Projecto de Investigação sobre o Terrorismo
Notícias surgiram há algumas semanas na imprensa árabe que mais uma fatwa foi editada, desta vez chamado as mulheres muçulmanas para viajarem para a Síria para oferecerem os seus serviços sexuais aos jihadistas que lutam para derrubar o governo secularista de Assad visando instalar a lei islâmica. Relatórios atribuem a fatwa ao sheikh árabe Muhammad al-'Arifi, que, juntamente com outros clérigos muçulmanos jihadistas, permitiu a um tempo atrás que os jihadistas estrupassem as mulheres sírias.
A prostituição das mulheres muçulmanas, neste caso, é considerada uma jihad legítima, porque essas mulheres estão sacrificando a sua castidade e a sua dignidade, a fim de ajudar os jihadistas, aparentemente sexualmente frustrados, a melhor se concentrarem na guerra para capacitar o Islã na Síria.
Na base desta fatwa, várias meninas muçulmanas da Tunísia viajaram para a Síria para serem "jihadistas sexuais". Entrevistas em vídeo de pais desesperados lamentando o destino de suas filhas estão na Internet, incluindo uma de um pai e uma mãe segurando a foto de sua filha: "ela tem apenas 16 anos, ela tem apenas 16 anos! Eles fizeram lavagem cerebral nela!", defende o pai.
Mais recentemente, o serviço de notícias egípcio Masrawy publicou uma entrevista em vídeo com "Aisha", uma das meninas muçulmanas tunisinas que se juntaram à jihad sexual na Síria, apenas para lamentar suas ações. Enquanto na Tunísia, Aisha disse que conheceu uma mulher muçulmana que começou a falar com ela sobre a importância da piedade, inclusive vestindo o hijab. Ela então passou a falar sobre a viagem para a Síria para ajudar os jihadistas "lutar e matar infiéis" e fazer a palavra de Alá suprema, acrescentando que "as mulheres que morrem iriam fazê-lo no caminho de Alá, tornar-se mártires e entrar no paraíso" (de acordo com os ensinamentos da corrente principal do islão, morrer na jihad é a única maneira garantida de evitar o inferno).
Aisha acabou chegando à conclusão de que ela estava sendo explorada em nome da religião e saiu.
Enquanto que esta notícia de que meninas muçulmanas em hijabs estão prostituindo-se em nome do islã pode surpreender alguns, clérigos islâmicos regularmente emitem fatwas permitindo coisas proibida, contanto que elas ajudem a jihad. Por exemplo, o "jihadista da cueca", Abdullah Hassan al-Asiri, não apenas ocultou explosivos em seu ânus para assassinar o príncipe saudita Muhammad bin Nayef - eles se conheceram em 2009, depois que Asiri, com 22 anos de idade, "fingiu arrependimento por suas opiniões jihadistas", mas, de acordo com o apresentador de rádio xiíta Abdullah Al-Khallaf, ele tinha companheiros jihadistas o sodomizanado para "alargar" o seu ânus para caberem mais explosivos.
Al-Khallaf leu a fatwa que supostamente justifica tais ações durante um episódio da TV Fadak em 2012 .
Depois de elogiar a Alá e declarar que a sodomia é proibida no Islã, a fatwa afirmou:
No entanto, a jihad vem em primeiro lugar, pois ela é o auge do Islã, e se o auge do Islã só pode ser alcançado através da sodomia, então não há nada de errado nisso. A regra fundamental da jurisprudência [islâmica] afirma que "a necessidade torna lícito o proibido." E se as questões obrigatórias só podem serem alcançadas através da realização do proibido, então torna-se obrigatório para realizar o proibido, e não há maior dever do que a jihad. Depois que ele o sodomizar, você deve pedir perdão a Alá e elogiá-lo ainda mais. Eu sei que Alá vai recompensar os jihadistas no Dia da Ressurreição, de acordo com as suas intenções, e a sua intenção, se Alá quiser, é para a vitória do Islã, e pedimos que Alá aceite isso de você.Enquanto que essas fatwas sexuais podem parecer bizarras, eles destacam dois pontos importantes (embora pouco conhecidos por nós no Ocidente). Primeiro, que a jihad é o "auge" do islã, pois faz com que o islã seja supremo; e, segundo, a idéia de que "a necessidade torna lícito o proibido." Porque, já que fazer com que o islã se torne supremo através da jihad é a maior prioridade, toda e qualquer coisa que seja de outro modo proibido torna-se permitida. Tudo o que importa é a intenção da pessoa, ou niyya (veja a discussão do xeque Yusuf al-Qaradawi sobre isso).
Quanto à intersecção entre sexo e violência (jihad), ela já foi explorada pelo programa de TV por satélite árabe "Pergunta Ousada", que mostrou vários clipes de jovens jihadistas cantando alegremente sobre suas mortes futuras e escapadas sexuais posteriores no céu. Depois de documentar várias histórias indicativas da obsessão jihadista com o sexo, o ativista de direitos humanos egípcio Magdi Khalil concluiu que "absolutamente tudo [jihad, operações suicidas, etc] gira em torno de sexo no paraíso", acrescentando: "se você olhar para o conjunto da história islâmica, você vem com duas palavras: sexo e violência "
Na verdade, o profeta Maomé sustentou que a morte durante a jihad não apenas apaga todos os pecados, inclusive os sexuais, mas ela realmente de fato os gratifica:
O mártir é especial para Alá. Ele é perdoado [de todos os pecados] desde a primeira gota de sangue [que ele jorre]. Ele vê seu trono no paraíso, onde vai ser adornado em ornamentos de fé. Ele vai casar com a 'Aynhour [ou seja, "mulheres voluptuosas"] e se guardar dos tormentos da sepultura, e se salvaguardar contra o maior terror [inferno]. ... E ele vai copular com 72 'Aynhour (ver em The Al Qaeda Reader, p. 143).Esta é uma das muitas contradições no Islã: as mulheres muçulmanas devem ser cobertas castamente da cabeça aos pés. Porém, quando a serviço da jihad, elas são autorizadas a se prostituirem. Mentir é proibido, mas permitido para capacitar o Islã. Matar intencionalmente mulheres e crianças é proibido, mas permitido durante a jihad. O suicídio é proibido, mas permitido durante a jihad, quando é chamado de "martírio".
Portanto, nada pode-se esperar dos aspirantes a jihadistas, independentemente de como não-islâmico o meio possa parecer.
Mesmo assim, essa mentalidade inflexível, que é prevalente em todo o mundo islâmico, especialmente ao longo da linha de frente da jihad, é a mesma mentalidade que muitos líderes e políticos ocidentais acham que pode ser aplacada com um pouco mais de respeito, boa-intenção, e concessões do Ocidente.
Esta é a maior e mais desastrosa desconexão do nosso tempo.
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Atualização: O Daily Mail também traz uma notícia sobre o assunto, cujo título é "Meninas tunisinas seguem para a Síria para oferecerem-se aos combatentes islâmicos como parte da jihad sexual". O artigo diz ainda que:
- anúncios espalhados na internet conclamam as meninas a se oferecem para os jihadistas.
- imprensa da Tunísia diz que 13 meninas viajaram para a região controlada pelos rebeldes.
- os políticos na Tunísia apelam às meninas para não se deixarem influenciar por pregadores islâmicos.
