sábado, 21 de abril de 2018

O Islã determina: mate até mesmo aquele que achar que Maomé foi um ser humano comum, com erros e defeitos


"Considerando que manter a honra do Profeta é uma obrigação de toda a sua comunidade e qualquer um que amaldiçoar um homem livre de sua comunidade recebe uma punição (hadd), o castigo para alguém que amaldiçoa o Profeta é que ele deve ser morto por causa do imensidão do valor do Profeta e sua elevação sobre os outros"
Em artigos anterior nós tratamos da punição para quem se opõe a Maomé: a morte.

(Leia mais tarde:
A ‘Inocência dos Muçulmanos’ ou o porquê que muçulmanos se dispõem a matar para defender a “honra” de um senhor da guerra do século sétimo
e
Maomé, assassino: Maomé manda assassinar todos aqueles que o criticam)

Abaixo, estamos transcrevendo texto de um importante site islâmico (escrito para muçulmanos, logo, escondido dos infiéis, os káfirs) que discute este assunto e diz claramente os motivos pelos quais quem fizer qualquer análise crítica sobre Maomé (até mesmo considerá-lo como um ser humano comum) deve ser morto. Basta que um muçulmano se sinta ofendido. Cuidado, infiel! Quer um exemplo, leia sobre Asia Bibi

O nome do site é Muhammad, Messenger of Allah: Ash-Shifa of Qadi ‘Iyad. A Parte 4 do texto trata dos julgamentos daqueles que julgam o profeta como imperfeito o que o maldizem. Ela inclui discussão sobre o ponto de vista da lei islâmica, Sharia, (Seção 1), a base corânica e nos hadices (Seção 2 e 3), sobre aqueles que criticam Maomé com boas intenções, mas mesmo assim deve ser morto (Seção 4), sobre o muçulmano que critica Maomé e se torna automaticamente apóstata (ex-muçulmano), logo, deve ser morto (Seção 5) e algumas outras situações que caracterizam com bastante clareza que quem falar de Maomé corre risco de vida!

Abaixo, transcrevemos a Seção 2, por ser a mais contundente ao mostrar as provas da necessidade de se matar qualquer um que maldiga ou encontre algum defeito em Maomé.

Parte 4: Os julgamentos concernentes àqueles que pensam ser o Profeta imperfeito ou o maldizem

Seção 2: A prova da necessidade de matar qualquer um que maldiga o Profeta ou encontre defeitos nele

Tradução do texto traduzido para o Inglês por Aisha A. Brewley

Nota do Tradutor (NT): Os versículos do Alcorão foram copiados diretamente de o 'Alcorão Sagrado'  (traduzido por El-Hayek S; 1994)


            O Alcorão diz que Alá amaldiçoa aquele que ofende o Profeta neste mundo e que ele associa ofensas ao Profeta com ofensas a Ele mesmo. Não há discussão sobre se qualquer um que maldiga Alá deva ser morto e que esta ofensa requeira que o infrator seja categorizado como um infiel. A sentença do julgamento deste infiel é a morte.

            Alá diz: "Em verdade, àqueles que molestam Alá e Seu Mensageiro, Alá os amaldiçoará, neste mundo e no outro, e tem-lhes preparado um afrontoso castigo" (33:59). Ele disse algo semelhante acerca daqueles que matam os fiéis. Parte da maldição contra eles neste mundo é que eles serão mortos. Alá diz: "Serão malditos: onde quer que se encontrarem, deverão ser aprisionados e cruelmente mortos" (33:63). Ele menciona a punição daqueles que lutam: "Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo" (5:33). 'Matar' (qatl) pode significar 'maldição'. Alá diz: "Que pereçam os inventores de mentiras!" (51:10) e "Que Alá os combata! Como se desviam!" (9:30), i.e., que Alá os amaldiçoe.

            Isto porque há uma diferença entre ofender Alá e Seu Mensageiro e ofender os fiéis. A punição por fazer mal aos fiéis, à exceção de assassinato, inclui espancamento e punição exemplar. O julgamento contra aqueles que ofendem Alá e Seu Profeta é mais severo - pena de morte.

            Alá diz: "Qual! Por teu Senhor, não crerão até que te tomem por juiz de suas dissensões e não objetem ao que tu tenhas sentenciado." (4:65) Ele remove o emblema da fé daqueles que encontram impedimento em si mesmos contra aceitar o julgamento do Profeta e não se submetam a ele. Qualquer um que depreciá-lo opõe-se a seu julgamento.

            Alá diz: "Ó fiéis, não altereis as vossas vozes acima da voz do Profeta, nem lhe faleis em voz alta, como fazeis entre vós, para não tornardes sem efeito as vossas obras, involuntariamente." (49:2) Uma tal ação somente ocorre devido à falta de fé e o infiel deve ser morto.

            Alá diz: "E quando se apresentam a ti, saúdam-te, em termos com os quais Alá jamais te saudaram, e dizem para si: Por que Alá não nos castiga pelo que fazemos? Bastar-lhes-á o inferno, no qual entrarão! E que funesto destino!" (58:8)

            Alá diz: " Entre eles há aqueles que injuriam o Profeta e dizem: Ele é todo ouvidos (...) Mas
aqueles que injuriarem o Mensageiro de Alá sofrerão um doloroso castigo." (9:61)

            Alá diz: " Porém, se os interrogares, sem dúvida te dirão: "Estávamos apenas falando e gracejando. Dize-lhes: Escarnecei, acaso, de Alá, de Seus versículos e de Seu Mensageiro? Não vos escuseis, porque renegastes, depois de terdes acreditado!" (9:65-66) Os comentaristas dizem que "porque renegastes" refere-se ao que eles (N.T.: isto é, aqueles que disseram "Estávamos apenas falando e gracejando.") haviam dito sobre o Mensageiro de Alá.

            Já mencionamos o consenso. De acordo com as tradições, al-Husayn ibn 'Ali relatou a seu pai o que o Mensageiro de Alá disse acerca deste assunto: "Quem quer que maldiga o Profeta, mate-o. Quer quer que maldiga meus correligionários, batam nele."

            Numa importante hadice (N.T.: ditos e tradições de Maomé) o Profeta mandou que Ka'b ibn al-Ashraf fosse morto. Ele pediu: "Quem irá lidar com Ka'b ibn al-Ashraf? Ele ofendeu Alá e seu Mensageiro." Ele enviou alguém para assassiná-lo, porém sem antes ter convocado al-Ashraf a se converter ao Islã, diferentemente de outros idólatras. O motivo foi ele ter ofendido o Profeta. Isto indica que o Profeta o matou por algo diferente de idolatria. Era por ter ofendido (N.T.: espera-se que um não-muçulmano seja condenado à morte por idolatria; porém, se o não-muçulmano ofender o Profeta, então ele deverá preferencialmente ser convertido ao Islã antes de ser morto pois só muçulmanos podem ser condenados à morte por esta acusação). Abu Rafi, que costumava ofender o Mensageiro de Alá e trabalhar contra ele, também foi morto.

            De forma semelhante, no Dia da Conquista (N.T.: de Meca), ele ordenou a morte de Ibn Khatal e de suas duas escravas que costumavam cantar suas ofensas sobre o Profeta.

            Em uma outra hadice sobre um homem que costumava maldizer o Profeta, o Profeta disse: "Quem irá me salvar do meu inimigo?" Khalid disse: "Eu irei". Então o Profeta o enviou e ele matou o homem.

            De forma semelhante, o Profeta ordenou que um grupo de infiéis que costumava ofendê-lo e maldizê-lo, infiéis tais como an-Nadr ibn al-Harith e 'Uqba ibn Abi Mu'ayt, fosse todo ele morto. Ele prometeu que grupos de infiéis seriam mortos, tanto antes quanto após a Conquista (N.T.: de Meca). Todos os indivíduos destes grupos foram mortos, exceto aqueles que se apressaram em tornar-se muçulmanos antes de terem sido conquistados. Al-Bazzar aprendeu de Ibn 'Abbas que 'Uqba ibn Abi Mu'yat exclamou "Oh, tribo de Quraysh, por que devo ser eu sozinho aquele a morrer sem uma guerra?". O Profeta respondeu: "Pela sua descrença e por ter forjado mentiras contra o Mensgeiro de Alá."

            'Abdu'r-Razzaq mencionou que um homem maldisse o Profeta, fazendo o Profeta perguntar: "Quem irá me salvar de meu inimigo?". az-Zubayr respondeu: "Eu irei." Ele enviou az-Zubayr e ele matou o homem.

            Está relatado que uma mulher costumava maldizer o Profeta e ele disse: "Quem irá me salvar do meu inimigo?". Khalid ibn al-Walid então saiu e a matou.

            Está relatado que um homem forjava mentiras contra o Profeta e ele enviou 'Ali e az-Zubayr para matá-lo.

            Ibn Qani' relatou que um homem veio ao Profeta e disse: "Mensageiro de Alá, eu ouvi meu pai dizer alguma coisa feia sobre o senhor, então eu o matei." E isto não abalou o Profeta.

            Al-Mujahir ibn Abi Umayya, o emir do Yemen, relatou a Abu Bakr que uma mulher no tempo da Ridda (N.T.: guerra de apostasia) entoava maldições contra o Profeta. Então ele amputou a mão e arrancou os dentes frontais da mulher. Quando Abu Bakr ouviu isto, ele disse a Abi Umayya: "Se você não tivesse feito o que já fez, eu teria ordenado você que a matasse porque o hadd (N.T.: punição divina) concernente ao Profeta não é como os outros hadd."

            Ibn 'Abbas disse que uma mulher de Khatma satirizava o Profeta e que o Profeta disse: "Quem irá lidar com ela por mim?" Um homem de seu povo disse: "Eu irei, Mensageiro de Alá." O homem levantou-se e foi e a matou. Ele então contou ao Profeta que disse: "Ela não vale que ninguém argumente por ela".

            Ibn 'Abbas disse que um cego tinha uma escrava que costumava maldizer o Profeta. Ele a repreendeu e a prendeu de castigo, mas ela não ficava no seu castigo. Naquela noite ela começou a atacar e a vituperar contra o Profeta e então ele a matou. Ele contou ao Profeta sobre o ocorrido que respondeu que ele (N.T.: o cego) não seria punido.

            No hadice de Abu Barza as-Aslami está dito: "Um dia eu (N.T: Abu Barza as-Islami) estava sentado com Abu Bakr as-Siddiq e ele estava zangado com com um muçulmano". Qadi Isma'il e outros imans (N.T.: pregador muçulmano) (N.T.: souberam da história) e contaram a todos que Abu Bakr estava zangado porque o tal muçulmano o havia tratado mal. An-Nasa'i relatou isto: "Eu (N.T.: An-Nasa'i) vim ver Abu Bakr e (N.T.: me disseram que) um homem foi mal-educado e ríspido com ele. Eu disse: 'Khalif (N.T.: sucessor) de Alá, deixe-me decapitá-lo!' Ele disse 'Sente-se. Não é para ninguém exceto para o Mensageiro de Alá (N.T.: fazer isto), que Alá abençoe o muçulmano (N.T.: que me ofendeu) e conceda-lhe paz.'"

            Qadi Abu Muhammad ibn Nasr disse: "Ninguém discordava dele (N.T.: isto é, de Maomé)." Os imans tomam isto como prova de que qualquer um que faça qualquer coisa que possa zangar, ofender ou maldizer o Profeta, sob qualquer forma, deveria ser morto.

            Há também a carta de 'Umar ibn 'Abdu'l-Aziz ao governador de Kufa (N.T.: uma cidade no Iraque). Ele pediu aconselhamento sobre matar um homem que havia denegrido o primeiro, tendo respondido o governador: "É ilegal matar um muçulmano que tenha denegrido qualquer um, exceto o Mensageiro de Alá. É legal derramar o sangue de quem o tenha denegrido (N.T.: isto é, o Mensageiro de Alá)."
           
            Harum ar-Rashid perguntou a Malik sobre um homem que tinha vituperado contra o Profeta e ele mencionou que os fuqaha (N.T.: juristas islâmicos) do Iraque haviam promulgado uma fatwa (N.T.: decreto religioso) para que ele fosse surrado com uma vara. Malik ficou com raiva e disse: "Amir al-Mu'minin (N.T.: Líder dos Fiéis, isto é, o califa)! Não pode haver continuidade para uma comunidade após ela ter maldito o seu Profeta! Qualquer um que maldiga os Correligionários do Profeta deve ser surrado com uma vara (N.T.: isto é, a pena de morte deve ser reservada somente a quem ofende o Profeta)."

            Não sei quais destes fuqaha iraquianos promulgaram esta fatwa contra Harun ar-Rashid. Já mencionamos que a escola iraquiana defende que ele deveria ser morto. Talvez os iraquianos não fossem muçulmanos notórios por seu conhecimento ou estivessem dentre aqueles cujas fatwas fossem não creditáveis ou idiossincrásicas. Talvez seja possível que o que o tal homem disse não tivesse sido considerado como uma ofensa sequer, ou que tenha havido uma discussão se ela sequer existiu como tal, ou que ele tenha se retratado e se arrependido. Nada disto foi mencionado a Malik. Entretanto, o consenso é o de que qualquer um que ofenda o Profeta é para ser morto, como já comentamos.

            Que o tal homem era para ser morto pode ser deduzido através de reflexão e consideração. Qualquer um que maldiga ou deprecie o Profeta mostra claros sintomas da doença de seu coração e prova de suas reais convicções e crença. Isto é o porque de a maior parte dos ulama (N.T.: eruditos) o ter jugado como apóstata. Isto é o que é transmitido pelo povo da Síria de Malik, al-Awza'i, ath-Thawri, Abu Hanifa e pelo povo de Kufa.

            O outro posicionamento é o de que o caso em questão não se caracteriza efetivamente como infidelidade. Assim, o indivíduo acusado deve ser morto pela punição associada ao hadd apenas, porém ainda não como um infiel. Todavia, assim passará a ser considerado se persistir em suas palavras, não as negando nem as refreando. Para ser julgado como um infiel, sua declaração deve ser caracteristicamente como sendo de descrença, como por exemplo chamar o Profeta de mentiroso, ou ser originada de zombeteria e de recriminação. Se sua admissão ostensiva do que disse e falta de arrependimento se caracterizarem como descrença, então não há desacordo de que ele é um infiel. Alá diz sobre pessoas assim: "Juram por Alá nada terem dito (de errado); porém, blasfemaram e descreram, depois de se terem islamizado." (9:74)

            Os comentaristas dizem que isto se refere à declaração: "Se o que tiver sido dito por Maomé for verdade, somos piores que macacos."

Dizem que se refere ao que um deles disse: "Nossa semelhança com relação a Maomé é apenas como as palavras daquele que diz: 'Alimente seu cachorro e ele o devorará'. Quando voltarmos a Medina, os poderosos expulsarão os mais fracos."

Diz-se que, mesmo que aquele que diz isso o esconda, o mesmo julgamento se aplica a ele e ao herege, e eledeve ser morto porque mudou a sua religião (deen). O Profeta disse: "Degolem todos os que mudam de religião."

            Porque elevar a honra do Profeta é uma obrigação devida por toda a sua comunidade. Já qualquer um que maldiga um homem livre (N.T.: outro muçulmano) de sua comunidade deve receber uma punição associada ao hadd. A punição a alguém que por sua vez maldiga o Profeta é a de que ele seja morto devido à imensidade do valor do Profeta e à sua elevação sobre os demais. 
            

Cópia da página "Maomé, o Mensageiro de Alá"





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