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sábado, 14 de novembro de 2015

Terror em Paris: créditos e louvores a Alá



Em primeiro lugar, os atentados de ontem em Paris foram apenas mais um de uma série de atentados motivados por uma mesma ideologia, construída a partir dos dizeres a ações de Maomé (Sunna), e corroborados pelo seu alter-ego, Alá, no Alcorão. Só para se ter uma idéia do problema, 27.269 atos de terror e morte pela causa de Alá foram registrados no mundo, deste setembro de 2001 até o momento que escrevo (segundo contagem do site The Religion of Peace -- os números verdadeiros podem ser maiores). Enquanto que as desculpas para estes atos podem variar, o fundamento destas ações é comum: o ódio no Alcorão e na Sunna contra TODOS os não muçulmanos. E aqui deve-se entender uma coisa: não muçulmanos são todos aqueles vistos como infiéis mas também aqueles vistos como falsos seguidores do islão. Por exemplo, sunitas acham que xiítas e ahmadis são falsos seguidores, e mesmo sunitas que tenham uma vida mais liberal, como beber bebida alcoólica, ouvir música, ou permitir que sua esposa e filhas não cubram a cabeça com algúm véu.

Esta é a raiz do problema, e o motivo que leva muçulmanos a se degladiarem, bem como a desejarem exterminar os kufar (não muçulmanos). O islão será a religião da paz apenas quando o último muçulmano, o salafista mais radical e fiel maometano, conseguir impor o seu modo de vida ... mesmo que ele seja o último humano vivo.

Mas então, vejamos. Ontem, uma sucessão de atentados aconteceram em Paris. Segundo a declaração do Estado Islâmico "oito irmãos, usando cintos com explosivos e armas de assalto, atacaram áreas cuidadosamente escolhidas no coração da capital francesa."

O Estado Islâmico chama Paris de  "a capital das abominações e da perversão, aquela que carrega a bandeira da cruz na Europa." PS. Amigos ateus e agnósticos, eu sinto muito, mas os jihadistas nos consideram cristãos.

A declaração do Estado Islâmico inicia mencionando o verso 59:2 do Alcorão, destinado ao Povo das Escrituras: "Em nome de Alá misericordioso - Alá o  mais alto disse: "e eles pensaram que suas fortalezas iriam defendê-los de Alá, mas Alá veio até eles, onde eles não estavam esperando-o e feriu o terror em seus corações, destruiu as suas habitações, por suas próprias mãos e pelas mãos dos crentes muçulmanos."

Isso é Jihad pela causa de Alá. O islão é a única religião que manda seus adeptos matarem os seguidores das outras:
Alcorão: 9: 5 - "Lute e mate os descrentes onde quer que você os encontre, leve-os em cativeiro, atormente-os, fique à espreita e os embosque usando todos os estratagemas de guerra. Mas se eles se tornarem muçulmanos, deixe-os ir."
A declaração do Estado Islâmico termina dizendo "Alá ajudou a seus irmãos e deu-lhes o que eles esperavam (martírio) - eles acionaram seus cintos explosivos no meio desses infiéis após ficarem sem munição. Alá vai aceitá-los entre os mártires e permitir que eles se juntem a ele."

Se o inferno existir, é lá que estes "mártires" se encontram agora.

Veja os dois principais alvos dos "valorosos soldados de Alá":

1. Restaurante Le Carillon. Os jihadistas sairam matando e ferindo sem perguntar nada. As pessoas estavam lá bebendo, e a Sharia proíbe a bebida alcoólica. Logo, eram todos kufar (não muçulmanos). Bala neles.


2. Casa de Concertos Bataclan. Os jihadistas tomaram mais de mil jovens como reféns e os executaram em sequência, com calma, recarregando os seus rifles automáticos com a frieza de assassinos cruéis, enquanto que os jovens aterrorizados tentavam fugir de qualquer modo. A Sharia proíbe a música, bem como bebidas alcoólicas, logo, eram todos kufar. Bala neles.

Corpos de infiéis espalhandos no chão da Boate Bataclan depois da jihad pela causa de Alá

PS. Para piorar, parece que o dono do Bataclan era judeu e que a banda de rock que estava fazendo um show tinha dado um concerto em Israel.




Existiram outros alvos. Segundo o Guardian pelo menos 129 pessoas morreram e 352 foram feridas.


(leia aqui um resumo do que a Sharia prescreve)

(veja aqui os 164 versos sobre Jihad - estes versos ab-rogaram os "versos pacíficos" do Alcorão)


O Estado Islâmico avisou que a Grã-Bretanha é o próximo alvo. Aguardemos. É tudo uma questão de quando. As elites da Europa Ocidental, os capitalistas e a "esquerda traidora" deixou eles entrarem. Agora o povo europeu é quem paga o pato.

O mesmo padrão existe no Brasil de hoje. O governo, cuja matiz ideológica se identifica com o que existe de mais retrógrado no mundo, abriu as portas do país, sem controle, e ainda chama quem se opõe a isso de xenófobo, na tentativa de silenciar e humilhar os patriotas.


PS.1. - Em julho o Estado Islâmico havia dito que iria encher as ruas de Paris com cadáveres.

PS.2. - Vídeo mostra carreata de simpatizantes do ISIS em Gaziantep, na Turquia, celebrando a jihad em Paris.


PS3. - O governo francês acobertou até quando pode o fato que as vítimas da Boate Bataclan foram torturadas antes de serem assassinadas. As torturas incluíram castração, enfiar os testículos na boca das vítimas, e arrancar fora os seus olhos (Mail).




segunda-feira, 20 de julho de 2015

Jihad contra a França (721 - 759)


José Atento
Porque será que os adeptos da "religião da paz" marcharam com seus exércitos 7.500 km pelo Norte da África, cruzaram o Estreito de Gilbratar, marcharam pela Espanha, cruzaram os Pirineus, e atacaram a França? Isso aconteceu no ano 721. E esta marcha não foi pacífica, para compartilhar a ilusória "sabedoria do Alcorão", mas sim marcada por guerras, destruição, pilhagem, estupro, e escravidão dos povos conquistados ao longo do caminho. (O que eles estavam fazendo tão longe de casa?)
A resposta a esta pergunta é simples. O islão não é da paz, mas sim uma ideologia político-religiosa que visa conquistar e subjugar os não-muçulmanos. Só existe paz com o islão com a rendição incondicional dos não-muçulmanos, sendo que estes ou se tornam muçulmanos ou se submetem à ordem política do islão. É assim desde o tempo de Maomé. É assim para sempre. 
Neste artigo, eu discuto eventos sobre o ataque da Jihad Islâmica contra o que nós chamaríamos hoje de França. Na época, era o reino dos francos, constituído por povos germânicos cristãos que deram origem ao povo francês.  

Quando os muçulmanos atacaram a França, o país era governado pelos francos. Os francos eram uma tribo gótica (germânica), que eventualmente se tornou no povo francês como o conhecemos hoje. Os francos eram relacionados a um outro clã gótico, os visigodos, que reinavam na Espanha quando as hordes islâmicas atacaram a Espanha. Os visigodos que fugiram para a França levaram consigo os contos de crueldade insensata dos muçulmanos, incluindo tortura selvagem, engano e subterfúgio, e crueldade brutal. Estes fatos serviram para endurecer ainda mais a determinação franca para derrotar os invasores muçulmanos.

Após a jihad ter pisado sobre a Espanha, em 711, o grande sonho do chefe muçulmano Emir Musa era o de marchar pelos Pirinéus, varrer a França, e se juntar aos muçulmanos saqueadores do leste através de Bizâncio (Constantinopla), de modo tornar o Mar Mediterrâneo um "lago muçulmano."

Porém, Musa também nutria secretamente a ambição de ser Emir da Europa independente do califa, para quem ele havia desviado uma parte desproporcional da riqueza obtida com a pilhagem durante a campanha da conquista espanhola. Isso levantou suspeitas do Califa  à cerca de Musa, o que levou ao seu banimento. Musa foi substituido por um outro saqueador jihadista chamado Abd-ur-Rahman, que conduziu a agressão muçulmana contra a França.

Uma observação, nesta época o "sucessor de Maomé" era o Califa al-Walid I, do Califado Omíada.

É sempre bom lembrar que invasão da França pelo Califado Omíada ocorreu 375 anos antes da Primeira Cruzada, 1055 anos antes da Independência dos EUA e 1227 anos antes da criação do Estado de Israel. Isso é para que ninguém venha com a desculpa esfarrapada que a Jihad é invenção dos EUA ou de Israel. Ou uma reação às cruzadas.

Enquanto que uma parte da jihad islâmica avançava pelo Oriente, atacando Constantinopla, a outra avançava pela Espanha rumo à França. O objetivo final era cercar o Mar Mediterrâneo e destruir o cristianismo. 

O mapa abaixo oferece uma visão geral sobre até onde os jihadistas conseguiram chegar, indicando as batalhas de libertação.



A invasão começa em no ano 719 quando os jihadistas muçulmanos invadem a Septimânia, uma das últimas regiões de refúgio dos visigodos espanhóis. A horde árabe-berbere, sob o comando de Al-Samh, seguiu norte conquistando Barcelona e entrando na Septimânia e conquistando Narbona. De 720 em diante, Narbona tornou-se a capital da Septimânia muçulmana, sendo usado como base para razzias (ataques ligeiros visando pilhagem e captura de escravos, seguindo o exemplo de Maomé). Uma mesquita foi estabelecida em Narbona, dentro da igreja de Sainte-Rustique.

Septimânia é a área em marrom

A rigor, a Septimânia não era território franco, mas sim visigodo. Porém, ela se tornou uma ponta-de-lança na jihad contra os francos, que se iniciou com a Batalha de Aquitânia, nas cercanias de Toulouse.

9 de junho de 721: Jihad Contra a França, Batalha de Aquitânia

Os exército omíada (sarraceno) cercou a cidade francesa de Toulouse durante 3 meses.  O Ducado da Aquitânia, sob a liderança do Duque Odo, liderando um exército formado por "romanos", bascos e francos, rompeu o sítio e derrotou o exército islâmico liderado por Al-Samh, que acabou morrendo na batalha.  Essa vitória não apenas rompeu o cerco de Toulouse, mas também bloqueou a primeira onda da jihad islâmica contra a França por mais de uma década.

Os Jihadistas voltariam a atacar a França em 732, ainda mais sedentos por sangue, pilhagem, e escravos

Durante a década de 720, Anbassa, quem substituira Al-Samh, sitiou as cidades de Carcassone e Nimes. Os massacres e destruição que afetaram  particularmente o vale do Rio Ebro e Septimânia,  desencadearam um fluxo de refugiados que encontraram abrigo principalmente no sul da Aquitânia através dos Pirineus e em Provence.

732: Jihad contra a França, Batalha de Bordéus (Batalha do Rio Garonne)

O novo governador das terras espanholas ocupadas pelos jihadistas, Abdul Rahman Al Gafiqi, atacou a cidade de Bordéus defendida por Duke Odo. A vitória dos jihadistas permitiu que eles partissem para uma pilhagem delirante, saqueando os ricos mosteiros do norte da Aquitânia, e seguissem para Poitier, onde muitas riquezas agardavam os vorazes pilhadores jihadistas, incluindo-se aí a Basílica de São Martins, em Tours. 

11 de outubro de 732: Jihad contra a França, Batalha de Poitier

Confiante na sua superioridade, Abdul Rahman Al Gafiqi, seguiu para o norte até se defrontar com um exército inferior em números de infantaria e cavalaria. Eram os francos, sob o comando de Carlos, Duque e Príncipe dos Francos. A ferocidade com a qual Carlos lutou contra os árabes invasores, e o emprego da sua arma pessoal, um machado em forma de martelo, lhe rendeu o título de "Carlos Martelo". Ao final da batalha, os jiahdistas foram derrotados e Abdul Rahman Al Gafiqi foi morto.

Hoje, podemos não perceber o significado da vitória dos francos (ou ferrenguis como os muçulmanos os chamavam) sobre os árabes, a poucos quilômetros ao sul de Paris. Se não fosse por esta vitória, a Europa como um todo poderia ter sido conquistada, tornando-se muçulmana, e a história da Europa e talvez a de todo o mundo teria sido muito mais ensangüentada e mais escura, como é o Oriente Médio de hoje.

Esta batalha também é conhecida como "tours" do verbo francês "virar." Sim, foi uma "virada da maré" e a primeira grande vitória dos "infiéis" contra os muçulmanos.

Esta batalha não terminou a jihad contra a França. Ela, porém, definiu um limite e uma tendência. Os francos não estavam poluidos pelo politicamente correto. Eles não estavam interessados em conversar ou negociar, nem em tentar entender quais podiam ser os motivos que estavam levando aqueles "pobres muçulmanos" invasores a cometerem tanta violência. Que a atitude dos francos sirva como lição histórica. Não é possível ser "bonzinho" com quem deseja eliminar o seu modo de vida e roubar a sua liberdade.

737: Jihad contra a França, Batalha de Avignon

Os árabes tinham ocupado a cidade de Avignon, em 734, depois de ter sido entregue a Yusuf ibn 'Abd al-Rahman al-Fihri, governador omíada de Narbona. Em 736, Carlos Martelo enviou seu irmão que cercou a cidade. Carlos Martelo estava se defrontando com uma segunda leva de jihadistas que estavam invadindo pelo mar. Avignon foi reconquistada em 737.

737: Jihad contra a França, Batalha de Narbona

A batalha de Narbona foi travada em 737 entre as forças de Yusuf ibn 'Abd al-Rahman al-Fihri, governador Omíada de Narbona, e um exército franco liderado por Charles Martel. O sítio que se seguiu foi quebrado quando reforços jihadistas foram enviados. Carlos Martel seguiu para interceptá-los, e o que se seguiu foi a Batalha do Rio Berre.

737: Jihad contra a França. Batalha do Rio Berre

Carlos Martelo interceptou os reforços, compostos por um contingente considerável de jihadistas enviados da Espanha ocupada (Al-Andalus), liderados por Uqba ibn al-Hayyay para aliviar o cerco de Narbona. A batalha resultou em uma vitória significativa para Martel, e serviu para impedir a expansão omíada para além dos Pirineus.

737: Jihad contra a França: Batalha de Nimes

Carlos Martelo fez uma limpeza na Septimânia, incluindo Nimes. Nesta campanha, ele também assegurou Agde, Béziers, Maguelonne e Montpellier. Ele destruiu as fortificações impedindo que elas servissem para os jihadistas caso eles voltassem.

Após esta campanha em 737, Carlos Martelo voltou pra casa. Narbona continuava sob o controle dos jihadistas omíadas. A reconquista completa ficaria à cargo do novo rei franco, Pepin, o Breve, filho de Carlos Martel.

752-759: Jihad contra a França: Sítio a Narbona

O novo rei Franco, Pepino, o Breve, empreendeu uma campanha para limpar a Septimânia, de uma vez por todas, de todos os traços jihadistas. O problema é que alguns nobres infiéis resolveram se aliar com os jihadistas por motivos geopolíticos: eles temiam o avanço dos francos. Isso tornou a tarefa de Pepino mais difícil, porém não impediu que o seu objetivo final fosse alcançado. Em 759, as tropas jihadistas árabes-bérberes se renderam e deixaram Narbona, ocupada por 40 anos.

Uma pausa aqui. Veja bem que os jihadistas se renderam e puderam deixar Narbona. Eles não foram executados! Esta era a "ética da guerra medieval" que os povos romanizados da Europa (como os francos) adotavam. Isso era o oposto da ótica jihadista que seguia o Alcorão, que diz que "pilhar é bom e justo" e o exemplo de Maomé, que se fez rico através da pilhagem.


Tropas muçulmanas deixam Narbona (Émile Bayard, 1879) 

Consequência

Pepino, o Breve, completou o trabalho iniciado por seu pai, Carlos Martelo, e pelo Duque Odo. O filho de Pepino, Carlos Magno, iria extender os limites do império franco para além da Septimânia e dos Pirineus, criando uma barreira entre o Emirado Omíada e a França. Esta barreira, uma área tampão conhecida como a "Marca (fronteira) Hispânica", iria se tornar um foco para a Reconquista da Península Ibérica.


Condados da Marca Hispânica


Lição da História

1. Quando jihadistas se encrustram em um lugar, fica muito difícil e custoso tirá-los de lá. Vejam bem, eles invadiram a Septimânia em 711, e apenas foram expulsos em 759, ao custo de vidas humanas e materiais. 

2. Não existe este negócio de "ser bonzinho" contra quem deseja destruir o seu estilo de vida e a sua liberdade. 

3. É importante que os infiéis sejam conduzidos por motivos éticos. Se cada infiél for olhar para o seu próprio interesse, ou pior, se aliar com jihadista, a luta se torna muito mais difícil. Vimos isso acontecer no caso de Pepino, o Breve. E vemos isso acontecer hoje com as elites européias, e a esquerda internacional, se aliando aos islamistas do mundo. Um outro exemplo é quando vemos ateus, cristãos e homossexuais se degladiando ... enquanto isso os muçulmanos devotos fazem a festa e penetram pelas beiradas. 


Bibliografia

Collins, Roger (1989). The Arab Conquest of Spain 710-797. Oxford, UK / Cambridge, USA: Blackwell. p. 213. ISBN 0-631-19405-3.

Fouracre, Paul (2000). The Age of Charles Martel. Pearson Education. ISBN 0-582-06476-7.

History of Jihad Against France, History of Jihad.


 Duke Odo







 Carlos Martelo












Pepino, o Breve