segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Filipinas: cristãos mortos durante missa na Catedral da cidade de Jolo

Duas explosões, uma dentro da Catedral, durante a missa, e outra do lado de fora, na cidade de Jolo. Pelo menos 20 pessoas foram mortas com mais 81 feridos, disse um oficial militar.  (Express, ACN)

Isso ocorreu poucos dias depois de uma votação regional em prol de nova região autônoma muçulmana. Ou seja, eles já começaram a explodir os cristãos.

A Ilha de Sulu tem uma maioria muçulmana, que deseja uma maior autonomia política junto ao governo das Filipinas. Isso prova mais uma vez que os MUÇULMANOS QUEREM A LEI ISLÂMICA SHARIA. Eles não vivem em paz sob um governo que não adote a Sharia. E, sob a Sharia, os káfir (não muçulmanos) são cidadãos de terceira categoria.


Um pouco de contexto a partir de trechos de uma notícia da ACN.
Às 8h30 do dia 27 de janeiro de 2019, dois IEDs explodiram na Catedral do Monte Carmelo, em Jolo, Sulu - um dentro da igreja, enquanto a missa de domingo prosseguia e, quando as tropas responderam ao incidente, o segundo explodiu no estacionamento. Muito fora, para onde os fiéis correram após a primeira explosão. Os relatórios iniciais revelaram que o IED estava dentro da caixa de serviço de uma motocicleta.
A partir deste momento, nenhuma pessoa ou grupo reivindicou a responsabilidade, e a investigação policial ainda está em andamento.
A Polícia Nacional das Filipinas relatou 20 mortes (uma redução de um relatório anterior de 27, onde foram feitas duplas entradas e, eventualmente, corrigidas). Dos 20, 15 eram civis, a maioria dos quais frequentadores da igreja, e 5 eram militares.
Um total de 81 pessoas sofreram ferimentos, 65 dos quais eram civis, 14 soldados e 2 policiais que faziam parte dos primeiros socorristas.
As fotos mostram danos significativos no teto, no piso e nos móveis da Catedral, no entanto, a avaliação oficial dos danos ainda precisa ser feita, 
O que segue abaixo oferece um pouco de contexto e antecedentes históricos.
1. O bombardeio de hoje é apenas mais um de uma série de ataques à Catedral ou a seus arredores. Desde 2000, houve pelo menos dez ataques, muitos deles supostamente perpetrados pelo Grupo Abu Sayaf. O ataque de hoje, no entanto, é o mais fatal.
2. Jolo é a capital da província insular de Sulu no sul das Filipinas (ver mapa). Tem uma população atual de 125.000 pessoas, 99% dos quais são muçulmanos-Tausug. Esta província é a base de um grupo extremista armado chamado Abu Sayyaf Group (ASG), que tem sido responsável por vários encontros armados, seqüestros e o bombardeio da Capela do Sagrado Coração em Jolo, 25 de dezembro de 2010, que feriu 11 pessoas.
3. O Vicariato Apostólico de Jolo abrange as minorias católicas em toda a província de Sulu e na província vizinha de Tawitawi. Seu atual administrador do Rev. Fr. Romeo Saniel, OMI.
4. Sulu faz parte da recém-ratificada Região Autônoma de Bangsamoro, em Muslim Mindanao.
Deve-se lembrar também que jihadistas do Estado Islâmico (ISIS) ocuparam e cometeram atrocidades contra a população cristã na cidade de Marawi, na Ilha de Mindanao em 2017 e 2018. Mais recentemente, no dia 24 de janeiro de 2019, surgiu um conflito entre as Forças Armadas das Filipinas e os remanescentes do Grupo Maui-ISIS em Lanao del Sur.






domingo, 13 de janeiro de 2019

Meca: morte, terrorismo, desastres e praga de insetos na "cidade de Alá"

A tradição islâmica diz que Meca é uma cidade protegida por Alá. Tratamos sobre isso em um artigo no nosso blog (http://infielatento.blogspot.com/), intitulado O roubo e profanação da "Pedra Negra" da Caaba, quando Alá foi sequestrado sem a defesa da sua "força aérea de pássaros".  É claro que Alá não protege nada. Nem no passado e nem no presente. Recentemente, diversos incidentes demonstram que Meca é uma cidade pior do que outra qualquer. Vejamos alguns exemplos abaixo.

Em 1979, a Grande Mesquita e a Caaba são tomadas por jihadistas islâmicos: o wahabismo se internacionaliza e surge a Al-Qaeda

Este evento importantíssimo, chamado como "o cerco de Meca" ou "a revolta de Meca" foi pouco divulgado pela imprensa na época, e praticamente esquecido na atualidade. Um livro, The Siege of Mecca: The Forgotten Uprising in Islam's Holiest Shrine and the Birth of al-Qaeda (O Cerco de Meca: a revolta esquecida no mais sagrado sítio islâmico e o nascimento da Al-Qaeda), escrito por Yaroslav Tominov, é um dos mais importantes relatos deste evento, que marcou não apenas o começo do jihadismo recente em grande escala (levando, por exemplo, à criação da Al Qaeda), mas também levou o governo saudita (ou seja, a família real) a se alinhar com os clérigos islâmicos pró-jihad e investir verbas astrômicas na "educação islâmica" ao redor do mundo para satisfazer estes clérigos e se manter no poder. O texto abaixo resume o evento (e o livro).
Em 20 de novembro de 1979, a atenção mundial se concentrou em Teerã, onde a crise dos reféns americanos estava entrando em sua terceira semana [estava em curso a revolução iraniana, liderada pelo Aiatolá Khomeini]. Na mesma manhã - a primeira de um novo século muçulmano - centenas de homens armados surpreenderam o mundo ao confiscar o santuário mais sagrado do Islã, a Grande Mesquita de Meca. Armados com rifles que haviam contrabandeado dentro de caixões, esses homens vieram de mais de uma dúzia de países, lançando a primeira operação da jihad global nos tempos modernos. Liderados por um pregador saudita chamado Juhayman al Uteybi, eles acreditavam que a família real saudita havia se tornado uma serva covarde dos infiéis americanos e buscavam um retorno à glória do islamismo intransigente. Com quase 100.000 fiéis presos dentro do complexo sagrado, o sangrento cerco de Meca durou duas semanas, inflamando a fúria muçulmana contra os Estados Unidos e causando centenas de mortes. 
Apesar da ajuda dos EUA, a família real saudita mostrou-se irremediavelmente incapaz de desalojar os invasores, cujas fileiras incluíam americanos convertidos ao islamismo. No Irã, o aiatolá Khomeini culpou [injustamente] o Grande Satã - os Estados Unidos - de profanarem o santuário, levando multidões a atacar e incendiar embaixadas americanas no Paquistão e na Líbia. Os sauditas desesperados finalmente pediram a ajuda de comandos franceses liderados pelo capitão Paul Barril, que preparou o ataque final e forneceu gás venenoso que derrotar os insurgentes. Embora a maioria dos pistoleiros capturados tenham sido decapitados rapidamente, a família real saudita respondeu a esse desafio sem precedentes ao comprometer-se com os clérigos que davam apoio teológico aos rebeldes, dentre eles, os clérigos mais importantes do reino, ajudando-os a cultivar e exportar a marca violenta do Islã por todo o mundo. 
Essa história dramática e imensamente consequente quase não foi coberta pela imprensa nos dias pré-CNN, pré-Al Jazeera, já que a Arábia Saudita impôs um apagão de informações e manteve os correspondentes estrangeiros de fora. Yaroslav Trofimov agora penetra neste véu de silêncio, entrevistando pela primeira vez dezenas de participantes diretos no cerco, incluindo ex-terroristas, e recorrendo a centenas de documentos que foram desclassificados a seu pedido. Escrito com o ritmo, detalhe e suspense de eventos da vida real, o Cerco de Meca revela como reação saudita à revolta em Meca ajudou a libertar as forças que produziram os ataques do 11 de setembro e as circunstâncias angustiantes que nos cercam hoje [com a ideologia islâmica e a jihad global sendo exportada para todo o mundo].

O cerco terminou com a intervenção de tropas sauditas, paquistanesas e comandos franceses, incluindo o emprego de gás venenoso (note que os soldados usam máscaras)

Jornal saudita: "homens armandos tomam posse da Caaba" 
(cadê os "pássaros guerreiros de Alá"?)


11 de setembro de 2015: 87 mortos devido à queda de um guindaste na Grande Mesquita de Meca 

Um guindaste de construção caiu do lado leste da Grande Mesquita de Meca, na Arábia Saudita, o centro da peregrinação anual do hajj. Um total de 87 pessoas morreram e 201 ficaram feridas de acordo com os posts no Twitter da autoridade de defesa civil da Arábia Saudita. O clima extremo é a provável causa do colapso, disseram autoridades, com fortes chuvas, raios e ventos fortes atingindo a cidade sagrada muçulmana na sexta-feira, 10 dias antes do início do hajj. Imagens de dentro da mesquita mostram uma enorme cratera no chão de pedra da mesquita, com fotos na mídia social de corpos cobertos de detritos e sangue sobre as telhas. O governador da região de Meca, o príncipe Khaled al-Faisal, ordenou uma investigação sobre o incidente. A empresa dona do guindaste é da família Bin Laden (Guardian).

10 de setembro de 2015: arco-íris em Nova York; 
11 de setembro de 2015: raios e morte na Grande Mesquita de Meca


2015, 24 de setembro: corre-corre, mulçulmanos em pânico matam 700 pisoteados, com 800 feridos

Os peregrinos ao hajj se vestem como indús (daí alguns alegarem que, nos seus primórdios, a peregrinação hajj era ligada ao induísmo). Agora, os sauditas estão recolhendo os corpos dos mortos. Veja como é o respeito aos mortos no berço do islão. (The Star, Ecoando)

Muçulmanos tratando os corpos dos seus irmãos muçulmanos como lixo: 
os mortos eram juntados em pilhas por tratores e depois colocados em caçambas


Sharia em ação na Arábia Saudita: 28 pessoas foram degoladas como as responsáveis pelo corre-corre que resultou na morte de até 1.300

O corre-corre aconteceu durante a peregrinação anual, o hajj (notícia acima). O chefe do comitê de peregrinação do Hajj culpou os "africanos" pelo massacre em setembro que matou de 700 a 1.300 peregrinos. Para livrar a sua cara frente à opinião pública, o governo culpou alguns funcionários e os degolou publicamente (Gateway).



Fã ou membro da Al Qaeda ou Estado Islâmico visitando Meca e fazendo a peregrinação hajj

A Arábia Saudita é um dos principais financiadores do terrorismo mundial e permite que terroristas façam a sua peregrinação sem serem importunados. (E ainda dizem que o Islã é a "religião da paz") (foto)



2017, 24 de junho: homem-bomba explode perto da Grande Mesquita de Meca 

Um homem-bomba suicida explodiu perto da Grande Mesquita de Meca, o local mais sagrado do Islã, no final do mês de jejum do Ramadã. O seu ataque terrorista foi frustrado momentos antes de ter ocorrido. (news.com.au, Guardian)


2019: Enxame de gafanhotos e baratas descem sobre Meca

Eles estão em toda parte - no ar, na calçada, nas vestes dos fiéis e nas paredes da Grande Mesquita. Um enxame de gafanhotos desceu sobre Meca, levando a uma operação de limpeza em grande escala. Meca atrai milhões de muçulmanos de todo o mundo a cada ano, mas desta vez tornou-se um local de peregrinação completamente diferente. Os insetos têm atormentado o local sagrado na Arábia Saudita por alguns dias, com a mídia social transmitindo um relato detalhado do estrago que causaram. (https://www.rt.com/news/448614-locust-swarm-plagues-mecca/)



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Notícias sobre a Jihad Global do mês de dezembro de 2018

Veja o que entrou de novo no blog em dezembro de 2018, exemplificando a aplicação da lei islâmica Sharia ao redor do mundo, seja por governos de países com maioria muçulmana, grupos islâmicos ou mesmo ações individuais.


Como o exemplo e os ensinamentos de Maomé moldam o Islã
Leia o artigo no blog.


Apostasia

Alemanha: ateus (ex-muçumanos) que buscam asilo na Alemanha sofrem perseguição como nos seus países de origem.
Reportagem da DW narra a experiência de ateus de diversos países islâmicos que são perseguidos pelo seu ateísmo (por terem deixado de serem muçulmanos) na própria Alemanha. Informação da organização Ajuda a Refugiados Ateístas.
"Os muçulmanos conservadores criticam as mulheres que circulam sem lenço de cabeça", diz Dittmar Steiner, da Atheist Refugee Relief. "Estamos lidando com assaltos, exclusão, ameaças e violência.

Direitos das Mulheres sob o Islão: Parte 3Parte 2Parte 1
A imigração muçulmana aliada ao políticamente correto do Ocidente estão tornando as mulheres ocidentais igualmente sem defesa frente ao avanço implacável da Sharia.
Irã: legisladores aprovam projeto de lei que permite que homens se casem com filhas adotivas, legalizando a pedofilia
Ativistas de direitos humanos dizem projeto de lei aprovado, tornando as meninas vulneráveis ​​à decisão a partir dos 13 anos, 'legaliza a pedofilia.' A lei diz querer proteger os direitos das crianças. Cerca de 42 mil crianças com idades entre 10 e 14 anos se casaram em 2010, segundo o site de notícias iraniano Tabnak. (Guardian)

Irã: parlamento rejeita projeto de lei que aumentaria a idade mínima para meninas se casarem para acima dos 13 anos
O argumento é que o casamento de meninas menores de 13 anos combate a prostituição e os abortos ilegais. Segundo autoridades e especialistas do regime, cerca de 180.000 menores de 18 anos se casam no Irã. todo ano. Somente em 2017, os casamentos de pelo menos 37.000 meninas iranianas entre 10 e 14 anos foram registradas. Também foi relatado que há 24.000 viúvas com menos de 18 anos, das quais 15.000 são menores de 15 anos. (Iran-HRM)

Alemanha: Nova Lei que Proíbe o Casamento Infantil Considerada Inconstitucional
Qual a diferença entre a Alemanha e o Irã no tocante ao casamento infantil? Zero. Ambos os países permitem o casamento de pessoas mais velhas com crianças. Claro que isso na prática significa casamento homens mais velhos com meninas já que o oposto não acontece. Isso tem um nome: PEDOFILIA! (Gatestone)
"Se menores de idade estão proibidos de comprar cerveja, por que então os legisladores permitem que eles tomem decisões tão importantes quanto o casamento?"
Epidemia silenciosa de meninas cristãs raptadas no Egito
A comunidade cristã do Egito enfrenta perigos que a maioria dos outros egípcios não precisa temer. Ameaças de violência durante os cultos das igrejas, ataques a ônibus cheios de inocentes peregrinos e seus filhos e assaltos a estabelecimentos cristãos bem-sucedidos acontecem com muita frequência. Além disso, as mulheres cristãs no Egito enfrentam uma epidemia de sequestros, estupros, espancamentos e tortura. Inúmeras meninas e mulheres desaparecem para nunca mais serem vistas, e mesmo que sejam de alguma forma resgatadas, suas histórias são consideradas tão vergonhosas que ficam escondidas como segredos obscuros da família. Enquanto isso, os médicos notam silenciosamente os danos internos e “restauram a virgindade” a adolescentes e moças de vinte e poucos anos estupradas. Os padres tentam proteger a reputação da família quando as meninas retornam. (Julio Severo via Hudson Institute)

Índia: continua a luta contra o "talaq triplo" 
O talaq triplo permite aos homens muçulmanos se divorciarem de qualquer uma das suas esposas apenas ao dizerem 3 vezes "eu me divorcio" ...  a esposa não tem este direito.
O governo e a Suprema Corte querem criminalizar esta prática, mas os partidos de Esquerda se aliaram com os muçulmanos radicais e são contra. (Times of India)

Mulheres escandinavas, influenciada pela mentira "todas as culturas são iguais", estupradas e degoladas por jihadistas islâmicos no Marrocos




Leia este artigo "Boicote Produtos Halal" para saber o que é "comida halal" e o porquê de boicotá-la. E visite os demais links.

A rigor, a Certificação Halal é anti-islâmica ... mas quem não se vende ao dinheiro?

Toblerone se torna Halal - Boicote!
Marca suíça famosa se tornará HALAL para entrar em conformidade com a lei islâmica e a justificativa para tal é que 97% da sua produção é exportada. (Voice of Europe)



História (Arte e Jahiliyya)

A verdadeira História das Cruzadas
Um artigo sobre as Cruzadas, que é um assunto que precisamos saber defender. Não necessáriamente o aspecto belicista, mas principalmente o MOTIVO que levou os europeus do século XI marcharem milhares de quilometros passando toda necessidade para enfrentar um inimigo sempre mais numeroso: auto-defesa! As Cruzadas são uma reação tardia do mundo cristão contra 4 (quatro) séculos de agressão islâmica. O artigo é do historiador Thomas F. Madden, traduzido pelo blog Rainhas Malditas.

A aspiração islâmica de conquistar Roma é antiga
Em 2012, eu publiquei o artigo "Roma, saqueada pelo Islão em 846. Será ela, no futuro, conquistada como foi Constantinopla?" O fato é que o islamismo deseja conquistar Roma, bem como o mundo todo.
O artigo abaixo, apresentado no blog "Brasil Conservador" (que eu recomendo) versa sobre este assunto, apresentando as declarações de diversas lideranças contemporâneas do mundo islâmico.
Lembre-se: a Jihad é implacável e eterna. Só existe paz com o Islã ao se subjugar a ele. Traduzido pelo blog Brasil Conservador.




Pacto Migratório da ONU: caminho aberto para a islamização da Europa e do mundo (incluindo o Brasil)

Brasil assina pacto migratório da ONU, mas sairá dele com o novo governo

Mensagens do Itamaraty, via Twiter, deixam claro apoio do governo atual ao Pacto Migratório da ONU

Transferência por Bolsonaro de embaixada a Jerusalém seria 'provocação', diz representante palestina
As ameaças já começaram da OLP e do Hamas já começaram. Mas não seria diferente. Afinal, o próprio Maomé disse ter sido vitorioso através do terror. (Hadice de Bukhari, 52:220) (O Globo)

Brasil e Austrália "avisados sobre consequências" se mudarem embaixada para Jerusalém
A mesmo tempo que "vazou um documento" da Liga Árabe ameaçando o Brasil, cresce um movimento para se romper relações com a Austrália, que também dá indícios de querer relocar sua embaixada em Jerusalém. Com sinceridade, isso seria uma bênção.

Liga Árabe adverte o Brasil sobre possível transferência da embaixada de Israel
A Liga Árabe aconselhou o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, a reconsiderar seus planos de transferir a embaixada do país sul-americano em Israel para Jerusalém. Uma carta do secretário-geral da Liga Árabe, Ahmad Abu Al Ghait, ao Ministério do Exterior brasileiro e obtida pela Bloomberg enfatizava a "preocupação" da organização com uma possível mudança. "Dar um passo como este não apenas prejudicaria os interesses palestinos, mas reduziria drasticamente as oportunidades de alcançar uma paz abrangente", afirmou a carta. A Liga Árabe representa um mercado importante para os exportadores brasileiros. O país obteve um superávit de US $ 7,1 bilhões com as 22 nações da Liga Árabe em 2017, em comparação com um déficit de US $ 419 milhões com Israel.`Em sua carta, Abu Al Ghait enfatizou a natureza duradoura das relações árabe-brasileiras e seu potencial de crescimento. O secretário-geral pediu a Bolsonaro que "leve em consideração o ponto de vista árabe como forma de preservar nossa amizade de longa data". (Bloomberg)

Venezuela permite que Turquia construa uma mesquita em Caracas em troca de ajuda financeira 
O presidente turco Erdogan disse que a Venezuela pediu pela construção da mesquita. O fato é que a Venezuela hoje tem poucos amigos. E a Turquia é um amigo-da-onça. O islamismo finca suas garras na América do Sul (correiopaulista).

Natal pagão (e islâmico?) do Bradesco em Curitiba
Festa de "Natal" do Bradesco em Curitiba teve de tudo, menos de algo que se ligasse ao Natal (nascimento de Jesus). E, ao final, uma surpresa. O símbolo do Natal do Bradesco está mais para o símbolo islâmico da meia Lua e estrela, do que o Natal de verdade, que é cristão (vídeo: https://youtu.be/5ljTGWVHlnI)






Itália: aprovada nova lei que irá tratar imigração de modo realista colocando interesse italiano em primeiro lugar
Leia no artigo de Soeren Kern, no Gatestone Institute.

Áustria anuncia planos de negar automaticamente asilo a todos os migrantes que chegam à Europa com a ajuda de contrabandistas
Plano vai negar migrantes que recebem ajuda de asilo de traficantes de seres humanos na Áustria. Ministro do Interior diz que plano migratório tornará sistema mais justo para requerentes de asilo. Chanceler Kurz declara que a Áustria deve "esmagar o modelo de negócios" dos traficantes (Daily Mail).

França: Revolta Contra as Elites da Europa?
Quem sabe o movimento dos "jaquetas amarelas" seja uma indicação de que chegou a hora da largada para o início da resistência pública da Europa Ocidental contra o desastroso projeto multicultural e globalista das elites. (Gatestone)


Bélgica: primeiro-ministro renuncia após voto de "não confiança"do parlamento, por ele ter assinado o Pacto Migratório da ONU
Primeiro-ministro Charles Michel foi apresentar demissão ao rei. As próximas eleições legislativas realizam-se em Maio. (Publico)

Alemanha: Nova Lei que Proíbe o Casamento Infantil Considerada Inconstitucional
Qual a diferença entre a Alemanha e o Irã no tocante ao casamento infantil? Zero. Ambos os países permitem o casamento de pessoas mais velhas com crianças. Claro que isso na prática significa casamento homens mais velhos com meninas já que o oposto não acontece. Isso tem um nome: PEDOFILIA! (Gatestone)
"Se menores de idade estão proibidos de comprar cerveja, por que então os legisladores permitem que eles tomem decisões tão importantes quanto o casamento?"
Alemanha: Turco-Muçulmano nomeado como o 2º em comando da inteligência interna
A nomeação de Sinan Selen, nascido em Istanbul, é um ato simbólico visando estender a mão à comunidade turca da Alemanha, que há muito tempo se queixa de "racismo institucionalizado" dentro do aparato de segurança alemão. Enfim, ao nomear um integrante da etnia turca, Merkel quer aplacar o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que tem recorrentemente pressionado para que ela reprima elementos curdos antiturcos na Alemanha (gatestoneinstitute).

Dinamarca quer isolar migrantes condenados numa ilha: eles não podem ser deportados
Eles são estupradores, traficantes e pedófilos. Mas, por problemas legais, eles não podem ser deportados de volta para os seus países. (correiopaulista)

Dinamarca aprova lei que obriga o aperto de mãos durante ato de concessão de cidadania - muçulmanos reclamam de islamofobia 
Agora nas cerimônias de naturalização da Dinamarca, será obrigatório dar o famoso aperto de mãos. E essa proposta que foi aprovada está incomodando os muçulmanos, que por sua vez alegam ser de tom discriminatório, com o intuito de desencorajá-los a buscar asilo por lá. (RT)

Paquistão diz serem exageradas as notícias de que muçulmanos chineses estão sendo levados para um "campo de reeducação"
Na quinta-feira, o Paquistão defendeu a China, que é uma aliada próxima, de um protesto crescente contra muçulmanos que estão sendo detidos pelas autoridades chinesas, dizendo que a questão está sendo "sensacionalizada" pela mídia estrangeira. Autoridades chinesas justificam repressão aos muçulmanos de Xinjiang argumentando que os separatistas estão empenhados em se juntar a extremistas estrangeiros como a al-Qaeda. (scmp)

Estes são os 25 países mais racistas do mundo 
# País; % de quem não quer vizinhos de outra raça;  % de pessoas que testemunharam comportamento racista (16 deles são "países islâmicos" ou de enorme população islâmica)
1 Índia 43,6 6,3
2 Líbano 36,3 64,4
3 Bahrain 31,1 85,7
4 Líbia 54,0 33,5
5 Egito N / A 39.7
6 Filipinas 30,6 49,1
7 Kuwait 28,1 37,9
8 Palestina 44,0 32,0
9 África do Sul 19,6 61,8
10 Coréia do Sul 29,6 36,5
11 Malásia 31,3 34,4
12 Nigéria 21,0 42,5
13 Iraque 27,7 37,8
14 Quirguistão 28,1 35,9
15 Equador 34,5 32,0
16 Argélia 19,8 41,0
17 Paquistão 14,5 48,8
18 Iêmen 34,0 31,2
19 Hong Kong 18,8 40,4
20 Rússia 17,0 38,5
21 Tailândia 39,8 19,0
22 Chipre 26,7 26,1
23 Turquia 33,8 19,1
24 Marrocos 13,8 8,6
25 Japão 22,3 29,7

https://businesstech.co.za/news/lifestyle/116644/the-most-racist-countries-in-the-world/

Mulheres escandinavas, influenciada pela mentira "todas as culturas são iguais", estupradas e degoladas por jihadistas islâmicos no Marrocos



Itália: muçulmano "refugiado do Papa" preso por planejar explodir o Vaticano
Na quinta-feira passada, Mohsin Ibrahim Omar, de 20 anos, também conhecido como Anas Khalil, foi preso na cidade portuária de Bari, no Mar Egeu. A operação envolveu várias agências policiais italianas e internacionais, incluindo o FBI. Omar, um membro da afiliada do Estado Islâmico na Somália, estava em contato direto com uma célula operacional e estava sob constante vigilância. Comunicações interceptadas de Omar referiu-se a colocar bombas nas igrejas em toda a Itália e especificamente indicou a Basílica de São Pedro no Vaticano. (PJMedia)

França: jihad no Mercado de Natal deixa 3 mortos e 13 feridos
Embaixador francês confirma que ataque ao Mercado de Natal em Estrasbourg, França, foi cometido por terrorista islâmico (CBS) . Após busca de três dias o jihadista foi descoberto. Ele morreu ao resistir a prisão com troca de tiros com a polícia. Ele já tinha passagem pela polícia e foi radicalizado na prisão (Veja). Vídeo: https://youtu.be/59_Ro8S0hjg

Marrocos: jihadistas que degolaram duas turistas norueguesas (e orgulhosamente filmaram o feito) são presos 
Duas mochileiras escandinavas, Louisa Vesterager Jespersen, 24, da Dinamarca, e Maren Ueland, 28 anos, da Noruega, foram esfaqueadas e decapitadas por terroristas muçulmanos enquanto acampavam no Marrocos. (TV Minas) Mais duas vítimas enganadas pela propaganda pró-islâmica da "religião da paz." 


Liberdade de Expressão e Blasfêmia - Exemplos

Google aprova aplicativo para muçulmanos relatarem pessoas que cometem blasfêmia e insultam o Islã
O Google aprovou um novo aplicativo para Android chamado "Smart Pakem", que irá ajudar os muçulmanos na Indonésia a denunciar pessoas que mantêm crenças "equivocadas" e relatar à polícia quem cometer blasfêmia ou insultar Maomé ou o Islã (PJMedia).
O Artigo 156 (a) do Código tem como alvo aqueles que deliberadamente, em público, "expressam sentimentos de hostilidade, ódio ou desprezo contra a religião". A pena pela violação do Artigo 156 (a) do código penal da Indonésia é de no máximo cinco anos de prisão. 
EUA acrescentam o Paquistão à lista negra por "violações da liberdade religiosa"
Ser cristão no Paquistão é viver temendo pela sua própria vida e pela segurança da sua família. (Tribune)

Paquistão: primeiro-ministro diz que Jesus nunca existiu ... mas isso não seria blasfêmia?
Imran Khan fez este comentário por ocasião do aniversário de nascimento do profeta islâmico Maomé. A reação foi mista, com alguns achando que ele estava ofendendo a minoria cristã do Paquistão, e outros tantos criticando-o pois o islamismo considera Jesus como um profeta (ou seja, ele estaria dizendo que o Alcorão está errado!). Segundo as leis do país que ele governa, isso seria blasfêmia!  (OpIndia)


Muçulmanos desejam Sharia -Exemplos

EUA: muçulmanos que trabalham na Amazon exigem mais tempo para oração e menos tempo de trabalho
Trabalhadores somalis da Amazon reclamam que a empresa não disponibiliza tempo o suficiente para que eles façam as suas orações e ainda dizem que os níveis de produtividade exigidos pela empresa são altos. (Jihad Watch)
A ideia é reforçar o princípio, já estabelecido em outros casos, de que os muçulmanos devem sempre ter privilégios e acomodações especiais que os outros não têm. Somente os muçulmanos gozam de plenos direitos em uma sociedade islâmica. Estabelecer uma situação semelhante nos EUA é o objetivo final.
Como o exemplo e os ensinamentos de Maomé moldam o Islã
Leia o artigo no blog.



Perseguição Cristãos: Parte 1Parte 2
"Lute contra aqueles que não acreditam em Alá ou no Último Dia, que não proíbem o que foi proibido por Alá e Seu Mensageiro, e  que não reconhecem a Religião da Verdade (islão), mesmo que sejam do Povo do Livro (cristãos e judeus), até que paguem o imposto tributo jizyah em submissão, sentindo-se subjugados e humilhados. "[Outra tradução diz:] "paguem o imposto em reconhecimento da nossa superioridade e do seu estado de sujeição". (Alcorão 9:29)
Denúncia: governo de Obama acelerou o genocídio cristão na Nigéria
Leia o artigo no blog.

Vaticano se recusa a oferecer asilo para Asia Bibi
Leia o artigo no blog.

Roma: Papa Francisco chama atenção a uma "nova era de mártires" 
"Também estamos experimentando uma nova era de mártires . Parece que a perseguição viciosa e cruel do Império Romano ainda não terminou. Um novo Nero está sempre nascendo para oprimir os crentes unicamente por causa de sua fé em Cristo. Novos grupos extremistas surgem e visam igrejas, locais de culto, ministros e membros dos fiéis. Intrigas e panelinhas novas e antigas vivem alimentando-se de ódio e hostilidade a Cristo, à Igreja e aos crentes. Quantos cristãos ainda suportam o peso da perseguição, marginalização, discriminação e injustiça em todo o mundo? No entanto, eles continuam corajosamente a abraçar a morte em vez de negar a Cristo. Quão difícil é, ainda hoje, praticar livremente a fé em todas as partes do mundo onde a liberdade religiosa e a liberdade de consciência não existem." (Vaticano)

EUA: Trump sanciona lei que garante ajuda para cristãos e Iázides vítimas do Estado Islâmico 
Recursos ajudarão cristãos e iázides a reconstruirem suas cidades e vilas destruídas pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. (Christian Today, KofC)

Síria: cristãos em pânico com a provável invasão turca contra os curdos. 
A Turquia deseja alcançar dois objetivos: destruir os curdos e extinguir de vez com a presença cristã no norte do Iraque. A Turquia está posicionando tropas e carros blindados desde o anúncio que os EUA irão retirar o seu contingente de 2 mil soldados, que operam em conjunto com os curdos.
Mas começa a veicular a notícia de que a Rússia está alertando a Turquia a não invadir a Síria. Vamos torcer para que os russos, mais uma vez, protejam os cristãos. (Daily Mail, CBN)


Perseguição Judeus (Boletim de Anti-Semitismo)
"Lute contra aqueles que não acreditam em Alá ou no Último Dia, que não proíbem o que foi proibido por Alá e Seu Mensageiro, e  que não reconhecem a Religião da Verdade (islão), mesmo que sejam do Povo do Livro (cristãos e judeus), até que paguem o imposto tributo jizyah em submissão, sentindo-se subjugados e humilhados. "[Outra tradução diz:] "paguem o imposto em reconhecimento da nossa superioridade e do seu estado de sujeição". (Alcorão 9:29)
Alemanha: Merkel pede aos países da União Européia para não transferirem suas embaixadas para Jerusalém
A chanceler alemã fez uma campanha para impedir que países da Europa Central e Oriental transferissem suas capitais para Jerusalém para preservar o acordo nuclear iraniano (JPost). A História se repete.

Para a Autoridade Palestina (PLO), Israel caçar terroristas é "ato de terrorismo"
Segundo a lógica do Ministério da Informação do Presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo", mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não. (Gatestone)

Grã-Bretanha: Salah, a estrela do futebol egípcio, pode abandonar o Liverpool se jogador israelense for contratado
O jogador é o árabe-israelense Moanes Dabour. Salah se recusou a apertar a mão de jogadores israelenses no passado. (JPost)


Perseguição outras religiões
Mas quando os meses sagrados tiverem transcorrido, mate os idólatras onde quer que você os encontre, e capturai-os, e cerque-os, e arme ciladas para eles usando de todos os estratagemas (da guerra); mas caso eles se arrependam, observem a oração e paguem o zakat [ou seja, se tornem muçulmanos], abra o caminho para eles. Sabei que Alá é Indulgente, Misericordiosíssimo. (Alcorão 9:5)
Irã: Baha'is presos por expressarem a sua fé
No dia 2 de dezembro, soldados iranianos invadiram a casa de Naghmehs Shadabi, confiscaram todos os seus livros e pertences, prenderam-na e jogaram-na na prisão sem julgamento. O crime dela? Ela faz parte da fé Baha'i. Por este "crime" ela agora senta-se em um sistema de prisão inquisitorial, e ninguém tem ideia por quanto tempo. Outras três pessoas da fé Baha'i também foram presas, sob a acusação de ativismo religioso e de seguirem a Fé Bahá'í.  Isto segue uma detenção anterior sobre 18 outubro de pelo menos nove cidadãos bahá'ís em Kermanshah. Eles foram libertados 18 dias depois, sob fiança. (IranPressWatch)


Ultraje Eterno

Itália: Pânico na missa de Natal após o imigrante marroquino gritar 'Alá' na igreja
Enquanto o rapaz de 35 anos gritava durante a leitura do evangelho, ele segurava um braço nas costas, apavorando os frequentadores da igreja que acreditavam que ele estava armado, relata o La Repubblica.

Austrália: Pregador muçulmano diz aos adoradores que QUALQUER UM que celebra o Natal irá para o inferno por toda a eternidade
Nassim Abdi, um pregador ocidente de Sydney da Associação Saudita Ahlus Sunnah Wal Jamaah, disse que comemorar o nascimento de Jesus Cristo é shirk, termo árabe para politeísmo. 'Shirk é muito pior do que cometer um pecado. Se uma pessoa acredita no Natal, ela vai para Jahannam (inferno) por toda a eternidade.” "Celebrar o Natal é pior do que beber álcool e cometer zina (sexo antes do casamento)", disse ele. A reportagem menciona outros 3 clérigos muçulmanos que pregam o mesmo para suas comunidades. (rtl247)  


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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

BRASIL DEIXA O PACTO MIGRATÓRIO DA ONU

José Atento: "agora, falta reformular a Lei de Migração!"

O governo do presidente Bolsonaro cumpriu com uma promesa de campanha e retirou ontem o Brasil do Pacto Migratório da ONU. O G1 menciona reportagem da BBC.
Em telegrama emitido nesta terça-feira (8), o Ministério das Relações Exteriores pediu a diplomatas brasileiros que comuniquem à Organização das Nações Unidas (ONU) que o Brasil saiu do Pacto Global para a Migração, ao qual o país tinha aderido em dezembro, no fim do governo Michel Temer.
A BBC News Brasil teve acesso ao documento em que o Ministério solicita às missões do Brasil na ONU e em Genebra a "informar, por nota, respectivamente ao Secretário-Geral das Nações Unidas e ao Diretor-Geral da Organização Iternacional de Migração, ademais de quaisquer outros interlocutores considerados relevantes, que o Brasil se dissocia do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular".
O documento diz, ainda, que o Brasil não deverá "participar de qualquer atividade relacionada ao pacto ou à sua implementação".
Procurado, o Itamaraty não confirmou a informação até a publicação desta reportagem. Porém, diplomatas afirmaram à BBC News Brasil em condição de anonimato que o telegrama está circulando no sistema do Ministério e chegou aos destinatários.
Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já haviam anunciado no Twitter que o país deixaria o pacto. Araújo o classificou como um "instrumento inadequado para lidar com o problema (migratório)", defendendo que "imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país". 
Sim, isso era algo que o presidente Bolsonaro mencionava claramente antes da posse. O vídeo abaixo é parte de uma live do dia 18 de dezembro de 2018, onde ele deixa isso bem claro.




Advinha quem lamenta o Brasil deixar o Pacto? 

O mesmo artigo do G1 menciona o ex-chanceler Aloysio Ferreira Nunes se lamentando da decisão. Aloysio Nunes, do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) foi quem assinou o Pacto em dezembro último, no Marrocos.

Outros que lamentam são as ONGs que se sustentam com a imigração.
Para Camila Asano, coordenadora de Política Externa da ONG Conectas, o abandono do acordo pelo Brasil é "extremamente lamentável".
A ONG Conectas tem na sua lista de doadores diversas entidades globalistas internacionais, tais como a infame Open Society Foundation, do George Soros. Camila diz ainda:
"Mostra que o governo não está olhando para a totalidade das pessoas que precisam de proteção", ela afirmou, assinalando que há mais migrantes brasileiros vivendo no exterior do que estrangeiros no Brasil.
Segundo Asano, ao deixar o acordo, o governo brasileiro não considera os "muitos brasileiros que vivem em outros países e sofrem pela negação de direitos básicos".
Isso é bobagem. Os brasileiros que vivem no exterior legalmente ou aqueles que imigram de modo legal não tem o que temer. Quem vive ilegalmente, bem, está ilegal. O que Camila Asano faz é criar um clima que não existe. Em lugar algum do Pacto Migratório diz-se que ele sobrepuja legislação internacional já existente. Não existe o menor risco, por exemplo, de algum país retaliar contra o Brasil pelo fato do Brasil não ser signatário do Pacto. Baseado em que legislação internacional isso ocorreria?
Ela diz que o pacto exprime um "consenso muito mínimo, mas ainda assim muito valioso, sobre quais seriam boas práticas para o acolhimento dos fluxos".
"O Brasil vai minando uma das suas principais credenciais internacionais: ser um país formado por migrantes e com uma política migratória vista como referência, o que vinha dando voz potente ao Brasil nas discussões internacionais sobre o tema", lamentou.
Essa história do "Brasil ser um país formado por migrantes" é retórica usada para manipular idiotas. Veja bem, o fato do Brasil ser, em parte, formado por imigrantes, não quer dizer que o Brasil irá permitir que um entidade supra-nacional, como a ONU, ou ONGs financiadas por organizações globalistas ditem o seu futuro. 

Isso aqui é Brasil.

Notícia no Jornal Nacional (8/1/2019)





sábado, 5 de janeiro de 2019

Relatório sobre o desaparecimento dos cristãos do Iraque (e arredores)

O desaparecimento

A situação dos cristãos em uma época de intolerância

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Uma tarde de sexta-feira na queda de 2017, poucos meses depois da libertação de Mosul do Estado Islâmico, um grupo de vizinhos se reuniram no Mar Mattai, um mosteiro fundado no século IV. Eles descarregaram cestas de comida e se acomodaram em volta de uma longa mesa em um pátio. Uma mulher chamada Niser estendeu uma toalha de mesa e colocou um prato de dolmas. "É uma maneira de celebrar que ainda existimos", ela me disse. Mais pessoas estavam chegando - crianças, avós, primos, tias e parentes distantes - membros de uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo que não se viam há três anos.
Negligenciando a vila de Mergey da seção velha do monastério de Mar Mattai, montagem Maqlub, Iraque.  Todas as fotografias do Iraque (outubro de 2017) e de Jerusalém (março de 2018) por Nicole Tung
Negligenciando a vila de Mergey da seção velha do monastério de Mar Mattai, montagem Maqlub, Iraque. Todas as fotografias do Iraque (outubro de 2017) e de Jerusalém (março de 2018) por Nicole Tung
No verão de 2014, o Estado Islâmico ocupou cidades e aldeias cristãs no norte do Iraque, apropriou-se de lares cristãos e destruiu fazendas de famílias cristãs. Quando os comandantes do Estado Islâmico separavam homens de mulheres e impunham jizyah,ou impostos de extorsão, seu propósito era extremo: eles pretendiam subjugar os cristãos ou afastá-los da terra. Mar Mattai fica a cerca de 30 quilômetros de Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, onde mais de cem mil cristãos foram expulsos de suas casas. Uma das crianças conduziu-me a uma parede na extremidade do mosteiro e apontou para os trechos marrons e empoeirados de campos que ficam à beira de uma região outrora conhecida como Mesopotâmia, a terra entre dois rios. De cima, vi como estava exposta a estrada para Mosul.
Os cristãos aqui sofreram invasões de persas, curdos e turcos, mas eles se recuperaram após cada perseguição. Esta é, em parte, sua tradição: eles acreditam em seu direito sagrado à sua terra. Mosul faz parte do triângulo assírio, registrado no livro de Gênesis, e as planícies de Nínive - onde se diz que o profeta hebreu Jonas havia pregado depois que ele foi cuspido por um peixe gigante no século VIII aC - estão situadas na região. nos arredores de Mosul, na margem leste do rio Tigre.
Desta vez, as coisas foram diferentes, disse o marido de Niser, Behnam, um homem de 30 anos que veio para a reunião de Qaraqosh, uma cidade católica assíria nos arredores de Mosul que foi invadida pelo Estado Islâmico em 2014. “Estamos preocupados. ," ele disse. “Mesmo com o ISIS desaparecido, há outra grande ameaça: não há trabalho para nós. Nosso inimigo é emigração. As pessoas estão saindo todos os dias.
Mosteiro Rabban Hormizd, Alqosh.
Mosteiro Rabban Hormizd, Alqosh.


Mapa de Dolly Holmes
Durante o regime de Saddam Hussein, que durou de 1979 a 2003, comecei a rastrear os cristãos no Iraque. Depois de trabalhar e conviver com eles durante muitos anos, aprendi como cristãos em todo o Oriente Médio sobreviveram a ditaduras brutais: endossando os regimes em troca de proteção, como fizeram no Iraque sob Saddam, como fizeram em Maaloula, na Síria, onde Os cristãos me diziam em voz baixa que preferiam Bashar al-Assad a alternativas teoricamente piores.
Então veio a invasão americana do Iraque. O país está se desfazendo. A guerra civil síria. O derramamento de sangue na Cisjordânia e em Gaza. Os ataques aos cristãos no Egito. Finalmente, a ascensão do Estado Islâmico, um grupo que certamente retornará de alguma forma nova, mesmo quando o presidente Donald Trump se orgulha de sua derrota. Cristãos no Oriente Médio que sobreviveram a tudo isso provavelmente enfrentarão mais uma vez o perigo.
A maioria dos cristãos iraquianos são assírios étnicos, que pertencem à denominação católica caldéia. Eles têm raízes na região que remontam a dois mil anos, e alguns afirmam que podem conectar suas árvores genealógicas com o apóstolo Tomé, que chegou à Mesopotâmia para evangelizar durante o primeiro século. Acredita-se por alguns pesquisadores que o Jardim do Éden esteve no Iraque - às vezes os motoristas me diziam que era perto dos míticos Jardins Suspensos da Babilônia, ao sul de Bagdá. Abraham veio de Ur, uma cidade-estado suméria, que os estudiosos acreditam que estava localizada a trezentos quilômetros da capital. Eu dirigi pelo país, de norte a sul, tomando notas sobre uma cultura antiga que eu sabia que poderia desaparecer.
A perseguição dos cristãos no Iraque começou já no século XIII. Mas nos últimos anos chegou a um ponto de inflexão, desencadeando um êxodo em massa. Em 2002, quando eu morava em Bagdá, seis meses antes da invasão dos EUA, havia quase 1,4 milhão de cristãos no Iraque. Hoje, restam entre 250 mil e 300 mil, segundo Samuel Tadros, pesquisador do Instituto Hudson.
Na maioria dos domingos em Bagdá, eu adorava na pedra branca da Igreja Caldéia de Santa Maria. Sentar-se com pessoas que estavam meditando e cantando em voz baixa em uma língua antiga era uma pausa da loucura do país quando a guerra se aproximava. Em todos os lugares que fui, fui vigiado pela polícia secreta de Saddam, a Mukhabarat. As empregadas do meu hotel vasculharam minhas gavetas e esvaziaram meus bolsos. Filmes comprometedores, muitas vezes de natureza sexual, eram feitos de jornalistas e diplomatas visitantes. Nas noites em que os filhos enlouquecidos de Saddam, Qusay e Uday, visitavam meu hotel, fiquei trancado no meu quarto. Todos sussurraram.
Uma imagem desfigurada de Jesus fora da Igreja de Mar Shimoni, Bartella
Uma imagem desfigurada de Jesus fora da Igreja de Mar Shimoni, Bartella
Depois da missa, meu motorista palestino e eu costumávamos almoçar em um restaurante cristão que servia sanduíches de frango em saj torrado , massa colocada sobre uma chapa quente e assada sobre uma fogueira, algo como uma pizza do Oriente Médio. Eu freqüentava uma mercearia cristã que vendia álcool e outras provisões raras, mas caras. Quando recebi a permissão de autoridades iraquianas, dirigi para o norte, para Mosul e Nínive, para me encontrar com as comunidades cristãs, ficar nas casas das pessoas, celebrar feriados e conversar com os padres e bispos. "Em cinco anos não seremos mais", disse-me um padre em 2003. Na época, parecia alarmista, mas suas palavras continham um núcleo de verdade.
O Iraque de Saddam era governado pelo secular Partido Baath, que, como os regimes seculares do Egito, da Argélia e da Turquia, há muito protegiam os cristãos em troca de seu apoio. Saddam pertencia ao ramo sunita do islamismo, que representava menos de 40% dos iraquianos. Como o seu governo era em si um dos governos minoritários, outras minorias, incluindo os cristãos, gozavam de um certo grau de segurança. Muitos cristãos me disseram que se sentiam mais protegidos sob esse regime do que atualmente.
É difícil imaginar se beneficiar de um regime tão brutal quanto o de Saddam. No entanto, "havia uma espécie de contrato social no Iraque", entre minorias e Saddam, disse ao PBS NewsHour Adeed Dawisha, professor de ciência política da Universidade de Miami, em Ohio “Sob Saddam, entendeu-se que, se você não interfere na política, recebe uma boa vida. Se os cristãos apoiaram Saddam, não porque eles amavam o que ele estava fazendo, era com medo da alternativa.
Os cristãos prosperaram economicamente durante esse tempo. Eles eram empresários, médicos, advogados e engenheiros. Eles administravam as lojas, os mercados e os hotéis mais agradáveis. Um grupo seleto fazia parte da elite política, como Tariq Aziz, que serviu como ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro sob Saddam. Mas apesar do secularismo promovido pelo regime, as antigas desavenças suportaram.
Uma torre sineira, que foi destruída pelo Estado Islâmico, no Mar Behnam e na Igreja Sarah, em Qaraqosh
Uma torre sineira, que foi destruída pelo Estado Islâmico, no Mar Behnam e na Igreja Sarah, em Qaraqosh
Durante os últimos dias de Saddam, quando ficou claro que a administração Bush ia invadir, a ansiedade substituiu essa tolerância desconfortável. Havia rumores de que Saddam e seu povo tinham resolvido cair em chamas antes que os americanos chegassem ao centro; que todos os ocidentais seriam cercados e julgados como traidores; que os xiitas se vingariam dos cristãos que ficaram do lado de Saddam.
Em dezembro de 2002, relatando para o Times de Londres, fui a uma missa especial em Mosul em homenagem a Santa Teresa de Lisieux, a santa católica francesa que era conhecida como “a pequena flor”. Quando me ajoelhei, as pessoas balançaram, oraram e soluçou como se estivessem lamentando a morte de um membro da família. Quando os ossos de Santa Teresa atravessaram a igreja, e o canto aramaico ficou mais alto, os fiéis tocaram a caixa de madeira que continha os restos do santo, como se ela pudesse se levantar e resgatá-los. Uma mulher assíria de olhos azuis ao meu lado estava convulsionada em lágrimas. "Por favor, não deixe essa guerra acontecer", disse uma pequena freira, pegando minhas mãos. Quatro meses depois, os fuzileiros americanos derrubaram a estátua de Saddam Hussein na praça Firdos.
Após a invasão, os ataques contra os cristãos tornaram-se mais frequentes, inspirados nas mensagens de Osama bin Laden. Um jordaniano sunita chamado Abu Musab al-Zarqawi plantou as primeiras sementes da Al Qaeda no Iraque em 2004. Seus alvos eram muçulmanos xiitas - sunitas extremistas, muçulmanos não-autênticos - e cristãos. Ao mesmo tempo, outro grupo jihadista, Ansar al-Sunna, também começou a ameaçar famílias cristãs. Então veio o Estado Islâmico.
As crianças brincam fora do seu lar temporário no acampamento para cristãos deslocados internamente, em Erbil.
As crianças brincam fora do seu lar temporário no acampamento para cristãos deslocados internamente, em Erbil.
Esses grupos de insurgência lançaram uma série de atentados que atingiram muitas igrejas no Iraque, incluindo St. Mary's, onde eu havia adorado antes da guerra. Em um incidente horrível em 31 de outubro de 2010, um grupo de jihadis do Estado Islâmico vestindo coletes suicidas entrou em Nossa Senhora da Salvação em Bagdá durante a missa da noite, e matou 58 pessoas, incluindo padres, fiéis e policiais. O ataque brutal foi um ato de retaliação contra um ministro evangélico da Flórida que ameaçou queimar o Alcorão. Em uma mensagem posterior, o Estado Islâmico chamou a igreja de “antro sujo de idolatria”.
Em 10 de junho de 2014, o Estado Islâmico capturou Mosul. Eu estava no meu quarto de hotel ouvindo a BBC quando meu motorista entrou correndo. Ele estava ouvindo relatos de que o Estado Islâmico estava a apenas cem quilômetros da capital. Durante dias, não tivemos notícias, e então os relatórios começaram a vazar. Os cristãos foram instruídos a sair ou morrer. Logo depois, visitei William Warda em sua casa em Bagdá. Warda era o chefe de assuntos políticos e militares de um partido político chamado Movimento Democrático Assírio. Ele nasceu em Mosul e se formou na universidade lá. Quando o encontrei em seu escritório, ele ficou perturbado. Ele estava tentando alcançar seus parentes, mas as linhas telefônicas estavam desligadas. "É uma limpeza de todos os cristãos da região", disse ele.
Nós nos sentamos tomando café em um quarto escuro, e Warda passou a xícara entre as mãos. Seus ajudantes entraram e saíram, falando com urgência para ele em árabe. As pessoas apareciam à sua porta pedindo conselhos: deveriam permanecer no Iraque e correr o risco de extermínio, pediram ou fugiram para se juntar a parentes de fora do país e correm o risco de viver em exílio permanente? "Como posso dizer a eles para não irem?", Ele perguntou, sua voz grossa de tristeza. “Eu sei que eles não têm futuro aqui. Mas se eles forem. nós, como cristãos, não temos futuro aqui ”.
Soldados das Unidades de Proteção da Planície de Nínive guardam a rua principal à noite, em Qaraqosh.
Soldados das Unidades de Proteção da Planície de Nínive guardam a rua principal à noite, em Qaraqosh.
Depois da refeição no Mar Mattai, a congregação retirou-se para a sombra. Nos dias tranquilos após o Estado Islâmico ser expulso, o grupo foi atormentado pela ansiedade. Os mais inseguros eram os jovens, como Sara Bahodij, de 23 anos, de Mosul. Bahodij me contou que sua família pôde permanecer na cidade por alguns meses depois da ocupação porque pagou a jizyah. Ela disse que havia uma escala variável dependendo da riqueza de uma família.
"Poderia ser dez mil dólares, poderia ser mil dólares, era tudo o que eles queriam cobrar", disse Bahodij amargamente. Ela me disse que seu pai vendeu o ouro da família. Mesmo assim, a família não se sentia segura. As mulheres cristãs estavam acostumadas a usar roupas de estilo ocidental - jeans, camisetas e, para as mulheres mais jovens, longos cabelos soltos. Mas agora eles tinham que se cobrir com abayas. Os combatentes do Estado Islâmico iam de casa em casa, marcando as portas dos cristãos com a letra n,uma antiga referência a Nasrani, ou seguidores de Jesus de Nazaré.
Depois da refeição, conheci Elham, uma professora da escola primária que parecia muito mais velha que seus cinquenta e nove anos. Ela lembrou que antes da invasão ela “tinha muitos amigos muçulmanos. Mas mesmo se nos sentimos protegidos, nos sentimos estranhos. Eles ainda olhavam para nós como se fôssemos esquisitos - porque éramos cristãos e eram muçulmanos. Eu sempre senti que eles estavam olhando para mim como se eu estivesse vestindo roupas estranhas. ”
Missa na Igreja Al-Tahera, em Qaraqosh
Missa na Igreja Al-Tahera, em Qaraqosh
Foi em 2008, me disse Elham, que as coisas começaram a se desenrolar. Grupos insurgentes, o início da Al Qaeda no Iraque, disseram a sua família para deixar sua casa em Mosul. "Eles bateram na porta e disseram que estaríamos mais seguros se saíssemos", disse ela. "Eles me lembraram que eu tinha três filhos."
A família ficou até agosto de 2014. Desta vez, eles não puderam desobedecer. A família de Elham fez as malas em uma hora e dirigiu até Qaraqosh com algumas famílias ortodoxas cristãs. Antes da ascensão do Estado Islâmico, era uma das cidades mais prósperas da região, e Elham supôs que sobreviveria.
Então, as cidades cristãs vizinhas caíram uma a uma. O Estado Islâmico entrou em Qaraqosh do norte e as pessoas fugiram para o leste. Em 6 de agosto, Elham empacotou sua família novamente, sem ter certeza de onde poderiam ir. Ao saírem da cidade, Elham viu os combatentes do Estado Islâmico chegando à distância. É assim que o futuro se parece, pensou ela: homens de calças curtas com barba. "Nós não queríamos ficar para recebê-los", diz ela, estremecendo com a memória. A família passou vários meses hospedando-se com amigos ou parentes - qualquer um que os hospedasse.
Perto dali, conheci um jovem de 24 anos chamado Nazar Esa. “As ruas estavam cheias de carros, com pessoas a pé, com todo mundo fugindo”, lembrou ele. “Era quatro da manhã - totalmente surreal.” Sua família foi para Dohuk, mais ao norte. Qaraqosh se tornou um campo de batalha urbano, com militantes vestindo coletes suicidas envolvidos em combate corpo-a-corpo contra soldados do Exército iraquiano nas ruas.
Uma estátua destruída de São Jorge na Igreja Mar Gorgis, em Qaraqosh
Uma estátua destruída de São Jorge na Igreja Mar Gorgis, em Qaraqosh
Enquanto isso, a retórica do Estado Islâmico em relação aos cristãos ficou mais beligerante. Em outubro de 2014, a primeira página de uma das revistas do grupo apresentava uma imagem da Praça de São Pedro, em Roma, com a bandeira do grupo sobreposta ao obelisco da Basílica Papal - no centro do coração do cristianismo. Em 2015, o grupo lançou um vídeo intitulado "Uma mensagem assinada com sangue para a nação da cruz", que mostrou a execução dos cristãos egípcios. O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, prometera, então, marchar “até Roma”, “quebrar as cruzes” dos cristãos ao longo do caminho e “trocar e vender suas mulheres”.
Em outubro de 2016, o Exército iraquiano libertou Qaraqosh. Nazar voltou para ajudar a limpar dispositivos explosivos ao lado da NUeveh Plain Protection Units (NPU), uma organização militar composta em grande parte de cristãos assírios que foi formada no final de 2014 para se defender contra o Estado Islâmico. Segundo o capitão Sabri Rafo Ibrahim, mil casas foram destruídas e outras três mil foram parcialmente queimadas. Enquanto Nazar caminhava pela cidade destruída, ele estava em lágrimas. Mas, ele disse a si mesmo, ele estava em casa. "Era como um namorado separado da namorada e depois nos encontramos novamente", disse ele. “Temos um velho ditado aqui. Esta vila é nossa. Nós não damos a ninguém.
Enquanto conversávamos, algumas dezenas de pessoas se reuniram em um círculo e começaram a jogar uma partida de dança. Estas eram famílias extensas, unidas pelo medo, pavor e um senso de sobrevivência. No auge da expansão do Estado Islâmico, sessenta e cinco famílias viviam no mosteiro de Mar Mattai, abrigando-se em salas cheias de dez ou mais pessoas cada. Agora essas salas são usadas para as famílias conversarem depois do almoço. A conversa que escutei em cada um deles foi a mesma: como eles reconstruiriam suas igrejas destruídas e casas carbonizadas, marcadas com conchas e buracos de bala; como eles apoiariam suas famílias?
Homens jogam um jogo de tabuleiro em uma casa de chá no bairro cristão de Ankawa, em Erbil.
Homens jogam um jogo de tabuleiro em uma casa de chá no bairro cristão de Ankawa, em Erbil.
"O Estado Islâmico estava tão perto quanto Bashiqa", disse o padre Joseph Ibrahim, um dos sacerdotes assírios, apontando a colina para a cidade logo depois das paredes do mosteiro. "Se eles quisessem ocupar o mosteiro, poderiam facilmente tê-lo feito."
Criado em Mosul, ele tem menos medo do Estado Islâmico do que do desconhecido. O irmão do padre Ibrahim, um líder cristão franco, foi morto em 2006 por jihadistas islâmicos durante a primeira onda de assassinatos cristãos. "Os assassinos não eram ISIS, mas tinham a mesma mentalidade", diz ele. "O ISIS pode ter sumido, mas o sentimento não é."
UMAjovem mãe veio timidamente ao padre Ibrahim, segurando um bebê de cinco meses, que nasceu no final da ocupação do Estado Islâmico. A mulher, chamada Rita Emad Abdulahad al Nisser, tinha vinte e quatro anos e usava cabelos longos e uma camiseta que dizia: mora em paris. amor em paris. Ela ofereceu o bebê ao padre, que abençoou o bebê. Rita era a nora de Elham. Seus pais trabalhavam em uma farmácia em Bartella, uma cidade de quinze mil habitantes, doze quilômetros a leste de Mosul. Em 2014, Rita estava em seu último ano de universidade estudando literatura inglesa com “três exames para ir” quando o Estado Islâmico chegou. Enquanto falava, suas lembranças da noite em que os combatentes do Estado Islâmico chegaram se aproximaram - um telefonema às seis da manhã de um parente em uma aldeia próxima; seu pai em lágrimas, acordando ela e seus irmãos; suas instruções sombrias para arrumar uma pequena bolsa.
"O ISIS estava em toda parte - tão rapidamente", ela me disse. Ela e sua família carregaram seu SUV e se dirigiram para Erbil, onde se juntaram a uma comunidade de cerca de trinta mil cristãos.
A destruída Mar Ephrem Chaldean Church com os restos de uma bandeira do Estado Islâmico pintada na sua frente, em Mosul
A destruída Mar Ephrem Chaldean Church com os restos de uma bandeira do Estado Islâmico pintada na sua frente, em Mosul
"Nós pensamos que só ficaríamos em Erbil por algumas horas", disse Rita. "Que tudo acabaria em dias." Mas esse expurgo foi mais brutal. O Estado Islâmico destruiu casas e universidades, queimando livros e jardins. Eles roubaram primeiro, depois bombardearam ou queimaram, disse Rita. A universidade que ela frequentou foi destruída. Em junho de 2017, a família retornou a sua casa para encontrar móveis quebrados, pratos quebrados e cortinas rasgadas.
Sara, a jovem de vinte e três anos, prima de Rita, aproximou-se de nós. “Acabamos de receber promessas. Promessas de novas casas, promessas de emprego. Promete que o ISIS terá desaparecido para sempre. Promete que vamos viver em paz ”, disse ela. A alternativa é emigrar para os Estados Unidos. "Em alguns anos", ela acrescentou, "todo mundo vai embora."
Aemigração é a verdadeira ameaça para os cristãos no Oriente Médio que ainda precisa ser vista. Embora a eleição de Donald Trump tenha causado um dramático retorno da diplomacia dos direitos humanos, a presença de seu vice-presidente, Mike Pence, um evangélico conservador, significava que ainda havia uma chance de um esforço para proteger os cristãos perseguidos. Em setembro de 2017, Trump havia assinado sua terceira versão da proibição de viagens, o que implicava que os cristãos ainda seriam bem-vindos aos Estados Unidos. Lembro-me de sentir uma sensação sinistra de confusão. Fiquei aliviado que meus amigos cristãos no Oriente Médio pudessem encontrar refúgio na América, mas eu estava profundamente preocupado com as maiores conotações de seu abraço por parte dos evangélicos de extrema direita. Eu não queria que eles fossem usados ​​como “bons refugiados” em oposição aos “maus refugiados” - isto é, muçulmanos.
Cristãos palestinos carregam uma cruz de madeira pela Cidade Velha de Jerusalém durante uma procissão da Sexta-Feira Santa.
Cristãos palestinos carregam uma cruz de madeira pela Cidade Velha de Jerusalém durante uma procissão da Sexta-Feira Santa.
Naquele outubro, Pence falou em um jantar para In Defense of Christians, um grupo de defesa, onde declarou: "O cristianismo agora enfrenta um êxodo no Oriente Médio inigualável desde os dias de Moisés." Ele prometeu que os Estados Unidos iriam "trabalhar a mão". em mãos, a partir de hoje, com grupos religiosos e organizações privadas para ajudar aqueles que são perseguidos por sua fé. ”Pence chegou a divulgar a idéia de uma visita ao Oriente Médio para destacar a situação dos cristãos na região.
Então, em dezembro, Trump anunciou que reconheceria Jerusalém como a capital de Israel e mudaria a embaixada dos EUA para lá. Como resultado, muitos líderes cristãos na região que geralmente são pró-Palestina - incluindo o papa copta - recusaram-se a encontrar-se com Pence durante sua visita em janeiro de 2018. Durante a viagem, Pence se dirigiu ao Knesset israelense, onde anunciou uma cronologia acelerada. para o movimento da embaixada, provocando protestos por legisladores árabes, e falou de gastar US $ 110 milhões para ajudar os cristãos e outras minorias religiosas no Oriente Médio.
A proporção cristã de refugiados admitidos nos Estados Unidos aumentou para 63% na última primavera, ante 47% no ano anterior - principalmente porque o número total de refugiados admitidos nos Estados Unidos despencou. E o número total provavelmente diminuirá ainda mais. Entre outras razões, a política de fronteira do governo fez com que muitos refugiados fossem rejeitados antes de serem autorizados a pedir asilo.
É difícil imaginar qualquer estratégia de política externa que possa fazer muito para mudar a crise generalizada que os cristãos enfrentam no Oriente Médio. Nos últimos dois milênios, eles viveram períodos de tolerância silenciosa interrompidos por explosões brutais de perseguição. A queda do Império Otomano e da Primeira Guerra Mundial contribuiu para a primeira onda desse tipo na história moderna; a invasão americana do Iraque em 2003 para o segundo. O caos semeado após esse último conflito comprometeu a segurança de inúmeras comunidades cristãs além do Iraque, incluindo as do Egito, da Síria e talvez até do Líbano. Em cada um desses lugares, o conflito tornou ainda mais precária a posição já complicada e perigosa dos cristãos.
Graffiti em um posto de controle operado pela Nineveh Plain Protection Units e pelo Exército iraquiano em uma entrada para Qaraqosh
Graffiti em um posto de controle operado pela Nineveh Plain Protection Units e pelo Exército iraquiano em uma entrada para Qaraqosh
O Egito tem a maior população de cristãos no Oriente Médio, e era uma nação de maioria cristã desde o segundo século até o décimo século. As estimativas mais confiáveis ​​sugerem que entre 6 e 10 milhões de cristãos coptas vivem lá hoje. A hostilidade contra os cristãos irrompeu periodicamente em ataques de grupos sectários mortais, incluindo mais de uma dúzia durante o mandato de Hosni Mubarak, de 1981 a 2011. Há um padrão de longa data de negligência do governo ou até mesmo cumplicidade diante desses ataques, e as vítimas normalmente foi negada justiça através dos tribunais.
Nos anos desde a Primavera Árabe, os ataques contra os cristãos coptas tornaram-se mais frequentes, muitas vezes desencadeados por percepções de que a comunidade se alinhou com forças anti-governamentais. O chefe da maior denominação copta disse à Anistia Internacional que mais de quarenta igrejas foram danificadas ou destruídas em todo o país em agosto de 2013. Os militares se recusaram a proteger as igrejas e os agressores não foram responsabilizados.
O Estado Islâmico trouxe uma nova ameaça aos cristãos egípcios, com os legalistas que realizaram assassinatos e atentados suicidas na Península do Sinai e em todo o país. A ONG Portas Abertas contou com um total de 128 cristãos mortos no país em 2017 por causa de sua fé e descreveu sua posição como “uma perseguição sem precedentes”.
A ascensão do Estado Islâmico e outros grupos islâmicos também provocou um êxodo de cristãos da Síria. São Paulo conduziu sua primeira missão à cidade de Antioquia, que fazia parte da antiga Síria, agora na Turquia. Este é o lugar onde os discípulos de Jesus foram chamados cristãos pela primeira vez. Em 2011, durante os primeiros dias da guerra civil na Síria, passei um tempo com as freiras no Santuário de St. Takla, na cidade de Maaloula, enquanto eles juntavam cestas de damascos para compotas e mulheres de todo o país vinham rezar. para fertilidade. Conheci lojistas cristãos, donos de restaurantes, motoristas de táxi e famílias que falavam comigo sobre a harmonia da cidade. Tentei manter contato com pessoas que eu conhecia, mas com o passar do tempo, era cada vez mais difícil encontrá-las.
Em fevereiro de 2015, combatentes do Estado Islâmico atacaram várias cidades cristãs no nordeste da Síria e tomaram centenas de pessoas como reféns. Três foram executados e o restante acabou sendo resgatado. Como resultado da guerra civil na Síria, 5,6 milhões de pessoas fugiram dos combates. De acordo com a reportagem do Independent, virtualmente todos os cristãos no nordeste do país partiram, levando com eles uma rica tradição cultural que remonta aos primeiros dias da fé.
banner acolhendo cristãos em casa, em Karamless
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E o conflito teve efeitos ondulatórios atingindo até mesmo a comunidade cristã do Líbano. Com cerca de 1,5 milhão de refugiados sírios, a esmagadora maioria dos quais são muçulmanos sunitas, o equilíbrio demográfico de cristãos e muçulmanos no país - a base de um acordo de longo prazo de compartilhamento de poder - começou a se inclinar, criando um sentido. de desconforto.
Os cristãos estão sendo empurrados da região por outros fatores também. Na Faixa de Gaza, a perda cultural é particularmente aguda, dado que as comunidades cristãs palestinas datam dos seguidores originais de Cristo. Em 2007, a última livraria cristã existente foi bombardeada, e o proprietário, Rami Ayyad, um batista, foi assassinado por extremistas. Ele recebeu ameaças de morte de jihadistas por meses, mas se recusou a fechar sua loja. E, além disso, a economia abalada e a infra-estrutura destruída - resultados da brutal ocupação israelense - expulsaram aqueles em Gaza que conseguem emigrar; Os cristãos, que têm um tempo um pouco mais fácil para obter as licenças para cruzar para Israel, encontram maneiras de se estabelecer em outro lugar. Hoje, apenas cerca de mil cristãos permanecem, de uma comunidade que somava cerca de 4.500 apenas seis anos atrás.
Tomados em conjunto, a diminuição dessas comunidades equivale a uma enorme reviravolta para uma fé antiga, além do fardo de qualquer país.
Uma família em Qaraqosh
Uma família em Qaraqosh
Umé o Estado Islâmico avançado, alguns dos cristãos de Nínive fugiram para aldeias, que estavam fora do controle do grupo; outros acabaram em campos de refugiados fora de Erbil; alguns foram mais para o norte até Dohuk. Alguns dormiram no chão abaixo da estátua lascada da Virgem Maria em Ankawa, um subúrbio cristão de Erbil, por semanas antes de encontrarem casas temporárias.
Em Erbil, em 2015, conheci Aziz Emmanuel al-Zabari, um professor católico caldeu da Universidade de Salahaddin. Al-Zabari havia fugido de Mosul em 2006, quando sentiu que as crescentes tensões estavam tornando inseguro para os cristãos. Ele me disse como encontrar as casas onde os cristãos estavam acampados com parentes em Ankawa e em campos de refugiados nas estradas que saíam da cidade. Vagando pelos acampamentos, parei para conversar com as famílias. Sentei-me dentro de tendas escuras com mulheres idosas que estavam confusas sobre o porquê de estarem ali. "Eles estão tentando matar todos nós?", Uma mulher me perguntou. "Será que vamos poder ir para casa?"
Naquele mês de outubro, viajei para Qaraqosh, onde a maioria das ruas era agora uma pilha de escombros, e adolescentes associados às Unidades de Proteção Nínive de Nínive estavam fazendo selfies em postos de controle improvisados. Na rua principal, algumas lojas de kebab estavam abertas, assim como uma barbearia. Nós compramos um pouco de frango e comemos lá fora, vendo homens beber chá e algumas mulheres xiitas, vestidas de abayas, com seus filhos. Na noite de sábado, na missa sagrada, a igreja bombardeada tinha uma grande multidão de pessoas. Depois disso, as sorveterias, abertas recentemente, estavam cheias de adolescentes e famílias carregando bebês.
Também fiz uma visita ao Mosteiro da Virgem Maria, perto da aldeia de Alqosh, a cerca de 80 quilômetros ao norte de Mar Mattai. Lá, encontrei o padre Andrew Toma, que me disse que, ao longo dos séculos, os cristãos haviam se adaptado a ser forasteiros. "Uma águia viverá aqui, com todos esses pombos", disse ele. O medo real, ele disse, é a incerteza, a falta de um futuro econômico.
"Na década de 1980, famílias cristãs foram embora porque não queriam que seus filhos lutassem na guerra Irã-Iraque", explicou padre Toma. “Agora eles estão saindo porque não há vida para eles. Como posso dizer-lhes para ficar? Como posso salvá-los? ”O padre sentou-se cansado em uma parede antiga em sua casa. "Eu não posso nem me salvar."
Na estrada, Sharafiya era uma cidade fantasma, uma aldeia abandonada destruída pelo Estado Islâmico até que, lentamente, as famílias começaram a voltar. Padre Asad, o padre local, disse-me que era uma comunidade com quatrocentas famílias, a maioria das quais fugiu. "As pessoas deixaram seus animais e suas casas, pegaram seu ouro e saíram rapidamente", disse ele. Ele se lembra das fileiras de carros cheios de pessoas e bens.
Uma estátua da Virgem Maria fora do Mosteiro da Virgem Maria, em Alqosh
Uma estátua da Virgem Maria fora do Mosteiro da Virgem Maria, em Alqosh
Mas as pessoas estavam determinadas a recomeçar suas vidas e, em janeiro passado, treze bebês foram batizados na Igreja de São Jorge, restaurada por Sharafiya. Seis meses antes, quando participei de uma missa à noite, havia apenas um punhado de adoradores nos bancos da igreja. Ainda assim, o padre Asad me disse que a política continuaria a assombrar os cristãos aqui: "Não é sobre eu convencer as pessoas a ficar", disse ele. “Não temos problemas com curdos e árabes. Mas se os curdos e árabes continuarem a lutar, seremos as vítimas neste jogo ”.
Passar por cadeias de pequenas aldeias que haviam sido abandonadas após a partida do Estado Islâmico era sinistro. Em Sharafiya, praticamente não havia som, exceto pelo balido das cabras. De longe, ouvi um chifre distante soprando. Os campos estavam cobertos de vegetação. As casas estavam vazias e as portas abertas como se as pessoas tivessem saído por um momento, esperando retornar rapidamente.
No meu último dia em Nínive, subi a colina até o mosteiro caldeu Raban Hormizd enquanto o sol se punha. Eu poderia ter dado esses passos no sétimo século. O mosteiro estava vazio, iluminado por algumas velas tremulantes, e no fundo, numa capela minúscula, encontrei uma bela vigília de oração noturna com cânticos e canções em aramaico liderada por um padre iraquiano-australiano chamado Padre Isaac Royel. Com sua esposa, ele veio visitar sua mãe idosa na aldeia vizinha de Alqosh.
O padre Royel era monge desde os vinte anos. "Eu queria viver uma vida espiritual - eu estava morrendo no mundo real", disse ele. "Eu queria uma conexão com a espiritualidade que eu só poderia passar por jejum, vigílias e orações."
Mas a fé cristã está diminuindo em todos os sentidos, disse ele, mesmo neste lugar antigo. “Estas são as nossas raízes. Para as pessoas que se deslocam do Oriente para o Ocidente, é muito difícil, porque elas se assimilam e desapareceremos para sempre. O Ocidente é tecnologia, conhecimento. O Oriente é algo mais tradicional. Se algo for demolido, nunca mais poderá ser reconstruído.”