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segunda-feira, 12 de março de 2018

EUA: faculdade alerta estudantes que desejar Feliz Natal é uma microagressão islamofóbica



Se você estiver na biblioteca no Simmons College, em Boston, em dezembro, não deseje "Feliz Natal  a ninguém.

Isso porque os bibliotecários acreditam que a frase, "Feliz Natal", pode desencadear algo pior do que uma microagressão. Eles temem que a frase possa desencadear uma microagressão islamofóbica.

Isso mesmo, pessoal. Dizer "Feliz Natal" é considerado uma forma de "islamomísia."

Essa de informação faz parte do Guia de Anti-Opressão, uma coleção de palavras e frases que, segundo o Guia, podem desencadear um acesso de depressão perpétua nos elementos mais oprimidos da sociedade.

(Leia aqui sobre o Marxismo cultural, e sua tendência em dividir a sociedade entre oprimidos e opressores)

Segundo o Guia, a islamomísia é uma doença bastante nova que até recentemente era conhecida como islamofobia.

Vejam um parágrafo deste Guia:
"Na América do Norte (e em grande parte do mundo ocidental), as pessoas que seguem o cristianismo têm poder institucional, portanto, a islamomísia é uma discriminação sistematizada ou antagonismo dirigido contra muçulmanos devido à sua religião ou identidade religiosa, nacional ou étnica, percebida como associada ao Islã."
É, isso mesmo.

Este Guia não representa uma política oficial da faculdade, mas ilustra bem para onde a esquerda pró-islâmica deseja nos levar.

Os bibliotecários - um grupo realmente sensível - advertem que frases como "Deus te abençoe" (termo usado após alguém espirrar), "Feliz Natal" e "Feliz Páscoa" podem fazer com que os muçulmanos se sintam desprezados.

O Guia também advertiu os alunos a desconfiarem do chamado "privilégio cristão."
"Nos Estados Unidos e em muitas outras nações ocidentais, o cristianismo, e suas diversas denominações e práticas religiosas, possuem poder institucional e cultural. O privilégio cristão é o benefício não merecido que os cristãos nos EUA recebem que os membros de outras religiões (ou pessoas não religiosas) não o recebem."
Por exemplo, se você espera ter um dia de folga na Sexta-feira Santa ou Noite de Natal, isso é um privilégio cristão.

Se você deseja ir à igreja de modo livre e sem medo de violência ou de ameaças, isso também é um privilégio cristão.

Parece piada, mas é sério. Muito sério!

Enquanto isso, os cristãos sem privilégio estão sendo exterminados do "mundo islâmico."



domingo, 23 de outubro de 2016

Análise sobre o "Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens", de Russeau


O ensaio abaixo diz respeito à obra original para toda a ideologia comunista (muito embora, à época, o seu autor, Jean-Jacques Rousseau, não tivesse consciência disto). Junto com o 'Contrato Social', o 'Discurso' tornou-se a base ideológica do lado esquerdo da Convenção Nacional durante a Revolução Francesa. Os políticos que ocupavam aquele lado da Convenção reinterpretaram o 'Discurso' e o 'Contrato Social', fundando, à época uma doutrina política, semelhante aquela que hoje chamamos de comunismo. 
UMA ANÁLISE DO LIVRO 'DISCURSO SOBRE A ORIGEM E OS FUNDAMENTOS DA DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS',   DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU
(Ed. Edipro, 2015)

Roberto Esteves

O AUTOR E SUA OBRA

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um iluminista e ensaísta suíço radicado na França. Estabeleceu a base ideológica dos políticos do lado esquerdo da Convenção Nacional existente na Revolução Francesa, através da obra ora analisada e do 'Contrato Social'. O 'Discurso' foi a resposta de Rousseau a um concurso promovido em 1753 pela Academia de Ciências, Artes e Belas Letras de Dijon, que lançava a pergunta: 'Qual é a origem da desigualdade entre os homens e será ela autorizada pela lei natural?' É considerada por alguns filósofos políticos como a obra original do que é hoje conhecido como ideologia comunista.

Rousseau considerava seu alegado fracasso material uma consequência da usurpação do Estado. Justificava sua indisposição ao trabalho para terceiros como uma atitude necessária para evitar a 'servidão' e a 'patifaria'. Teria substituído uma carreira de financista e cobrador de impostos pelas profissões de artesão e copista de música, por este motivo. Recusava benefícios de patrocinadores.

O 'Discurso' é resultado de um experimento mental de Rousseau. Trata-se de um exercício filosófico e antropológico, no qual é proposto um modelo baseado num hipotético homem da natureza que evolui historicamente até o assim chamado homem civil. Efetivamente, o 'Discurso' é baseado em dados históricos reais, que porém vão se tornando inconsistentes à medida em que Rousseau retrocede ao homem da natureza quando, de acordo com o próprio autor, seu modelo se torna totalmente hipotético.

Utilizamos a obra 'Dicionário de Filosofia', de Nicola Abbagnano (Ed. WMF Martins Fontes - 2012) e o Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa (Ed. Nova Fronteira - 1988),como literatura de apoio.


DEFINIÇÃO DE TERMOS

Rousseau descreve de forma clara alguns dos termos que utiliza em seu 'Discurso', não estendendo todavia tal clareza a todos os jargões que adota. De toda forma, propomos ao leitor uma relação de definições das expressões utilizadas por Rousseau, dentro do contexto da obra analisada que, acreditamos, irão facilitar sua leitura.

contrato social

Acordo entre indivíduos e entre estes indivíduos e um governante, tácito ou documentado, no qual todos, em prol da sociedade, abrem mão de certas liberdades e assumem determinadas obrigações entre si e entre si e o governante, em troca das vantagens de viver nesta sociedade. Uma Constituição é um exemplo de contrato social.

desigualdade

Condição gerada pela perfectabilidade (veja adiante) , cuja principal consequência será um desempenho econômico, material e social diferenciado entre indivíduos. De acordo com Rousseau, há dois tipos de desigualdade: (1) natural (determinada por diferenças de natureza biológica entre os indivíduos) e (2) moral (a desigualdade institucionalizada). Novamente, de acordo com Rousseau, assumindo que a desigualdade é um estado distante daquele do homem da natureza (veja adiante), pode-se afirmar que ela seria algo de desnaturado.

desprovidos

Homens com menor grau de perfectabilidade e que por isto não seriam capazes de obter o mínimo de que necessitam para sobreviver.

homem civil

O homem vivendo em uma sociedade organizada e civilizada. Condição oposta à do homem da natureza.

homem da natureza

O homem em seu estado natural mais primitivo. São suas características: (1) liberdade, (2) independência de outros homens ou do que estes possuem, (3) amoralidade (porém sem uma maldade intrínseca), (4) amor-próprio egoísta (moderado porém pelo desconforto em ver outro homem sofrer) e (5) perfectabilidade é a única coisa que o distinguiria dos animais. Trata-se de uma condição oposta à do homem civil.

perfectabilidade

Capacidade de um indivíduo se aperfeiçoar, associada a características intrínsecas tais como talento pessoal, força física, grau de necessidade e disposição para o trabalho, de forma isolada ou em associação.

pobre

Aquele que não tem o necessário à vida. Pobre seria uma condição decorrente da condição de desprovido. Rousseau não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como pobre.

providos

Homens com maior grau de perfectabilidade e que produzem com superfluidade (veja adiante), como consequência à sua capacidade de querer materialmente.

rico

Que possui muitos bens ou coisas de valor. Rico seria uma condição decorrente da condição de provido. Rousseau não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como rico.

superfluidade

Condição na qual os providos são capazes de obter mais do que necessitam para sobreviver.

PREFÁCIO

Perfectabilidade é a origem da desigualdade, já que os homens da natureza não teriam podido aperfeiçoar-se de maneira uniforme. O estado da natureza é hipotético, além de inatingível pelo homem civil.

PRIMEIRA PARTE

O amor-próprio egoísta, característico do homem da natureza, antes moderado por um desconforto em ver outro homem sofrer, teria se transmutado com o homem civil em uma verdadeira indiferença ao sofrimento das pessoas à sua volta. Tais amor-próprio egoísta e desconforto em ver outro homem sofrer teriam passado a equivaler às leis e à virtude, próprias do homem civil, respectivamente.

A desigualdade moral, ao final, teria eventualmente retro-influenciado a própria desigualdade natural.

Rousseau assume que não teria existido servidão entre homens da natureza.

Para tornar um homem da natureza mau bastaria transformá-lo em um homem civil.

SEGUNDA PARTE

O homem da natureza que primeiro teria cercado um terreno, declarado "isto é meu" e convencido outros homens da natureza à sua volta disto, pode ser considerado o primeiro homem civil. Já a desigualdade entre os homens da natureza teria sido deflagrada pela perfectabilidade. Decorrências desta desigualdade teriam sido:

Primeiras formas de moradia

Corresponderiam às primeiras formas de desigualdade sentidas pelos homens da natureza desprovidos, moradias estas construídas por homens da natureza providos. Deste evento teriam surgido sentimentos de estima de homens da natureza pelo provido, de desprezo pelo desprovido e de desejo de retaliação por parte deste último.

Primeiras comodidades

À criação das primeiras comodidades, teria se seguido pela primeira vez a sensação de infelicidade pelo homem da natureza, que a desconhecia até então. Este sensação teria se originado da eventual perda destas comodidades.

Criação do homem civil rico (o rico) e do homem civil pobre (o pobre)

A semeadura primitiva da terra pelo homem da natureza foi seguida pela agricultura. Já esta última teria demandado a partilha da terra, de onde teriam surgido as primeiras propriedades relativas ao solo. Ora, se a terra era agora propriedade, então o fruto do trabalho agrícola dos agora homens civis também o seria. Os pobres eventualmente teriam terminado por não dispor de terras suas para promover sua subsistência, tendo por fim de trabalhar para os ricos ou serví-los. A força do rico e/ou a necessidade do pobre teriam sido eventualmente direcionadas a um assédio mútuo. A instabilidade e insegurança decorrentes teriam motivado os ricos a criarem um mecanismo estabilizador social, composto de dois diferentes sistemas:

Um sistema legal que normatizasse a propriedade sobre o solo e seus produtos.
Um sistema jurídico que intermediasse eventuais disputas.

Consequências destas instituições teriam sido:

O homem civil teria tido de abrir mão de parte de sua liberdade natural em troca dos benefícos proporcionados por este mecanismo.
A legalização da propriedade teria legitimado a desigualdade, consolidando-a de forma permanente.

Não obstante, os homens civis teriam percebido que, devido à ausência de uma força impositora, o mecanismo estabilizador que criaram não teria sido por si só suficiente para regular sua sociedade. Para impor tanto as leis criadas quanto as decisões jurídicas tomadas, os homens civis teriam criado um sistema executivo e o delegado a outros homens civis considerados fortes. Desta forma, estabeleceram por fim o que Rousseau identificou como um contrato social. Eventualmente, este contrato, bem como a sociedade que o estabeleceu, se degeneraram em uma ditadura escravagista, hereditária e divinizada.

Rousseau resume cronologicamente os tipos de fenômenos sociais promovidos por estas sociedades e as relações antagônicas que evoluíram daí:

direito à propriedade: rico vs. pobre
concessão de poder a um governante: poderoso vs. fraco
degeneração do governante em relação ao poder concedido: senhor de escravos vs. escravo

Se por um lado o início da desigualdade teria sido a demarcação de um terreno por um homem da natureza, o extremo oposto desta desigualdade teria sido o despotismo que escraviza o cidadão. Já a desigualdade prevalente entre os homens civis teria sido perpetuada pelas consequências da perfectabilidade, tais como riqueza, status social, grau de poder e mérito pessoal. De acordo com Rousseau, o sentimento de superioridade associado à desigualdade teria sido capaz de gerar prazer, tanto entre homens da natureza como entre homens civis, sendo por isto a desigualdade ativamente buscada.

Em resumo:
Rico → poderoso → senhor de escravos
Pobre → fraco → escravo

Segundo Rousseau, estes tipos de relação somente poderiam ser transformados através de revoluções.

COMENTÁRIOS DO AUTOR DESTE ENSAIO

Podemos resumir esquematicamente o modelo de evolução social proposto por Rousseau (as caixas de tom escuro correspondem a proposições hipotéticas deste autor e as de tom claro às apoiadas por fatos históricos).

 
Podemos também resumir esquematicamente a evolução dos tipos individuais, segundo a visão de Rousseau.


Rousseau efetivamente foi bem sucedido em seu objetivo de criar um modelo hipotético plausível para explicar a origem da desigualdade entre os homens em seu 'Discurso'. Não obstante, justamente por ter sido uma proposição hipotética apenas, ele não se obrigou a considerar os seguintes aspectos de real ocorrência e que poderiam influenciar a dinâmica por ele engendrada:
  • Ao longo de suas existências, desprovidos poderiam se tornar providos e vice-versa, dependendo de seus interesses, necessidades e circunstâncias históricas diversas. Esta dinamicidade poderia emprestar uma mobilidade social natural e que não requereria nenhum tipo de sublevação para que ocorresse.
  • Em situações extremas e de forma semelhante, ricos poderiam vir se tornar pobres, bem como escravos poderiam vir a se tornar senhores de escravos e vice-versa, de forma violenta ou não.
  • Sociedades de homens da natureza e de homens civis poderiam eventualmente ter contacto, com influência recíproca de suas culturas e diluição do modelo de Rousseau.
  • A normatização da propriedade, citada por Rousseau, seria a responsável final pela consolidação da desigualdade dentro da sociedade dos homens civis. Todavia, teria sido justamente esta normatização que teria assegurado a estabilidade necessária ao desenvolvimento desta mesma sociedade. Disto pode se inferir que, sem a desigualdade, a sociedade do homem civil não poderia ter sido criada e o 'Discurso sobre a Desigualdade' sequer ter sido escrito um dia. 



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Análise do Livro "Regras para Radicais", de Saul Alinsky


UMA ANÁLISE DO LIVRO 'REGRAS PARA RADICAIS - UMA CARTILHA PARA RADICAIS REALISTAS', DE SAUL ALINSKY               (Ed. Vintage Books - 1971; sem edição em Português)

Roberto Esteves
Este assunto é pertinente por dois motivos. Primeiro, devido à aliança profana que existe entre a Esquerda e o Islã. Segundo, devido ao fato do islamismo estar usando de estratégia bastante parecida para conquistar o poder nas sociedades ocidentais, penetrando-as lentamente. Leia depois estes outros artigos: 1. Revisão do livro "A Revolução Gramscista no Ocidente" e 2. Marxismo Cultural oferece campo fértil para a proliferação da Sharia e da Jihad

1- O AUTOR

Saul D. Alinsky foi um judeu americano formado em Filosofia e criminologista por profissão. De orientação esquerdista, porém não-alinhado, era contra o sistema capitalista americano, que julgava injusto. Fundou ONGs de orientação 'comunitária' nos EUA. Teve contactos pessoais com Hillary Clinton, a qual escreveu uma monografia sobre seus métodos. Barack Obama atuou como advogado em uma organização que ele ajudou a fundar e que se orientava por seus métodos (ACORN - Association of Community Organizations for Reform Now). Faleceu em 1972.

2- DEFINIÇÃO DE TERMOS

Alinsky não define nenhum dos termos específicos que utilizou em seu livro. Isto torna inferências resultantes da interpretação de sua obra sujeitas a diferenças significativas em relação ao real significado do seu conteúdo. De toda forma, compartilhamos algumas definições propostas pelo autor do ensaio que, acreditamos, serão de auxílio ao leitor:

comunidade:

Coletividade de desprovidos (veja adiante).

comunitário:

Indivíduo que pertence à comunidade que se pretende organizar (veja adiante).

desprovidos:

Indivíduos que alegadamente padecem de um baixo status material e social. Alinsky não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como desprovido.

ética de meios e fins:

Conceito que relativiza a ética de um determinado meio, de acordo o valor do fim que se quer obter. Por exemplo, furtar um pedaço de pão para saciar a fome. Furtar seria considerado um meio anti-ético porém, dado o baixo valor de um pedaço de pão e o nobre fim a que se destina - saciar um faminto -, este meio não seria doravante considerado anti-ético.

organizador de comunidades:

Indivíduo profissionalmente dedicado a instruir comunidades sobre como reivindicar o que estas julgam ser seu direito social. Esta expressão tem uma conotação operacional. Não obstante, no contexto deste ensaio, ela pode ser utilizada de forma intercambiável com o termo radical.

providos:

Indivíduos que alegadamente gozam de um bom status material e social. Alinsky não delimita os parâmetros econômicos que definem um indivíduo como provido.

radical:

Revolucionário. Este termo tem uma conotação política. Não obstante, no contexto deste ensaio, ele pode ser utilizado de forma intercambiável com a expressão organizador de comunidades.

sistema:

Termo genérico de conotação negativa que denota o conjunto político, social, legal e econômico de uma sociedade ocidental.

3- DEDICATÓRIA

"Não devemos nos esquecer de olhar ao passado para dar crédito ao primeiro radical de todos: de todas as lendas, mitologia e história (e, quem sabe onde a mitologia termina e começa a história - ou qual é qual), o primeiro radical conhecido pelo homem que se rebelou contra o sistema estabelecido, e o fez tão eficazmente que, pelo menos, ganhou seu próprio reino - Lúcifer."

Trata-se de uma declaração de simbolismo marcante, a qual Alinsky nunca justificou. Interpretações possíveis à luz desta dedicatória seriam:
  • Lúcifer simbolizaria o rebelde subversivo que desafia o poder vigente. Alinsky aspiraria portanto ser tão-somente um rebelde subversivo, assim como Lúcifer.
  • Lúcifer não lutou contra Deus no Paraíso por se encontrar na condição de desprovido. Ele queria tão-somente derrubar Deus e ocupar seu lugar, o que caracteriza seu movimento simplesmente como um golpe para a tomada do poder. Alinsky estaria portanto em uma luta subversiva pelo poder nos EUA, desvinculada de qualquer aspecto socio-econômico. Esta interpretação é reforçada pela observação de que, muito embora Alinsky alegue ser um defensor dos desprovidos, Lúcifer não defendia ninguém além de si mesmo. 
  • Na dedicatória, Alinsky observa, entre parênteses, a linha indistinta que separaria a mitologia (fantasiosa) da História (real), no que concerne a Lúcifer. É plausível portanto propor que o autor considera ter havido uma real influência de Lúcifer no desenrolar da História, o que indicaria uma crença mística de Alinsky em Lúcifer. Alinsky estaria portanto promovendo uma nova etapa na História da humanidade, por influência direta de Lúcifer. 
  • Ao fundar o seu reino, Lúcifer poderia ter criado um segundo Paraíso, se assim desejasse. No entanto, preferiu criar um lugar de sofrimento e agonia eternos - o Inferno -, destinado às almas dos seres humanos. Alinsky teria a intenção, portanto, de copiar o modelo de Lúcifer, criando o Inferno na Terra. 
4- PRÓLOGO

Alinsky anuncia que seu livro é um manual prático para radicais atuarem como organizadores de comunidades.

O autor defende que uma iniciativa revolucionária deve sempre ser precedida de uma reforma ideológica na sociedade, e não desafiá-la frontalmente em seu início.

Estabelece um dos fundamentos conceituais de seu método: não se deve lutar diretamente contra o sistema, deve se penetrar nele por vias usuais e implodí-lo a partir de dentro.

5- O PROPÓSITO

O autor defende que a emotividade do radical e de seus comunitários deve ser canalizada para uma ação planejada.

O controle sobre o fluxo de eventos deve estar sujeito a constante adaptação, e nunca ser exercido de forma 'engessada', isto é, segundo um protocolo inicial estrito.

Mudanças estabelecidas em uma sociedade não são mais benvidas, uma vez esta mudança tendo se instalado. Um exemplo que Alinsky utiliza é o da Independência da Índia, no século 20. Gandhi utilizou amplamente técnicas de não-violência para fazer os ingleses abrirem mão de sua colônia, as quais foram explicitamente proibidas  pelo novo governo indiano, de tal forma que não houvesse um segundo movimento revolucionário anti-governo.

Antes de haver a subversão social, a classe dominante (isto é, os providos), deverão entrar em um estado de desatenção.

6- DE MEIOS E REGRAS

Alinsky estabelece algumas regras de natureza pragmática para o radical acerca de como enfrentar dilemas de natureza moral e ética que eventualmente ocorrerão durante seus trabalhos, todas baseadas em relativização de mesma natureza:

Primeira Regra:

A preocupação de um indivíduo com a ética de meios e fins varia inversamente com seu interesse pessoal no assunto.

Não há tons de cinza numa guerra ou quando se defende uma causa. A dinâmica deverá sempre a do Bem (isto é, nós) contra o Mal (isto é, eles).

Segunda  Regra:

Julgamentos devem ser contextualizados dentro da época em que o evento julgado ocorreu. Isto significa que padrões éticos são relativos e mudam ao longo das eras e de acordo com a sociedade.

Terceira Regra:

A preocupação com a ética é inversamente proporcional aos recursos disponíveis ou ao interesse em jogo. Isto significa que, quão menores forem os recursos disponíveis a um radical e maior o seu interesse, mais lícita será considerada uma menor aderência a princípios éticos.

Quarta Regra:

A definição de herói ou de traidor depende do sucesso atingido pelo executor do ato. Isto significa que praticar um ato nobre que porém sacrifique o objetivo da missão transformará o radical em um traidor. Opostamente, um ato vil que facilite alcançar o objetivo da missão o transformará, em última instância, em um herói.

Quinta Regra:

A moralidade se torna mais elástica quando se está à beira da derrota ou no limiar da vitória. Isto significa que o radical deve estar pronto a ser amoral para evitar uma derrota ou para buscar uma vitória iminentes.

Sexta Regra:

O que é visto por você como ético é visto como anti-ético pelo inimigo, e vice-versa. Isto significa que o radical deve estar pronto a condenar seu inimigo por ter feito o oposto do que ele fez, e esperar críticas dele nas mesmas circunstâncias.

Sétima Regra:

Sua justificativa ideológica será ditada pelos seus recursos. Isto significa que são os recursos, e não as convicções e princípios de um radical, que irão ditar a sua orientação ideológica.

7- A EDUCAÇÃO DE UM ORGANIZADOR

Não há ação política sem haver antes polarização. É importante portanto estabelecer a dinâmica de 'nós versus eles', antes de qualquer iniciativa desta natureza. A busca de um meio-termo não pode prevalecer nos procedimentos de um organizador de comunidades.

O organizador de comunidades deve manter a mente livre e aberta, sempre com relativização política pragmática.

Um líder cria poder para si, um organizador de comunidades cria poder para os comunitários.

8- COMUNICAÇÃO

Use elementos de interesse explícito da plateia à qual você vai se dirigir - evite linguagem abstrata.

9- NO INÍCIO

O organizador de comunidades deve buscar ser chamado de 'inimigo' pelos setores contra os quais luta, pois isto dá status a ele ou ela na comunidade a qual tenta organizar. A recepção negativa proporcionada pelos providos deve ser seu cartão de visitas.

9.1- Política após o poder

Sem antes acreditar que se tem o poder para causar uma mudança, o comunitário não irá se mexer, não importa o que o organizador de comunidades diga. Este último deverá antes provê-lo com poder real, em seguida surgirá o interesse em promover a mudança.

O organizador de comunidades deve servir de escudo para a comunidade durante as primeiras retaliações dos providos. Não obstante, se ele ou ela for bem sucedido(a), o mérito terá sido da comunidade.

À medida em que o poder da comunidade for aumentando, o organizador de comunidades poderá se afastar.

9.2- O princípio de poder

Organização precede o poder político que precede a mudança, não o contrário.

O organizador de comunidades deve ensinar à comunidade que ela sim pode obter poder político, através de sua organização. Ele ou ela deverá selecionar suas lutas, nesta ordem de preferência: (1) vencíveis e importantes, (2) vencíveis e desimportantes, (3) difíceis e importantes e (4) difíceis e desimportantes

Na verdade, toda comunidade é organizada de alguma forma, porém não da maneira que interessa ao organizador de comunidades. Isto significa que ele ou ela deverá desintegrar o modelo anterior e reorganizar a comunidade, de acordo com seus objetivos. A forma de obter isto é disseminar a insatisfação com o modelo de organização anterior entre os comunitários e estimulá-los ao confronto uns contra os outros. Uma técnica factível é transformar uma pequena diferença entre eles em um verdadeiro caso e agitar a comunidade até o ponto de conflito.

O organizador de comunidades deve associar os interesses individuais dos comunitários à mudança que ele ou ela quer causar (por exemplo, rede de esgoto em uma rua específica ou maior número de vagas em uma creche específica) - quanto maior o número de interesses individuais, maior o nível de organização que será obtido.

10- COMO OS DESPROVIDOS TOMAM O PODER DOS PROVIDOS

Eis as regras:

Primeira Regra:

Traga os providos para fora de sua zona de conforto. Por exemplo, se eles preferem que um eventual debate ocorra em sua agremiação, por esta representar a um ambiente mais privativo, traga uma equipe de televisão sem avisá-los para transmitir tudo ao vivo.

Segunda Regra:

Exija que os providos sigam estritamente o próprio código de regras. Por exemplo, se forem cristãos, exija o cumprimento estrito de toda a Bíblia.

Terceira Regra:

Ridicularize os providos, isto é, ria deles o tempo todo.

Quarta Regra:

Escolha um alvo fraco, personifique-o e polarize. A personificação será necessária, pois um aspecto negativo em uma comunidade (por exemplo, um mal sistema de atenção em saúde) pode ser algo abstrato demais para poder ser alvejado. Exemplo, o organizador de comunidades escolhe um funcionário operacional de um posto de saúde comunitário como o seu alvo fraco. Ele ou ela personificará todo o mal sistema de atenção em saúde. O organizador de comunidades polariza então: a comunidade é 100% boa e o funcionário operacional é 100% mau, sendo este último diretamente assediado pela comunidade. Esperançosamente, o conflito deflagrado deverá chamar a atenção do tomador de decisões daquele posto de saúde comunitário, que poderá agora ser abordado.

Quinta Regra:

Use táticas com as quais a comunidade se identifique (por exemplo, música alta e intimidação através do grito).

11- TÁTICA - A CADEIA

A prisão é o batismo de fogo do organizador de comunidades e aumenta seu status político. A cadeia deve ser portanto buscada, mas o delito escolhido de tal forma que proporcione uma pena leve apenas. A cadeia obriga o organizador de comunidades a organizar suas idéias por escrito, tornando-o de um mero incômodo em uma potência política.

UMA INTERPRETAÇÃO DO AUTOR DESTE ENSAIO

Baseados no conteúdo de 'Regras para Radicais', somos capazes de assumir os seguintes pontos:
  • o único motivo perceptível para haver desprovidos é tão-somente a existência de providos
  • a manutenção do status dos providos dependeria de sua capacidade em manter os desprovidos em sua condição desprivilegiada
  • tal capacidade dependeria do acesso dos providos ao poder 
  • a solução para a melhoria das condições materiais e sociais dos desprovidos seria portanto tomar o poder dos providos (veja o título do capítulo 10)
Em nenhum ponto da obra é sugerida a promoção de soluções de natureza econômico-social para um problema, em princípio, econômico-social, de tal forma que o status dos desprovidos pudesse eventualmente elevar-se através de esforço empreendedor ou de incentivos. O que Alinsky propõe é tão-somente vincular a melhoria do status material e social dos desprovidos à tomada do poder. Organizar comunidades representaria tão-somente uma estratégia para estimular o assédio dos desprovidos aos providos, encorajando o conflito entre eles. Assumindo que a existência de instabilidade social é pré-condição para uma iniciativa revolucionária bem-sucedida, podemos propor que a real intenção do autor seria, em última instância, revolucionária. A assim chamada organização de comunidades representaria um meio para um fim, apenas.

Analisemos agora a seguinte citação, atribuída a Alinsky:

- The issue is never the issue, it's always the revolution. 

- O tópico em discussão nunca é o tema que interessa, é sempre a revolução.

Muito embora em 'Regras para Radicais' Alinsky disserte acerca de problemas materias e sociais de comunidades e detalhe uma cartilha prática para o organizador de comunidades, tais aspectos não o interessariam de fato. Os tópicos desta natureza, discutidos em sua obra, nada mais seriam do que um meio para obter o que de fato o interessaria - instabilidade social seguida de uma revolução esquerdista em seu país, visando a tomada do poder.



sábado, 24 de setembro de 2016

Análise do livro "A Revolução Gramscista no Ocidente"


UMA ANÁLISE DO LIVRO 'A REVOLUÇÃO GRAMSCISTA NO OCIDENTE - A CONCEPÇÃO REVOLUCIONÁRIA DE ANTONIO GRAMSCI EM CADERNOS DO CÁRCERE', DO GENERAL SÉRGIO COUTINHO (Biblioteca do Exército - 2012)

Esta revisão foi feita por Roberto Esteves

Este assunto é pertinente por dois motivos. Primeiro, devido à aliança profana que existe entre a Esquerda e o Islã. Segundo, devido ao fato do islamismo estar usando de estratégia bastante parecidas para conquistar o poder nas sociedades ocidentais, penetrando-as lentamente.

1- O AUTOR

O General-de-Brigada Sérgio Augusto de A. Coutinho foi um estudioso de teorias políticas de tomada do poder, tendo publicado livros e monografias acerca do tema. O livro do qual trata este ensaio foi o resultado de seu esforço pessoal em tornar a obra de Antonio Gramsci, de difícil leitura, acessivel ao público maior. O General Coutinho faleceu em 2011.

Utilizamos a obra 'Dicionário do Pensamento Marxista', de Tom Bottomore (Zahar - 2012) como literatura de apoio.



2- BREVE BIOGRAFIA DE ANTONIO GRAMSCI

Antonio Gramsci foi um ideólogo comunista italiano, condenado nos anos 1920 por atividades revolucionárias em seu país. Durante seu período na prisão, passou para 35 cadernos suas ideias inovadoras acerca do estabelecimento de sociedades comunistas, as quais detalharemos adiante. O conjunto de sua obra é hoje conhecido como 'Cadernos do Cárcere'. Gramsci faleceu em 1937 em liberdade, de causas naturais.


3- O GRAMSCISMO

Após sua fracassada tentativa revolucionária comunista na Itália, promovida através de luta armada, Gramsci entendeu que a implantação deste tipo de regime em uma sociedade ocidental (veja adiante) não poderia ser efetivada da mesma forma que em sociedades orientais não-industrializadas. Isto deveria ser obtido, primeiramente, através de uma reforma ideológica desta sociedade ocidental. O objetivo principal desta reforma seria modificar a mentalidade da sociedade ocidental, de tal forma que esta se tornasse mais complacente e aceitasse o comunismo. O processo como um todo foi denominado por Gramsci como transição para o socialismo.

4- DEFINIÇÃO DE TERMOS

Para que a leitura se torne mais compreensível, procuramos definir convencionalmente alguns termos, dentro do contexto deste ensaio:

Catarse

Gramsci não define precisamente este termo. De acordo com o sentido geral de seu texto, propomos que catarse corresponderia à subjetivização por um arrebatamento coletivo espontâneo dos ideais comunistas pela sociedade civil (veja adiante). Sua ocorrência seria necessária para transformar a sociedade civil em sociedade regulada (veja adiante).

Classe subalterna

Segmento da sociedade composto pelo proletariado, camponeses e demais elementos marginais, cujo destino é ser sociedade civil ou fundir-se a ela.

Consenso

Conformidade espontânea da sociedade civil com as iniciativas do partido (veja adiante), necessária para a fusão da primeira ao Estado.

Espírito de cisão

Fenômeno que consiste na ruptura da sociedade nacional (veja adiante) com seus valores e referências fundamentais, tornando-a então psicologicamente maleável e, esperançosamente, complacente a um regime comunista.

Estado-classe

Estado comunista pleno correspondente à sociedade comunista (veja adiante) (Estado sem Estado).

Hegemonia

A estratégia gramscista de tomada do poder é fundamentada sobre este conceito. Ela pode ser definida como uma condição de supremacia política, cultural e moral da sociedade civil, não coercitiva, sobre a sociedade nacional, ou vice-versa.

Partido

Organização política orgânica comunista, diretora da sociedade civil e do processo de transição para o socialismo.

Partido orgânico

Partido político fortemente centralizado em um núcleo dirigente e que demanda obediência em grau elevado de seus membros. Partidos comunistas são geralmente orgânicos, seu núcleo consistindo de uma direção intelectual.

Sociedade civil

Sociedade de orientação comunista, destinada inicialmente a fundir-se ao Estado e posteriormente a assimilar a classe subalterna e a sociedade nacional.

Sociedade comunista

Tipo de sociedade existente no Estado-classe.

Sociedade nacional

Sociedade de indivíduos com interesses e sentimentos comuns, em que a liberdade e a paz social são garantidas pelo Estado (também denominada 'burguesia'). Pode ser identificada como um tipo de sociedade ocidental.

Sociedade ocidental

Sociedade democrática, livre, capitalista e de orientação religiosa judaico-cristã.

Sociedade regulada

Sociedade auto-regulada (isto é, que já dispensa a existência do Estado), de caráter intermediário no processo de transição para o socialismo.

5- DIFERENÇAS DE ABORDAGEM ENTRE O LENINISMO E O GRAMSCISMO

Tanto o leninismo quanto o gramscismo são movimentos cujos membros compartilham a mesma aderência à idelogia comunista, bem como comprometimento com suas causas. No entanto, sabemos que seus métodos para tomada do poder diferem essencialmente. O leninismo prevê a tomada do poder através de assalto armado frontal, além de táticas políticas e belicistas extremas. A Revolução Russa é o melhor exemplo. Já o gramscismo não prevê a tomada do poder através de meios físicos (pelo menos não nas suas fases iniciais), mas sim por uma penetração política democrática do partido no seio do poder nacional e sua expansão tentacular gradativa através de suas instituições afiliadas.

Não obstante, o objetivo final de ambos os tipos de abordagem é exatamente o mesmo: o estabelecimento de uma sociedade comunista clássica, desprovida de classes e totalmente igualitária.

6- AS FASES DA REVOLUÇÃO GRAMSCISTA

A transição para o socialismo de Gramsci pode didaticamente ser dividida nas seguintes fases e etapas:

a) FASE ECONÔMICO-CORPORATIVA

  • Organização do partido
  • Defesa da democracia

b) FASE DE LUTA PELA HEGEMONIA

  • Guerra de posição
  • Ampliação do Estado

c) FASE ESTATAL

  • Crise sistêmica seguida de ruptura nacional
  • Tomada total do poder
  • Reformas econômicas, políticas e sociais
  • Catarse
  • Fundação do Estado-classe

A seguir detalharemos estas fases e etapas, individualmente.

6.1- Fase econômico-corporativa

Esta fase inicial é marcada pela divisão da sociedade entre sociedade nacional e classe subalterna, com a primeira sendo considerada como a classe dominante. A fase econômico-corporativa pode ser subdividida nas seguintes etapas:

Organização do partido

O partido é criado, organizado e doutrinado nas técnicas revolucionárias gramscistas, objetivando a fundação do Estado-classe em algumas décadas.

Defesa da democracia

Muito embora pareça paradoxal um partido de orientação comunista defender um sistema político consolidadamente democrático, esta medida será necessária para a legitimação a legalidade de sua presença no poder político central, bem como de suas iniciativas de expansão institucional, a serem implementadas nas fases e etapas seguintes.

6.2- Fase de luta pela hegemonia

Nesta fase se implementam as iniciativas de reforma ideológica da sociedade do país, com o objetivo de o partido tomar para si a hegemonia naquela sociedade. Isto deverá manter a sociedade nacional politicamente 'paralisada', já que ela passará a crer que suas crenças e referências ideológicas são moralmente 'erradas' e portanto infundadas e injustificáveis.

A fase de luta pela hegemonia é sudividida nas seguintes etapas:

Guerra de posição

Consiste em uma guerra de atrito psicológica crônica, não declarada, contra a sociedade nacional e contra as instituições estatais (chamadas por Gramsci de 'trincheiras da burguesia'). O objetivo desta etapa é a transferência da hegemonia da sociedade nacional à sociedade civil e ao partido. A guerra de posição tem duas estratégias principais: (1) reforma ideológica da sociedade nacional até o espírito de cisão e (2) enfraquecimento das 'trincheiras da burguesia'. E uma estratégia secundária: elevação da classe subalterna à condição de sociedade civil, através de sua intelectualização socialista.

Na prática, a assim chamada reforma ideológica pode ser obtida através das seguintes iniciativas: (1) subversão dos valores da sociedade nacional (religião, moral, valores cívicos, história nacional) e (2) ataque ao senso comum (relativização de gênero sexual, redefinição de família, vitimização de criminosos/culpabilidade da vítima, descontinuação dos símbolos nacionais, campanhas para promoção do aborto, etc). Táticas úteis serão: (1) constrangimento e patrulhamento ideológico, (2) assimilação ideológica dos intelectuais da sociedade nacional, (3) infiltração de intelectuais do partido nas instituições e meios de comunicação e (4) exigência de 'amplo debate' perante todas as contraposições da sociedade nacional, de tal forma que nunca sejam efetivadas. Ao final, atinge-se o espírito de cisão.

Ampliação do Estado

Esta etapa representa a 'tentaculização' do partido sobre a máquina administrativa estatal (subentende-se que a esta altura, o partido já tenha chegado ao poder central). Ela consiste de dois estágios consecutivos: (1) estabelecimento do consenso e (2) fusão da sociedade civil ao Estado. Neste último estágio, aspectos executivos estatais serão delegados à sociedade civil e ao partido. Isto terá dois significados: (1) o poder público será exercido por indivíduos indicados pelo partido, segundo parâmetros político-ideológicos e (2) fusão do Poder Legislativo ao Poder Executivo (a pessoa que governa é a mesma que faz as leis).

As seguintes transições de natureza executiva deverão ocorrer: (1) de hegemonia para direção, (2) de consenso para coerção e (3) de direção intelectual do partido para comando.

6.3- Fase estatal

O objetivo desta fase é a fundação do Estado-classe, sendo sudividida nas seguintes etapas:

Crise sistêmica seguida de ruptura nacional

Durante esta etapa, promove-se a instabilização nacional de forma intensiva, até a ruptura social, política e econômica daquela sociedade. A inação da sociedade nacional é capital para o seu sucesso. Trata-se da última oportunidade de esta última reverter o processo de transição para o socialismo, de forma  não-bélica. A Venezuela estaria nesta etapa.

Tomada total do poder

O partido promove o aumento das ações ilegais (invasões, bloqueios, saques), bem como ações terroristas estatais. É adotado pela primeira vez o uso ostensivo da força (guerrilha e forças paramilitares). Nesta etapa, se a sociedade nacional desejar interromper o processo de transição para o socialismo, a guerra civil provavelmente será o único modo. O quadro agora torna-se mais parecido com a abordagem leninista de tomada de poder. É estabelecido o partido único hegemônico.

Reformas econômicas, políticas e sociais

Trata-se de um processo gradual, quando será necessário um interlúdio de poder totalitário (ao contário do que se acredita de forma geral, o objetivo do comunismo NÃO é o de estabelecer uma ditadura totalitária, mas tão-somente o de fundar uma sociedade igualitária e sem classes; liberdade e democracia não são de forma alguma considerados incompatíveis com o comunismo, pelo menos na visão de Gramsci). Deverão ocorrer: (1) a assimilação da classe subalterna remanescente pela sociedade civil e (2) a assimilação da sociedade nacional remanescente à sociedade civil, através de sua reforma intelectual e ideológica comunista. Esta seria a etapa na qual o vácuo deixado pelo espírito de cisão deverá ser preenchido.

Catarse

Através da catarse ocorrerá a progressão da sociedade civil em sociedade regulada. 

Fundação do Estado-classe

O processo de transição para o socialismo termina. A sociedade regulada passa a se chamar sociedade comunista. Não há mais classes nem partido. Toda a propriedade é coletiva e a riqueza distribuída de forma equitativa. 'Do mundo da necessidade para o mundo da liberdade', como declarou Gramsci.

No diagrama abaixo ilustramos os processos de transformação da sociedade durante a transição para o socialismo.



7- LIMITAÇÕES DA ESTRATÉGIA GRAMSCISTA

Nunca uma sociedade ocidental foi convertida em uma sociedade comunista através da abordagem gramscista, não tendo ainda portanto esta última estratégia se provado eficaz. Além disto, podemos apontar outras limitações, por fase: 

7.1- Fase de luta pela hegemonia

A percepção pela sociedade nacional de que está travando uma guerra de posição poderá provocar sua reação contra as iniciativas do partido. Se o processo de transição para o socialismo for, por qualquer motivo, interrompido ao espírito de cisão, poderá ser gerada uma nação de 'zumbis ideológicos', isto é, indivíduos desprovidos de qualquer referência moral ou ideológica, comunista ou não.

7.2- Fase estatal

É improvável que a catarse ocorra, sem antes haver uma mudança na natureza humana.

8- O GRAMSCISMO NO BRASIL

Podemos descrever a implementação das ideias de Gramsci no Brasil, de forma cronológica:

Anos 1960

Publicação de 'Cadernos do Cárcere' em Português, inicialmente com baixa frequência de leitura devido ao desconhecimento acerca do seu autor pela comunidade comunista brasileira e à dificuldade de leitura de seu conteúdo.

Anos 1970

'Cadernos do Cárcere' começa a ser estudado de forma eficaz. O Brasil é classificado como sociedade ocidental pela direção intelectual do partido, que decide iniciar a revolução gramscista do zero. O fracasso da abordagem leninista de tomada do poder no Brasil é em parte motivador desta decisão.

Anos 1980

Deflagrada a fase econômico-corporativa, através da abertura política promovida pelo regime militar.

Anos 1990 

Início da fase de luta pela hegemonia. 

Começo do século 21

A fase de luta pela hegemonia entraria na sua etapa de guerra de posição.

Anos 2010 

O partido assume publicamente sua identidade gramscista. Estaria ocorrendo a transição da etapa de guerra de posição para a etapa de ampliação do Estado. Não obstante, com a saída do Partido dos Trabalhadores do poder presidencial, em 2016, tornar-se-iam incertos os rumos do processo de transição para o socialismo promovido pelo partido. Há o risco de sequelas sociais associadas à interrupção deste processo ao espírito de cisão (veja item 7.1).






quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Anúncios na TV alemã e sueca promovem o genocídio e substituição do seu povo

Dois anúncios de TV, lançados na mesma semana na Alemanha e na Suécia, promovem o genocídio cultural e populacional dos alemães e suecos. (Veja os vídeos ao final do artigo)

Alemanha
O anúncio na TV alemã diz que as mulheres alemãs devem se submeter ao islão para provarem que são tolerantes. Neste anúncio, uma mulher coberta por véus está na frente de um texto que explicita "as mulheres turcas usam o hijab". A mulher se vira para a câmera, e ela é uma mulher alemã loira: Charlotte Würdig, uma atriz e moderadora da TV. Ela exclama orgulhosa que "eu visto um hijab, ele é lindo" antes de afirmar o slogan da campanha do anúncio: "Desfrute da diferença, comece a tolerância." Os contribuintes alemães têm de pagar uma taxa obrigatória Teledifusão Estado e de mídia para financiar canais de televisão e rádio da propriedade do governo. Todos os canais privados pertencem a apenas três empresas.

Este particularmente Canal é chamado de "Pro 7" e pertence à Lavena Segurar 4 GmbH, que também possui outros importantes canais de entretenimento e notícias. Toda a rede foi comprada por um bilionário judeu, Haim Sabam e, posteriormente, todos os canais foram infiltrados com uma agenda multiculturalista. Em alguns casos, a propaganda flagrante de canais de propriedade privada é ainda mais ridícula do que a televisão estatal. A campanha publicitária foi financiado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Suécia 
Já o anúncio na TV sueca foi financiado pela organização "IM" (Individual Människohjälp), uma ONG globalista comparável em seus objetivos à Fundação Open Society, de George Soros, lançou um novo vídeo que promove e celebra abertamente o genocídio e substituição dos suecos étnicos no seu próprio país. No anúncio, que poderia facilmente fazer parte do livro 1984, de George Orwell, cidadãos suecos são orientados a aceitarem a "mudança irreversível" de seu país e são ordenados a se integrarem a um "Novo País" moldado pela imigração em massa irrestrita de "novos suecos", que trazem consigo "sua cultura, língua e hábitos."

A abertura do anúncio já traduz toda a mensagem: "Não há como voltar atrás - a Suécia nunca vai ser o que era antes." O anúncio, com música de fundo hipnotisante, na sua esseência, promove o genocídio dos suecos étnicos, chamados de "velhos suecos", que devem dar lugar aos "novos suecos."

De acordo com o anúncio, o pedaço de terra chamado "Suécia" é meramente um "espaço seguro para as pessoas que procuram refúgio."

Genocídio 
Existem pessoas que dizem que o que está acontecendo é um genocídio. A questão é que o que acontece se reflete na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, aprovada pelas Nações Unidas de 1948.
Artigo 2.º -  Entende-se por genocídio os actos abaixo indicados, cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como:
a) Assassinato de membros do grupo;

b) Atentado grave à integridade física e mental de membros do grupo;

c) Submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua         destruição física, total ou parcial;

d) Medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo;

e) Transferência forçada das crianças do grupo para outro grupo.
Os suecos nativos, supostamente, tem que aprender a se "integrarem" no "Novo País", ou seja, aceitarem passivamente a Utopia Multicultural.

Suecos étnicos perderam o direito de se chamar de suecos. No "Novo País" todos podem ser suecos, "não importa o lugar de nascimento, não importa a raça".

Como esconder um Genocídio
Gregory H. Stanton, do Genocide Watch, redigiu um documento chamado "12 maneiras de esconder um genocídio." Alguns destes items são reformulados e adaptados para a situação da Suécia de hoje (e que pode ser extrapolada para cada país da Europa):

1. Questione e minimize as estatísticas.
Centenas de milhares de jovens, africanos e árabes, do sexo masculino, estão fluindo para a Suécia, um pequeno país de apenas 8 milhões de habitantes, distorcendo severamente a relação entre mulheres e homens nos grupos etários mais jovens. Segundo os marxistas culturais, isso não é nada para se preocupar, uma vez que isso aumenta a "diversidade".

2. Ataque as motivações daqueles que expõem a verdade.
Qualquer um mencionar o genocídio dos suecos étnicos é um racista, xenófobo, islamófobo, sexista e nazista, e está espalhando um discurso de ódio.

4. Enfatize que vítimas são os extrangeiros.
Os brancos são responsáveis ​​pela maior parte do mal do mundo. A civilização ocidental é a razão para a desigualdade e para as coisas horríveis que acontecem ao redor do mundo. A imigração em massa e a extinção dos brancos será a sua redenção.

7. Evite antagonizar os promotores do genocídio.
Qualquer um que sequer mencione alguma ONG, tal como a Fundação Open Society e seus financiadores, principalmente judeus, como George Soros, é um racista anti-semita.

8. Esconda a verdade usando-se de interesses econômicos atuais.
Afirme que a imigração em massa elevada é a única solução para a crise demográfica. As baixas taxas de natalidade de suecos étnicos podem ser compensadas através da imigração em massa.

9. Diga que as vítimas estão recebendo um bom tratamento.
A Suécia é um país rico! Estamos apenas sendo humanitários! Ninguém está dizendo não ser possível ainda existirem suecos étnicos! Os suecos ainda pode ser suecos, mas eles têm que se adaptar às novas tradições muçulmanas!

10. Negue que o que está acontecendo não se encaixa na definição de genocídio.
O ponto mais importante. Ninguém deve mencionar a violação da Convenção de Genocídio da ONU. Quem fizer isso deve ser rotulado como um teórico da conspiração.

11. Culpe as vítimas.
Os suecos são racistas, responsáveis ​​pela escravidão, opressão das minorias, exploradores dos trabalhadores do terceiro mundo e não são suficientemente tolerante. Sua cultura é racista e odiosa. Eles merecem ser substituídos.

12. Diga que a paz e a reconciliação são mais importantes do que culpar pessoas por genocídio.
Ajudar as pessoas necessitadas é mais importante! A paz mundial só pode ser alcançada quando os povos da Europa forem substituídos por uma mistura multicultural e desprovido de suas respectivas identidades nacionais.

Bem-vindo ao distópico "Mundo Novo."

O anúncio da TV alemã: 


O anúncio da TV sueca (e alguns comentários depois dele, dentro do vídeo): 



quinta-feira, 26 de maio de 2016

Marxismo Cultural oferece campo fértil para a proliferação da Sharia e da Jihad

Você já se perguntou o porquê da comoção internacional (promovida pela imprensa) devido ao afogamento do menino sírio Aylan nas praias da Turquia mas praticamente comoção alguma com os assassinatos bárbaros das crianças cristãs e iázides? É porque a narrativa vigente diz que os muçulmanos são vítimas e os cristãos são opressores, e quando os fatos contradizem a narrativa, os fatos são simplesmente ignorados ou mesmo escondidos. Mas de onde vem esta narrativa que divide grupos humanos em opressores e oprimidos?


Você já se perguntou o motivo de existirem tantas pessoas que se comportam como se tivessem sido mesmo doutrinadas, e sendo usadas como massa-de-manobra, por exemplo, pela terceira onda do feminismo, pelo uso politico do LGBTxxx, os pseudos-filósofos que odeiam a classe média, a marcha das vadias, a tentativa de corromper a sexualidade das crianças através da Teoria do Gênero, e a degeneração das artes?

Tudo isso é uma consequência daquilo que muitos chamam de Marxismo Cultural.

Apesar de se citar Marx, a rigor, pode-se considerar o Marxismo Cultural como uma degeneração daquilo que Karl Marx escreveu. Porém ele apenas ganhou terreno fértil junto a grupos de socialistas órfãos com o colapso da União Soviética. Por acaso o Marxismo Cultural é aplicado na Rússia ou na China? Claro que não.

O Marxismo Cultural possui varios mecanismos para se impor, se apresentando como se fosse algo puro e nobre, como se fosse um anjo de luz. Ele controla o discurso, transformando o errado em correto, e intimidando os seus  opositores acusando-os de "racismo", " xenofobia", "homofobia", "islamofobia", "nazismo", "facismo", "crentelho", "fanático religioso", "estar do lado errado da história", etc.

No Brasil, o Marxismo Cultural se infiltrou e tomou conta de movimentos como o Foro de São Paulo, o Socialismo Bolivariano, e em grupamentos politicos que se auto-proclamam como sendo de esquerda, em um nível que parece impossível eles se despoluirem. Tem muita gente honesta presa nessa teia.

Um modo para se derrotar o Marxismo Cultural é impedindo que ele polua a mente do jovem. Ou seja, educando a juventude de modo que ela tenha mecanismos de defesa e expulsando-o das salas de aula.

Existem um sinônimo para o Marxismo Cultural: Teoria Crítica. Alguns ainda se referem como a Escola de Frankfurt. Os movimentos baseados no Politicamente Correto e no Multiculturalismo advém desta linha de pensamento.

E porque um blog anti-Jihad e anti-Sharia está mencionando o Marxismo Cultural? Porque ele rotulou o islamismo dentro dos grupos de "oprimidos", o que facilita tremendamente a propaganda islâmica e a protege das ánálises críticas que são necessárias e precisam ser feitas.

O Multiculturalismo é a Placa de Petri onde o islamismo incuba e cresce


Eu estou tomando a liberdade de compartilhar um vídeo que eu encontrei por acaso no YouTube que explica de modo simples o conceito do Marxismo Cultural, as suas origens, modo de ação e consequências. Após o vídeo, eu transcrevo o texto do mesmo.

Para terminar, eu gostaria de dizer que é claro que existe opressão no mundo. Mas, o modo pelo qual o Marxismo Cultural opera é autofágico, pois ele se torna um processo que precisa sempre identificar novos "grupos oprimidos", tornando os oprimidos de outrora em opressores, num processo sem fim, Por exemplo, o que está acontecendo hoje no Canadá e nos EUA onde as mulheres, um grupo oprimido, passou a ser opressor ao rejeitar a idéia de ter que compartilhar vestiários e banheiros com homens que se "sintam" mulheres.

Quero deixar claro aqui algo muito importante. Se você se acha mais à esquerda do espectro político isso não significa que você seja obrigado a seguir a tendência da moda só para se sentir acolhido. Na verdade, se você está à esquerda do espectro político é seu dever questionar tudo, inclusive os comportamentos e atitudes que os outros te obrigam (ou intimidam) a seguir.

Repito: o Marxismo Cultural é uma degeneração e não como um avanço. E ele tenta nos tornar em marionetes, e isso nunca é bom. Com a agravante que ele oferece um apoio para a progação do islão e da Sharia.

O vídeo foi legendado pelos "tradutores de direita." Eu pergunto, onde estão os "tradutores de esquerda"?


Marxismo Cultural
Vamos começar com uma definição muito concisa.
Marxismo cultural é um termo amplo que se refere à defesa e aplicação da Teoria Crítica, e, de forma geral, à influência cultural, política e acadêmica de certos elementos dentro da esquerda contemporânea.
As raízes do marxismo cultural derivam daquilo que é comumente conhecido como a Escola de Frankfurt. O termo surgiu informalmente para descrever os intelectuais afiliados, ou meramente associados, ao Instituto de Frankfurt de Estudos Socias da Universidade de Goethe, em Frankfurt, Alemanha, no período entre guerras.  Críticos tanto do capitalismo quanto do socialismo soviético, eles tentaram solucionar as deficiências que se tornavam aparentes no marxismo clássico na busca pela mudança social. Seu trabalho ficou conhecido como Teoria Crítica.
Definir ou classificar a Teoria Crítica é excepcionalmente difícil, pois se refere a uma quantidade enorme, quase contraditória, de ideias, indivíduos e abordagens. O aspecto fundamental e permanente da Teoria Crítica, comum a todas as suas ramificações, no entanto, é a criação de teorias  interdisciplinares que possam servir como instrumentos de transformação social.
Durante a década de 1960 a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt ganhou popularidade com alguns segmentos dos partidos e do pensamento de esquerda, tanto na Europa como na América do Norte. Hoje em dia, sua influência é vista no mundo acadêmico ocidental dominando as ciências sociais e humanas. Estudos de gênero e da raça branca são dois exemplos.
Um dos mais  influentes teóricos críticos, e um membro original da Escola de Frankfurt, foi Herbert Marcuse. Uma leitura superficial em qualquer parágrafo escrito por Marcuse já será suficiente para alertar qualquer um, mesmo os que estão pouco familiarizados com a  cultura atual de intolerância nas faculdades e campus universitários. Considere a seguinte passagem da sua dissertação de 1965, chamada "Tolerância Repressiva." "As minorias pequenas e impotentes, que lutam contra a falsa consciência e seus beneficiários, precisam ser ajudadas. A continuação da sua existência é mais importante do que a preservação do abuso de direitos e liberdades que concedem poderes constitucionais  àqueles que oprimem estas minorias." 
Justiça social, feminismo, neo-progressismo e pós-colonialismo, para citar apenas alguns, são todos movimentos inspirados pela Teoria Crítica ou criados a partir dela, e, portanto, todos estão sob o guarda-chuva do Marxismo Cultural. Seja genero, orientação sexual, família, raça, cultura ou religião, todos os aspectos da identidade de uma pessoa de devem ser questionados. Toda norma ou padrão social deve ser contestado, e, idealmente, alterado, a fim de beneficiar grupos oprimidos.
O Marxismo Clássico enxerga a luta de classes como um conflito entre a burguesia e o proletariado, entre os que têm tudo e os que nada têm. O Marxismo Cultural enxerga esse conflito ocorrendo entre os oprimidos e os opressores, entre os privilegiados e os não previlegiados. A classe operária foi substituída pelas "minorias." Grupos majoritários são geralmente definidos como "privilegiados" e "opressores." Já os grupos minoritários são classificados como "desfavorecidos" e "oprimidos."
Os heterossexuais são opressores. Indivíduos cisgênero são opressoes. Os brancos são opressores, especialmente o homem branco. Os cristãos são opressores. Aqueles que não se encaixam nesses grupos são, portanto, considerados oprimidos. Assim, faz sentido pensar que se heterossexuais são opressores, a solução é incentivar outras formas de sexualidade. Se os brancos são opressores, a solução é a diversidade racial. Se os indivíduos cisgênero são opressores, a solução é encorajar o transgenderismo. Se os cristãos são opressores, a solução é propagar o islamismo.
Theodor Adorno, outro membro original da Escola de Frankfurt, escreveu um livro chamado "A Personalidade Autoritária", no qual ele define como "fenômenos patológicos" o seguinte: a paternidade como "o orgulho individual do indivíduo; o cristianismo como "aderência aos papéis sexuais tradicionais e atitudes tradicionais em relação ao sexo"; e o amor de alguém pela sua pátria. (Repito, para ele isso não passa de patologia!) 
Esta tendência de se definir opiniões e padrões de vida como patologias que não estão de acordo com os seus próprios fins políticos é característico do Marxismo Cultural. Assim, as visões diferentes são descritas como medos irracionais ou fobias. Por exemplo, uma pessoa que se sente desconfortável vivendo como minoria em uma área dominada por imigrantes muçulmanos pode ser rotulada como "islamofóbica", visto que o desejo de residir entre pessoas semelhantes a ela, de um ponto de vista cultural ou étnico, é considerado detestável e fóbico. Por outro lado, quando os muçulmanos paquistaneses, vivendo na Grã-Bretanha, demonstram preferência pelo seu grupo, convertendo seções inteiras de um vilarejo ou cidade em um mini Paquistão, não existe nada detestável, não há fobia, apenas multiculturalismo.
Segundo o depoimento de um paquistanês morando na Inglaterra: "Vinte anos atrás não havia paquistaneses aqui. Mas agora, os paquistaneses deixaram a sua marca. Agora, pense daqui a 50 anos ... Isso aqui vai ser Paquistão ou Inglaterra? Vai ser Paquistão! Estamos todos vindo para cá."
Uma manifestação popular e propagandista do Marxismo Cultural é o politicamente correto, pelo qual os veículos de mídia e os cientistas sociais tornam um exercício obrigatório fazer o seguinte.
1. Questionar a linguagem comum: imigrantes ilegais, por exemplo, devem ser chamados de "imigrantes sem documento", enquanto que discriminação racial é chamada de "ação afirmativa." A sua ambição em definir e redefinir as palavras podem ser vistas como um meio de controlar o discurso e alter as normas culturais.
Racismo e sexismo foram redefinidos como o resultado da soma entre preconceito e poder, o que leva a afirmações ridículas como "não existe sexismo contra o homem ..." ou que mulheres negras, por fazerem parte de uma minoria étnica, não podem ser racistas ou sexistas contra homens brancos.
2. Manter uma visão firmemente favorável de grupos considerados "oprimidos": O Islã é uma religião de paz; Black Lives Matter ("vidas negras importam") é um movimento de protesto pacífico legítimo; o feminismo defende a igualdade; E assim por diante.
Nenhum desvio desta narrativa será tolerado. Jamais. Tão pouco crítica alguma.
Consequência do Marxismo Cultural:
Enquanto o comunismo, como Marx imaginou, oferecia a resolução do conflito das lutas de classes em um contexto social utópico, tudo o que o Marxismo Cultural oferece é uma proposta desoladora de conflitos eternos entre grupos de "minorias ofendidas", definidos de forma cada vez mais estreita. A única consequência significativa que a ampla aplicação do Marxismo Cultural poderá possivelmente acarretar é a marginalização da cultura europeia tradicional.




segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Surrealista e Suicída: As Histórias Ocidentas Modernas sobre o Islão


A magnitude da ignorância do Ocidente moderno com o seu próprio passado é impressionante. Ao se comparar livros de história antiga sobre a jihad secular contra a Europa, percebe-se que a narrativa histórica que está sendo divulgada hoje simplesmente tem muito pouca semelhança com a realidade.
(Depois de ler o artigo abaixo, leia também este outro artigo do mesmo autor: Como o mundo islâmico foi forjado: um exercício de senso comum)

Raymond Ibrahim, em 03 de outubro de 2013

A magnitude da ignorância do Ocidente moderno com o seu próprio passado me impressionou, recentemente, ao reler alguns livros de história antiga sobre a jihad secular contra a Europa. A narrativa histórica que está sendo divulgada hoje simplesmente tem muito pouca semelhança com a realidade.


Essa imagem mostra alguns membros da "religião da paz" durante atos de adoração a Alá.

Considere alguns fatos por um momento.

Apenas uma década após o nascimento do islão, no século 7, a jihad saiu da Arábia como uma explosão. Deixando de lado todos os milhares de quilômetros de terras e civilizações antigas que foram permanentemente conquistados, hoje casualmente chamado de "mundo islâmico", incluindo Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Síria, Iraque, Irã e partes da Índia e China – grande parte da Europa foi também, em um momento ou outro, conquistada pela espada do islão.

Entre outras nações e territórios que foram atacados e / ou ficaram sob o dominação muçulmana se encontram (usamos os seus nomes modernos sem nenhuma ordem particular): Portugal, Espanha, França, Itália, Sicília, Suíça, Áustria, Hungria, Grécia, Rússia, Polônia, Bulgária, Ucrânia, Lituânia, Roménia, Albânia, Sérvia, Arménia, Geórgia, Creta, Chipre, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Macedonia, Bielorrússia, Malta, Sardenha, Moldávia, Eslováquia e Montenegro.

Em 846, Roma foi saqueada e o Vaticano dessecrado por invasores árabes muçulmanos; cerca de 600 anos mais tarde, em 1453, outra grande basílica da cristandade, Santa Sabedoria (ou Hagia Sophia) [em Constantinopla] foi dessecrada e conquistada pelos turcos muçulmanos, permanentemente.

As poucas regiões européias que escaparam da ocupação islâmica direta, devido ao seu afastamento, incluem o noroeste da Grã-Bretanha, a Escandinávia e a Alemanha. Isso, é claro, não significa que estas regiões não foram atacadas pelo islão. De fato, no noroeste mais distante da Europa, na Islândia , os cristãos costumavam rezar para que Deus os salvasse do "terror turco." Estes receios não eram infundados, já que tão recentemente quanto o ano de 1627, corsários muçulmanos invadiram a ilha cristã e apreenderam quatrocentos cativos, vendendo-os nos mercados de escravos de Argel.

Nem os Estados Unidos escaparam. Alguns anos após a formação dos Estados Unidos, em 1800, navios mercantes americanos no Mediterrâneo foram saqueados e os seus marinheiros escravizados por piratas muçulmanos. O embaixador de Trípoli explicou a Thomas Jefferson que era um "direito e um dever muçulmano de fazer guerra contra eles [os não-muçulmanos ] onde quer que eles pudessem serem encontrados, e para escravizar tantos quantos eles pudessem tomar como prisioneiros."

Em suma, por cerca de um milênio, pontuado por uma resposta através das cruzadas – cruzadas estas que o Ocidente moderno é obcecado por demonizar – o  islão representou uma ameaça existencial diária para a Europa cristã e, por extenção, para a civilização ocidental.

E é aí que reside o problema: hoje, como se ensina nas escolas ou nas universidades, como se é retratado por Hollywood ou pela imprensa, a narrativa histórica predominante é de que os muçulmanos são as "vítimas históricas" dos cristãos ocidentais intolerantes. É exatamente isso que uma personalidade da TV disse recentemente ao vivo na Fox News.

Então aqui estamos nós , pagando o preço de sermos uma sociedade anti-histórica: alguns anos após os ataques de islâmicos de 9 de setembro – ataques esses que são meramente os mais recentes nesta história secular de jihad contra o Ocidente – os cidadãos americanos elegeram um homem com um nome e herança muçulmanas para presidente, e que dá força, abertamente, à mesma ideologia que seus antepassados ​​viviam com medo mortal, mesmo quando eles sentam e assistem em detrimento do seu próprio futuro.

Certamente os antepassados europeus dos Estados Unidos, que em um momento ou outro lutaram ou foram conquistados pelo islão, devem estar se revirando em seus túmulos.

Mas tudo isso é história , você diz. Por que refazer isso? Por que não deixar prá lá e seguir em frente, começar um novo capítulo de tolerância e respeito mútuos, mesmo que a história tenha que ser "retocada” um pouco?

Esta seria um posição um pouco plausível, se não fosse o fato de que, no mundo todo, os muçulmanos ainda exibem o mesmo impulso imperial e a mesma supremacia intolerante que seus antepassados ​​conquistadores tiveram. A única diferença é que o mundo muçulmano está atualmente incapaz de derrotar o Ocidente através de uma guerra convencional.

No entanto, isso ainda pode não ser necessário. Graças a ignorância de história por parte do Ocidente, os muçulmanos estão inundando a Europa sob o disfarce de "imigração", recusando-se a assimilar, e formando enclaves, que, em linguagem moderna, são chamados "enclaves" ou "guetos", mas que na terminologia islâmica são as ribat – as fronteiras onde a jihad é travada contra o infiél, de um jeito ou de outro.

Tudo isso leva a uma outra questão, talvez ainda mais importante: se a verdadeira história do Ocidente e do islão está sendo virada de cabeça-para-baixo, que outras "ortodoxias" históricas que vêm sendo vendidas como verdades seriam também falsas?

Teriam sido as Idades das Trevas verdadeiramente uma época de atraso intelectual por causa das “forças sufocantes" do cristianismo? Ou teriam sido estas idades das trevas – que  curiosamente ocorreram exatamente durante os mesmos séculos nos quais a jihad estava constantemente molestando a Europa – o produto de uma outra religião sufocante? Teria sido a Inquisição Espanhola um reflexo da barbárie cristã ou um reflexo do desespero cristãos frente às centenas de milhares de muçulmanos que, embora alegando terem se convertido ao cristianismo, estavam praticando taqiyya e vivendo como espiões e quinta-coluna, tentando subverter a nação cristã para um retorno ao Islão?

Não espere conseguir respostas verdadeiras, para estas e outras perguntas, dos fabricantes, tutores e disseminadores da fabricada epistemologia ocidental.

No futuro (qualquer que seja) as histórias escritas sobre os estes nossos tempos, provavelmente, irão salientar o quanto a nossa era, ironicamente chamada de "era da informação", não era uma época em que as pessoas estavam bem informadas, mas sim uma época na qual a desinformação era tão difundida e inquestionável que gerações de pessoas viviam em bolhas de realidade alternativa, até o momento no qual a bolha finalmente estourou.