quinta-feira, 28 de junho de 2018

Crise migratória amplia a crise política na Europa; Merkel pode estar com seus dias contados


Neste artigo, iremos fazer um resumo do que ocorreu na Europa desde junho de 2017: uma crescente desilusão do povo nativo europeu com os "partidos políticos tradicionais" (notadamente a "social democracia" e os "socialistas e "trabalhistas" - mas também os "conservadores" no Reino Unido), que se advogam o direito de decidir o que é bom para o povo, mesmo quando o povo é contra o que eles decidem. Isso nada mais é do que uma forma de autoritarismo.

A raiz do problema reside no funcionamento político da União Européia (UE). Não existe representatividade na UE. As decisões são tomadas por um grupo que inclue, majoritáriamente, burocratas (que não foram eleitos, ou seja, que não tem compromisso além da sua ideologia) que acham que a Europa deve ser um um bloco sem fronteiras e sem nações. Acontece que os europeus não desejam perder as suas identidades nacionais, história e cultura!

Existem problemas crônicos na UE, tais como falta de equilíbrio econômico (alta concentração da produção na Alemanha) e desemprego crônico em diversos outros países. Mas, a questão prioritária que levou a crise atual é, sem dúvidas, a crise migratória de 2015.

Já existia uma falta de balanço na imigração para a Europa, com os partidos tradicionais impondo regras que facilitavam a entrada, em massa, de "qualquer um". Em geral, os países trazem imigrantes para fortelecerem a mão de obra qualificada. Mas isso não estava ocorrendo no Reino Unido, Alemanha, Bélgica, França, Holanda e Suécia. Ou seja, "qualquer um" entrava, mesmo quem não traria benefício algum para o país. E a maioria destes "qualquer um" tinham uma procedência. Na Inglaterra vinham do Paquistão; na Alemanha, da Turquia; na Bélgica e França da Argélia e Tunísia; na Holanda do Marrocos; e na Suécia, de qualquer destes países. A crise já existia e suas consequências já eram visíveis!

Então, veio a crise migratória de 2015 e seus frutos: aumento da criminalidade, dos estupros e dos guetos islâmicos.

Eu diria que a maioria do povo europeu começou a perceber que algo estava muito errado.

Eleições Britânicas de junho 2017 foi um resultado ruim, mas não existia opção viável boa; caminho aberto para o autoritarismo pró-islâmico

O Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) tinha duas péssimas opções nas eleições gerais realizadas em junho de 2017. Por um lado, a opção ruim, a atual primeira-ministra conservadora Theresa May, uma apologista do islamismo e do politicamente correto. E do outro, a opção prá lá de péssima, o trabalhista (pró-islâmico e anti-semita) Jeremy Corbyn. Os conservadores detinham a maioria no parlamento, mas Theresa May quiz ampliar a maioria conservadora no parlamento. Mas exatamente o contrário ocorreu. Apesar dos conservadores terem eleitos mais deputados que os trabalhistas, eles perderam a maioria. Para governarem, os conservadores tiveram que se co-ligar com um partido pequeno da Irlanda do Norte, o Partido Democrático Unionista (sigla DUP, de Democratic Unionist Party).

Um pouco mais tarde acontece a tragédia: a eleição de um Sadiq Khan (muçulmano e islamista) como prefeito de Londres. A dupla May-Khan tem feito todo o possível de silenciar as vozes daqueles denunciam a islamização do Reino Unido como algo terrível. Alguns exemplos:
  • A polícia de Londres prende dezenas por "Crime de Ódio" como a "islamofobia", mas não rastreia os terroristas islàmicos (Middle East Forum)
  • Pela primeira vez na história, Londres tem mais crimes que Nova York. Maioria dos crimes feitos com facas (The Times).
  • Grã-Bretanha no caminho do autoritarismo pró-islâmico: 3 jovens conservadores e anti-Jihad foram banidos da Inglaterra (Daily MailBreitbart), e proíbe entrada de norueguês crítico da "imigração descontrolada" (SputinikAftenposten).
  • Reino Unido propõe sentença de seis anos de prisão para quem criticar o Islã (Leia o artigo no blog).
  • O governo continua tentando cobrir as gangues de estupradores paquistaneses (muçulmanos) para não ser chamado de racista ... e as vítimas que se danem (Gatestone).
  • Ativista Tommy Robinson preso por denunciar as gangues de estupradores (Gatestone
Atualmente, o Reino Unido caminha a passos largos para um autoritarismo pró-islâmico.

Alemanha: pivô da crise, Merkel perde poder político

No dia 31 de agosto de 2015, durante uma entrevista na cidade de Dresden, a Chanceler Angela Merkel  abriu as portas da Alemanha para os candidatos a asilo que invadiam a Europa dizendo a famosa frase Wir haben so vieles geschafft - wir schaffen das ... "conseguimos muitas coisas - podemos fazer isso" (Frankfurter Allgeminer). Com isso, Merkel suspendeu o Protocolo de Dublin e fez com que a Alemanha acolhesse algo perto de 1,5 milhões de refugiados.

Na verdade, Merkel abriu as portas do inferno para o povo alemão.
  • O custo econômico desta irresponsabilidade é altíssimo, com estimativas variando entre 55 bilhões a 1,5 trilhões de Euros até 2022. A Alemanha estaria gastando quase 10% do seu PIB. Isso retira recursos destinados aos alemães mais carentes (sim, eles existem: 15%  dos idosos e pensionistas alemães estão agora classificados em nível de pobreza de acordo com o site DW.com (Voice of Europe).
  • Aumento do crime e uma onde de estupros feitos por requerentes de asilo (Gatestone).
  • Aumento das "zonas proibidas" (no-go zones), fato admitido pela própria Merkel (Breitbartrtl).
Os descontentamento do povo alemão se traduziu nas eleições gerais em setembro de 2017, com o crescimento dos partidos de oposição (leia mais neste artigo do blog). As eleições gerais enfraqueceram a Chanceler Angela Merkel, mas ela permaneceu no poder. Mas a crise continua.

Angela Merkel e o presidente da União Européia, Jean-Claude Juncker e o vem tentando forçar, com ameaças de todos os tipos, os demais países da UE a aceitarem repartir os "refugiados da Merkel." Mas, vendo o que está ocorrendo não apenas da Alemanha, mas também no Reino Unido e na Suécia, os demais países, notadamente a Polônia, Hungria, Republica Tcheca e Eslováquia, se recusam em por sua população em risco para consertar o erro da Merkel. Áustria e Itália se juntaram na oposição a Merkel.

Hoje está ocorrendo uma reunião entre os chefes de Estado. Iremos tratar disso ao final deste artigo.

Eleições na Hungria, República Tcheca, Áustria, Eslovênia e Itália: povo elege governos que prometem defender suas fronteiras e sua soberania 

Na República Tcheca, as eleições puseram os partidos "anti-estabelecimento" e "críticos da União Européia" no poder.  O magnata Andrej Babis e seu partido político eurocéptico (anti-UE) ganharam as eleições parlamentares da República Tcheca - de goleada - levando este empresário bilionário "politicamente incorreto" ao posto de primeiro ministro e líder de uma coligação de centro-direita.
"É impensável que a população indígena europeia se adapte aos refugiados. Devemos acabar com um políticamente correto tão absurdo. Os refugiados devem se comportar como convidados, isto é, devem ser educados e certamente não têm direito a escolha do que eles querem comer .... Há um profundo abismo entre o que as pessoas pensam e o que a mídia lhes diz," Estas foram as palavras de Andrej Babis, no jornal checo Pravo, 16 de janeiro de 2016. 
Na Hungria, mesmo com os milhões de dólares gastos pelo magnata globalista húngaro George Soros, o partido do primeiro-ministro Hugo Órban venceu as eleições gerais. Em seu discurso, ele disse que "os países que não param com a migração em massa estão perdidos: lentamente, mas certamente eles serão consumidos": 
A situação, caros amigos, é que há aqueles que querem tirar nosso país de nós. Não com o golpe de uma caneta, aconteceu há cem anos em Trianon; agora eles querem que voluntariamente entregamos nosso país para outros, ao longo de algumas décadas. Eles querem que entreguemos nosso país a estrangeiros provenientes de outros continentes, que não falam nossa língua e que não respeitam nossa cultura, nossas leis ou nosso modo de vida: pessoas que querem substituir o que é nosso com o que é deles. O que eles querem é que, doravante, não será cada vez mais nós e nossos descendentes que vivemos aqui, mas outros. Não há exagero no que acabei de dizer. Hoje em dia, vemos os grandes países e nações européias que perdem seus países: pouco a pouco, de distrito a distrito, e de cidade em cidade. A situação é que aqueles que não param a imigração nas suas fronteiras estão perdidos: lenta mas seguramente são consumidos. As forças nacionais e globalistas nunca se juntaram tão abertamente. Nós, os milhões com sentimentos nacionais, estamos de um lado; os "cidadãos do mundo" de elite estão do outro lado. Nós, que acreditamos nos estados-nação, a defesa das fronteiras, a família e o valor do trabalho são de um lado, e nos opor são aqueles que querem uma sociedade aberta, um mundo sem fronteiras ou nações, novas formas de família, trabalho desvalorizado e trabalhadores baratos - todos governados por um exército de burocratas sombrios e inexplicáveis. De um lado, forças nacionais e democráticas; e do outro lado, forças supranacionais e antidemocráticas. Forças estão aparecendo, como as que o mundo não viu há muito tempo. Na África, haverá dez vezes mais jovens do que na Europa. Se a Europa não fizer nada, eles irão dar uma saída à nossa porta. Bruxelas não está defendendo a Europa e não está impedindo a imigração, mas quer apoiá-la e organizá-la. Quer diluir a população da Europa e substituí-la, abandonar nossa cultura, nosso modo de vida e tudo o que separa e distingue os europeus dos outros povos do mundo. Será um pequeno consolo que os povos da Europa não perdoem os líderes que mudaram completamente a Europa sem primeiro lhes perguntar. A Hungria irá receber os "verdadeiros refugiados oriundos da Alemanha, França, etc, que desejarem encontrar a Europa que eles perderam em casa. (Breitbart)
A Áustria elegeu o mais novo chanceler da Europa, Sebastian Kurtz, de 31 anos, levando à formação de uma coligação de centro-direita entre o partido do povo, de Kurz (ÖVP),  e o partido da liberdade (FPÖ). Ambos estão cumprindo as promessas de campanha de serem duros com a imigração ilegal e cortar impostos e burocracia (leia neste artigo as metas do novo governo austríaco).

As eleições da Eslovênia elegeram o Partido Democrata Eslovêno, de centro-direita, liderado por Janez Jansa. A exemplo da Hungria, Áustria e República Tcheca, o foco é a defesa da identidade nacional eslovena  (REUTERS).

E, finalmente, a Itália, onde a União Européia tentou torpedear o novo governo patriota. Mas a democracia venceu e o governo eleito tomou posse.

As eleições gerais na Itália foram vencidas pelo Movimento Cinco Estrelas e pelo Partido da Liga. Apesar de possuirem vertentes idológicas distintas,  ambos empunham a mesma bandeira: contra a política econômica imposta pela União Européia, pró nacionalismo, e tremendamente críticos da invasão contínua de centenas de milhares de imigrantes muçulmanos que afeta a Itália como nenhum outro país da Europa. As diferenças foram colocadas de lado e estes partidos formaram uma coligação. Como manda a constituição, o primeiro-ministro e demais ministros do governo devem ter os seus nomes enviados para aprovação do parlamento pelo presidente, Sergio Matarela. Mas Matarela vetou o governo por temer que o indicado para ministro da economia, Paolo Savona, poderia provocar a saída da Itália da União Européia. O pior, Matarela nomeou um tecnocrata pró União Européia, que não tinha sido eleito, como primeiro ministro, pedindo para ele formar um governo. Claro que o parlamento não iria aprovar este governo sem legitimidade e novas eleições aconteceriam. A indignação contra a decisão do presidente Matarela foi tamanha que as pesquisas indicavam uma vitória ainda maior do Movimento Cinco Estrelas e do Partido da Liga. O presidente retrocedeu e resolveu concordar com o novo governo. A Itália tem, deste modo, um governo patriota e "anti-estabelecimento", liderado por Giuseppe Conte, primeiro-ministro, tendo como um dos vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, líder da Liga, sendo o outro vice-primeiro-ministro Luigi Di Maio, líder do Movimento Cinco Estrelas. O ministro da economia é Giovanni Tria, que também questiona o euro mas de modo mais brando (Publico). 

Itália e a Bavária aprofundam a crise na União Européia

Itália fecha a via marítima usada no tráfico de refugiados. O estado alemão da Bavária promete fechar as suas fronteiras, independente do que o governo da chanceler Merkel pense ou faça.

O novo governo italiano começou a colocar em prática o que havia prometido durante a campanha eleitoral, não autorizando o atracamento de navios que contrabandeiam refugiados para a Itália (Global News; Independent). Os navios são manobrados por ONGs que, deste modo, colaboram com o tráfico humano: a crise migratória é um excelente negócio. O presidente francês, Emmanuel Macron, ficou furioso e acusou a Itália de ser anti-Européia, comparando a atitude do governo italiano à lepra. Claro que isso não caiu bem e o governo italiano respondeu com firmesa, acusando Macron de hipocrisia (REUTERS). Como Malta também se recusou a receber os navios (Global News), o governo socialista espanhol decidiu os receber (Observador). Até quando a população espanhola irá tolerar isso?

(Salvini, o líder do partido da Liga italiana, disse: “não temos condição de aceitar mais ninguém. Pelo contrário, queremos mandar embora alguns. “Os portos italianos não estão mais à disposição dos traficantes. Abra os portos malteses! Abra os portos franceses. Ele acrescentou: "Eles só verão a Itália em um cartão postal".)

O Navio Aquarius transportava 600 "imigrantes", a maioria homens jovens, 60 mulheres e 3 crianças 

Agora, sobre a revolta do partido da Bavária que pode (finalmente) derrubar Merkel. O governo alemão é uma coalizão entre 3 partidos. Um deles (o CSU) é da Bavária, e o seu líder (Horst Seehofer) é o ministro do interior. Ele deu um ultimato à chanceler Angela Merkel: ou ela resolve a crise dos refugiados (que ela mesmo criou) ou o CSU vai começar a expulsar os refugiados. Isso dissolveria a coalizão, levando a uma nova eleição (Daily Mail). O CSU está assustado com o crescimento do partido de oposição Alternativa para a Alemanha (AfD) tendo em vista as eleições estaduais de outubro. Pesquisas indicam que 62% dos alemães aprova se recusar a receber os migrantes e que 86% desejam que as deportações acelerem.


Merkel pode estar com seus dias contados após reunião dos chefes de Estado

Numa tentativa de salvar a sua vida política, Angela Merkel convocou uma reunião de líderes europeus. Ela deseja impor quotas aos países, prometendo ser mais rigorosa daqui para frente. Mas ninguém mais confia nela. As consequências do impasse são difíceis de prever.

Antes de viajar para Bruxelas, em  um discurso apaixonado ao parlamento alemão, a chanceler Angela Merkel advertiu que a questão da migração poderia quebrar a União Européia. "A Europa enfrenta muitos desafios", disse Merkel, cujo próprio destino político está em risco em sua postura de boas-vindas em relação à migração. "Mas a migração pode determinar o destino da União Européia."

O novo governo italiano tem sido inflexível, com o primeiro-ministro Giuseppe Conte se recusando a concordar sobre questões como inovação digital ou cooperação de defesa até que a migração fosse tratada. A Itália insiste em mudar os regulamentos que regem a migração para a União Européia, dizendo que, como país de primeiro pouso, já teve o suficiente. (NY Times)

Vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini





4 comentários:

Liliane Carlos disse...

Veja mais sobre a revolução socialista acontecendo no mundo, aqui: http://carlosliliane64.wixsite.com/magiaeseriados

Unknown disse...

José gosto muito do site aprendi muito mais eu queria saber por que você não mostra seu rosto no perfil?

Anônimo disse...

Tão óbvio o porquê do José não mostrar o rosto...está se fazendo de ingênuo ou é, de fato? Confesso que, lendo sua pergunta fiquei na dúvida se você "gosta muito do site e aprendeu muito" mesmo, ou se é muçulmano infiltrado...

Unknown disse...

Eu gosto muito do site é realmente aprendi muito com ele mais tempo muita gente que eu gosto é admiro que mostra a cara como julio severo Nando Moura Bernardo kister etc... só queria ver a cara dele como eu vejo a deles entendeu?