quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Papa Francisco e líder muçulmano afirmam: Deus 'quer' várias religiões (heresia do papa?)

Eu não sei quem está assessorando o Papa Francisco, mas a sua afirmação conjunta com o Ahmed el-Tayeb, Grande Imame de al-Azhar, é de uma ingenuidade enorme (e talvez teológicamente errada do ponto-de-vista católico). Em um documento conjunto assinado durante um encontro inter-religioso em Abu Dhab, a seguinte afirmação é feita:
O pluralismo e a diversidade de religiões, cor, sexo, raça e linguagem são determinados por Deus em Sua sabedoria, através da qual Ele criou os seres humanos.”
Qual o problema desta afirmação?

Vamos primeiro olhar sob a ótica islâmica. O islamismo reconhece a existência de outras religiões, notadamente o judaísmo, o cristianismo e o zoroastrianismo (a religião persa pré-islâmica). Contudo, o islamismo substitui todas elas a se apresenta como a revelação final, sendo Maomé o último profeta (o "selo dos profetas").  De modo que não existe problema teológico algum para o Grande Imame Ahmed el-Tayeb assinar este documento. (O resto, para o islamismo, não é religião)

Mas sob um ponto-de-vista teológico católico, esta afirmação cria problemas: isso é heresia! A teologia católica não afirma que a salvação se dá pela Igreja Católica (fato que às vezes cria conflito com vertentes protestantes)? De um ponto-de-vista cristão mais abrangente, a salvação não se dá através de Jesus Cristo? Mas o Papa, com a sua declaração baseada no relativismo moral, está afirmando que o islamismo, que explicitamente nega a salvação através de Jesus, foi criado por Deus.

Ora bolas, se é tudo festa, e se Deus criou todas as religiões, para que então ser católico, que é uma religião moralmente exigente, por que não buscar outra mais fácil e liberal? Aliás, para que um papa? Tudo vale e é tudo relativo, até mesmo Deus. 

É importante acrescentar que alguns teólogos já saíram em defesa do Papa. Segundo o Dr. Chad Pecknold, professor associado de teologia sistemática da Universidade Católica da América, em Washington, DC, esta declaração deve ser lida no contexto e perspectiva adequados:
“Em contextos inter-religiosos sensíveis, é apropriado para a Santa Sé reconhecer que, apesar de sérios desacordos teológicos, católicos e muçulmanos têm muito em comum, como a crença comum de que os seres humanos são 'desejados por Deus em sua sabedoria'.” 
“A idéia de que Deus deseja a diversidade de cor, sexo, raça e linguagem é facilmente compreendida, mas alguns podem achar intrigante ouvir o Vigário de Cristo falar sobre Deus querer a diversidade das religiões”, observou ele.
“É intrigante e potencialmente problemático, mas no contexto do documento, o Santo Padre está claramente se referindo não ao mal de muitas falsas religiões, mas positivamente se refere à diversidade de religiões apenas no sentido de que elas são evidência de nossa desejo natural de conhecer a Deus ”.
"Deus deseja que todos os homens o conheçam através da livre escolha de sua vontade, e assim segue-se que uma diversidade de religiões pode ser dita como permissivamente desejada por Deus sem negar o bem sobrenatural de uma religião verdadeira", acrescentou.
Ou seja, sejamos relativos e inclusivos (mesmo se isso custe a nossa destruição).

Raymond Ibrahim, cristão copta egípcio e especialista em Islã vê com preocupação a insistência do Papa Francisco com o islamismo. Ele cita como exemplo a afirmação do papa Francisco sobre a chacina jihadista de um padre de 85 anos na França e como ele tinha sido claramente “morto em nome do Islã”, Francis respondeu :
Eu não gosto de falar de violência islâmica, porque todo dia, quando eu navego nos jornais, eu vejo violência, aqui na Itália ... esse que assassinou sua namorada, outro que assassinou a sogra ... e estes são batizados católicos! Há católicos violentos! Se falo de violência islâmica, devo falar de violência católica ... e não, nem todos os muçulmanos são violentos, nem todos os católicos são violentos. É como uma salada de frutas; tem tudo.
O papa mostra não entender a diferença entre a violência cometida de acordo com uma religião e violência cometida em contradição com os ensinamentos de uma religião. Sim, pessoas de todas as religiões cometem violência. Mas os católicos que Francisco cita não matam suas namoradas e sogras por causa de qualquer ensinamento cristão. Pelo contrário, os ensinamentos cristãos de misericórdia e perdão servem para retrair esses impulsos. Por outro lado, a violência e a intolerância cometidas por muçulmanos em todo o mundo são frequentemente subprodutos dos ensinamentos islâmicos.

Na mesma entrevista, depois que Francisco reconheceu que existem “pessoas violentas dessa religião [o Islã]”, ele imediatamente acrescentou que “em quase todas as religiões há sempre um pequeno grupo de fundamentalistas. Fundamentalistas. Nos tamém os temos."

É verdade, mas aquilo que é "fundamental" para uma religião difere do que é fundamental para outra. Enquanto que os fundamentalistas muçulmanos e cristãos aderem a uma leitura literal e estrita de suas escrituras, o que falta ao Papa Francisco é reconhecer que o que a Bíblia e o Alcorão realmente ensinam é fundamentalmente diferente. Enquanto que o fundamentalista cristão se vê compelido a rezar por seus perseguidores, o fundamentalista muçulmano se vê compelido a atacar, subjugar, saquear, estuprar, escravizar e massacrar os infiéis não-muçulmanos.

Porque o Papa Francisco não escuta o que os mais antigos e experientes têm a dizer? Por exemplo, veja o que o monsenhor Lefévre disse décadas atrás.



Francisco e el-Tayeb

3 comentários:

Vilson Schreiner disse...

O Papa pertence a vertente da Teologia da Libertação na América do Sul, que já ficou provado que foi criado no Bloco soviético para subverter a religião de dentro para fora. E sem contar que o Líder Islâmico tem licença de Alá para mentir e dissimular (Taquia) para atingir seus objetivos

Unknown disse...

Infelizmente tem católicos que se ofendem e defendem o Bergoglio porque tem fé cega e sentem dificuldade em raciocinar. Tudo o que ele faz, faz contra a igreja católica e o cristianismo e por suas posições políticas nem devia estar dentro da igreja, pois é considerado excomungado. O pior é que a igreja católica está com muitos excomungados infiltrados e o golpe que deram exigindo a renúncia do Papa Bento XVI para colocarem um dos seus para destruir a igreja e ajudarem ao socialismo dominar o mundo é um fato escancarado.

Marcelos Costa disse...

Papa comuna do diabo