quarta-feira, 20 de março de 2019

ONU promove substituição populacional através da imigração (migração de substituição)

Isso não é teoria conspiratória, mas sim consistente com o desejo da ONU de se redefinir como um governo global. 

Imigração deve ser parte da política de desenvolvimento de cada país, e a origem dos imigrantes uma decisão soberana da nação, e não uma decisão de grupos supra-nacionais que não tem compromisso algum com o bem estar do povo nativo. 

Por exemplo, a Polônia aceitou 2,5 milhões de imigrantes ucranianos fugindo dos conflitos no leste do país. Mesmo assim, os burocratas da União Européia (uma instituição supra-nacional) acusam a Polônia de racismo por não receberem "imigrantes sírios" (ou seja, além de sírios, paquistaneses, afegães e outros do norte da África e Sahel, todos estes lugares de maioria absoluta muçulmana). 

Caramba, 2,5 milhões de imigrantes não é um bom número? Não para os globalistas. Para eles, é preciso que seja o imigrante certo. Ucranianos cristãos que se integram na sociedade polonesa não serve. Poloneses racistas! Tem que ser imigrantes muçulmanos, que desejam alterar a sociedade polonesa em favor da lei islâmica Sharia. Segundo os globalistas (apoiados pela esquerda internacionalizante e pelos islamistas) uma sociedade estruturada sob bases cristãs é racismo e xenófobia. O certo é que as sociedades  estruturadas sob bases cristãs sejam remodeladas com uma maciça injeção de muçulmanos. Mas as sociedades muçulmanas, bem, estas ficam como estão. 


Migração de substituição: é uma solução para declínio e envelhecimento das populações?
As projeções das Nações Unidas indicam que, nos próximos 50 anos, as populações de praticamente todos os países da Europa, assim como o Japão, enfrentarão o declínio da população e o envelhecimento da população. Os novos desafios do declínio e envelhecimento das populações exigirão reavaliações abrangentes de muitas políticas e programas estabelecidos, inclusive os relacionados à migração internacional.
Concentrando-se nestas duas tendências populacionais notáveis ​​e críticas, o relatório considera a migração de substituição para oito países de baixa fertilidade (França, Alemanha, Itália, Japão, República da Coreia, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos) e duas regiões (Europa e União Européia). A migração substitutiva refere-se à migração internacional que um país precisaria para compensar o declínio da população e o envelhecimento da população, resultantes de baixas taxas de fertilidade e mortalidade.
Fonte. Press Release.

Lembre-se: quem manda nas Nações Unidas são os 57 países da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC). Funciona deste jeito. A OIC é maioria dentro dos "países não alinhados" (ou seja, aprova o que quer dentro deles), e os países não alinhados são maioria na assembléia da ONU. Simples.

Isso se encaixa como luva dentro do Pacto Migratório da ONU. Felizmente, o novo governo retirou o Brasil dele (mas nada impede que daqui a quatro anos, um novo governo de esquerda alinhado aos globalistas retome o poder e assine o Pacto - como impedir que isso ocorra?)

Este estudo da ONU é de 2010, ou seja, a ONU já vem preparando o terreno já faz tempo.

Leia mais sobre Pacto Migratório.

Leia mais sobre a Hégira, o modo como o islamismo se propaga através da imigração.




sábado, 16 de março de 2019

Muçulmanos mortos: comoção da imprensa; cristãos mortos: silêncio total

Após cada um dos atentados diários da jihad islâmica, existe uma torrente de indignação internacional clamando por um esforço mais concertado para deter a violência da jihad? NÃO. A mídia internacional apenas boceja e publica outra história sobre "islamofobia".
De tudo o que se pode aprender no rastro dos atentados contra duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, é o fato da imprensa globalista internacional servir de auto-falante para promover a narrativa de que muçulmanos são vítimas. E um dos modos de conseguir isso é propagando os eventos que atingem muçulmanos, com materias sobre o evento, sobre cada um dos muçulmanos atingidos, sobre como a comunidade muçulmana está temerosa no país e no resto do mundo, sobre como islamofobia é um problema e precisa ser combatida, sobre como qualquer crítica ao islamismo deve ser criminalizada. (E ainda promovendo o desarmamento dos cidadãos comuns, ou seja, desarmando-os para se defenderem contra a jihad).

Ao mesmo tempo omitem-se os eventos que atingem os não muçulmanos, quando a violência é promovida pelos muçulmanos.

Exemplo.

Logo antes dos atentados na Nova Zelândia, uma séria de massacres foram cometidos pelos vaqueiros fulanis, que vêm matando cristãos sistemáticamente, sob a passividade do governo nigeriano (cujo próprio presidente é um islamista). Os vaqueiros fulani desejam o retorno do Califado Fulani, que governou o norte da Nigéria no século XIX.
26 de fevereiro: assalto a aldeias em Maro, Kajuru, área cristã do estado de Kaduna. Cerca de 400 Fulanis armados atacaram aldeias ao redor de Maro por volta das 6 da manhã. Pelo menos 32 pessoas foram mortas. Este ataque seguiu um anterior, de 10 de fevereiro, contra Angwan Barde, no mesmo condado, que matou 10 cristãos católicos junto com um feto.
10 de março, domingo: ataque a Ungwan Barde, Gamu e Gerti, na área do governo local de Kajuru, no estado de Kaduna, por homens armados. Os atiradores arrastaram os aldeões para a sua comunidade e atacaram a aldeia no domingo de manhã, matando 16 pessoas, incluindo crianças. Novos ataques ocorreram na segunda-feira. Total de mortos: 85 pessoas
O rosto de algum dos mortos (mais fotos ao final do artigo - alerta: gráfico) 
10 de março:  homens-bomba muçulmanos tentam entrar em igreja em Madagali, Adamawa State, são impedidos, e explodem-se fora do prédio da igreja. Se eles tivessem conseguido entrar, muitas pessoas poderiam ter sido mortas, e haveria uma torrente de indignação internacional e clamaria por um esforço mais concertado para deter a violência da jihad, certo? Errado. A mídia internacional teria bocejado e publicado outra história sobre "islamofobia". 
11 de março: ataques e massacres em Ikirimi aldeia em Iri e Dogon Noma aldeia todos em Kajuru LG. No estado de Kaduna. Mulheres, crianças, homens, velhos. Mortos sem piedade. 
Christianity Today relatou que “os Fulani se tornaram mais mortais que a insurgência jihadista do Boko Haram, um dos grupos terroristas mais letais do mundo”; De acordo com a Reuters , eles têm “um plano deliberado para 'eliminar certas comunidades', sendo os principais deles os cristãos da Nigéria, que são os agricultores alvo deste ataque e outros.

Você ouviu algo sobre estes ataques na imprensa, brasileira ou internacional? Eles foram alardeados? Não! Eles foram escondidos para proteger a reputação do Islã.

Então veio o atentado na Nova Zelândia, e toda o alarde internacional!

(Leia também o artigo externo Terror na Nova Zelândia: a quebra do paradigma midiático na abordagem do terorismo. )

O New Zeland Herald publicou uma matéria intitulada "mostrando o rosto dos islamistas", matéria esta replicada por muitos dos principais jornais do mundo. É por isso que eu resolví mostrar o rosto das vítimas nigerianas. Que elas não fiquem esquecidas.

O rosto de algum dos mortos na Nova Zelândia: 
a morte dos muçulmanos ganham destaque na imprensa internacional

Atenção: GRÁFICO
















sexta-feira, 15 de março de 2019

Atentado a mesquitas na Nova Zelândia: resposta do senador australiano Anning

Atentado contra duas mesquitas na Nova Zelândia deixam um saldo de 49 mortos. Os assassinos, três homens e uma mulher, atacaram durante as orações da sexta-feira.

Um deles deixou um manifesto disponível na Internet para justificar suas ações. Neste manifesto, ele disse que, durante sua juventude, ele se identificava como comunista, depois passou para anarquista, mais tarde um libertário e agora se auto-denominava um eco-fascista. Ele não se identifica como conservador e não gosta da sociedade de consumo. A China seria o país com o qual ele mais se identifica. No Manifesto ele alega não ser nazista, pois não tem problemas com judeus, mas se auto-intitula racista. Um maluco, mas a imprensa mundial o rotula como um radical de extrema-direita.

Ele critica as pessoas de culturas não-europeias se estabelecendo em países de cultura europeia e branca, dizendo que, devido às suas altas taxas de natalidade, estes imigrantes estavam conquistando países que não os seus. Neste particular eles têm razão.

A imprensa ocidental destaca o atentado como uma forma de colocar o islamismo como vítima, dentro de uma narrativa do Marxismo Cultural. É claro que isso leva a pergunta: por que esta mesma imprensa omite o fato de que no "mundo islâmico", a cada mês, 322 cristãos são mortos e 214 igrejas são destruídas? Resposta: por que a verdade contradiz com a narrativa.

A mulher segura um cartaz dizendo: "Não mais terrorismo branco"
Quer dizer que o "terrorismo negro" (e islâmico) do Boko Haram está OK? 
Quer dizer que o terrorismo paquistanês (e islâmico) está OK?


A melhor resposta à este atentado é a carta do senador Fraser Anning, do senado do estado de Queensland, na Austrália, transcrita abaixo.
Data: 15 de março de 2019
Atentado na mesquita da Nova Zelândia
Pronunciando-se sobre os relatos dos atentados múltiplos contra duas mesquitas na Nova Zelândia hoje cedo, o Senador Fraser Anning respondeu com uma forte condenação.
"Eu sou totalmente contrário a qualquer forma de violência dentro da nossa comunidade, e eu condeno totalmente a ação dos bandoleiros," disse ele.
"Entretanto, enquanto que este tipo de vigilantismo nunca pode ser justificada, o que ela ressalta é o medo crescente dentro da nossa comunidade, tanto na Austrália quanto na Nova Zelândia, da presença islâmica crescente."
"Como sempre, políticos da extrema-esquerda e a imprensa irão se apressar em que o motivo do atentado de hoje por causa da legislação de armas e daqueles que têm uma visão nacionalista mas isso é um clichê absurdo."
"O real motivo da chacina nas ruas da Nova Zelândia hoje é o programa de imigração que permite que muçulmanos fanáticos imigrem para a Nova Zelândia."
"Sejamos claros, enquanto que muçulmanos são as vítimas de hoje, em geral eles são os autores. Ao redor do mundo, muçulmanos matam pessoas em nome da sua fé em uma escala industrial."
"Toda a religião islâmica é simplesmente uma ideologia violenta de um déspota do século sexto disfarçado como líder religioso, que justificou a guerra sem fim contra todos aqueles que se opuseram a ele, clamando pelo assassinato de descrentes e apóstatas."
"A verdade é que o Islã não é como qualquer outra fé. É um equivalente religiosos ao fascismo. E apenas porque  os seguidores desda crença selvagem não eram os assassinos neste caso, não os torna sem culpa."
"Como lemos em Mateus 26:52, "quem vive pela espada, morre pela espada" e aqueles que seguem uma religião violenta que convoca pela nossa morte não podem ficar surpresos quando alguém toma-os pela sua própria palavra e responde de acordo," o senador Anning concluiu.


quinta-feira, 14 de março de 2019

Paquistão: menina cristã de 13 anos raptada, forçada a se converter ao islamismo e casar-se com seu sequestrador

Conversão forçada está no Alcorão

Por Leah MarieAnn Klett , repórter do Christian Post

Uma adolescente cristã no Paquistão foi sequestrada e forçada a se converter ao islamismo. E agora seus seqüestradores estão usando o sistema legal do país para impedi-la de voltar para casa.

O grupo cristão de vigilância da perseguição internacional Christian Concern (ICC) relatou que em 6 de fevereiro, Sadaf Masih, de 13 anos, foi sequestrada por três homens identificados como Maqbool Hussain, Mubashir Hussain Baloch e Azhir Hussain Baloch.

Quando a família de Masih tomou conhecimento do rapto da menina cristã, eles procuraram a família dos sequestradores que lhes disseram que ela seria devolvida a eles.

No entanto, após oito dias, os sequestradores disseram à família cristã que Masih era casado e se converteu ao islamismo. Eles então mostraram à família uma certidão de  casamento que falsamente alegava que ela tinha 18 anos, uma idade suficiente para se casar legalmente no Paquistão.

Quando sua família protestou, os raptores os ameaçaram e avisaram que, se tentassem contatar a adolescente, haveria “conseqüências da lei”.

O ICC observa que sequestros e conversões forçadas ao Islã são comuns para as minorias religiosas no Paquistão, já que cerca de mil mulheres das comunidades cristãs e hindus do Paquistão são raptadas, estupradas e violentamente convertidas ao islamismo a cada ano. O Paquistão classifica-se como a quinta pior nação do mundo quando se trata de perseguição cristã, segundo a World Watch List da Open Doors USA.

"A violência contra mulheres e meninas - incluindo estupro, homicídio por causa dos chamados crimes de honra, ataques com ácido, violência doméstica e casamento forçado - permanece como rotina", observou um relatório recente da Human Rights Watch sobre o Paquistão.

William Stark, gerente regional do Sul da Ásia no ICC, comentou ao Christian Post: “O que é mais perturbador em muitos desses casos é como o estupro é usado como arma para prender vítimas. Para muitas mulheres no Paquistão, garantir um bom casamento é a única maneira de garantir uma boa vida. Quando essas mulheres vitimadas são estupradas, elas se sentem presas porque isso tira sua capacidade de garantir um bom casamento devido à vergonha associada a ser uma vítima de estupro.

“Outro elemento preocupante dos casos de conversão forçada é a questão da custódia. Quando os seqüestradores afirmam que a vítima foi casada com eles, especialmente quando a vítima é uma mulher, eles mantêm a custódia da vítima. Isso torna especialmente difícil para as mulheres cristãs que foram raptadas, forçadas a se converterem ao islamismo e forçadas a se casarem com seus sequestradores para prestar depoimento contra seus seqüestradores.”

Nos últimos anos, numerosos relatos surgiram sobre mulheres cristãs no Paquistão sendo seqüestradas, estupradas e forçadas a casar com seus estupradores. Muitas vezes, as meninas raptadas são forçadas a se converter ao islamismo, o que torna seus casamentos subsequentes legais sob a lei paquistanesa.

Além disso, os muçulmanos que sequestraram moças e mulheres cristãs e as forçaram a casar-se muitas vezes são tratados com um nível de impunidade pelas autoridades locais.

No ano passado, uma menina cristã paquistanesa de 12 anos foi seqüestrada e forçada a se converter ao islamismo e se casar com seu raptor, segundo o World Watch Monitor. Quando seu pai tentou procurar assistência legal, ele foi detido pela polícia por “apresentar falsas acusações” contra seu seqüestrador.

Eventualmente, a menina foi levada para casa depois que ela foi incapaz de convencer o tribunal que ela havia se convertido voluntariamente ao islamismo.

Em abril passado, Fouzia Bibi, uma mãe cristã de três filhos que foi raptada e forçada a um casamento islâmico com seu patrão, obteve liberdade e divórcio em um tribunal de família em Lahore.

A decisão chegou quase dois anos depois que Bibi foi sequestrada pela primeira vez. Também veio depois de sua família ter sido pressionada pelas autoridades locais a devolver Bibi à casa do seu patrão muçulmano depois que ela escapou.

Um homem arruma flores em forma de coração em um mercado em Lahore



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Islã: o inimigo mais formidável e persistente do Ocidente

Artigo de Raymond Ibrahim (de 13/02/2019), também publicado no The American Thinker.

No auge do domínio ocidental sobre o Islã no início do século XX, o historiador europeu Hilaire Belloc fez uma observação notavelmente presciente que pode ter parecido exagerada na época:
Milhões de pessoas modernas da civilização branca - isto é, a civilização da Europa e da América - esqueceram tudo sobre o Islã. Eles nunca entraram em contato com ela. Eles tomam por certo que está decaindo, e que, de qualquer forma, é apenas uma religião estrangeira que não lhes diz respeito. É, de fato, o inimigo mais formidável e persistente que nossa civilização teve, e pode a qualquer momento tornar-se uma ameaça tão grande no futuro quanto no passado (de The Great Heresies , 1938, Belloc, ênfase adicionada).
Hilaire Belloc, 1870-1953

Qualquer um que duvide que o Islã tem sido "o inimigo mais formidável e persistente que nossa civilização teve" deve se familiarizar com o longo registro ofensivo do Islã em relação ao Ocidente. Um resumo sucinto segue:

Segundo a história islâmica, em 628, o fundador da Arábia do Islã, Muhammad, pediu ao imperador bizantino, Heráclio - o chefe simbólico da cristandade - para se retratar do cristianismo e abraçar o Islã. O imperador recusou, a jihad foi declarada e os árabes invadiram a Síria cristã, derrotando o exército imperial na decisiva batalha de Yarmuk em 636 (ver minha tese de mestrado sobre essa batalha, que um proeminente historiador descreveu como "o mais importante" estudo sobre ela).

Essa vitória permitiu que os muçulmanos se expandissem em todas as direções, de modo que, menos de um século depois, eles haviam conquistado a maior, mais antiga e mais rica porção da cristandade, incluindo a Síria, o Egito e o norte da África.

O ataque islâmico contra a Europa pelo leste foi repetidamente frustrado pelos Muros de Constantinopla; depois do cerco espetacularmente fracassado de 717-718, muitos séculos passariam antes que qualquer potência muçulmana pensasse em capturar a cidade imperial. Os árabes conseguiram invadir a Europa propriamente através e conquistaram a Espanha, mas foram parados na Batalha de Tours em 732 e, eventualmente, expulsos para o sul dos Pirineus.

Por mais de dois séculos, a Europa continuou a ser atingida pela terra e pelo mar - incontáveis ​​milhares de cristãos foram escravizados e todas as ilhas mediterrâneas saqueadas - na busca muçulmana contínua por espólio e escravos, fazendo com que uma “Idade das Trevas” (conforme chamado por historiadores) descesse sobre o continente europeu.

As vicissitudes da guerra diminuíram e fluíram - o Império Romano do Oriente ("Bizâncio") fez um grande contra-ataque contra o Islã no século X - embora a fronteira permanecesse em grande parte a mesma. Isso mudou quando os turcos, sob a liderança da tribo seljúcida, se tornaram os novos porta-estandartes da jihad. Eles quase aniquilaram a Anatólia Oriental, particularmente a Armênia e a Geórgia no século XI e, após a Batalha de Manzikert, 1071, invadiram a Ásia Menor.

Agora, entretanto, o poderio militar da Europa Ocidental amadurecera tanto que, quando o papa convocou os cavaleiros da cristandade a irem em auxílio do Oriente cristão, nasceu a Primeira Cruzada. Os cristãos ocidentais, liderados pelos francos, marcharam no covil da besta, derrotaram seus adversários em vários encontros e conseguiram estabelecer uma presença firme no Levante, inclusive em Jerusalém, que eles recapturaram em 1099 - apenas para perdê-la menos de cem anos. depois, em 1187, depois da fatídica Batalha de Hatin. Em 1297, a presença dos cruzados foi eliminada do Oriente Médio.

Mas se fracassou no Oriente, a Cruzada teve sucesso no Ocidente. Poucos anos após a invasão muçulmana e a conquista da Espanha por volta de 711, os cristãos fugitivos enfurnados nas montanhas setentrionais de Astúrias iniciaram a Reconquista; por volta de 1085, a Reconquista já tinha provado ser suficientemente eficaz o que necessitou duas novas invasões muçulmanas da África para combatê-la. Mais uma vez, o fluxo e refluxo da guerra dominaram a paisagem, mas em 1212, em Las Navas de Tolosa, os cristãos indígenas da Espanha deram ao islamismo seu golpe de morte, de modo que em 1252 foi confinado a Granada no extremo sul da Península Ibérica.

Na mesma época, a violenta tempestade mongólica, mas de curta duração, dominou grande parte do leste; ambos os cristãos (principalmente os russos) e muçulmanos foram agredidos. Uma nova dinastia turca surgiu das cinzas seljúcidas: os otomanos - cuja identidade girava em torno do conceito de jihad mais do que qualquer um de seus antecessores - renovaram a guerra perene do Islã contra a cristandade. Eles conseguiram entrar na Europa Oriental, derrotaram um exército combinado de cruzados em Nicópolis em 1396, tomaram grande parte dos Bálcãs e coroaram sua conquista cumprindo o desejo de Maomé de conquistar Constantinopla, em 1453 - e escravizar e estuprar milhares de seus habitantes de maneiras que o Estado Islâmico tenta imitar.

Mas o luto logo foi temperado pela alegria: no oeste, a Espanha finalmente conquistou Granada em 1492, extinguindo o Islã como uma potência política; a leste, o capítulo mais negligenciado do conflito entre muçulmanos e cristãos também estava chegando ao fim. Os russos, que haviam vivido sob o domínio distintamente islâmico por quase dois séculos, finalmente se livraram do “jugo tártaro” em 1480.

Mesmo assim, os otomanos continuaram a ser o flagelo da cristandade; eles continuaram fazendo incursões na Europa - alcançando, mas não conseguindo, capturar Viena em 1529 - e patrocinaram a jihad marítima originária do norte da África. Enquanto os muçulmanos não conseguiram capturar novas terras européias, piratas bárbaros e escravistas da Criméia capturaram e venderam aproximadamente cinco milhões de europeus à escravidão.

Em 1683, mais de 200.000 jihadistas otomanos tentaram tomar Viena novamente . Mesmo Mesmo que seu fracasso tenha marcado o lento declínio do Império Otomano, os traficantes de escravos muçulmanos dos chamados Estados da Barbária do Norte da África continuaram a causar estragos ao longo das costas da Europa - chegando até mesmo à Islândia.

A primeira guerra dos Estados Unidos da América - lutada antes mesmo de poder eleger seu primeiro presidente - foi contra esses escravagistas islâmicos. Quando Thomas Jefferson e John Adams perguntaram ao embaixador da Barbária por que seus compatriotas estavam escravizando marinheiros americanos, o “embaixador nos respondeu que isso tinha fundamento nas leis de seu Profeta, que estava escrito em seu Alcorão, que ... era seu direito e dever fazer guerra contra eles [não-muçulmanos] onde quer que eles pudessem ser encontrados, e fazer escravos de todos os que eles pudessem tomar como prisioneiros.”

O último triunfo da Europa sobre os Estados Barbáricos no início de 1800 inaugurou a era colonial. Em 1900, a maior parte do mundo muçulmano estava sob controle europeu; em 1924, o califado otomano, com mais de 600 anos, foi abolido - não por europeus, mas por muçulmanos turcos, já que estes tentavam imitar os modos de sucesso dos europeus. O Islã era visto como uma força gasta e virtualmente esquecida, até tempos recentes, quando ressurgiu novamente.

Essa tem sido a história verdadeira e mais "geral" entre os mundos islâmico e ocidental.

Link para o mapa (imagem) em boa resolução

O mapa acima (© Sword e Scimitar) deve dar uma idéia de quão abrangente e multi-tentaculosa tem sido a jihad eterna. O sombreado verde mais escuro representa nações ocidentais / cristãs que foram permanentemente conquistadas pelo Islã; o sombreamento verde mais claro representa aquelas nações Ocidentais / Cristãs que foram temporariamente conquistadas pelo Islã (às vezes por muitos séculos, como a Espanha, a Rússia e os Bálcãs); listras verdes representam áreas que foram invadidas, muitas vezes repetidamente, embora não necessariamente anexadas pelo Islã; as espadas cruzadas marcam os locais das oito batalhas mais marcantes entre o Islã e o Ocidente.

De uma perspectiva macrocósmica, as conseqüências da jihad histórica são ainda mais profundas do que possa parecer. Depois de escrever: “Por quase mil anos, desde a primeira incursão mouro na Espanha [711] até o segundo cerco turco de Viena [1683], a Europa permaneceu sob a constante ameaça do Islã”, explica Bernard Lewis:
Todas as províncias do reino islâmico, exceto as mais orientais, haviam sido tomadas dos governantes cristãos ... Norte da África, Egito, Síria, até mesmo o Iraque governado pelos persas, eram países cristãos, nos quais o cristianismo era mais antigo e mais enraizado do que na maior parte da Europa. Sua perda foi sentida e aumentou o medo de que um destino semelhante estivesse reservado para a Europa.
A "perda" do norte da África e do Oriente Médio "foi sentida com muito afinco" pelos europeus pré-modernos porque eles pensavam mais em linhas religiosas e civilizacionais do que nas nacionalistas. E antes que o Islã entrasse em cena, a maior parte da Europa, o norte da África e o Oriente Médio faziam parte do mesmo bloco religioso-civilizacional. Como tal, o Islã não apenas invadiu e acabou sendo repelido da Europa; em vez disso, “os exércitos muçulmanos conquistaram três quartos [ou 75%] do mundo cristão”, para citar o historiador Thomas Madden.

Assim, o que hoje é chamado de “Ocidente” é, na verdade, o remanescente mais ocidental do que foi um bloco civilizacional muito mais extenso que o islamismo separou permanentemente, alterando assim o curso da história “Ocidental”. E, uma vez que os muçulmanos invadiram a África e o Oriente Médio, a maioria de seus súditos cristãos, para evitar a opressão fiscal e social, e se uniram à equipe vencedora, se converteram ao Islã, perpetuando o ciclo, ao se tornarem os novos porta-bandeiras da jihad contra seus antigos correligionários cristãos no norte e oeste do Mediterrâneo.

Tais são as pouco mencionadas ironias da história.

Voltando a Hilaire Belloc, pode-se também ver como uma compreensão precisa da história verdadeira - em oposição a uma doutrinação nas pseudo-histórias convencionais - leva a um prognóstico preciso do futuro. Belloc não só estava correto sobre o passado, mas também sobre o futuro:
Ele [o Islã] é, de fato, o inimigo mais formidável e persistente que nossa civilização teve, e pode, a qualquer momento, se tornar uma ameaça tão grande no futuro como foi no passado …. Toda a força espiritual do Islã ainda está presente nas massas da Síria e da Anatólia, das montanhas do leste asiático, Arábia, Egito e norte da África. O fruto final dessa tenacidade, o segundo período do poder islâmico, pode ser adiado - mas duvido que possa ser permanentemente adiado (ênfase adicionada).
Nota : A parte histórica deste artigo segue as linhas do meu livro mais recente, Espada e Cimitarra, que, em 352 páginas copiosamente documentas - incluindo de fontes primárias pouco conhecidas ou anteriormente não traduzidas - a longa e sangrenta história entre o Islã e o Ocidente, no contexto das oito batalhas mais marcantes.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Cardeal Burke: "muçulmanos e cristãos não adoram o mesmo Deus”

Cardeal Raymond Burke, é um prelado cardeal americano, arcebispo e patrono da Soberana Ordem Militar de Malta. Ele  tem sido um dos mais contundentes críticos do Papa Francisco devido a confusão que o papa vem causando em termos de doutrina católica. O Cardeal Burke chegou co-assinar, com outros cardeais, uma carta oficial dirigida ao papa, chamada de dubia, solicitando esclarecimentos dele. O papa nunca respondeu esta carta. 

No rastro do acordo assinado entre o papa e o grande-imã de Al-Azhar, é bom relembrar uma entrevista do cardeal Burke na qual, dentre outros assuntos, ele falou sobre o islão (o grifo é nosso).
Voltando à pergunta sobre o Islã, o cardeal Burke disse acreditar que “a resposta ao Islã, pelo menos do que eu vejo por parte de alguns, é muito influenciada por um relativismo de uma ordem religiosa. Eu ouço as pessoas dizendo para mim, bem, todos nós estamos adorando o mesmo Deus. Nós todos acreditamos no amor. Mas eu digo pare um minuto, e vamos examinar cuidadosamente o que é o Islã e o que nossa fé cristã nos ensina. E quando chegamos à questão da fé cristã, imediatamente está envolvida uma metafísica porque na fé cristã Deus é o criador tanto da razão quanto ele é o doador da revelação, pelo qual aquilo que ele nos ensina, em que a lei está escrita nossos corações estão iluminados e recebemos uma graça divina para viver de acordo com essa lei.
"Isso não é verdade no Islã", disse ele. “Eu fui acusado de ter uma visão extrema sobre o Islã ou de ser influenciado por pessoas que não entendem o Islã, tudo o que eu disse sobre o Islã, incluindo especialmente o que está no livro, é baseado no meu próprio estudo sobre o Islã. texto do Islã e também de seus comentaristas, e quando eu escrevi sobre o Islã eu me esforcei para citar seus próprios autores. E o ponto que eu queria chegar é isto, eu não acredito que seja verdade que todos nós estamos adorando o mesmo Deus, porque o Deus do Islã é um governador. Em outras palavras, fundamentalmente o islamismo é, a sharia é sua lei, e essa lei, que vem de Allah, deve dominar todo homem eventualmente.
 “E não é uma lei fundada no amor. Dizer que todos nós acreditamos no amor simplesmente não é correto. E embora nossa experiência possa ser com indivíduos, os muçulmanos podem ser pessoas gentis e gentis, e assim por diante, temos que entender que, no final, o que eles acreditam mais profundamente, aquilo que atribuem em seus corações, exige que governem. o mundo. Enquanto na fé cristã somos ensinados que pelo desenvolvimento da razão correta, pela metafísica do som, e depois pelo que leva à fé e à luz e força que é dada pela fé, fazemos nossa contribuição para a sociedade também em termos de fé. sua governança, mas a Igreja não finge que é para governar o mundo, mas sim que é para inspirar e ajudar aqueles que governam o mundo a agir de maneira justa e correta em relação aos cidadãos”.
 Ele acredita que o relativismo vem no sentido: “[Não] respeitamos a verdade sobre o que o Islã ensina e o que, por exemplo, a Igreja Católica ensina, e apenas fazemos essas declarações gerais, todos acreditamos no mesmo Deus e assim por diante, e isso não é útil e, finalmente, será o fim do cristianismo, ou seja, nada mudou na agenda islâmica de tempos anteriores em que nossos ancestrais na fé tiveram que lutar para salvar o cristianismo. E porque? Porque eles viram que o Islã estava atacando verdades sagradas, incluindo os lugares sagrados de nossa redenção.
 “Temos que ter um profundo respeito pela razão correta, pela lei natural que Deus escreveu em todo coração humano. Eu acho que a maioria das pessoas não percebe que não há doutrina da lei natural no Islã e nem existe um oceano de consciência, tudo é ditado das leis que são dadas tanto em seu texto sagrado ou por aqueles que são confiados a interpretar o lei."
 O cardeal disse acreditar que "o que é mais importante para nós hoje é entender o Islã a partir de seus próprios documentos e não presumir que já sabemos do que estamos falando".
 Finalmente, nunca perca a esperança.

Cardeal Raymond Burke



sábado, 16 de fevereiro de 2019

Papa Francisco e seu lobo muçulmano vestido de ovelha

Tradução de Pope Francis and his Muslim wolf in sheep's clothing

Raymond Ibrahim

Papa Francisco e Sheikh Ahmed al-Tayeb em 4 de fevereiro de 2019.

02/11/2019, Instituto Gatestone

Os dois principais representantes do cristianismo e do islamismo, o papa Francisco e o xeique Ahmed al Tayeb - o grande imã de Al Azhar, que já foi nomeado o “muçulmano mais influente do mundo” - assinaram recentemente “Um documento sobre fraternidade humana para a paz mundial e Vivendo Juntos.” Este documento “rejeita enfaticamente”, citando o Vaticano News, “qualquer justificativa de violência empreendida em nome de Deus”, e afirma “respeito pelos crentes de diferentes crenças, a condenação de toda discriminação, a necessidade de proteger todos locais de culto e o direito à liberdade religiosa, bem como o reconhecimento dos direitos das mulheres.”

Apesar de toda a fanfarra em torno da assinatura deste documento - que está sendo retratado como uma “promessa histórica de fraternidade” e um “avanço histórico” - é difícil levar isso a sério, para vê-lo como algo mais do que um espetáculo superficial. Por que esse cinismo? Porque um desses homens, Dr. Ahmed al-Tayeb, tem repetidamente contradito - ao menos quando falando em árabe e aparecendo na mídia árabe - todos os sentimentos sublimes destacados no documento que ele assinou.

Por exemplo, o documento afirma que,
A liberdade é um direito de cada pessoa: cada indivíduo goza da liberdade de crença, pensamento, expressão e ação ... O fato de que as pessoas são obrigadas a aderir a uma determinada religião ou cultura deve ser rejeitado, assim como a imposição de uma cultura cultural. modo de vida que os outros não aceitam.
No entanto, al-Tayeb está registrado dizendo que os apóstatas - ou seja, qualquer um nascido de um pai muçulmano que deseje deixar o Islã - deveria ser punido. Quanto à pena que merecem, em julho de 2016, durante um de seus programas televisionados, ele reafirmou que “os que aprendem na lei islâmica [al-fuqah ] e os imãs das quatro escolas de jurisprudência consideram a apostasia um crime e concordam que o apóstata deve renunciar à sua apostasia ou então ser morto.” Para sublinhar o ponto, ele citou um hadice, ou tradição, do profeta islâmico Maomé, dizendo: “Quem quer que mude sua religião islâmica, mate-o” (Sahih Al-Bukhari, vol. 9, n. 57).

Isso não é a liberdade religiosa.

E quanto aos pontos de vista de al-Tayeb sobre o “outro”, o nascido não-muçulmano? O documento que ele assinou com Francisco pede "respeito pelos crentes de diferentes crenças, a condenação de toda discriminação, a necessidade de proteger todos os lugares de culto e o direito à liberdade religiosa".

No entanto, muitos liberais e reformadores muçulmanos no Egito insistem que a "perseguição sem precedentes" da minoria cristã do Egito, a experiência dos coptas, é diretamente rastreável à instituição al-Tayeb chefes: Al Azhar.

Por exemplo, depois de duas igrejas terem sido bombardeadas no Domingo de Ramos de 2017, deixando 50 fiéis cristãos mortos, o Dr. Islam al-Behery - um teólogo muçulmano popular cujos incessantes apelos à reforma do Islã irritaram Al Azhar que o acusou de "blasfemar" contra o Islã, o que levou à sua prisão em 2015 - foi entrevistado no  programa de televisão egípcio  (Amul Adib's  kul youm, ou “Todos os dias”). Depois de oferecer vários detalhes sobre o currículo radical de Al Azhar, ele estimou que “70% a 80% de todo o terror nos últimos cinco anos [no Egito] é um produto da Al Azhar”.

Para reforçar seu argumento, ele citou um texto padrão do Al Azhar que dizia: "Quem mata um infiel, seu sangue é salvaguardado, pois o sangue de um infiel e de um crente [muçulmano] não é igual".

Enquanto o antecessor de al-Tayeb, o ex-imã do Egito, xeque Muhammad Sayyid Tantawi (falecido em 2010), “sem mesmo ter sido convidado, retirou todos os livros antigos e colocou apenas um livro introdutório, quando al-Tayeb veio”, disse al-Behery, "ele se livrou do livro e trouxe de volta todos os livros antigos, cheios de matança e derramamento de sangue".

Similarmente, o comentarista político egípcio Dr. Khalid Montaser uma vez ficou maravilhado que “neste momento delicado - quando terroristas assassinos repousam em textos [islâmicos] e entendimentos de  takfir  [acusando muçulmanos de apostasia], assassinato, abate e decapitação - a revista Al Azhar está oferecendo gratuitamente um livro cuja última metade e cada página - na verdade, em poucas linhas - termina com “decepe a cabeça de quem descrê [não-muçulmanos]”?

Isso é claramente contradiz o tão alardeado e "histórico" documento que al-Tayeb assinou com Papa Francisco, que diz que "nós declaramos resolutamente que as religiões nunca devem incitar guerra, atitudes odiosas, hostilidade e extremismo, nem devem incitar a violência ou o derramamento de sangue.

Outros comentaristas políticos no Egito observaram como, apesar da atitude draconiana da Al Azhar em relação a “infiéis” e “apóstatas”, quando solicitados a denunciar o Estado Islâmico como “não-islâmico”, al-Tayeb recusou: “É incrível”,  opinou o egípcio e apresentador Ibrahim Eissa: “Al Azhar insiste que [os membros do] Estado Islâmico (ISIS) são muçulmanos e se recusa a denunciá-los. No entanto, Al Azhar nunca deixa de disparar declarações acusando romancistas, escritores, pensadores - qualquer um que diga algo que contradiz suas opiniões - de entrar em um estado de infidelidade. Mas não quando se trata do ISIS!

Durante outra entrevista televisionada, o Dr. Muhammad Abdullah Nasr, um estudioso da lei islâmica e graduado em Al Azhar, foi mais além ao expor sua alma mater:
Ele [Al Azhar] não pode [condenar o Estado Islâmico como não-islâmico]. O Estado Islâmico é um subproduto dos programas da Al Azhar. Então, poderia a Al Azhar se denunciar como não islâmica? A Al Azhar diz que deve haver um califado e que é uma obrigação para o mundo muçulmano [estabelecê-lo]. A Al Azhar ensina a lei da apostasia e a morte do apóstata. A Al Azhar é hostil em relação às minorias religiosas, e ensina coisas como não construir igrejas, etc. A Al Azhar defende a instituição da jizya [extorsão, “dinheiro de proteção” exigido de indivíduos não-muçulmanos]. Al Azhar ensina pessoas apedrejando. Então, a Al Azhar pode se denunciar como não islâmica?
Da mesma forma, em 2015, quando o mundo ficou chocado porque o Estado Islâmico fez um vídeo de um piloto jordaniano sendo queimado vivo, o jornalista egípcio Yusuf al-Husayni  observou que “O Estado Islâmico está apenas fazendo o que a Al Azhar ensina”. Ele também citou de livros usados ​​na Al Azhar que permitem queimar pessoas vivas.

A resposta de Al-Tayeb a todos esses críticos é de acusar Israel: durante uma entrevista egípcia televisionada em março de 2018, ele disse:
Tenho notado que eles estão sempre nos dizendo que o terrorismo é islâmico. Todos aqueles porta-vozes que resmungam - por ignorância ou porque lhes foi dito - que os currículos de Al-Azhar são a causa do terrorismo nunca falam sobre Israel, sobre as prisões de Israel, sobre os genocídios perpetrados pelo Estado da entidade sionista. Se não fosse pelo abuso da região por meio da entidade sionista, nunca teria havido nenhum problema.
Esta é, aparentemente, é a verdadeira face do Sheikh Ahmed al-Tayeb - pelo menos como ele é conhecido em sua terra natal egípcia, onde ele fala árabe livremente, claramente diferente do que ele diz quando “dialoga” com líderes ocidentais ingênuos que estão ansiosos demais para acreditar no que eles querem ouvir. Como o Instituto do Cairo para os Direitos Humanos explicou em um comunicado:
Em março de 2016, perante o parlamento alemão, o xeique al-Tayeb deixou inequivocamente claro que a liberdade religiosa é garantida pelo Alcorão , enquanto no Cairo ele faz exatamente o contrário. Combater o terrorismo e as ideologias religiosas radicais não será conseguido dirigindo no Ocidente, e nas suas instituições internacionais,  diálogos religiosos abertos, apoiando a paz internacional e respeitando as liberdades e os direitos, enquanto que, internamente, promove-se ideias que contribuem para a disseminação do extremismo violento através da mídia e currículos educacionais de Al Azhar e nas mesquitas.
É por todas essas razões que a assinatura de al-Tayeb no "Um Documento sobre Fraternidade Humana para a Paz Mundial e Viver Junto" não vale nem o papel em que está escrito.

E se o xeique al-Tayeb é um lobo vestido com roupas de ovelha, o Papa Francisco é, aparentemente um pastor de olhos arregalados que lidera - ou pelo menos deixa - o seu rebanho caminhar para o matadouro.

Raymond Ibrahim , autor do novo livro,  Espada e Cimitarra, Catorze Séculos de Guerra entre o Islã e o Ocidente, é um Membro Sênior Distinto do Instituto Gatestone e Judith Rosen Friedman Fellow no Middle East Forum."




domingo, 10 de fevereiro de 2019

Até João Paulo II e Bento XVI eram mais realistas quanto ao Islã (ao contrário do Papa Francisco)

No tocante ao perigo presente e futuro que o islamismo representa, os papas João Paulo II e Bento XVI tinham o pé mais no chão. Ambos queriam diálogo, porém sabendo que tal diálogo tem limites.

No dia 12 de setembro de 2006, o Papa Bento XVI fez um um discurso sobre o tema "fé e razão" na universidade de Regensburg, na cidade alemã do mesmo nome. Durante o seu discurso ele criticou a violência em nome da religião, com a intenção de criticá-la. Dentro do desenvolvimento do seu raciocínio, ele disse:
“O imperador [Manuel II Paleólogo] sabia seguramente que, na sura 2, 256, lê-se: ‘Nenhuma coação nas coisas de fé’. Esta é provavelmente uma das suras do período inicial – segundo uma parte dos peritos – quando o próprio Maomé se encontrava ainda sem poder e ameaçado. Naturalmente, sobre a guerra santa, o imperador conhecia também as disposições que se foram desenvolvendo posteriormente e se fixaram no Alcorão. Sem se deter em pormenores como a diferença de tratamento entre os que possuem o «Livro» e os «incrédulos», ele, de modo surpreendentemente brusco – tão brusco que para nós é inaceitável –, dirige-se ao seu interlocutor simplesmente com a pergunta central sobre a relação entre religião e violência em geral, dizendo: «Mostra-me também o que trouxe de novo Maomé, e encontrarás apenas coisas más e desumanas tais como a sua norma de propagar, através da espada, a fé que pregava» (Controvérsia VII 2c: Khoury, pp. 142-143; Förstel, vol. I, VII Dialog 1.5, pp. 240-241)”.
Os muçulmanos ficaram ofendidos. E um grupo deles, para demonstrar o seu pacifismo, saiu criando tumulto ao redor do mundo, com manifestações, badernas, incêndios e atacando quem eles achavam serem cristãos, chegando a assassinar pessoas inocentes. Ou seja, o Papa Bento tinha razão.


Agora, umm lado pouco conhecido do Papa João Paulo II. 

Mensagem do Papa João Paulo II ao Monsenhor Mauro Longhi, quando este ainda era estudante, em 1992 (catholicherald):
“Diga isso àqueles que você irá encontrar na Igreja do terceiro milênio. Eu vejo a Igreja atingida por uma ferida letal. Mais profunda, mais dolorosa que as deste milênio', referindo-se ao totalitarismo comunista e nazista. 'Isso é chamado de islamismo'. Eles irão invadir a Europa. Vi as hordas vindo do Ocidente para o Oriente e então me foi dito país por país, um a um: do Marrocos à Líbia ao Egito e assim por diante até o Oriente."
"O Santo Padre ressaltou: eles vão invadir a Europa, a Europa será como um porão, velhas relíquias, sombras, teias de aranha. Relíquias de família. Você, Igreja do terceiro milênio, deve conter a invasão. Não com exércitos, exércitos não serão o suficiente, mas com sua fé, vivida com integridade."


Cruzadas

Neste artigo, consolidamos material de referência sobre as Cruzadas, através de artigos e vídeos. (Em permanente construção)

Artigos no Blog
  1. Guerra sem fim: uma breve história das conquistas muçulmanas.
  2. Lista de Referências sobre as Cruzadas (para um estudo sério sobre o assunto)
  3. Verdadeiros 'Historiadores das Cruzadas' e Karen Armstrong
Artigos Externos
  1. A real História das Cruzadas (Thomas Madden)
Vídeos


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Aviso ao Papa: São Francisco queria converter os muçulmanos!

O Papa Francisco muitas vezes se apresenta como seguidor dos passos de São Francisco de Assis. Em 2013, ele  explicou por que ele havia adotado o nome de Francisco: “o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e protege a criação.”

Um fato histórico pouco mencionado é o de São Francisco ter tomado parte da Quinta Cruzada com a intenção de converter o sultão egípcio al-Malik al-Kāmil.

Isso talvez explique a obsessão do papa no "diálogo inter-religioso" com o islamismo. Porém, ao contrário de São Francisco, o papa defende a mantra "o Islã é a religião da paz" (mesmo com todas as evidências apontando o contrário, inclusive a crescente perseguição dos cristãos por parte de muçulmanos ao redor do mundo). O Papa Francisco não quer converter os muçulmanos.

Este ano, comemora-se os 800 anos do encontro de São Francisco com o sultão egípcio. E o Vaticano está apresentando a viagem do Papa Francisco ao Marrocos como uma celebração dos 800 anos deste "encontro histórico."

O que exatamente ocorreu neste  encontro histórico? E como ele se encaixa nos esforços do Papa Francisco para “promover o diálogo inter-religioso e a compreensão mútua”? Uma compreensão clara destas questões oferece lições úteis sobre as abordagens passadas e presentes para com o Islã.


São Francisco à frente do Sultão (Prova de Fogo), por Giotto Di Bondone (1325) 

O texto abaixo foi retirado do artigo de Raymond Ibrahim.
Quanto ao que o papa está caracterizando como um “encontro histórico entre São Francisco de Assis e o sultão al-Malik al-Kāmil”, eis a história: depois de séculos de invasões islâmicas que conquistaram pelo menos dois terços do território cristão - como documentado no livro Espada e Cimitarra: Quatorze Séculos de Guerra entre o Islã e o Ocidente - os europeus finalmente começaram a reagir através das Cruzadas no final do século XI.
Em 1219, durante a Quinta Cruzada, Francisco de Assis (1182-1226), e outro companheiro, procuraram fazer a sua parte viajando para o Oriente Médio, onde procuraram audiência com o sultão al-Kāmil. Eles foram apesar da promessa de al-Kāmil de que "qualquer um que trouxesse a cabeça de um cristão deveria receber uma peça de ouro bizantina", confirme citado em São Francisco de Assis e a Conversão dos Muçulmanos, um bom livro sobre o assunto, escrito por Frank M. Rega (um franciscano).


Os contemporâneos de São Francisco também o advertiram que os muçulmanos “eram um povo mau que tem sede de sangue cristão e tentam até mesmo as mais atrozes atrocidades”. Os homens determinados continuaram sua jornada, apenas para experimentar o inevitável:
Os primeiros documentos são unânimes em concordar que os dois franciscanos foram submetidos a um tratamento grosseiro ao atravessar o território muçulmano. Os homens de Deus foram tomados de maneira violenta pelas sentinelas, agredidos e presos em correntes. Celano relata que Francisco “foi capturado pelos soldados do sultão, foi insultado e espancado, mas não demonstrou medo, mesmo quando ameaçado de tortura e morte.
O que motivou Francisco a essa perigosa missão? Estaria ele, como o Papa Francisco regularmente sugere, tentando “promover o diálogo inter-religioso e a compreensão mútua”? Sim e não. Ele certamente confiava na palavra, não na espada. Mas a palavra que ele ofereceu era tão afiada quanto qualquer espada. Como escreve Rega, “plenamente consciente dos perigos, Francisco estava decidido a ir em missão aos incrédulos das nações muçulmanas. As fontes primárias estão de acordo que ele agora estava pronto para sacrificar sua vida e morrer por Cristo, então pode haver pouca dúvida de que a intenção de sua jornada era pregar o Evangelho mesmo com risco de martírio.”
Juntamente com as almas salvadoras, Francisco também procurou salvar vidas: “Converter os muçulmanos com a sua pregação era o objetivo final dos esforços de Francisco, e um fim pacífico para a guerra seria uma consequência de sua conversão.” Como explica Christoph Maier, “Francisco, como os cruzados, queria libertar os lugares santos da Palestina do domínio muçulmano. O que foi diferente foi a sua estratégia. … Ele queria a submissão total deles à fé cristã.”
Eventualmente perante o Sultão al-Kamil, os monges procuraram “demonstrar aos conselheiros mais sábios do sultão a verdade do cristianismo, ante os quais a lei de Maomé [Sharia] não serve para nada”. Pois “se você morrer enquanto mantendo a vossa lei”, alertou Francis “você estará perdido; Deus não aceitará sua alma. Por essa razão, viemos a você."
Intrigado pelos frades atrevidos, “o sultão chamou seus conselheiros religiosos, os imãs”. No entanto, e como hoje acontece quando os debatedores muçulmanos não sabem o que dizer, “eles se recusaram a discutir com os cristãos e em vez disso insistiram que eles fossem mortos [por decapitação] de acordo com a lei islâmica.”
O sultão recusou: "Estou indo contra o que meus conselheiros religiosos exigem e não cortarão suas cabeças ... vocês arriscaram suas próprias vidas para salvar minha alma."
Durante sua disputa e em referência à "conquista e ocupação muçulmana secular de terras, povos e nações que haviam sido anteriormente cristãs", al-Kāmil tentou vencer os monges, de modo ardil, usando da sua própria lógica: se Jesus ensinou os cristãos a "virarem a outra face" e a "pagarem o mal com o bem", ele perguntou, por que os "cruzados ... estavam invadindo as terras dos muçulmanos?"
Francisco retrucou citando Cristo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora. É melhor você perder uma parte do seu corpo do que todo o seu corpo ser jogado no inferno.”
Francisco então explicou: "É por isso que é justo que os cristãos invadam a terra que vocês habitam, porque vocês blasfemam o nome de Cristo e afastam todos os que vocês podem da Sua adoração." Esta é uma referência às regras do Islã para os dhimmis que, além de debilitar a adoração cristã, tornavam as vidas cristãs tão onerosas e degradantes que milhões de pessoas se converteram ao islamismo ao longo dos séculos para aliviar seus sofrimentos.
Como deveria ser evidente até agora - e ao contrário do que muitos sugerem, incluindo o papa atual, São Francisco não pregou passividade antes da agressão. O principal especialista sobre Francisco e  Quinta Cruzada, o professor James Powell, escreve: “Francisco de Assis foi até Damietta [Egito, onde o sultão al-Kāmil estava] em uma missão de paz. Não pode haver dúvidas sobre isso. Não devemos, contudo, tentar torná-lo um pacifista ou rotulá-lo como um crítico da cruzada.”

São Francisco pregando para o sultão e seus imãs
Outro estudioso das cruzadas, Christoph Maier, ressalta este ponto: “Francisco aceitou assim a cruzada como legítima e ordenada por Deus, e obviamente não se opunha ao uso da violência quando se tratava da luta entre cristãos e muçulmanos.”
De fato, Francisco observou certa vez que os “valentes paladinos e cavaleiros que eram poderosos em batalha perseguiram os infiéis [muçulmanos] até a morte”. Como tais, eles eram “santos mártires [que] morreram lutando pela fé de Cristo.”
Tal é o homem cujos passos o Papa Francisco afirma estar seguindo ao se encontrar com os potentados muçulmanos "para promover o diálogo inter-religioso e a compreensão mútua". Não é de admirar que aqueles que conhecem a verdadeira biografia de São Francisco deplorem sua transformação moderna em algum tipo de hippie medieval” - ou, nas palavras do Papa Francisco, “o homem da paz, o homem que ama e protege a criação.” Como o Papa Pio XI escreveu em 1926:
"Que maldade eles fazem e quão longe de uma verdadeira apreciação do Homem de Assis [São Francisco] são eles que, a fim de reforçar suas idéias fantásticas e errôneas sobre ele, imaginam uma coisa tão incrível ... que ele foi o precursor e profeta daquela falsa liberdade que começou a se manifestar no começo dos tempos modernos e que tem causado tantos distúrbios tanto na Igreja quanto na sociedade civil!"
No contexto do confronto com o Islã, Rega igualmente lamenta que, “para os revisionistas, o Francisco 'real'  não era um evangelista ousado, mas um homem tímido, cujo objetivo era fazer com que os frades vivessem passivamente entre os sarracenos [muçulmanos] 'ficando sujeitos a eles.'”
E estas são precisamente as diferenças entre São Francisco e o Papa Francisco: enquanto ambos estão dispostos a dialogar pacificamente com os muçulmanos, o santo medieval não estava disposto a comprometer as verdades cristãs ou a pedir desculpas pela realidade violenta do Islã. Mas o atual papa pós-moderno está.
Um artigo interessante sobre o verdadeiro São Francisco (em inglês) é Desbancando o mito de São Francisco como um ecumenista moderno.

Eu tive a oportunidade de escrever diversos artigos sobre o erro enorme que o papa comete nesta sua aproximação com o islamismo, defendendo uma imagem irreal do Islã. 

Mensagem ao Papa Francisco frente à perseguição dos cristãos ao redor do mundo, e no Oriente Médio, e sobre o “diálogo inter-religioso” com o islamismo http://infielatento.blogspot.ca/2014/09/mensagem-ao-papa-francisco-perseguicao.html

Papa Francisco e líder muçulmano afirmam: Deus 'quer' várias religiões (heresia do papa?)

O Papa Francisco e o Grã-Imame da Al-Azhar
Leia o artigo todo no link.

Para o Papa Francisco, 'jihad' é o mesmo que 'evangelizar'
Leia o artigo todo aqui.

Carta aberta para o Papa Francisco, com respeito a sua exortação apostólica Evangelli Gaudium

O Bispo que não reza, e o Papa que só vê o bem em tudo



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Papa Francisco e líder muçulmano afirmam: Deus 'quer' várias religiões (heresia do papa?)

Eu não sei quem está assessorando o Papa Francisco, mas a sua afirmação conjunta com o Ahmed el-Tayeb, Grande Imame de al-Azhar, é de uma ingenuidade enorme (e talvez teológicamente errada do ponto-de-vista católico). Em um documento conjunto assinado durante um encontro inter-religioso em Abu Dhab, a seguinte afirmação é feita:
O pluralismo e a diversidade de religiões, cor, sexo, raça e linguagem são determinados por Deus em Sua sabedoria, através da qual Ele criou os seres humanos.”
Qual o problema desta afirmação?

Vamos primeiro olhar sob a ótica islâmica. O islamismo reconhece a existência de outras religiões, notadamente o judaísmo, o cristianismo e o zoroastrianismo (a religião persa pré-islâmica). Contudo, o islamismo substitui todas elas a se apresenta como a revelação final, sendo Maomé o último profeta (o "selo dos profetas").  De modo que não existe problema teológico algum para o Grande Imame Ahmed el-Tayeb assinar este documento. (O resto, para o islamismo, não é religião)

Mas sob um ponto-de-vista teológico católico, esta afirmação cria problemas: isso é heresia! A teologia católica não afirma que a salvação se dá pela Igreja Católica (fato que às vezes cria conflito com vertentes protestantes)? De um ponto-de-vista cristão mais abrangente, a salvação não se dá através de Jesus Cristo? Mas o Papa, com a sua declaração baseada no relativismo moral, está afirmando que o islamismo, que explicitamente nega a salvação através de Jesus, foi criado por Deus.

Ora bolas, se é tudo festa, e se Deus criou todas as religiões, para que então ser católico, que é uma religião moralmente exigente, por que não buscar outra mais fácil e liberal? Aliás, para que um papa? Tudo vale e é tudo relativo, até mesmo Deus. 

É importante acrescentar que alguns teólogos já saíram em defesa do Papa. Segundo o Dr. Chad Pecknold, professor associado de teologia sistemática da Universidade Católica da América, em Washington, DC, esta declaração deve ser lida no contexto e perspectiva adequados:
“Em contextos inter-religiosos sensíveis, é apropriado para a Santa Sé reconhecer que, apesar de sérios desacordos teológicos, católicos e muçulmanos têm muito em comum, como a crença comum de que os seres humanos são 'desejados por Deus em sua sabedoria'.” 
“A idéia de que Deus deseja a diversidade de cor, sexo, raça e linguagem é facilmente compreendida, mas alguns podem achar intrigante ouvir o Vigário de Cristo falar sobre Deus querer a diversidade das religiões”, observou ele.
“É intrigante e potencialmente problemático, mas no contexto do documento, o Santo Padre está claramente se referindo não ao mal de muitas falsas religiões, mas positivamente se refere à diversidade de religiões apenas no sentido de que elas são evidência de nossa desejo natural de conhecer a Deus ”.
"Deus deseja que todos os homens o conheçam através da livre escolha de sua vontade, e assim segue-se que uma diversidade de religiões pode ser dita como permissivamente desejada por Deus sem negar o bem sobrenatural de uma religião verdadeira", acrescentou.
Ou seja, sejamos relativos e inclusivos (mesmo se isso custe a nossa destruição).

Raymond Ibrahim, cristão copta egípcio e especialista em Islã vê com preocupação a insistência do Papa Francisco com o islamismo. Ele cita como exemplo a afirmação do papa Francisco sobre a chacina jihadista de um padre de 85 anos na França e como ele tinha sido claramente “morto em nome do Islã”, Francis respondeu :
Eu não gosto de falar de violência islâmica, porque todo dia, quando eu navego nos jornais, eu vejo violência, aqui na Itália ... esse que assassinou sua namorada, outro que assassinou a sogra ... e estes são batizados católicos! Há católicos violentos! Se falo de violência islâmica, devo falar de violência católica ... e não, nem todos os muçulmanos são violentos, nem todos os católicos são violentos. É como uma salada de frutas; tem tudo.
O papa mostra não entender a diferença entre a violência cometida de acordo com uma religião e violência cometida em contradição com os ensinamentos de uma religião. Sim, pessoas de todas as religiões cometem violência. Mas os católicos que Francisco cita não matam suas namoradas e sogras por causa de qualquer ensinamento cristão. Pelo contrário, os ensinamentos cristãos de misericórdia e perdão servem para retrair esses impulsos. Por outro lado, a violência e a intolerância cometidas por muçulmanos em todo o mundo são frequentemente subprodutos dos ensinamentos islâmicos.

Na mesma entrevista, depois que Francisco reconheceu que existem “pessoas violentas dessa religião [o Islã]”, ele imediatamente acrescentou que “em quase todas as religiões há sempre um pequeno grupo de fundamentalistas. Fundamentalistas. Nos tamém os temos."

É verdade, mas aquilo que é "fundamental" para uma religião difere do que é fundamental para outra. Enquanto que os fundamentalistas muçulmanos e cristãos aderem a uma leitura literal e estrita de suas escrituras, o que falta ao Papa Francisco é reconhecer que o que a Bíblia e o Alcorão realmente ensinam é fundamentalmente diferente. Enquanto que o fundamentalista cristão se vê compelido a rezar por seus perseguidores, o fundamentalista muçulmano se vê compelido a atacar, subjugar, saquear, estuprar, escravizar e massacrar os infiéis não-muçulmanos.

Porque o Papa Francisco não escuta o que os mais antigos e experientes têm a dizer? Por exemplo, veja o que o monsenhor Lefévre disse décadas atrás.



Francisco e el-Tayeb

sábado, 2 de fevereiro de 2019

#HijabDay 2019: a esquerda pró-islâmica internacional continua promovendo a segregação islâmica da mulher

José Atento

Tornou-se algo lamentávelmente comum que a esquerda pró-islâmica celebre o Dia do Hijab no dia primeiro de fevereiro de cada ano. O hijab é o véu islâmico que cobre o cabelo, as orelhas e o queixo, deixando o rosto á mostra. O Dia do Hijab é quando muçulmanas radicais e suas aliadas feministas (esquerdistas radicais) coagem as mulheres ocidentais a "experimentarem o hihab" e vesti-lo em solidariedade para saber como as muçulmanas se sentem. Ao fazerem isso, eles promovem o fundamentalismo islâmico que deseja tornar o hijab como algo corriqueiro no países do ocidente. A idéia do Dia do Hijab é impor padrões islâmicos de moralidade sobre as mulheres 'não muçulmanas' e acostumá-las com isso.

(Eu tratei deste assunto ano passado em #NoHijabDay: mulheres ao redor do mundo queimam o véu islâmico (hijab). Leia-o depois)

O hijab é uma obrigação no islamismo, não é uma escolha. O consenso da jurisprudência islâmica é muito claro. E ao redor do mundo islâmico, e cada vez mais comum no Ocidente devido a enorme imigração muçulmana, o hijab é forçado sobre mulheres e meninas em tenra idade, devido a pressão da sociedade ou pressão familiar. E quando elas decidem deixar de usá-lo, se elas tiverem a ousadia de fazer isso, elas vão se ameaçadas, desonradas, expulsas, torturadas, e mesmo mortas. Em países tais como Arábia Saudita e Irã, elas podem ser severamente punidas se elas não usarem o hijab.

Não existe nada no hijab que represente liberdade ou empoderamento da mulher. 

O fato é que mulheres muçulmanas que deixam de usar o hijab e mulheres muçulmanas que deixam de ser muçulmanas e não usam mais o hijab são molestadas e assedidas moralmente por muçulmanos.

Existe uma tremenda pressão psicológica sobre a mulher muçulmana para usar o hijab. Mulheres muçulmanas que escolhem não usar o hijab são molestadas e assedidas moralmente por não estarem em conformidade. Elas são chamadas de vadias, vagabundas, escória, putas, lixo, porcas, vacas, hipócritas, demonios, kuffar (inféis), elas são acusades de desejarem se tornar estrelas pornô, maldições são invocadas contra elas, morte e destruição são desejadas sobre elas. 

Se as muçulmanas que promovem o Dia do Hijab fossem sinceras, não seria o caso delas promoverem um dia quando elas não usassem o hijab para mostrar solidariedade frente às suas irmãs muçulmanas que são obrigadas a vestirem o hijab? Mas isso não ocorre.

O hijab, bem como todas as suas variações, são uma criação de homens, senhores da guerra árabes muçulmanos no século sétimo e imposto sobre as suas mulheres. Eles não queriam que suas mulheres tivessem seus rostos expostos para não serem reconhecidas (por exemplo, ao irem defecar no deserto). Isso se tornou uma obrigação dentro da religião, uma obrigação que a muçulmana deve observar ou será punida, pela sociedade, pela lei ou pelas autoridades religiosas.

A idéia do Dia do Hijab começou com uma mentira. Uma menina do Bangladeshi, que imigrou para os EUA aos 11 anos de idade, alegou que sofreu anos de humilhação em Nova York (algo difícil já que Nova York é a cidade mais liberal e mais pró-islâmica dos EUA - mesmo tendo tido prédios destruidos por jihadistas e ter sido vítima de vários ataques do terror islâmico). Ela então começou o Dia do Hijab para acabar com o suposto preconceito.

O especialista em islamismo, David Wood, afirma que o objetivo por detrás do Dia do Hijab é fazer com que as mulheres ocidentais mais ingênuas se tornem muçulmanas.


O bom é que existe um outro lado. O lado das vítimas da obrigatoriedade do véu islâmico. E elas estão usando a mídia social para expressar a sua oposição ao hijab, celebrando o Dia Sem o Hijab (#NoHijabDay). Elas estão espalhadas ao redor do mundo. Veja o testemunho de Yasmine Mohammed, que reside no Canadá.


Yasmine Mohammed: "O dia que a minha mãe me viu sem o hijab foi o dia que ela ameaçou me matar. Faça uma busca sobre Aqsa Parvez, ela é apenas uma das várias meninas que foram mortas por não usarem o hijab."

Um exemplo do nível de abuso direcionado a muçulmanas que deixam de usar o hijab é visto neste testemunho de Dina Tokio, uma blogueira de modo da Inglaterra. 


Abaixo algums fotos de muçulmanas ou ex-muçulmanas que deixaram de usar o hijab e se expõem à ira dos muçulmanos mais fervorosos. 

Existe muito mais na Internet. Faça uma busca usando "#NoHijabDay" ou vá ao Twitter https://twitter.com/hashtag/nohijabday.   



Eu abandonei o véu 13 anos atrás




Hijab não é minha escolha
Hijab é minha prisão
Fora Hihab