ou consumir um número ilimitado de parceiros, degradavam os homens a um anonimato quase animalesco. A paternidade, que implicava que a mulher limitava seu desejo sexual de consumir apenas o corpo de seu marido, era um raro privilégio, já que as crianças pertenciam, em geral, à tribo da mãe."
O anonimato do pai significava que o papel de um homem era o de um mero doador de esperma e um objeto sexual temporário. Como a mulher dava à luz e criava os filhos, ela tomou posição central. De acordo com Robertson (1907), a poliandria, como praticada no mundo pré-islâmico, é geralmente descrita por escritores muçulmanos como fornicação. No entanto, diz ele, "como as crianças não são bastardas e as mães não são desonradas ou punidas por sua impureza, o termo é claramente inadequado."

Divórcio

Outra área onde o islã mudou o equilíbrio de poder entre homens e mulheres é o divórcio. Embora geralmente os homens tivessem o direito de se divorciar das mulheres no tempo pré-islâmico, também há registros que indicam que as mulheres tinham direitos iguais para divorciarem dos seus maridos:
"As mulheres na época pré-islâmica, ou algumas delas, tinham o direito de dispensar seus maridos, e a forma da dispensa era esta. Se eles viviam em uma tenda, elas a giravam de modo que, se a porta se voltava para o leste, agora ela estava voltada para o oeste, e quando o homem via isso, ele sabia que tinha sido dispensado e não entrava (Isfahani in Hoyland, p.130).
O relato acima rejeita a alegação de que foi o Islã que deu às mulheres o direito ao divórcio, algo que também é fatualmente falso uma vez que uma mulher muçulmana não pode se divorciar de seu marido, mas tem que pedir para ser divorciada por ele. Uma opção de igualdade teria sido fazer o 'divórcio através da arbitragem', uma lei tanto para homens como para mulheres. Em vez disso, os homens têm todo o direito de dispensar uma esposa independentemente, mesmo através de um pronunciamento oral, enquanto que a mulher tem que "pedir" ao marido o divórcio através da intercessão de terceiros (chamado Khul):
"O Islã restringiu ainda mais os direitos de divórcio das mulheres, deixando apenas ao marido a decisão sobre o divórcio. Embora a prática de renunciar a um mahr (dote) para um divórcio continue a existir nos países muçulmanos até agora, já não garante a esposa um divórcio: o marido tem o direito de recusar o divórcio, mesmo se a esposa estiver disposta a renunciar o seu mahr (dote). Somente circunstâncias muito limitadas (como o desaparecimento de um marido durante quatro anos, ou deformidades físicas extremas que levem à impotência sexual) dão direito a uma esposa pedir um divórcio para um juiz islâmico. A decisão final é deixada ao juiz, entretanto. [9] "
Esta disparidade nunca foi mais clara do que na época moderna, quando os homens muçulmanos podem se divorciar via mensagens de texto [10], enquanto  que as mulheres muçulmanas têm que esperar anos para obter o divórcio [11] deixando claro que mudar a direção da abertura de uma tenda era, inquestionavelmente, um ato de empoderamento para uma mulher pré-islâmica!

Preço da Noiva

O Islam também continuou a praticar o "preço nupcial" (chamado Mahr ou Sadaq) tornando o casamento islâmico um "casamento de autoridade". Mahr ou Sadaq é explicado no Islã (como era entendido antes do Islã também) como o preço que um homem paga a uma mulher para ter relações sexuais com ela (chamado de "thaman al bud'a" - "preço da vulva", pelo Imam Shafi, ver Ali, 2006, p.4). No entanto, antes do Islã, algumas mulheres eram capazes de contrair casamentos com homens que eram obrigados a viver na casa da mulher. A prole produzida em tal casamento permaneceria com a mulher e sua família e o marido não receberia herança da esposa após sua morte. Alguns primeiros biógrafos de Maomé afirmam que Khadija pagou quatro mil dinares a Maomé por seu casamento, o que leva estudiosos como Robertson e Leila Ahmed especularem que o tipo pré-islâmico de casamento entre os dois obrigou Maomé a viver na casa de Khadija e permanecer monogâmico enquanto ela estivesse viva (ele também não recebeu nada em herança após a sua morte). Depois do Islã, os homens não eram mais obrigados a ser monogâmicos e permitiam até quatro esposas e tantas concubinas quanto pudessem pagar. As mulheres, por outro lado, foram proibidas de praticar poliandria. Os estudiosos muçulmanos explicam que o Islã permite aos homens quatro esposas (ignorando as inúmeras concubinas!), tornando-o o único sistema religioso no mundo a restringir a poliginia ilimitada pela primeira vez. Isso sabemos que não é verdade. Mais de quinhentos anos antes do Islã, o hinduísmo já havia estabelecido a lei segundo a qual 'a casta superior, Brâhmanas, era permitida a quatro esposas (Baudhayana Prasna I, Adhyay 8, Kandikka 16 [12]).

Assim, haviam outros sistemas religiosos antes do Islã que a poliginia restrita e modelos semelhantes deveriam estar disponíveis para que os muçulmanos adotassem, incluindo um modelo monogâmico igualmente satisfatório que poderia ter sido estabelecido como o modelo preferido para ambos os sexos ao terminar a prática de 'thaman al bud 'A', que reduz o significado de uma mulher para o de bens comprados. Isso não é apontado nos discursos islâmicos modernos, que começaram a chamar Mahr / Sadaq de um "doce presente" ao invés de "preço da vulva". Mahr é usado de forma intercambiável com Sadaq nos discursos islâmicos, embora o primeiro tenha sido pago, no tempo pré-islâmico, ao guardião masculino da noiva, enquanto o último foi dado à noiva. Depois do Islã, embora permaneça como o pagamento que dá a um homem "o direito de desfrutar das partes íntimas das mulheres" (Sahih Bukhari - Volume 7, Livro 62, Número 81), Mahr ou Sadaq é diretamente dado à noiva e se torna sua propriedade. No entanto, como um homem compra a vulva de uma mulher através de Mahr (Alcorão, 4:24), ela deve permanecer monógama e fiel a seu marido; Se ela não for, ele pode tomar o Mahr de volta (Alcorão, 4:19). Se ele não a quiser mais, ele pode divorciar-se dela e deixar que ela mantenha o Mahr já que ele já "entrou" no que pagou (Alcorão, 4: 20-21). Se uma mulher quer um divórcio, ela retorna o Mahr para que ela possa ser "liberada / libertada" ("tasrīḥun" - Alcorão, 2: 229). Este é um modelo claro de casamento patriarcal da autoridade, onde a vulva da mulher é comprada e ela deve pedir para ser "libertada", que o Islã estabeleceu como o modelo padronizado trazendo-o do tempo pré-islâmico, abolindo todos os outros modelos, alguns dos quais colocavam as mulheres em pé de igualdade ou em uma posição mais favorável.

Papel social das mulheres pré-islâmicas

Ser esposas e mães não eram os únicos papéis desempenhados pelas mulheres no tempo pré-islâmico. As mulheres encomendavam inscrições, faziam oferendas a seus deuses por direito próprio, agiam como oficiais administrativos, assumiam o privilégio de seus maridos falecidos e construíam prédios públicos e túmulos (Hoyland, p.132, ver também Al Fassi, 2001, p. 55), levando historiadores a afirmarem que a última atividade indica um "considerável grau de independência financeira" (Ibid). "Ahmed também explica que "as mulheres da Jahilia (época da ignorância pré-islâmica) eram sacerdotes, adivinhas, profetas, participantes de guerra e enfermeiras no campo de batalha. Elas falavam sem medo, críticas desafiadoras dos homens; autoras de versos satíricos dirigidos a formidáveis ​​oponentes do sexo masculino; guardas, em alguma capacidade pouco clara, das chaves do santuário mais sagrado em Meca; rebeldes e líderes de rebeliões que incluíam homens; e indivíduos que iniciavam e terminavam casamentos à vontade, protestaram contra os limites impostos pelo islamismo a essas liberdades, e se misturaram livremente com os homens de sua sociedade até que o Islã proibisse tal interação" (1992, p.62).

Além disso, os muçulmanos afirmam que no período pré-islâmico durante "tempos de guerra, as mulheres eram tratadas como parte do saque. Simplificando, sua situação era muito ruim [13]." Mas isso continuou muito bem no Islã:
Narrado Buraida: O profeta enviou Ali a Khalid para trazer o Khumus ([um quinto] do saque) e eu odiava Ali, e Ali tinha tomado um banho (após um ato sexual com uma escrava do Khumus). Eu disse a Khalid, "Você não vê isto (isto é, Ali)?" Quando alcançamos o profeta eu mencionei isso para ele. Ele disse: "Ó Buraida! Você odeia Ali?" "Eu disse, "Sim." Ele disse:" Você o odeia, porque ele merece mais do que o Khumus. "(Sahih Bukhari 5: 59: 637). Veja também Sahih Bukhari 7: 62: 137; Sahih Bukhari 5: 59: 512; Sahih Bukhari 5: 59: 459.)
Herança

Do mesmo modo, "os escritores muçulmanos, sobre o tema da herança, afirmam frequentemente que o Islã instituiu direitos de herança e de propriedade para as mulheres, algo que elas presumivelmente eram privadas na Arábia pré-islâmica. Isso é simplesmente falso e em contradição com muitas declarações no próprio hadice muçulmano" [14], pois lemos sobre a riqueza que Khadija herdara e possuía. Lemos até sobre Sulafa e a Hubba - duas mulheres a quem se confiava serem as Guardiães da Chave da Kaaba, algo que nunca aconteceu depois que Meca foi atacada e os muçulmanos ocuparam a Kaaba - as mulheres nunca se tornaram as sucessoras que poderiam se tornar em Guardiães da Chave. Sabemos agora (através do estudo de ninguém menos do que uma mulher muçulmana de Meca) que "as mulheres eram capazes de herdar e também legar herança para quem assim sempre que desejavam (sic). O fato de que as mulheres são aquelas que concedem direitos a seus parentes próximos demonstra seu poder legal de propriedade e herança"(Al Fassi, 2001, p.55).

Véu

Nos círculos muçulmanos modernos, também vemos afirmações de que o véu é a libertação da atenção sexual, que é uma escolha feminista que "dignifica a mulher" porque antes do Islã as mulheres costumavam andar nuas. Isso não é inteiramente verdade. O classismo (a discriminação baseada na classe social) existia na sociedade árabe pré-islâmica. A classe alta, mulheres livres cobriam seus corpos, até mesmo os rostos, porque sua "sexualidade e capacidade reprodutiva pertenciam a um homem" (Ahmed, 1992, p.12) - isso continuou no Islã. As mulheres pertencentes à classe trabalhadora e as escravas não se cobriam. Na verdade, as escravas não eram autorizadas a cobrirem seus corpos e eram punidas se tentassem se comportar como mulheres livres - isso também continuou no Islã:
Umar bateu nas mulheres escravas da família de Anas ibn Malik, quando as viu cobertas e disse: "Descubram sua cabeça, e não se assemelhem às mulheres livres." - Abd al-Razzaq al-Sanani (211 AH / 826 CE) em Al-Musannaf.
Com base nesses incidentes "juristas nos séculos seguintes permitiram que as mulheres escravas muçulmanas orassem sem uma cobertura de cabeça, e andassem sem cobrir seus bustos em público. O awrah da mulher escrava - a área legalmente delineada que deve ser coberta para evitar o pecado - tornou-se a mesma que a do homem: desde o umbigo até os joelhos." [15] O livro "Islam' Black Slaves", do renomado historiador Ronald Segal, dá detalhes específicos de como, ao longo da história muçulmana, o classismo existiu, com mulheres livres e escravas tratados de maneira diferente, como nos tempos pré-islâmicos (2001, p.13-65).

Infanticídio

O infanticídio feminino nos tempos pré-islâmicos é outro ponto que os muçulmanos usam para afirmar que as mulheres foram "resgatadas da sombria injustiça da escuridão pré-islâmica". É certamente verdade que o Alcorão proíbe categoricamente o infanticídio e a prática terminou muito rapidamente, pelo menos na Arábia (Alcorão, 6: 151: 17: 31). No entanto, a prática nunca foi generalizada de qualquer forma, e o Alcorão claramente proíbe o infanticídio de meninos e meninas, não apenas das meninas. As tribos que praticavam o infanticídio não discriminavam entre filhos e filhas. Algumas tribos matavam seus filhos como uma maneira de apaziguar seus deuses. O avô de Maomé, Abdul Muttalib, tinha jurado a seu deus mais elevado, Alá, que sacrificaria um filho se ele tivesse dez. Ele foi então obrigado a sacrificar Abdullah (pai de Maomé) cujo nome foi sorteado por setas de adivinhação, mas que acabou salvo por uma consulta de uma adivinha (Ibn Ishaq, p.66-68). Tribos mais pobres matariam seus filhos pelo medo da pobreza. Havia uma tribo, Tamim, na qual alguns homens matavam suas filhas, pois estavam sempre em guerra com outras tribos e temiam que suas filhas fossem capturadas e transformadas em concubinas. No entanto, enquanto o Alcorão proíbe matar crianças, e se refere ao medo e à tristeza associados ao nascimento de uma filha (16:58-59), ele nunca proibiu a captura de mulheres em guerras e sua posterior escravização e concubinato. Estranhamente, renomados eruditos muçulmanos, como Ibn Khaldun e Ibn Sina, justificaram a captura de africanas como escravos, comentando que "as nações negras são, em regra, submissas à escravidão", uma vez que têm características que "são bastante semelhantes às dos animais mudos" (Khaldun, citado em Segal, 2001: 49). Da mesma forma, al Idrisi é citado como comentando sobre a conveniência de concubinas nubianas: "Suas mulheres são de beleza insuperáve. Elas são circuncidadas e perfumadas ... De todas as mulheres negras, elas são as melhores para os prazeres da cama" (Ibid, p.50). Assim, vemos que enquanto a degradação das mulheres como concubinas escravizadas poderia ter sido banida pelo Islã, que era o receio que levava a tribo Tamim a matar suas filhas, o Islã não só continuou a prática, mas ela foi justificada pelos primeiros estudiosos muçulmanos.

Conclusão

Dois argumentos estão sendo feitos neste ensaio:
  1. a condição das mulheres na Arábia pré-islâmica dependia da tribo a que pertenciam - nem todas as mulheres eram maltratadas, de fato, algumas eram muito mais empoderadas antes do Islã do que depois ... todos esses relatos existem em fontes muçulmanas; 
  2. o Islã não escolheu os mitos culturais preexistentes mais capacitadores das mulheres para estabelecer leis sobre as mulheres. 
Parece que as leis islâmicas relacionadas com as mulheres, enquanto se esforçam em oferecer alguma forma de compaixão pelas mulheres, são consistentemente formadas de forma a beneficiar os homens, e o foco de muitas dessas leis tem sido satisfazer o interesse quase obsessivo do Islã na paternidade. Os ativistas muçulmanos de igualdade de gênero argumentam que os primeiros estudiosos, do sexo masculino, deliberadamente interpretaram o Alcorão de forma errada. Mas toda sua premissa baseia-se na crença de que o Islã melhorou universalmente a situação das mulheres que viveram na escuridão sombria, injusta e pré-islâmica. Sem essa suposição ingênua (que vimos ser uma crença falsa), todo o seu argumento desmorona em pó. Alguns muçulmanos já começaram a perceber isso:
"Fiquei apenas mais convencida de que, se as muçulmanas vierem a aceitar plenamente os casos em que o significado do texto do Alcorão são prejudiciais para elas, devemos começar a confrontar esses significados com mais honestidade, sem recorrer a apologética de explicações e manipulações interpretativas para forçar sentidos igualitários do texto. Além disso, também cheguei a acreditar firmemente que devemos começar a re-imaginar radicalmente a natureza da revelação e divindade do Alcorão." - Hidayatullah (2014, p. viii).
À medida que mais e mais historiadores reconsiderarem a condição das mulheres pré-islâmicas, será extremamente difícil para os estudiosos muçulmanos defender o suposto igualitarismo de gênero no Islã sem radicalmente reimaginar a natureza da revelação e divindade do Alcorão.

Referências

Ahmed, L. ( 1986). Women and the Advent of Islam. Signs, Vol. 11, No. 4, pp. 665-691. University of Chicago Press

Ahmed, L. (1992). Women and gender in Islam. New Haven and London: Yale University press

Al-Fassi, H.A. (2007). Women in Pre-Islamic Arabia, British Archaeological Reports (BAR) Archaeopress, Oxford

Ali, K. (2010). Marriage and Slavery in Early Islam. Cambridge: Harvard University Press

Ibn Ishaq. (2010). Sirat Rasul Allah – The Life of Maomé. Translated by A. Guillaume. Karachi: Oxford University Press

Hidayatullah, A. A. (2014). Feminist Edges of the Qur’an. New York: Oxford University Press

Hoyland, R. G. (2001) Arabia and the Arabs – from the bronze age to the coming of Islam.  London and New York: Routledge

Mernissi, F. (2011). Beyond the Veil: Male-Female Dynamics in Muslim Society. London: Saqi

Robertson, S. W. (1907). Kinship And Marriage In Early Arabia. London: Adam and Charles Black

Segal, R. (2002). Islam’s Black Slaves: The Other Black Diaspora. New York: Farrar, Straus and Giroux

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Direitos das Mulheres ao longo da História


Este artigo apresenta uma série de citações relacionadas aos direitos das mulheres "infiéis" ao longo da História. Ela está sendo compilada com o intuito de servir de contra-argumento a declarações de islamistas, muçulmanos e apologistas (muitos deles, pasmem, professores de história) que querem nos vender a idéia de que o islamismo é feminista, e que, do ponto-de-vista histórico, ele representou um avanço para as mulheres. Isso não é verdade. 
Provar que o islamismo não é feminista é fácil, basta consultar o que a lei islâmica define como direito das mulheres
O artigo Direito das mulheres árabes antes e depois do Islã: abrindo a porta da história árabe pré-islâmica demonstra que o islamismo não representou avanço para as mulheres da arábia pré-islâmica.  
Abaixo, são apresentados exemplos que retratam direitos e poderes que as mulheres tiveram ao longo da História, em várias partes do mundo, e que destroem a narrativa do imperialismo islâmico (exemplos sendo acrescentados à medida do possível)

Zurich, Suíca. Na época medieval, as mulheres tinham o maior poder político da região
Em 853 A.D., Louis o alemão, rei de Baviera e neto de Carlos Magno, fundou a Abadia de Fraumünster - um presente para sua filha Hildegard. Este pequeno convento era muito pouco convencional desde o início. A abadia foi dotada das terras circunvizinhas e, no século XI, as mulheres de Fraumünster - e em particular a abadessa - detinham quase todo o poder econômico e político da região. Por exemplo, a abadia realizava mercados comerciais, cunhava moedas, e até mesmo selecionava o prefeito. Infelizmente, as mulheres do Fraumünster perderam o seu poder com a ascensão das guildas de comércio, chamadas de Zunfts, no século XIV.  (FreewalkWikiEurope-City)

Fraumünster abbey

Melisende, Rainha de Jerusalém de 1131 a 1153
Melisende (nascida em 1105 - morreu em 11 de setembro de 1161) foi a rainha de Jerusalém de 1131 a 1153, e regente pelo filho entre 1153 e 1161 enquanto estava em campanha. Ela era a filha mais velha do Rei Baldwin II de Jerusalém, e a princesa armênica Morphia de Melitene. Ela recebeu o nome de sua avó paterna, Melisende de Montlhéry, esposa de Hugh I, Conde de Rethel. Ela tinha três irmãs mais novas: Alice, princesa de Antioquia; Hodierna, condessa de Trípoli; e Ioveta, abadesa de São Lázaro em Betânia. A filha de Hodierna, Melisende de Trípoli, foi nomeada em homenagem à rainha.

Melisende, Rainha de Jerusalém


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Atentado à bomba em manifestação contra a Lei de Migração: prenúncio do que esta nova lei pode acarretar



Uma bomba foi lançada contra manifestantes que protestavam de forma pacífica e ordeira contra a Lei de Migração, a ser sancionada pelo presidente Temer.

(Leia mais sobre o que esta Lei de Migração tem de ruim e nocivo no artigo Nova Lei de Migração elimina as fronteiras do Brasil, tornando-o na "Casa da Mãe Joana.")

Vejamos o que ocorreu baseando-se nos fatos que podem ser confirmados. O grupo Direita São Paulo protocolou pedido para a Segunda Marcha contra a Lei de Migração no Décimo-Primeiro Batalhão de Polícia Militar Metropolitana do Estado de São Paulo. Ou seja, a manifestação era legal pois tinha seguido os trâmites estabelecidos por lei.

A Segunda Marcha contra a Lei de Migração ocorreu na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, no dia 2 de maio, e transcorria sem problemas. Mas, ao chegarem em frente ao prédio da Presidência da República, na Avenida Paulista, os manifestantes foram defrontados por um grupo de contra-manifestantes composto por brasileiros e estrangeiros palestinos e sírios (aparentemente agrupados como membros da ANTIFA, um grupo para-militar de extrema-esquerda que atua em vários países da Europa, EUA, Canadá, e agora também no Brasil). Essa contra-manifestacão era ilegal por não ter sido protocolada anteriormente.

Um dos contra-manifestantes atirou uma bomba (uma granada de fabricação caseira) contra participantes da Marcha. Veja o vídeo que mostra o momento no qual a bomba é atirada.

https://youtu.be/eSEt8_i2AEU  OK
Momento quando a bomba é atirada contra os participantes da Marcha contra a Lei de Migração

A explosão da bomba resultou no ferimento de alguns membros da Marcha. A ANTIFA aproveitou a confusão que seguiu a explosão para agredir outros membros da Marcha, inclusive uma mulher.

Manifestante ferido por estilhaços da bomba (esquerda); manifestante agredido pela ANTIFA (direita)

A ANTIFA confirmou que estava por detrás da contra-manifestação.

ANTIFA: grupo internacional que se proclama como sendo "anti-facista" mas que usa táticas facistas na sua ação

A polícia, que inicialmente demorou em intervir, acabou agindo de modo rápido prendendo contra-manifestantes. Dentre eles estão Hasan Abdul Hamid Zarif Hasan e Nour El Deen Alsayyd.

Hasan Zaif é ativista palestino e comerciante. Ele é líder do grupo Palestina para Todos e dono do bar Al Janiah, um local de encontro da pseudo-Esquerda com aspirações revolucionárias (seja lá o que isso signifique), situado na cidade de São Paulo.

O outro, um sírio, nem português fala. Este é um exemplo dos malefícios que vêm junto com a nova Lei de Migração. Ela irá dar todos os direitos para um estrangeiro que não sabe nada do Brasil e da sua cultura, e nem o idioma fala, inclusive direitos para abrir ou participar de um partido político.

A bomba, bem como quem a preparou e a atirou (contra cidadãos brasileiros exercendo os seus direitos constituicionais) é uma pequena amostra do que esta Lei de Migração irá causar. 


Trecho do Boletim de Ocorrência, indicando a origem de um dos membros do grupo que promoveu o atentado à bomba (print screen do vídeo GLOBO, RECORD E GRANDE IMPRENSA MENTEM SOBRE O ATAQUE TERRORISTA NA PAULISTA - ESCLARECIMENTOS, reproduzido abaixo)

Além da bomba que explodiu, os antifas e os estrangeiros tinham em sua posse outras granadas, martelo, e soco inglês.

Os principais órgãos da imprensa, dentre eles rádios, jornais e redes de TV noticiaram que não existiu bomba alguma, e que os manifestantes atacaram um grupo de refugiados sírios que estavam passando exatamente na hora da manifestação. Esta mesma imprensa distorceu os fatos acusando os membros da Marcha de racistas e xenófobos. O vídeo mostrando o atentado à bomba provocou uma mudança no relato, mas insistindo em denegrir os patriotas que são contra a Lei de Migração.

Mais de 20 advogados apareceram para liberarem os delinquentes da prisão, o que mostra que existe todo um aparato por detrás dos "palestinos" e "sírios", incluindo ação de diversas ONGs e partidos políticos.

E vejam como a mentira (taqiyya) se desenvolve. A tática dos islâmicos e seus apologistas, é mentir e denegrir os outros. Vejamos alguns exemplos.

Vitimização e Taqiyya 

Enquanto isso, existe o outro lado. O lado daqueles que atiram bombas contra quem pensa diferente, o lado daqueles que atiram bombas contra quem defende o Brasil, o lado que torna os vilões em vítimas, o lado que acusa a imprensa que os apoia para se fazerem de vítimas. Taqiyya!

Isso segue Maomé, que disse " eu fui feito vitorioro com o terror."

Isso segue o Alcorão, que ordena os fiéis a "usarem todos os estratagemas de guerra."

Isso segue o Alcorão, que afirma que "Alá é o maior dos conspiradores."

Existe o vídeo que prova que a bomba foi lançada pelos ANTIFA+ativistas islâmicos. Existe o boletim de ocorrências. Existem as armas apreendidas. Mas, é claro, que a ANTIFA+islâmicos nunca irão admitir isso. Segundo a ótica míope deste grupo, uma bomba atirada contra seres humanos que faziam uma manifestação pacífica é um "ato de defesa." Afinal, ter cérebro, amar o Brasil e ser crítico a uma lei que, na prática, elimina as fronteiras de uma nação, é racista e islamofobia, segundo o raciocínio tortuoso deles.

Para a Esquerda míope, aliada com o que existe de pior do islamismo, todos aqueles que se opõem à Sharia são racistas! Essa Esquerda, é muito diferente da Esquerda da qual eu crescí e faço parte. A Esquerda aliada ao islamismo é uma Esquerda traidora e ignorante.

Vejamos alguns exemplos.

Sâmia Bomfim, uma vereadora pelo PSOL, estava toda alegre por ter libertado os criminosos que atiraram uma bomba de fabriacação caseira. Para ela, isso foi uma vitória contra a intolerância e a xenofobia. Para esta vereadora, defender o Brasil, a nossa "pátria-mãe, é ser intolerante e xenófobo. Esta deputada teria sido enviada para uma Gulag por Stalin, que nunca tolerou pessoas que traíram a "pátria-mãe russa." Stalin era nacionalista. Esta vereadora pseudo-esquerdista é globalista, à serviço dos banqueiros internacionais.


César Kaab Abdul, um ativista islâmico que atua em uma favela de São Paulo, e que possui conexões com o notório xeique Al-Arifi, banido do Reino Unido, da Dinamarca, da Argélia, etc., por suas visões extremistas, se fez de vítima. Ele menciona "crescente intolerância e estupidez incalculável." Claro que para ele, atirar uma bomba de fabricação caseira sobre pessoas que exercem o seu direito de cidadão nao é estupidez. É claro, também, que ele nuncar irá criticar o seus irmãos muçulmanos que perseguem as minorias nos países de maioria islâmica, incluindo os ateus, cristãos, bahai, hindus, etc. O silêncio contra a "crescente intolerânica e estupidez incalculável" que o islamismo leva seus adeptos mais fervororos cometerem, por parte dele, bem como por parte dos muçulmanos no Brasil, incluindo o seu grande porta-voz xeique Rodrigo Rodrigues, é ensurdecedor, e retrata claramente a hipocrisia intrínseca ao islamismo.

Você nunca irá ver um muçulmano pedir desculpas pela destruição do budismo no Afeganistão, pelo extermínio do hinduísmo onde ele nasceu (às margens do Rio Indus, hoje Paquistão), pela invasão da Península Ibérica, pela invasão da França, pelo sistema de devsherme dos turcos, pelo Genocídio Armênio, pelo extermínio de povos e culturas, etc. NUNCA!!! Mas você irá vê-los criticarem os outros. Os crimes do islamismo são um bilhão de vezes piores que quaisquer outros crimes. O Holocausto, a fome na Ucrânia, o extermínio de Pol Pot, etc., são como pedrinhas se comparados com o himalaia dos crimes do islão, começando com o próprio Maomé.

E, nós ainda vemos pessoas que não são muçulmanas se dizendo que sentem "satisfação de estar no mesmo lado da trincheira que vocês irmãos muçulmanos." Quer dizer que você, Lxxx Cxxx, concorda com a condenação de Asia Bibi, no Paquistão, por ter bebido água do mesmo balde que muçulmanos, sujando a água por ser cristã? Você está na mesma trincheira que eles?


Uma outra, uma muçulmana recém-conversa, F O, que claro nunca leu nada sobre o islamismo além do que os seus mestres a doutrinam, quer dar a entender que a bomba foi lançada pelos manifestantes brasileiros patriotas. O vídeo está aí para te contradizer, irmã. Você não "acreditar no vídeo" não significa absolutamente nada, a não ser provar que você é realmente uma escrava, não de Alá, mas dos xeiques que a controlam. A próposito, você sabia que Maomé, o seu modelo de conduta, foi um pervertido sexual e um assassino em massa? E você sabe os seus direitos como mulher segundo lei islâmica? LEIA! E caia fora desta canoa furada enquanto ainda é tempo! Aproveita que você está no Brasil e aqui nós temos liberdade (estamos lutando para preservá-la).


E, de novo, o "valoroso" César Kaab Abdul, o que faz quando confrontado ao fato de que houve mesmo uma bomba atirada por "pessoas da etnia árabe"? Claro, omite este fato e os apresenta como vítimas. E, o pior, mente, ao dizer que a Marcha contra a Lei de Migração era violenta. (Taqiyya)


E agora vem o mais grave. O que estes muçulmanos frustrados estão fazendo, com o apoio de uma Esquerda traidora e burra, é importar para o Brasil conflitos com os quais não temos relação alguma. Eles projetam para o Brasil os infortúnios que existem nos seus países de origem. E, o pior, ainda têm a audácia de dizer que os brasileiros têm algum tipo de culpa nos seus problemas e conflitos. Não. Não temos nada com isso. Assumam a responsabilidade pelos seus próprios fracassos. Não queremos que os seus conflitos e problemas sejam importados para o Brasil. Migrem para o Brasil, se integrem no nosso caldeirão cultural, e sejam bem-vindos. Mas ninguém irá ter simpatias por vocês se vocês importarem os seus conflitos  (com exceção, é claro, dos pseudo-esquerdistas burros e traidores).


O mais lamentável, é que os conflitos e infortúnios dos países islâmicos, cujas raízes estão no atraso mental e cultural imposto pelo islamismo, vem sendo promovido, até mesmo em mesquitas no Brasil, como sendo culpa do Ocidente (grupo de países dos quais o Brasil faz parte).

https://youtu.be/XKZnUtg_wuE OK

Hasan Zarif, o dono do bar Al Janiah (e local de encontro da pseudo-Esquerda), e o sírio El Deen, foram presos em flagrante.


 Mesmo assim, existe a tentativa de os tornarem como vítimas. Claro, o choro é livre. Abaixo eu apresento alguns exemplos da mídia social.

O restaurante Al Janiah, claro, apresenta o seu dono como uma vítima ... mas omitem a bomba ... e distorcem a verdade ao afirmarem que advogados tiveram acesso impedido pela polícia. Na verdade, havia, pelo menos, duas dezenas de advogados no local para defende-los.


Os pobrezinhos "militantes da causa palestina" foram presos por facistas. Amigo: facista é quem joga bomba!


Uma outra celebra a libertação dos "imigrantes palestinos" dizendo que cantos foram entoados (pelos poucos presentes quando da sua liberação provisória), tais como "O imigrante é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo" e "Rede Globo golpista, você que é terrorista." Os dois slogans demonstram má-fé. Em primeiro lugar, a crítica é contra a Lei de Migração e não contra imigrantes. Em segundo lugar, a Rede Globo, ao massagear os fatos, apresentando os patriotas como pessoas ruins e quem joga bomba como vítima, está do lado de quem?


E, por fim, quem são os facistas nesta história? Quem se manifesta pacíficamente ou quem joga bombas e faz ameaças?



Eu gostaria de terminar com um apelo para que estas pessoas que se dizem de Esquerda que caíssem na real e deixem de ser idiotas úteis de banqueiros internacionais e de milionários sauditas.

Amigos, vocês estão sendo conduzidos como rebanho pelo "Marxismo Cultural", que de marxismo não tem nada. O Marxismo Cultural é anti-socialista! Larguem Gramsci. Querem ser socialistas de verdade, leiam Marx! Se vocês querem ser sociaistas, pelo menos que sejam socialistas de verdade.

O islamismo é anti-socialista! Não existe sociedade sem classes no islamismo. A rigor, o islamismo é hierarquizado, entre muçumanos e não muçulmanos, e entre homens muçulmanos e mulheres muçulmanas. Os direitos não são iguais! Além do mais, a prática econômica do islamismo está mais para um capitalismo selvagem. Vocês estão fazendo papel de bobo!

O correto, seria a Esquerda se opor ao islamismo bem como ao capitalismo. O fato da Esquerda se alidar ao islamismo significa que a Esquerda ficou mesmo órfã da União Soviética e perdeu o rumo.

O fato da Direita estar se opondo ao islamismo e a Esquerda estar aliada a ele depõem muito mal contra a Esquerda. E eu acho isso uma pena.

https://youtu.be/qIxVRcGVWbw OK
GLOBO, RECORD E GRANDE IMPRENSA MENTEM SOBRE O ATAQUE TERRORISTA NA PAULISTA - ESCLARECIMENTOS 

https://youtu.be/ehBxToN5ibI OK
Um hangout do Canal Terça Livre, discutindo os fatos sobre o atentado terrorista em SP


Outros vídeos sobre o atentado na Avenida Paulista:
  1. A PM foi ovacionada ao prender islâmico em São Paulo https://youtu.be/U6Pf_YLtb4c
  2. Imigrantes Sírios jogam bomba em manifestação contra Lei da Imigração na Avenida Paulista https://youtu.be/0iNyx-rNNsI 
  3. ACORDA BRASIL! IMIGRANTES ISLÂMICOS COMEÇARAM A ATACAR OS BRASILEIROS. https://youtu.be/B4AU8_itAmg