Pela primeira vez, o parlamento europeu está rachado ao meio
dentro da tradicional divisão entre "centro-esquerda" e "centro-direita"
Reino Unido. Certamente o resultado mais incrível aconteceu no Reino Unido. O novo partido BREXIT, liderado por Nigel Farage, criado apenas 6 semanas antes das eleições, obteve 40% dos votos. O partido BREXIT defende a imediata saida da União Européia, que havia sido aprovada em um plebiscito em 2016. Mas o governo do Partido Conservador está pondo os pés pelas mãos nas negociações com a UE e o povo está descontente. Tanto o Partido Conservador quanto o Partido Trabalhista tiverem grandes perdas de eleitorado, e juntos ficaram com menos da metade de votos do BREXIT.
França. O partido de Marie Le Pen, Rassemblement National ("agrupamento nacional") obteve 25% dos votos enquanto que o partido En Marche! ("em marcha") do presidente Emmanuel Macron obteve 22%. O resultado pode ser visto como um referendo sobre Macron, sendo que ele foi rejeitado por quase 80% do eleitorado.
Vamos resumir a situação dos outros países. Na Hungria, o partido Fidesz do primeiro-ministro Victor Orban e a coalizão democrática ganharam 68% do votoss. Na Eslovênia, o partido democrático, aliado a Orban, também venceu. Na Áustria, o partido do primeiro-ministro Sebastian Kurtz terminou em primeiro com 35% dos votos, e o partido de coalizão veio em terceiro com 18%, um total de 53%. Na Croácia os conservadores ficaram em primeiro lugar, enquanto que uma coalizão nacionalista ficou em terceiro. Na Polônia, o partido nacionalista Lei e Justiça ganhou com quase 50% dos votos. Os nacionalistas ganharam na República Tcheca com o partido ANO , cresceram na Bélgica com a Aliança Flamenca e o partido Vlaams Belang, e os conservadores do Novos Democratas venceram na Grécia (humilhando o governo de esquerda). Viu-se também crescimento na Alemanha com o Alternativa para a Alemanha (AfD), na Finlândia (True Finns), Dinamarca (Partido do Povo) e Espanha (Vox).
Não poderíamos terminar sem mancionar a Itália, com a fabulosa vitória de Mateo Salvine e seu Partido Lega, que, junto com o partido de coalização Cinco Estrelas, obtiveram mais de 50% dos votos, consolidadando a sua posição de defesa da soberania da Itália, e, em termos efetivos, derrotando o próprio Papa Francisco, que defende uma Itália com fronteiras abertas e recebendo cada vez mais imigrantes muçulmanos.
Um verdadeiro terremoto sacudiu os alicerces políticos da Europa, e a tendência é que os partidos nacionalistas cresçam ainda mais no futuro. O fato é que a maior parte da população européia sente falta das três seguranças que apenas os estados-nacionais podem oferecer: segurança nacional (contra a erosão das fronteiras), segurança econômica (defesa da economia nacional) e segurança existencial (preservação das culturas e tradições nacionais). Essas preocupações não podem ser satisfeitas pelo globalismo corporativista e secularismo defendido pelas elites, pois eles promovem exatamente o contrário: erosão das fronteiras, empregos enviados para outros países e dissolução das culturas através de um multiculturalismo cego que celebra as culturas externas.
Agora,um desdobramento interessante recente foi a criação de um bloco nacionalista e populista intitulado Identidade e Democracia. O grupo reúne nove dos 28 países membros da União Européia e inclui a Lega da Itália, Rally Nacional da França, Alternativa para a Alemanha, Partido da Liberdade da Áustria, Partido dos Verdadeiros Finlandeses, Liberdade e Democracia Direta da República Tcheca, Partido Conservador da Estônia Partido Popular e Interesse Flamengo da Bélgica.
O ID será liderado por Marco Zanni, um eurodeputado do partido da Liga da Itália, e o maior partido individual na aliança com 28 legisladores.
Identidade e Democracia
"Líder racista de extrema direita condenado que quer banir o Islã e deportar todos os muçulmanos da Dinamarca está em vias de se tornar um parlamentar"
Esta é a manchete do jornal inglês Daily Mail se referindo a Ramus Paludam. Ele é líder do recém-criado Partido Linha Dura e que está em vias de ser eleito para o parlamento dinamarquês. O Partido Linha Dura pede pelo fima da imigração islâmica, fechamento de mesquitas e extradição de muçulmanos extremistas, o que é contra o interesse do globalismo corporativo e da esquerda internacionalizante. Por isso, ele é taxado de "líder racista" ... apesar de "muçulmano" não ser um grupo racial.



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