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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Reconquista: resumo e Batalha das Navas de Tolosa

A data de hoje, 16 de julho, marca o aniversário de um dos mais importantes eventos da Reconquista da Península Ibérica: a vitória do exército cristão sobre os invasores muçulmanos que ainda mantinham sob seu controle a porção sul da península.

Vídeo, com legendas em portugês, apresenta um resumo da conquista muçulmana da Península Ibérica e da Reconquista levando ao climax da Batalha das Navas de Tolosa (conhecida em árabe como Batalha de Al-Uqab), em 16 de julho de 1212. A coligação católica entre os reinos de Portugal, Castela, Aragão e Navarra, junto com os Cavaleiros Templários e as Ordens de Santiago e Calatrava derrotou os muçulmanos almóadas do Marrocos, próximo a localidade espanhola de Jaén.

O vídeo foi produzido pelo Canal "Kings and Generals." Para quem gosta de História, este canal é muito interessante e recomendável! O vídeo original se encontra em https://youtu.be/Yl8iWejuZmM, e este canal possui vários outros vídeos que podem ser acessados através desta lista de vídeos.

Um pouco mais sobre a Batalha das Navas de Tolosa neste artigo


A nossa tradução está transcrita abaixo.

(Ao final deste artigo, um vídeo que mostra o desenvolvimento da Reconquista, ano a ano)

Carlos Martelo e os Francos pararam a invasão muçulmana na Batalha de Tours em 732 AD.
Por causa disso, são comumente considerados os salvadores da Europa.
Mas foram os povos da Península Ibérica (Espanha e Portugal) que, apesar dos contratempos iniciais, 
resistiram aos muçulmanos (mouros) por séculos.
Eventualmente, os espanhóis e portugueses começaram a recuperar suas terras evento chamado de A Reconquista.

Francisco de Paula Van Halen, Batalha das Navas de Tolosa

O califado islâmico conquistou vastas terras da Ásia Central ao Norte da África em menos de um século.
Em 708 dC, os muçulmanos chegaram ao Marrocos.
Os conquistadores islâmicos estavam a apenas 15 km da Europa e em 711 dC o general berbere (mouro) Táriq invadiu a Hispânia (Espanha).
Esta província romana estava sob o controle do reino visigodo.
Os muçulmanos desembarcaram em Gibraltar; "A montanha de Táriq" em árabe.
Embora eles só tenham acionado aproximadamente 12.000 homens eles continuaram a conquistar o território derrotando decisivamente o rei visigodo Rodrigo, em 712, na Batalha de Guadalete.
Pouco depois, a capital, Toledo, foi ocupada.
O reino visigodo entrou em colapso e em apenas 7 anos toda a Península foi subjugada, com exceção de algumas regiões montanhosas remotas.
Os ancestrais dos bascos, os vascões, não tinham interesse em se render.
Uma pequena força dirigida pelo nobre Don Pelayo derrotou os muçulmanos em 718 (28 de maio) na Batalha de Covadonga.
Don Pelayo foi capaz de criar um novo estado ao norte da península que foi chamado de Astúrias.
Esta vitória é considerada o evento que começou a Reconquista.
Muçulmanos viram pouco uso em tentar pacificar esta região inóspita e eles voltaram os olhos para a França.
Entre 719 e 759 suas forças tentaram invadir os francos em várias ocasiões mas em cada uma delas, eles foram repelidos.
Enquanto isso, na Espanha, o novo rei das Astúrias, Alfonso I, tomou Pamplona e depois quase toda a Galiza em 750.
Os muçulmanos tiveram suas disputas internas e no mesmo ano, a dinastia omíada foi substituída pela dinastia abásida um dos últimos omíadas, Abdul Rahman, conseguiu salvar sua vida e tomar Córdoba em 756.
Formou um emirado independente e unificou a maioria da Espanha muçulmana sob seu governo nos 25 anos seguintes.
Os emires tentaram tomar o norte da península mas eles foram derrotados em 794.
Durante a Batalha de Lutos, as forças muçulmanas foram aniquiladas por Alfonso II das Astúrias.
Para o leste, os cristãos criaram o novo Reino de Pamplona, mais tarde transformado  no Reino de Navarra, enquanto Astúrias foi renomeado Reino de Leão.
Ambas as nações eram aliadas em sua tentativa de rechaçar o emirado mas esta aliança foi derrotada na batalha de Valdejunquera.
Esta foi a maior derrota cristã durante a Reconquista.
O emirado de Córdoba se sentiu suficientemente influente para se declarar um califado.
Isso simbolizava que eles eram tão fortes quanto os califados Abásida ou Fatímidas. 
Apesar disso, o rei de Leão, Ramiro II, conseguiu derrotar as forças muçulmanas em 939 na batalha de Simancas.
Infelizmente, a situação no Reino de Leão não foi estável e logo após esta vitória Castilla se rebelou, e isso não permitiu que os cristãos continuassem a Reconquista.
A situação se tornou mais calamitosa no final do século X. 
O califa começou a dar menos tempo para assuntos de Estado e o nobre Al-Mansur tornou-se o líder de fato do califado.
Ele mudou totalmente a situação na península ibérica, pois entre 978 e 1002 ele conseguiu derrotar todos os domínios cristãos várias vezes.
Esses reinos foram obrigados a pagar impostos a Córdoba depois de sua derrota esmagadora na Batalha de Severa no ano 1000.
A morte de Al-Mansur, em 1002, afundou o califado em uma guerra civil que terminou com o seu próprio colapso.
Os domínios muçulmanos foram divididos em dezenas de senhores da guerra chamado taifas, que pode ser traduzido como "tribos".
Parecia o momento perfeito para um ataque cristão e recuperar a península.
E, assim, o rei de Navarra, Sancho III, teve sucesso na unificação com Castilla, León e Aragón.
No entanto, após sua morte, seu reino foi dividido entre seus muitos filhos no que resultou em várias guerras entre Castela, Leão, Aragão e Navarra.
Incursões intermináveis ​​e caos marcaramo sé culo XI.
A figura central dos eventos da época é Rodrigo Díaz de Vivar, também conhecido como "El Cid".
Este líder militar entrou no mito coletivo da Espanha e de toda a cristandade por seus atos.
Um dos reis que ele serviu, Afonso VI, conseguiu unificar Castela, Leão e Galiza.
Em 1077, Alfonso era forte o suficiente e declarou-se imperador da Espanha.
De fato, muitas taifas muçulmanas foram forçadas a pagar tributo, e, em 1084, ele conseguiu tomar controle da antiga capital, Toledo.
Este ato preocupou as entidades muçulmanas de toda a península e eles pediram ajuda aos seus vizinhos do sul, os berberes almorávidas.
Os berberes foram rapidamente para a Espanha e derrotaram, decisivamente, Alfonso, em 1086, em Sagrajas. 
Os almorávidas decidiram aproveitar a fraqueza das taifas e, em 1110, eles ocuparam o sul da península.
No entanto, foi muito tarde, porque os reinos cristãos estavam recebendo ajuda significativa de seus correligionários, e isso ficou evidente em toda a região. 
Em 1139, Portugal foi estabelecido como um reino, e com a ajuda dos cruzados, Lisboa foi reconquistada em 1147.
Enquanto isso, ao sul, os berberes tiveram problemas,
pois uma nova seita, os almóadas, começaram a conquistar o Marrocos e Espanha, e, em 1173, esse processo foi concluido.
Os almóadas representavam uma seita mais fanática do Islã.
Enquanto os muçulmanos lutavam entre si, no norte, os reinos espanhóis construíram uma forte aliança. 
O Reino de Castela, liderado por Alfonso VIII, lançou uma campanha dentro do território almóada, mas, durante a Batalha de Alarcos em 1195 foi severamente derrotado, e qualquer desejo para reconquistar foi momentaneamente adiado.
Nem os almóadas nem os cristãos aceitavam este novo equilíbrio.
Em 1211, o califa Muhammad Al-Nasir cruzou o Estreito de Gibraltar com um exército de 70.000 homens. 
Papa Inocêncio III convocou uma nova cruzada.
Mais de 40.000 cruzados reuniram-se em Toledo na primavera de 1212.
Os reinos de Castela, Aragão, Portugal e Navarra, junto com os Cavaleiros Templários e as Ordens de Santiago e Calatrava, formaram um exército. 
Este exército seria comandado pelo rei castelhano Alfonso VIII.
Nunca antes cristãos ou muçulmanos formaram exércitos tão grandes na Espanha, e esta campanha iria ser decisiva.
A estratégia muçulmana era simples. Al-Nasir se mobilizou rápido a maioria de suas forças para bloquear as passagens nas montanhas da Serra Morena, enquanto enviava grupos para sitiar os castelos inimigos próximos.
Ele pensou que os cavalheiros não seriam capazes de lutar eficazmente nas montanhas e eles ficariam sem suprimentos rapidamente. 
Alfonso tentou atravessar as montanhas em várias ocasiões mas foi bloqueado.
Diz a lenda que o exército de Alfonso foi abordado por um pastor, que prometeu guiá-los através de um passo não protegido.
Esta manobra aparentemente surpreendeu Al-Nasir que ainda não tinha todo o seu exército sob seu comando. 
Os exércitos estavam agora em uma área chamada Las Navas de Tolosa onde a batalha decisiva pela Espanha aconteceria.
Os espanhóis tiveram que lutar ladeira acima.
Seu exército foi dividido em 3 grupos com Alfonso no centro, com cavaleiros de suas ordens, o rei de Aragão, Pedro, à esquerda e o rei Sancho de Navarra à direita.
Cada grupo foi dividido em 3 linhas com infantaria na primeira, cavalaria na terceira e uma mistura de ambos na segunda.
Os muçulmanos fortificaram uma pequena posição para o califa e sua guarda.
Os almóadas tinham toda a sua cavalaria à direita e à esquerda, com o centro ocupado pela infantaria que consistia em muçulmanos locais, na linha de frente, e marroquinos na segunda.
A vanguarda do exército consistia em atiradores leves.
Tudo começou quando a cavalaria muçulmana atacou para a esquerda e para a direita. Após algum sucesso inicial, os cavaleiros muçulmanos foram contra-atacados por cavaleiros na segunda linha.
A cavalaria do califa foi empurrada de volta para cima da colina.
Os atiradores muçulmanos no centro recuaram sob o contato.
Mas a segunda linha se juntou ao ataque e as linhas cristãs estavam correndo perigosamente o risco de quebrar.
Diz-se que, neste momento, Alfonso entrou em pânico porque ele se lembrou da sua derrota esmagadora em Alarcos.
Somente após o encorajamento do clero, ele recuperou sua a razão e comandou o seu centro em um contra-ataque. 
Os espanhóis pararam o seu recuo,  mas a situação ainda era delicada.
No entanto, eles seriam salvos por uma manobra tática corajosa do próprio rei Sancho.
O líder navarro viu que a maioria do inimigo estava ocupada no centro e nos flancos. Então ele comandou seus cavaleiros até a colina para atacar o califa diretamente. 
A guarda não esperava essa manobra e os cavaleiros se aproximaram do califa.
O califa ficou desesperado naquele momento e decidiu fugir.
Assim que as forças muçulmanas viram que sua bandeira não estava mais presente, elas quebraram suas linhas e tentaram fugir. Segundo as fontes, a maior parte do exército almóada morreu ou foi levado prisioneiro. 
Os espanhóis foram vitoriosos.

Monumento da Batalha das Navas de Tolosa

Embora esta vitória não tenha trazido conseqüências imediatas ela marcou uma reviravolta.
Os almóadas logo entraram em colapso e os muçulmanos não voltaram a lançar nenhuma ofensiva séria contra a Espanha cristã.
Gradualmente, região por região, cidade por cidade, a Reconquista reivindicou toda a península.
Granada foi a última a ser reconquistada, em 1492, pelo Reino Unido da Espanha.


Desenvolvimento da Reconquista, ano a ano 


https://www.bitchute.com/video/1LNazpZL2EYa/ OK

sábado, 13 de janeiro de 2018

Lista de Referências sobre as Cruzadas (para um estudo sério sobre o assunto)


O grupo de historiadores do grupo Real Crusades History elaborou uma lista de leituras recomendadas sobre as cruzadas. Esta lista é o resultado de um esforço colaborativo entre os fundadores do grupo Real Crusades History e diversos colaboradores, profissionais acadêmicos. A lista criada é ampla e serve como guia para aqueles que desejam mergulhar em estudo sério das cruzadas. Esta lista não é uma lista final no sentido que a ela pode ser atualizada com o tempo. Deus vult!

Nível introdutório: 

- The New Concise History of the Crusades, Thomas Madden

- What were the Crusades? Jonathan Riley-Smith

- God’s Battalions: The Case for the Crusades, Rodney Stark

- The Crusaders: The Struggle for the Holy Land, Regine Pernoud

- The Crusades: The Authoritative History of the War for the Holy Land, Thomas Asbridge

- The Crusades, third edition, Jonathan Riley-Smith

- God’s War: A New History of the Crusades, Christopher Tyerman

- Seven Myths of the Crusades, ed. Andrew Holt and Alfred Andrea


Tópicos específicos e avançados:  

Fontes primárias: em inglês 

- The First Crusade: The Chronicle of Fulcher of Chartres and Other Source Materials, (ed. Edward Peters)

- The Deeds of the Franks and Other Jerusalem-Bound Pilgrims: The Earliest Chronicles of the First Crusades, (ed. and trans. Nirmal Dass)

- Chronicles of the Crusades: Eye-witness accounts of the wars between Christianity and Islam, (ed. Elizabeth Hallam)

- Chronicle of the Third Crusade: A Translation of the Itinerarium Peregrinorum et Gesta Regis Ricardi, Anonymous (trans. Helen Nicholson)

- The Rare and Excellent History of Saladin, Baha al-Din Shaddad (trans. D.S. Richards)

- A History of Deeds Done Beyond the Sea, Archbishop William of Tyre (A translation of Historia rerum in parties trasmarinis gestarum). Morningside Heights Columbia University Press, 1943

- The Conquest of Jerusalem and the Third Crusade: Sources in Translation, Peter W. Edbury (Continuations of William of Tyre, including the Chronicles of Ernoul)

- In Praise of the New Knighthood: a Treatise on the Knights Templar and the Holy Places of
Jerusalem, Bernard of Clairvaux (trans. Conrad Greenia)

- A Knight's Own Book of Chivalry, Geoffroi de Charny (trans. Ellspeth Kennedy)

- Joinville and Villehardouin: Chronicles of the Crusades (trans. Caroline Smith)

História islâmica, conquistas, teologia e fontes  

- The Crusades, Christianity, and Islam, Jonathan Riley-Smith

- Arab Historians of the Crusades, Francesco Gabrieli

- Sea of Faith: Islam and Christianity in the Medieval Mediterranean World, Stephen O’Shea

- The Truth about Muhammad, Robert Spencer

- The Crusades: Islamic Perspectives, Carole Hildebrand

- The Great Islamic Conquests, David Nicolle

- The Great Arab Conquests, Hugh N. Kennedy

- The Crusades through Arab Eyes, Amin Maalouf

- Saracens: Islam in the Medieval European Imagination, John V. Tolan

A Primeira Cruzada

- The First Crusade: A New History, Thomas Asbridge

- The First Crusaders 1195-1131, Jonathan Riley-Smith

- Victory in the East: A military history of the First Crusade, John France

- The First Crusade: The Call from the East, Peter Frankopan

- Knightly Piety and the Lay Response to the First Crusade: The Limousin and Gascony c.970 - c.1130, Marcus Bull

A Terceira Cruzada 

- Richard I, John Gillingham

- Richard the Lionheart: The Mighty Crusader, David Miller

- Saladin, Andrew S. Ehrenkreutz

- Hattin 1187: Saladin's Greatest Victory, David Nicolle

- Downfall of the Crusader Kingdom: The Battle of Hattin and the Loss of Jerusalem, W. B. Bartlett

O Império Romano do Oriente durante as Cruzadas (Estudos Bizantinos) 

- The Alexiad, Anna Comnena (trans. Elizabeth Dawes)

- Fourteen Byzantine Rulers: The Chronographica of Michael Psellus, trans. E. R. A Sewter

- Strenuitas: The Life and Times of Robert Guiscard and Bohemond of Taranto, Danny Chaplin

- Warfare, State, and Society in the Byzantine World 560-1204, John Haldon

Espanha Islâmica e a Reconquista 

- The Myth of the Andalusian Paradise: Muslims, Christians, and Jews under Islamic Rule in Medieval Spain, Dario Fernandez-Mendoza (ISI Books, 2016)

- Caliphs and Kings, Spain, 796-1031, Roger Collins (Willey Blackwell, 2012)

- Medieval Iberia: Readings from Christian, Muslim, and Jewish Sources, ed. Olivia Remie Constable (University of Pensilvania Press, 2011)

- A History of Medieval Spain, Joseph F. O’Callaghan

As cruzadas nórdicas  

- The Northern Crusades, Eric Christiansen

- The Popes and the Baltic Crusades 1147-1254, Iben Fonnesberg-Schmidt

As cruzadas algingenses  

- The Cathars: Dualist Heretics in Languedoc in the High Middle Ages, Malcolm Barber

- A Most Holy War: The Albigensian Crusade and the Battle for Christendom, Mark Pegg*

Pregando as Cruzadas 

- How to Plan a Crusade, Christopher Tyerman

Monasticismo 

- Medieval Monasticism: Forms of Religious Life in Europe in the Middle Ages, C.H. Lawrence

Os Estados Cruzados  

- William of Tyre:Historian of the Latin East, Peter W. Edbury and John Gordon Rowe

- The Chronicle of Ernoul and the Continuations of William of Tyre, M.R. Morgan

- The Crusader States, Malcolm Barber

- Crusading and the Crusader States, Andrew Jotischky

- The Latin Kingdom of Jerusalem 1099 to 1291 AD, Claude Reignier Conder

- Feudal Monarchy in the Latin Kingdom of Jerusalem, John L. La Monte

- Kings and Lords in the Latin Kingdom of Jerusalem, Hans Eberhard Mayer

- Women in the Crusader States: The Queens of Jerusalem 1100 - 90, Bernard Hamilton in Medieval Women (Studies in Church History, Subsidia I), (ed. Derek Baker)

- The Leper King and His Heirs: Baldwin IV and the Crusader Kingdom of Jerusalem, Bernard Hamilton

- John of Ibelin and the Kingdom of Jerusalem, Peter Edbury

- The Kingdom of Cyprus and the Crusades, 1191-1374, Peter Edbury

Aspectos militares das Cruzadas  

- Western warfare in the Age of the Crusades, 1000-1300, John France

- Victory in the East: A military history of the First Crusade, John France

- Theorizing Medieval Geopolitics: War and World Order in the Age of the Crusades (Routledge Research in Medieval Studies), Andrew Latham

Cavaleiros e cavalherismo

- The Knight and Chivalry, Richard Barber

-  Knights: The Complete Story of the Age of Chivalry, from Historical Fact to Tales of Romance and Poetry, Andrea Hopkins

- A Knight's Own Book of Chivalry, Geoffroi de Charny (trans. Ellspeth Kennedy)

- Arms and Armour of the Medieval Knight, David Edge and John Miles Paddock

- The Sword in the Age of Chivalry, Ewart Oakeshott

- Records of the Medieval Sword, Ewart Oakeshott

As ordens militares  

- The Templars, Regine Pernoud

- The New Knighthood: A History of the Orders of the Temple, Malcolm Barber

- The Trial of the Templars (2nd.ed.), Malcolm Barber

- The Real History behind the Templars, Sharan Newman

- The Templars and the Assassins: The Militia of Heaven, James Wasserman

- Dungeon, Fire, and Sword: The Knights Templar in the Crusades, John J. Robinson

- Knights of Jerusalem: The Crusading Order of Hospitallers 1100 - 1565, David Nicolle

- The Sword and the Green Cross: The Saga of the Knights of Saint Lazarus from the Crusades to the 21st Century, Max J. Ellul*

- Leper Knights: The Order of St. Lazarus of Jerusalem in England, 1150 - 1544, David Marcombe

- The Teutonic Knights: A Military History, William Urban

- The Teutonic Knights in the Holy Land, 1190-1291, Nicholas Morton

Mulheres na Idade Média e nas Cruzadas 

- Medieval Women (Studies in Church History, Subsidia I), (ed. Derek Baker)

O mundo das Cruzadas  

- The Crusader World, Adrian Boas

- The Origin of the Idea of the Crusade, Carl Erdmann

- The Crusades and the Expansion of Catholic Christendom, 1000-1714, John France

- Contesting the Crusades, Norman Housley

- Fighting for the Cross: Crusading to the Holy Land, Norman Housley

- Theorizing Medieval Geopolitics: War and World Order in the Age of the Crusades (Routledge Research in Medieval Studies), Andrew Latham

- The Crusades: The Essential Readings (ed. Thomas Madden)

- The Atlas of the Crusades, (ed. Jonathan Riley-Smith)

- Walking Corpses: Leprosy in Byzantium and the Medieval West, Timothy S. miller and John W. Nesbitt

Arte, arquitetura e artifatos  

- Crusader Archaeology: The Material Culture of the Latin East, Adrian J. Boas

- Crusader Art: The Art of the Crusaders in the Holy Land, Jaroslave Folda

- Secular Buildings in the Crusader Kingdom of Jerusalem: An Archaeological Gazetteer, Denys Pringle

- The Archaeology of Weapons, Ewart Oakeshott

- The Sword in the Age of Chivalry, Ewart Oakeshott

- Records of the Medieval Sword, Ewart Oakeshott



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Espanha: muçulmanos fazem campanha para transformar a Catedral Católica de Córdoba em "Espaço de Adoração Compartilhada"

Na ideologia islâmica, todo o pedaço de terra, seja uma cidade, um estado, ou um país, que tiver sido governado pelo islão/sharia é muçulmano para sempre. Por isso a comoção total contra Israel. Por isso, o sonho de conquistarem a Espanha e Portugal. 
A luta pela posse da Catedral de Córdoba é apenas um capítulo nesta guerra eterna.
Um grupo de muçulmanos faz campanha para transformar a Catedral Católica em Córdoba, na Espanha, em um "Espaço de Adoração Compartilhada." Esta reivindicação decorre do fato de que o prédio serviu como uma mesquita do século 8 ao 13.

O mais surpreendente é que esta reinvindicação tem sido apoiadas pelas autoridades locais.

Contudo, existia uma igreja no mesmo local, a Basília de São Vicente de Léris. No século 8, quando da conquista militar da Espanha pelos muçulmanos, e sua consequente ocupação, a basílica foi demolida (em 758), e no seu lugar a mesquita foi construida.

No ano de 1236, Córdoba foi reconquistada e o prédio, ao invés de ter sido demolido, foi simplesmente convertido em uma catedral católica, sendo "cristianizada". Uma nave renascentista foi adicionada no centro do prédio, local onde as missas são celebradas até os dias de hoje.

Desde 2000, a população muçulmana de Córdoba solicita ao governo local, pedindo que o local seja transformado em um "espaço de adoração compartilhado".

Em 2010, uma briga estourou entre guardas de segurança e turistas muçulmanos quando os visitantes começaram uma roda de orações islâmicas dentro da Igreja, o que está proibida pelas regras da catedral.

Em 2013, um grupo chamado Plataforma para a Mesquita-Catedral de Córdoba entregou uma petição de 35 mil assinaturas ao governo, pedindo que o edifício fosse recuperado.

Em 2014, a UNESCO, polêmica, começou oficialmente a chamar o prédio de "A Grande Mesquita de Córdoba." (Lembre-se, a UNESCO é controlada por países islâmicos e nega que Jerusalém tem importância para judeus e cristãos, apenas para os muçulmanos)

O bispo de Córdoba, Demetrio Fernandez Gonzalez, disse ao Wall Street Journal que, muito embora ele considere ser imposível que o governo local confisque a catedral, ele já havia garantido o apoio do Papa em caso de uma batalha legal.

Se for para tranformar a Catedral de Córdoba em um "Espaço de Adoração Compartilhada", o mesmo deveria acontecer com a Catedral de Hagia Sofia, em Istanbul.

Esta polêmica deve-se ao fato de Córdoba ter sido o centro da Espanha islâmica, e esta ter sido a principal mesquita. Com o revivamento islâmico, os muçulmanos voltam a sonhar na reconquista da reconquista, ou seja, tornar a Espanha (e Portugal) em colônias islâmicas novamente. Por exemplo, um artigo no AsiaNews em 2004  relata que um importante muçulmano espanhol, Abderrahman Muhammad Manan, escreveu que a antiga mesquita deveria ser libertada e que "nós, muçulmanos, não podemos ficar atrasados, dizendo que o islão não é composto de pedras ou monumentos. Fazer isso é não dar conta de quais são as coisas nas suas essências e, na sua essência, Alhama é o Islã em nossa terra, como é Al-Andalus, Andaluzia, é a lembrança de uma colonização, de um genocídio, de uma expulsão". É claro que ele se refere a Reconquista como um genocídio, mas ele se cala sobre a invasão islâmica e da consequente ocupação da Península Ibérica.

(Leia sobre o mito do paraíso Andalus no artigo A verdade sobre Al-Andaluz e Córdoba: cristãos e judeus sob opressão, jihad e escravidão, inclusive a sexual.

Um outro exemplo do desejo islâmico de tornar a Espanha (e Portugal) islâmica vem de vídeos do Estado islâmico. Um deles diz "Vamos recuperar al-Andalus, a vontade de Alá. Oh, querida Andalus! Você pensou que nos esquecemos de você. Juro por Alá que nunca nos esquecemos de você. Nenhum muçulmano pode esquecer Córdoba, Toledo ou Xàtiva. Há muitos muçulmanos fiéis e sinceros que juram que irão voltar para al-Andalus." (Jihadwatch)

"Apoio da Andalus significa que quando nós formos para a Espanha não será difícil tomá-la de volta"

Em um vídeo de 11 de junho de 2017, o estudioso islâmico egípcio xeique Ayman Khamis diz que "Al-Andalus é exatamente como a Palestina. Nunca nos esqueceremos das nossas terras. Dizemos ao Ocidente: nunca esqueceremos nossas terras. Devemos tomá-las de volta porque são terras ocupadas. Al-Andalus é ocupado pelos espanhóis, assim como a Palestina é ocupada pelos judeus, e devemos retomá-la, se Alá quiser." (MEMRI)


Não tenham dúvida que eles irão tentar, basta terem um número suficiente de muçulmanos desejosos de lutar pela causa de Alá. Veja o exemplo das Filipinas. Um número pequeno já é o suficiente para causar confusão. Mas no caso da Catedral de Córdoba, eles têm a UNESCO e a Esquerda pró-islâmica do seu lado. E, claro, o crescimento demográfico pois a população muçulmana na Espanha cresceu 800% entre 2001 e 2014.

Enquanto isso, igrejas vem sendo destruídas ou convertidas em mesquitas no Iraque e Síria pela jihad islâmica (MCN) sem qualquer tipo de comoção.

Leia mais sobre este assunto no artigo Qatar e Arábia Saudita querem islamizar uma das maiores catedrais da Europa, escritro por Giulio Meotti, no Gatestone Institute.




Atualização: Estado islâmico ameaça em um vídeo a Espanha e diz que irá recuperar Al Ándalus e vingará a Inquisição
No rastro dos ataques terroristas em Barcelona, o Estado islâmico ameaça a Espanha em um novo vídeo que se espalhou pelas redes. A gravação está centrada nos ataques de Barcelona e, na sua aparência, os dois terroristas do Estado islâmico. Um deles, identificado na imagem como "Al Qurtubí", em espanhol, o Cordovan, ameaça recuperar Al-Andalus: "Com a permissão de Alá, Al-Andalus será o que era: uma terra de Califado". (La Vanguardia)

Atualização: "É Insuportável para os Jihadistas o Simples Fato de Existirmos"
A Espanha foi atacada com dois atentados terroristas em Barcelona mesmo sem ter participado na guerra contra o Estado Islâmico. Os jihadistas não precisam de uma "razão" para matar ocidentais. Eles atacam, sem fazer distinção, tanto a França, que conduz operações militares no Oriente Médio e no Norte da África, como países como a Espanha e a Alemanha, que são neutros. (Gatestone Institute)


Referências

UNESCO, controlada por islamistas, nega história judáica e cristã em Jerusalém e arredores

A verdade sobre Al-Andaluz e Córdoba: cristãos e judeus sob opressão, jihad e escravidão, inclusive a sexual.

Muslims divided over request for use of Cathedral, AsiaNews, 2004

Armstrong, Ian (2013). Spain and Portugal. Avalon Travel Publishing. ISBN 9781612370316.

Islamic State desecrated 45 churches in Mosul, says Christian aid organization, MCN, 2014

Islam in Spain: 800% population increase in mere 13 years, Muslim Statistics, 2014.

Soeren Kern (2014), Islamic State: "We Will Take Spain Back", Gatestone Institute

Amenaza yihadista en castellano (2014), Noticias Quatro.

Eric Calderwood (2015), The Reconquista of the Mosque of Córdoba, Foreign Policy.

Hugh Fitzgerald (2017), The Once and Future Al-Andalus, Jihadwatch

Benedict Spence (2017), Muslim Groups Campaign to Turn Catholic Cathedral in Spain Into ‘Shared Worship Space’, Heatstreet.




segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Canção de Cruzada, Espanha, século XIII (Las Navas de Tolosa)


Canção de Cruzada composta para encorajar os cristãos a participarem na campanha contra a invasão islâmica da Espanha. A campanha levou a formação da coligação de vários reinos europeus, que resultou na grande vitória européia na Batalha de Las Navas de Tolosa em 16 de julho de 1212.

vídeo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Llxxk_z0dyg




Senhores, é por causa de nossos pecados
que a força do sarraceno aumenta:
Saladino tomou Jerusalém
e ainda não foi recuperado;
em seguida, o rei de Marrocos torna conhecido
que ele vai lutar contra todos os cristãos
reis, juntamente com seu perverso
Andaluz e árabes,
armado contra a fé em Cristo.
Ele convocou todos os seus tenentes:
Masmuda, mouros, godos e berberes
e não há ninguém, gordo ou magro,
que não tenha sido inscrito:
em vez disso, a chuva não tem sido sempre mais grosso
do que eles [são], passando e cobrindo as planícies;
estes milhares cadavéricos
ele dirige para o pasto, como um ouvido,
e não uma folha de grama ou uma raiz é deixada lá.
Aqueles que escolheu ter tanto orgulho
que eles acham que o mundo se curva a eles;
Marroquinos, Murabitun,
pausar em montes no meio dos prados;
e boca entre si: "Franks, certifique lugar!
Os nossos são Provença eo Comtat de Tolosa
e todo o território até Puy! "
Nunca tal se gabar feroz foi ouvido
Destes, sem fé, curs desprezíveis traidores.
Imperador, por favor, ouça,
e você, rei da França, seu primo,
eo rei Inglês, contagem de Peiteu:
podem lhe socorrer o rei espanhol!
Para a pessoa nunca teve um melhor
oportunidade de servir a Deus:
com ele, você vai derrotar todos os curs
Baphomet tem seduzido
e os renegados que mudaram lado.
Jesus Cristo, que pregou a nós
para que o nosso fim seria bom,
mostra-nos que o caminho reto é:
por meio penitência pelo pecado
que descende de Adão é perdoado.
E ele quer nos fazer certo e seguro,
se acreditarmos nele, ele vai colocar-nos
entre os escolhidos, e ele vai ser o nosso guia
contra os traidores, os criminosos miseráveis.
Não vamos deixar o nosso direito de primogenitura,
uma vez que são apoiados pela grande fé,
para curs pretos de além-mar;
deixar todo mundo pensar sobre isso
antes que os danos nos afeta!
Português, galegos, castelhanos,
Navarros, aragoneses, Cerdanyans
temos usado como uma barreira contra eles,
mas eles têm encaminhado e humilharam.
Quando os barões cruzados vir,
Alemão, Francês, Cambresine,
Inglês, Breton, angevino,
Bearnese, Gascon, junto com a gente,
eo provençal, tudo em uma horda,
você pode ter certeza de que, juntamente com o espanhol,
vamos separar a massa, e as cabeças,
até que tenhamos lhes morto e enterrado;
em seguida, o ouro será dividido entre nós.
Gavaudan será seu profeta:
o que é dito será feito. E a morte para os vira-latas!
E Deus é honrado e servido
onde Baphomet era adorado.