domingo, 22 de outubro de 2017

Principal islamista da Europa, Tariq Ramadan, é acusado de estupro


Tariq Ramadan é o queridinho da esquerda pró-islâmica européia, tendo sido elevado por ela, bem como pela imprensa e universidades, como o porta-voz do islamismo moderado, ao mesmo tempo em que defende a memória e as idéias do seu avô, Al-Banna, o fundador da Irmandade Muçulmana.

Mas veja o quão moderado ele é. Por exemplo, no prefácio de uma nova edição do "Risalat al-Ma'thurat" de Al-Banna, uma coleção de textos-chave do Alcorão e Hadice,  Tariq Ramadã chama o livro "o núcleo da educação espiritual para todos os membros da Irmandade Muçulmana." Ele então elogia seu avô, exaltando a "qualidade de sua fé e a intensidade de seu relacionamento com Alá. Qualquer um que teve em contato com ele percebeu e experimentou isso."

Dentre de outras coisas, Al-Banna escreveu:
Na Tradição [muçulmana], há uma clara indicação da obrigação de lutar contra o Povo do Livro [isto é, judeus e cristãos], e do fato de que Alá duplica a recompensa daqueles que os combatem. A Jihad não é contra os politeístas, mas contra todos os que não abraçam o Islã.
Agora vem a denúncia feita pela ex-salafista Henda Ayari, que se tornou ativista feminista há vários anos. Em seu livro, I Chose to Be Free (publicado em 2016), Ayari descreveu um evento terrível que aconteceu há vários anos. Um estudioso islâmico proeminente a convidou para o quarto de hotel, onde ela foi estuprada e agredida. Quando ela se rebelou contra este "intelectual" - a quem ela chamou de Zubair no livro por medo de que o expor a colocaria em risco - ele se tornou extremamente agressivo. Ele gritou para ela, bateu-a, insultou-a e usou outros tipos de violência contra ela.

Ayari escreveu no Facebook sexta-feira passada: "Eu confirmo hoje que o famoso Zubair é Tariq Ramadan." Sua decisão em tornar pública sua identidade é decorrência das histórias sobre abuso sexual em Hollywood e da campanha #MeToo (eu também), no qual mulheres dizem que já foram assediadas. "Eu Fiquei em silêncio por vários anos por causa do medo", ela explicou, porque, quando ela o ameaçou em acusá-lo pela violação "ele não hesitou em me ameaçar e dizer que eles poderiam ir atrás meus filhos. Eu fiquei com medo e fiquei quieta todo esse tempo."

Tariq Ramadã é professor de Estudos Islâmicos Contemporâneos na Faculdade de Estudos Orientais do St Antony's College, em Oxford, e também ensina na Faculdade de Teologia de Oxford.

O jogo-duplo de Tariq Ramadan chegou a ser motivo de livro de Caroline Fourest, intitulado Brother Tariq, the Doublespeak of Tariq Ramadan (revisão em inglês feita pelo Middle-East Forum).


Notícia adaptada de artigo no PJ Media e Jihadwatch

Atualização: Chalie Hebdo faz charge e sofre novas ameaças
O chargista Pierrick Juin, colaborador do jornal Charlie Hebdo, está sofrendo ameaça de morte pela internet por ter satirizado o teólogo suíço muçulmano Tariq Ramadan. Em sua capa da edição de 1º de novembro de 2017, o jornal francês de humor faz alusão às acusações de que Ramadan estuprou pelo menos três mulheres. Juin desenhou Ramadan dizendo “Eu sou o sexto pilar do Islã”, exibindo uma enorme ereção. A polícia francesa reforçou a segurança de integrantes do Charlie Hebdo. (France24)



EUA: Hillary Clinton, quando Secretária de Estado, reverteu pessoalmente a proibição para Tariq Ramadan visitar os EUA
Ela havia sido banido de entrar nos EUA em 2004, durante presidente Bush, por seu apoio a grupos terroristas. Em 2010, sob a presidência do Obama, ele pode entrar nos EUA. (PJMedia)

Tariq Ramadan preso na França
Ele foi preso para prestar primeiros depoimentos do caso de estupro de Henda Ayari (The Local).

Justiça belga diz que Tariq Ramadan pagou a mulheres para esconder sobre "estupro psicológico"
France 24 relata que Ramadan pagou 27 mil euros a Majda Bernoussi, uma mulher belga-marroquina, para para de postar detalhes sobre o "poder psicológico" que ele detinha sobre ela.




Um comentário:

Danir disse...

Se por acaso um professor de qualquer universidade americana sofresse uma acusação como esta, imediatamente estaria demitido, segregado e nem conseguiria se defender. Mas como é uma acusação contra alguem que professa a "religião da paz", não acontece nada, e é possível que a acusadora seja processada e ameaçada de prisão.